🍓 Frutas

Nashi

Pyrus pyrifolia

Atualizado em

7 a 10 cmTamanho
Amarelo-dourada a bronzeCor
Doce suave e refrescanteSabor
Dez. a mar. no BrasilSafra
42 kcal / 100 gCalorias
Nashi inteira e cortada ao meio mostrando polpa branca e suculenta

A nashi, também chamada de pera-japonesa ou pera-asiática, é uma fruta de polpa branca, muito suculenta e crocante, com formato arredondado que lembra uma maçã. Diferente da pera europeia, ela não amolece quando amadurece e é consumida sempre firme.

De origem no Leste Asiático, é cultivada há mais de 3 mil anos na China e se tornou símbolo no Japão, onde existem centenas de cultivares. No Brasil, chegou com a imigração japonesa e hoje é produzida principalmente no Sul e Sudeste, com safra no verão.

Também conhecido como: Pera-japonesa, Pera-asiática, Pera-maçã, Asian pear, Japanese pear, Nashiji

Faz parte de: Frutas Exóticas

Explore a wiki

Galeria de fotos de Nashi

Nashi inteira e cortada ao meio mostrando polpa branca e suculenta
Nashi inteira e cortada, com polpa branca e crocante.
Close da casca da nashi mostrando pontinhos claros e cor dourada
Detalhe da casca fina com lenticelas claras.
Pereira nashi carregada de frutos redondos no pomar
Pereira nashi com frutos arredondados ainda na árvore.
Cesto de palha cheio de nashis colhidas
Colheita de nashi na época da safra de verão.
Fatias de nashi servidas com queijo e nozes
Nashi em fatias, ideal para consumo in natura e saladas.
Flores brancas da pereira nashi na primavera
Florada branca da nashi, que exige polinização cruzada.

Perfil rápido de Nashi

Calendário

Safra / Colheita no BrasilJFMAMJJASOND
Florada no BrasilJFMAMJJASOND

Valor nutricional (100 g)

Calorias
42 kcal
Carboidratos
10,6 g
Fibras
3,6 g
Açúcares
7,1 g
Proteínas
0,23 g
Gorduras
0,04 g
Potássio
121 mg
Vitamina C
3,8 mg
Cobre
0,05 mg
Água
88,2 g

Encontrado em 3 países

  • China
  • Japão
  • Coreia do Sul

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Magnoliophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Rosales
Família
Rosaceae
Gênero
Pyrus
Espécie
Pyrus pyrifolia

Resumo

  • A nashi é a pera-asiática (Pyrus pyrifolia) de formato redondo, casca fina e polpa extremamente crocante e suculenta, que não amolece como a pera comum.
  • Tem sabor doce e refrescante, com baixa acidez, e se destaca pela textura granulada leve e alto teor de água, ideal para consumo in natura.
  • No Brasil a safra vai de dezembro a março, e a fruta deve ser escolhida firme e conservada na geladeira para manter a crocância por semanas.

Características

Ficha da fruta

Nome científicoPyrus pyrifolia
Família botânicaRosaceae
OrigemChina e Japão (Leste Asiático)
Tamanho150 a 350 g; 7 a 10 cm de diâmetro
Coresamarelo-clarodouradobronzemarrom-acastanhado
SaborDoce suave, baixa acidez, notas florais e refrescantes
Época da safra no BrasilDezembro a março (pico em janeiro e fevereiro)
Calorias por 100 g (aproximado)42 kcal
Principais nutrientesFibras, potássio, vitamina C e cobre
Como consumirIn natura, em saladas, grelhada ou em conservas
ConservaçãoAté 3 semanas na geladeira; até 5 meses em câmara fria
Tipos ou variedadesHosui, Kosui, Nijisseiki, Shinseiki, Atago

Perfil e comportamento

DoçuraAlto
AcidezMuito baixo
SuculênciaMuito alto
Facilidade de encontrarBaixo
Versatilidade na cozinhaMédio

O que é nashi e por que ela não é só uma pera diferente

A nashi é a Pyrus pyrifolia, a pera-asiática. Apesar do nome popular pera-japonesa, sua origem está na China central, onde há registros de cultivo desde 1000 a.C.

