🍓 Frutas

Satsuma

Citrus unshiu

Atualizado em

5 a 7 cmTamanho
Laranja intensoCor
Doce, baixa acidezSabor
Maio a setembroSafra
~53 kcal / 100 gCalorias
Satsuma inteira e cortada ao meio mostrando gomos sem sementes

Galeria de fotos de Satsuma

Satsuma inteira e cortada ao meio mostrando gomos sem sementes
Satsuma inteira e em gomos: casca fina e polpa laranja intensa.
Close-up da casca fina e textura da satsuma
Detalhe da casca fina e soltinha, característica da satsuma.
Pé de satsuma carregado de frutos no pomar
Pé de satsuma com frutos achatados típicos da espécie.
Cesta de colheita com satsumas frescas
Colheita de satsumas na safra de inverno.
Gomos de satsuma soltos em prato
Gomos suculentos e sem sementes, prontos para consumo.
Flores e folhas da planta satsuma
Flores brancas e folhas da satsumeira.
Ideal para

A satsuma é ideal para quem busca um lanche prático, doce e sem sujeira, especialmente crianças em fase escolar e adultos que querem fruta fácil de descascar no trabalho. Sua ausência de sementes e membrana fina torna o consumo mais seguro e agradável para quem tem pouca paciência para ficar limpando a fruta. Também funciona bem para quem precisa de opções de baixa acidez entre os cítricos e para quem monta marmitas e lanches frios. Como é suculenta mas não escorre tanto, vai bem em saladas e sobremesas geladas sem encharcar a preparação.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem espera encontrar a fruta o ano todo ou pagar pouco, já que a oferta no Brasil é sazonal e concentrada no inverno e em regiões específicas. Quem mora fora do Sudeste e Sul pode ter dificuldade e precisar recorrer à importada, mais cara e menos fresca. Quem precisa de muito rendimento de suco ou quer fazer geleias e compotas cítricas também pode se frustrar. A satsuma rende menos caldo que laranja e poncã e sua casca fina amarga se cozida por muito tempo, exigindo técnica mais cuidadosa.

Perfil rápido de Satsuma

Calendário

Safra no BrasilJFMAMJJASOND
Importação (Espanha e Turquia)JFMAMJJASOND

Valor nutricional (100 g)

Calorias
53 kcal
Carboidratos
13,3 g
Fibras
1,8 g
Proteínas
0,8 g
Gorduras totais
0,3 g
Vitamina C
27 mg
Potássio
157 mg
Cálcio
37 mg
Folato
16 mcg
Beta-criptoxantina
~800 mcg

Encontrado em 6 países

  • Japão
  • China
  • Estados Unidos
  • Espanha
  • Turquia
  • Brasil

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Sapindales
Família
Rutaceae
Gênero
Citrus
Espécie
Citrus unshiu

Resumo

  • Satsuma é a mexerica japonesa Citrus unshiu, sem sementes, de casca fina e sabor doce com baixa acidez.
  • Sua safra no Brasil vai de maio a setembro, com pico no inverno, e é mais fácil de encontrar no Sudeste e Sul.
  • Destaca-se pela facilidade de descascar, gomos suculentos e boa conservação na geladeira por até 10 dias.

Características

Ficha da fruta

Nome científicoCitrus unshiu (Marcow.)
Família botânicaRutaceae
OrigemJapão (a partir de material chinês)
Tamanho5 a 7 cm de diâmetro, 70 a 120 g
Coreslaranjalaranja-avermelhado
CorCasca laranja finapolpa laranja intensa
SaborDoce, pouco ácido, aroma suave
Época da safra no BrasilMaio a setembro (pico junho a agosto)
Calorias por 100 g (aproximado)53 kcal
Principais nutrientesVitamina C, fibras, potássio, beta-criptoxantina
Como consumirIn natura, gomos, suco, saladas e sobremesas frias
Conservação7 a 10 dias na geladeira; 2 a 3 dias em temperatura ambiente
Tipos ou variedadesOkitsu, Owari, Miyagawa, Dobashi Beni

Perfil e comportamento

DoçuraAlto
AcidezBaixo
SuculênciaAlto
Facilidade de encontrarBaixo
Versatilidade na cozinhaAlto

O que é a satsuma e por que ela não é só uma mexerica

A satsuma é uma mexerica do grupo Citrus unshiu, originada no Japão e diferente das tangerinas comuns do Brasil. Enquanto poncã e mexerica montenegrina pertencem a outros grupos de Citrus reticulata, a satsuma tem genética própria, casca mais fina e quase zero sementes.