Ela chegou ao Japão por volta do século VIII e se tornou fruta nacional por lá. O Japão mantém hoje mais de 1.000 cultivares registradas, e a nashi tem até festival próprio em várias províncias.

Botanicamente, ela é do mesmo gênero da pera europeia (Pyrus communis), mas o comportamento é oposto. A pera europeia amolece e fica amanteigada; a nashi permanece firme e crocante mesmo madura. Por isso, na Europa ela foi chamada de apple pear, pera-maçã.

Como reconhecer a nashi na banca

O formato é o primeiro sinal. Em vez de alongada, a nashi é redonda e achatada nos polos, como uma maçã grande. Pesa entre 150 e 350 g conforme a variedade.

A casca é fina, lisa e coberta por pequenas lenticelas claras, aqueles pontinhos ásperos característicos. A cor varia de amarelo-pálido a dourado e bronze-acastanhado, dependendo da cultivar. Variedades como Nijisseiki são amarelo-esverdeadas; Hosui é bronze-escura.

A polpa é branca a creme, translúcida e cheia de suco. Ao cortar, você vê células pétreas, os grânulos arenosos típicos de peras, mas em quantidade menor, o que deixa a textura mais fina. As sementes são pequenas, pretas e ficam em um miolo central pouco fibroso.

Um erro comum é confundir com a pera-asiática chinesa Pyrus bretschneideri, mais alongada e de casca mais clara. A verdadeira nashi japonesa é sempre arredondada.

Sabor e textura: o que esperar na primeira mordida

A nashi não é perfumada como a pera Williams. O aroma é suave, floral e aquoso. O impacto vem na textura.

Ela estala ao morder. A polpa é extremamente suculenta, com 88% de água, e se desfaz em lascas crocantes, não em creme. É refrescante, quase como melancia firme.

O sabor é doce suave com acidez muito baixa. O Brix costuma ficar entre 11 e 13°, menos doce que uma maçã Fuji, mas mais equilibrado. Algumas variedades, como Kosui, têm notas de mel; outras, como Nijisseiki, são mais ácidas e cítricas.

Por não amolecer, ela não serve para fazer purê. Se cozida demais, perde a graça. O ideal é manter a crocância.

Principais variedades que você encontra no Brasil

No Brasil, a produção comercial começou nos anos 1970 em São Paulo e Paraná, trazida por produtores nipo-brasileiros. Hoje o destaque é São Joaquim (SC), Campos do Jordão (SP) e sul de Minas, que oferecem frio suficiente.

As variedades mais plantadas aqui são:

  • Hosui: a mais doce e suculenta, casca bronze, polpa muito crocante. É a preferida do mercado brasileiro.
  • Kosui: menor, muito precoce, casca dourada e sabor de mel. Entra primeiro na safra, em dezembro.
  • Nijisseiki (Século XX): amarelo-esverdeada, mais ácida e aromática. Foi a cultivar mais famosa do Japão por décadas.
  • Shinseiki: amarela, resistente e de boa conservação. Muito usada para polinização.
  • Atago: gigante, pode passar de 500 g, tardia e de ótima guarda.

A nashi precisa de polinização cruzada. Pomares precisam de pelo menos duas variedades compatíveis e de abelhas. Sem isso, a frutificação falha, mesmo com florada abundante.

Variedade Cor da casca Peso médio Perfil
Hosui Bronze 250 a 350 g Mais doce, muito suculenta
Kosui Dourado-claro 180 a 250 g Doce com nota de mel
Nijisseiki Amarelo-esverdeado 200 a 300 g Refrescante, leve acidez
Atago Amarelo-bronze 350 a 550 g Firme, ótima para conservar

Valor nutricional: o que a nashi entrega de verdade

A nashi é uma fruta leve e hidratante. Em 100 g tem cerca de 42 kcal, quase toda vinda de carboidratos simples e água. Não é fonte concentrada de vitaminas, mas se destaca em outros pontos.