Ela foi selecionada para ter albedo (parte branca) ralo e seco, por isso a casca se solta inteira sem grudar na polpa. Os gomos são tenros, com membrana fina que quase não se percebe ao mastigar, o que a torna muito mais agradável para comer com a mão.

Na prática, é a mexerica mais fácil de descascar que você vai encontrar. Não precisa de faca, não espirra suco e não deixa aquele amargor de casca que outras deixam nos dedos.

Como reconhecer uma satsuma de verdade

A satsuma é pequena e levemente achatada, com 5 a 7 cm de diâmetro, formato que lembra uma abóbora miniatura. A casca é fina, irregular e bem solta, com textura levemente esponjosa e brilho opaco, nunca lisa e colada como a da mexerica-cravo.

A cor entrega bastante: laranja intenso a laranja-avermelhado por fora e polpa bem alaranjada por dentro, devido à alta concentração de beta-criptoxantina. Quando aberta, os gomos são uniformes, suculentos e sem sementes ou com 1 a 2 no máximo.

O aroma é outro ponto de identificação. É cítrico doce e limpo, sem o perfume forte e resinoso da poncã. Se a fruta for grande, com casca grossa e muitas sementes, não é satsuma, mesmo que seja vendida como tal.

Origem japonesa e onde é cultivada hoje

Apesar do nome ligado à antiga província de Satsuma, no sul do Japão, a espécie tem ancestralidade chinesa. Foi no Japão, a partir do século XVI, que o Citrus unshiu se estabilizou como cultivo e ganhou o nome popular de mikan ou unshu mikan.

Chegou aos Estados Unidos em 1878, levada pela esposa do diplomata George R. Hall, e se adaptou tão bem à Louisiana e à Flórida que os americanos passaram a chamá-la de satsuma mandarin. Na Europa, Espanha e Turquia são hoje grandes produtores.

No Brasil o cultivo ainda é restrito, concentrado em pomares de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, onde o inverno mais frio favorece a coloração e o teor de açúcar. Por ser uma das cítricas mais resistentes ao frio, tolerando até -9 °C por curtos períodos, ela frutifica bem onde outras mexericas falham.

Principais variedades que você pode encontrar

Nem toda satsuma é igual. As diferenças estão no tamanho, época de colheita e intensidade da cor.

  • Owari: a mais famosa no mundo, de meia-estação, equilibrada entre doçura e suco, com 7 a 9 gomos grandes.
  • Miyagawa: precoce, menor e mais achatada, colhida já no outono japonês. Muito doce e de casca extremamente solta.
  • Okitsu: variedade precoce desenvolvida no Japão nos anos 1940, bastante cultivada no Brasil por maturar antes do pico do inverno.
  • Dobashi Beni: de polpa mais avermelhada, rica em beta-criptoxantina, usada para sucos com cor mais intensa.

No varejo brasileiro, quase sempre o rótulo vem só como satsuma ou tangerina satsuma, sem especificar a variedade. O que muda para o consumidor é que as precoces chegam em maio e as tardias seguram até setembro.

Sabor, textura e como usar na cozinha sem amargar

O sabor da satsuma é doce, com acidez 2 a 3 vezes menor que a da laranja-pera e final limpo, sem amargor. A textura é macia e muito suculenta, mas com menos caldo escorrendo que a poncã, o que facilita levar na lancheira.