O ponto forte são as fibras, cerca de 3,6 g por 100 g, mais que a maçã e a pera comum. Boa parte é fibra insolúvel e sorbitol, que ajudam no trânsito intestinal. Por isso ela tem efeito laxativo leve se consumida em maior quantidade.

Também fornece potássio (cerca de 120 mg/100 g), vitamina C e cobre, além de compostos fenólicos como arbutina e ácido clorogênico, antioxidantes naturais da casca. Comer com casca aumenta o aporte de fibras e polifenóis.

Na nossa avaliação, a nashi não é uma fruta para buscar superbenefícios, e sim para hidratação, saciedade com poucas calorias e prazer de textura. Para quem busca controle glicêmico, a carga glicêmica é baixa a moderada, mas a porção importa.

Como escolher, conservar e não errar na compra

Escolha frutas firmes, pesadas para o tamanho e sem manchas escuras moles. A casca deve estar lisa, sem rugas. Pequenos pontos ásperos são normais; amassados não.

Evite exemplares com cheiro fermentado ou com a região do pedúnculo mofada. Nashi madura não fica macia ao apertar. Se estiver mole, já passou do ponto e estará farinhenta por dentro.

Em casa, conserve na geladeira, em saco perfurado ou gaveta de hortifrúti, a 0 a 2 °C. Assim ela dura 2 a 3 semanas mantendo a crocância. Em temperatura ambiente, consome em 3 a 4 dias.

Um dado pouco conhecido: em câmara fria comercial, algumas variedades como Atago e Nijisseiki aguentam até 5 meses sem perder firmeza. Isso explica por que o Japão consegue vender nashi quase o ano todo.

Não congele inteira crua; a água expande e destrói a textura. Se quiser congelar, corte em cubos e congele para usar em sucos.

Como consumir do jeito certo e manter a crocância

O melhor uso é in natura, bem gelada, cortada em fatias finas ou em cubos. Sirva com casca, bem lavada. Combina com queijos de mofo branco, presunto cru e nozes.

Em saladas, corte na hora e pingue limão para não escurecer. A polpa oxida menos que a maçã, mas ainda escurece. Fica ótima com rúcula, gorgonzola e mel.

Para cozinhar, use calor rápido. Grelhada 1 a 2 minutos de cada lado ou salteada em cubos mantém o crocante. Em compotas, cozinhe pouco; se ferver muito, vira água. No Japão, é comum ralar nashi para amaciar carnes em marinadas de churrasco coreano e japonês, graças a enzimas proteolíticas suaves.

Evite bater demais no liquidificador. Para suco, bata com pouca água e coe grosso para preservar a textura. Fermentada, ela também vira sidra de pera-asiática (nashi sake) em algumas regiões do Japão.

Quem deve ter atenção e cuidados no consumo

A nashi é segura para a maioria das pessoas, mas tem pontos de atenção. Por conter sorbitol e frutose, pode causar gases e desconforto em quem tem síndrome do intestino irritável ou sensibilidade a FODMAPs.

Quem tem alergia a bétula ou a rosáceas (maçã, pêssego) pode ter síndrome de alergia oral com coceira na boca. Nesses casos, o cozimento costuma reduzir a reação, mas converse com alergista.

Para bebês, ofereça apenas quando já houver introdução de frutas fibrosas, sempre em fatias finas e supervisionadas, pelo risco de engasgo com pedaços duros e crocantes. Diabéticos podem consumir, mas respeitando porção de 1 unidade pequena por vez.

História, produção e por que ainda é rara no Brasil

A nashi exige frio hibernal de 400 a 800 horas abaixo de 7 °C para quebrar a dormência. Isso limita o cultivo no Brasil a regiões serranas do Sul e Sudeste. Por isso, boa parte da nashi vendida aqui ainda é importada ou vem de poucos polos produtores.

No Japão, a fruta tem status cultural. A cidade de Kamagaya, em Chiba, é chamada de cidade da nashi e tem a fruta como símbolo. Lá, as peras são ensacadas ainda na árvore com sacos de papel para proteger do sol e de pragas, técnica que deixa a casca mais clara e uniforme.