Por ter pouca acidez, ela não talha preparações com laticínios e funciona bem em usos que outras mexericas amargam. Veja onde ela brilha:

  • In natura: é seu melhor uso. Gomos soltos para crianças, lanches e trilhas.
  • Saladas: combina com folhas amargas como rúcula e radicchio, queijo de cabra e nozes.
  • Sobremesas frias: gelatinas, pavês e mousses. Adicione os gomos só no final para não cozinhar a membrana.
  • Suco: rende um suco doce que não precisa de açúcar, mas oxide rápido. Consuma na hora.

Evite levar satsuma ao fogo alto ou ferver a casca. A casca fina tem óleos essenciais que amargam se aquecidos por muito tempo. Para bolos, use apenas raspas finas da parte laranja.

Valor nutricional: o que a satsuma entrega de fato

Em 100 g, a satsuma tem cerca de 53 kcal, 13 g de carboidratos e 1,8 g de fibras. O destaque é a vitamina C, com 27 a 32 mg por 100 g, cerca de 30% da recomendação diária para adultos, além de potássio e folato.

O diferencial em relação a outras mexericas é a beta-criptoxantina, carotenoide pró-vitamina A responsável pela cor intensa. Estudos de composição no Japão mostram que a satsuma tem 5 a 10 vezes mais beta-criptoxantina que a laranja comum.

É uma fruta de densidade calórica baixa e boa saciedade pelo volume de água e fibra, útil para quem busca lanche doce sem exagero. Como todo cítrico, não é fonte relevante de proteínas ou gorduras.

Quando ela ajuda mais

Por ser doce e sem sementes, é excelente para introdução alimentar e lanche escolar, desde que oferecida em gomos sem membrana solta para menores de 4 anos. Para quem pratica atividade física, funciona como fonte rápida de carboidrato e hidratação leve.

Como escolher, conservar e fazer durar mais

Na hora da compra, prefira frutos firmes mas que cedam levemente ao toque, pesados para o tamanho e com casca íntegra, sem manchas escuras ou áreas murchas. Casca muito estufada e oca indica fruta colhida há muitos dias.

Cheire a base da fruta: satsuma fresca tem perfume cítrico adocicado. Se não tiver cheiro nenhum, provavelmente foi colhida verde e armazenada em câmara fria por tempo excessivo.

Em casa, não deixe em fruteira por mais de 2 a 3 dias. A casca fina desidrata rápido. Guarde sem lavar em pote aberto ou saco perfurado na gaveta da geladeira por 7 a 10 dias. Se quiser congelar, congele só os gomos limpos, sem membrana branca grossa, por até 3 meses para usar em sucos e smoothies.

Quem precisa ter cuidado e erros comuns ao comprar

Pessoas com refluxo, gastrite sensível ou síndrome do intestino irritável podem sentir desconforto com cítricos em jejum, mesmo os de baixa acidez. Quem tem alergia a cítricos ou faz uso de medicamentos com interação conhecida com tangerinas deve conversar com profissional de saúde.

Para quem controla glicemia, a satsuma tem carga glicêmica moderada. Comer 1 unidade pequena por vez e combinar com fonte de fibra ou proteína ajuda a evitar pico de glicose. Não é fruta indicada para consumo livre em grandes quantidades.

Erros comuns: confundir satsuma com clementina ou poncã pequena, pagar mais caro por fruta importada murcha achando que é mais doce, e guardar na sacola plástica fechada fora da geladeira, o que acelera mofo. Outro erro é espremer como laranja: ela rende pouco suco e perde a graça da textura em gomos.

Curiosidades que explicam o preço e a fama

A satsuma é a mexerica mais cultivada no Japão, com consumo cultural tão forte que existe até dia nacional do mikan em 3 de dezembro. Lá, é comum aquecer a fruta na kotatsu, mesa com aquecedor, no inverno.

Por ser naturalmente partenocárpica, forma frutos sem precisar de polinização e por isso quase não tem sementes mesmo sem intervenção. Essa característica foi decisiva para seu sucesso comercial global.