Outro fato curioso: a nashi é colhida sempre madura na árvore, diferente da pera europeia que amadurece fora do pé. Se colhida verde, ela não amadurece depois e fica sem doçura. Isso exige colheita manual cuidadosa.

Perguntas frequentes

Nashi é pera ou maçã?

É pera, da espécie Pyrus pyrifolia, a pera-asiática. Tem formato de maçã, mas pertence ao gênero Pyrus e tem textura e sementes de pera.

Qual o gosto da nashi?

Doce suave, pouco ácido, muito suculento e refrescante. A textura é crocante e estaladiça, diferente da pera europeia que fica macia.

Como saber se a nashi está madura?

Ela já é vendida madura. Escolha a fruta firme, pesada e sem partes moles. Se estiver mole ao apertar, passou do ponto.

Precisa descascar a nashi?

Não. A casca é fina e comestível, rica em fibras. Basta lavar bem e consumir com casca.

Quando é a safra da nashi no Brasil?

De dezembro a março, com pico em janeiro e fevereiro, vinda principalmente do Sul e Sudeste.

Nashi prende ou solta o intestino?

Em porção normal ajuda no trânsito por ter fibras e sorbitol. Em excesso pode ter efeito laxativo leve e causar gases em pessoas sensíveis.

Pode comer nashi na dieta para diabéticos?

Pode, com moderação e dentro do plano alimentar. Tem carga glicêmica baixa a moderada, mas a porção deve ser controlada. Consulte seu nutricionista.

Você sabia?

1

Colhida madura, não amadurece fora do pé

Diferente da pera europeia, a nashi precisa ser colhida já doce na árvore. Se tirada verde, ela não ganha doçura depois e permanece insossa.

2

Frutas ensacadas no Japão

Em pomares japoneses cada nashi é ensacada com papel ainda pequena para proteger do sol, pássaros e insetos, o que deixa a casca mais clara e sem manchas.

3

Guarda recorde de 5 meses

Em câmara fria a 0 °C e alta umidade, variedades como Atago se mantêm crocantes por até 5 meses, por isso o Japão consegue estocar a safra de outono até o inverno.

4

Ralada para amaciar carne

No Japão e na Coreia, a polpa ralada de nashi é usada em marinadas de yakiniku e bulgogi porque suas enzimas e acidez suave amolecem a carne sem deixar gosto forte.

Fontes

  1. Embrapa
  2. USDA FoodData Central
  3. TACO - Unicamp

Prós e contras: Nashi

Prós

  • Extremamente suculenta e refrescante, ótima no calor
  • Textura crocante que se mantém por semanas na geladeira
  • Boa fonte de fibras e hidratação com poucas calorias
  • Pouca oxidação, ideal para saladas e marmitas
  • Casca comestível e pouco desperdício

Contras

  • Difícil de encontrar e com oferta sazonal curta
  • Preço mais alto que peras comuns
  • Exige frio para cultivo, limitada a regiões serranas
  • Pode causar gases em quem tem sensibilidade a FODMAPs
  • Não serve para purês ou receitas que pedem pera macia
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a nashi vale a procura justamente pela textura: nenhuma outra pera entrega essa crocância suculenta tão refrescante. Não é fruta para substituir a pera comum em receitas cremosas, mas é imbatível gelada, pura ou em saladas onde a firmeza importa.

Continue explorando: Frutas

Cacilda Massema
Escrito porCacilda MassemaEngenheira Agrônoma

Com experiência no universo das plantas, dedica-se à pesquisa e produção de conteúdos sobre cultivo, identificação de espécies, plantas ornamentais, flores, árvores e frutíferas. Partilha conhecimentos práticos sobre…

Feliciano Murene
Revisão especializadaFeliciano MureneVeterinário

Feliciano Murene é professor e criador de conteúdo. Formado em Biologia, possui cerca de 5 anos de experiência em sala de aula e atua na produção de conteúdos…

Última revisão em 19.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.