Na nossa avaliação, a satsuma vale a procura quando você quer uma mexerica realmente doce, limpa e prática, mas não vale pagar preço de importada fora da safra. No pico do inverno, quando a nacional aparece, a relação sabor, praticidade e preço fica muito mais justa que a de outras tangerinas.

Perguntas frequentes

Satsuma é mexerica, tangerina ou bergamota?

Os três nomes são sinônimos populares no Brasil. Botanicamente, satsuma é Citrus unshiu, um tipo específico de mexerica/tangerina do grupo das satsumas.

Satsuma tem sementes?

Quase não. Por ser partenocárpica, a maioria dos frutos tem zero a duas sementes pequenas, diferente da poncã que tem várias.

Qual a diferença entre satsuma e clementina?

A clementina é um híbrido de mexerica com laranja, menor e mais ácida. A satsuma é maior, mais achatada, mais doce e com casca mais solta.

Diabético pode comer satsuma?

Pode, com moderação e orientação profissional. Uma unidade pequena por vez, de preferência após refeição com fibras, ajuda a controlar a glicemia.

Como conservar satsuma por mais tempo?

Guarde na geladeira, sem lavar, em recipiente aberto ou saco perfurado por 7 a 10 dias. Evite sacola fechada em temperatura ambiente.

Satsuma pode ir ao freezer?

Sim, mas só os gomos limpos. Congele em pote fechado por até 3 meses e use em sucos, smoothies ou sobremesas geladas.

Quando é a safra da satsuma no Brasil?

De maio a setembro, com pico entre junho e agosto. Fora desse período, o que se encontra costuma ser importado.

Você sabia?

1

Resiste ao frio como poucas cítricas

Enquanto a maioria das mexericas sofre abaixo de -3 °C, a satsuma adulta suporta até -9 °C por poucas horas, por isso é cultivada no norte do Japão e até no sul da Inglaterra.

2

Nasce sem semente por natureza

Ela é partenocárpica: forma frutos sem precisar ser polinizada. Por isso, mesmo isolada de outras cítricas, produz gomos quase sempre sem sementes.

3

Cor vem de um pigmento raro

A polpa alaranjada intensa deve-se à beta-criptoxantina, carotenoide que a satsuma acumula 5 a 10 vezes mais que a laranja-pera.

4

Nome que viajou de província para supermercado

Leva o nome da antiga província de Satsuma, hoje Kagoshima, de onde os primeiros frutos foram exportados para o Ocidente no século XIX.

Fontes

  1. USDA FoodData Central
  2. TACO - Tabela Brasileira de Composição de Alimentos - UNICAMP
  3. FAO - Food and Agriculture Organization

Prós e contras: Satsuma

Prós

  • Casca fina e muito fácil de descascar com a mão
  • Quase sem sementes e com membrana fina
  • Sabor doce com baixa acidez, agrada crianças
  • Boa fonte de vitamina C e beta-criptoxantina
  • Versátil para consumo in natura e sobremesas frias

Contras

  • Pouco disponível e mais cara fora da safra
  • Rende pouco suco comparada à laranja e poncã
  • Casca fina desidrata e mofa rápido se mal armazenada
  • Pode ser confundida com outras mexericas no rótulo
  • Não tolera cozimento prolongado, amarga fácil
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a satsuma é a melhor mexerica para quem prioriza praticidade e doçura sem acidez, mas ainda é uma fruta de nicho no Brasil. Vale comprar na safra de inverno e comparar com poncã e clementina para entender se o preço extra se justifica no seu uso.

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Cacilda Massema
Escrito porCacilda MassemaEngenheira Agrônoma

Com experiência no universo das plantas, dedica-se à pesquisa e produção de conteúdos sobre cultivo, identificação de espécies, plantas ornamentais, flores, árvores e frutíferas. Partilha conhecimentos práticos sobre…

Feliciano Murene
Revisão especializadaFeliciano MureneVeterinário

Feliciano Murene é professor e criador de conteúdo. Formado em Biologia, possui cerca de 5 anos de experiência em sala de aula e atua na produção de conteúdos…

Última revisão em 19.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.