🍓 Frutas

Alquequenje

Physalis peruviana

Atualizado em

1,5 a 2 cmTamanho
amarelo-alaranjadoCor
agridoce e ácidoSabor
out. a jun.Safra
~53 kcal/100 gCalorias
Alquequenje inteiro com capulho seco e fruta descascada amarelo-alaranjada

O alquequenje é uma frutinha redonda de 1,5 a 2 cm, amarelo-alaranjada e brilhante, que vem envolta em um balão seco de folhas finas como papel. Por dentro é suculenta, agridoce e cheia de sementinhas minúsculas comestíveis, lembrando tomate-cereja e maracujá ao mesmo tempo.

Muito confundida com tomate ou cereja, ela se distingue justamente pelo capulho que funciona como embalagem natural. Quando o capulho está palha e bem seco, a fruta dentro costuma estar no ponto. É da família das solanáceas, a mesma do tomate e da berinjela, e no Brasil aparece como physalis, golden berry ou uchuva.

Apesar do ar exótico, o cultivo se adaptou bem ao Sudeste e Sul do país e a fruta ganhou espaço em sobremesas, geleias e decoração de pratos. O sabor ácido a torna mais interessante para quem gosta de contraste do que para quem espera doçura de manga ou banana.

Também conhecido como: physalis, golden berry, uchuva, aguaymanto, uvilla, amor-em-gaiola, camapu, joá-de-capote, fisális

Faz parte de: Frutas Exóticas

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Galeria de fotos de Alquequenje

Alquequenje inteiro com capulho seco e fruta descascada amarelo-alaranjada
Alquequenje com e sem capulho, mostrando a fruta brilhante e o balão seco característico.
Close-up da textura do alquequenje cortado ao meio com sementes
Detalhe da polpa suculenta e das sementes minúsculas e comestíveis.
Planta de alquequenje com frutos pendentes envoltos em capulho
Pé de alquequenje carregado de frutos ainda envoltos no cálice.
Flores amarelas em forma de sino do alquequenje
Flores amarelas da physalis que dão origem aos frutos.
Cesta de colheita com alquequenjes com capulho
Colheita de alquequenje com capulho, pronta para seleção.
Sobremesa decorada com alquequenje sobre cheesecake
Uso clássico do alquequenje na confeitaria como decoração e contraste ácido.
Ideal para

Ideal para quem busca uma fruta leve, ácida e versátil para finalizar sobremesas e equilibrar pratos doces sem adicionar muitas calorias. Funciona muito bem para quem gosta de sabores agridoces e quer variar a fruteira com algo diferente de banana e maçã. Também agrada quem cultiva em casa em vasos grandes ou quintal com sol pleno, já que a planta é produtiva, ornamental e frutifica por meses com manejo simples.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem espera fruta bem doce e sem acidez, nem para quem tem sensibilidade gástrica ou alergia a solanáceas como tomate e berinjela. Crianças pequenas devem consumir com supervisão e em pouca quantidade por causa da acidez e do formato arredondado. Não é a melhor escolha para quem busca fruta barata e fácil de achar o ano todo em qualquer mercado, pois a oferta ainda é restrita e o preço costuma ser mais alto que o de frutas populares.

Perfil rápido de Alquequenje

Calendário

Colheita / SafraJFMAMJJASOND
Pico de ofertaJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsTóxica se verde
  • PessoasNão tóxica quando madura; imatura contém solanina e pode causar desconforto

Consuma apenas frutos amarelo-alaranjados e maduros; descarte capulho e frutos verdes ou mofados.

Valor nutricional (100 g)

Calorias
53 kcal
Carboidratos
11 g
Proteínas
1,9 g
Gorduras totais
0,7 g
Fibras
1,9 g
Vitamina C
11 mg
Vitamina A (RAE)
36 mcg
Fósforo
40 mg
Ferro
1 mg
Potássio
~320 mg

Encontrado em 5 países

  • Peru
  • Colômbia
  • Equador
  • Chile
  • Brasil

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Magnoliophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Solanales
Família
Solanaceae
Gênero
Physalis
Espécie
Physalis peruviana

Resumo

  • Alquequenje é a Physalis peruviana, fruta pequena amarelo-alaranjada envolta em capulho seco que indica o ponto de colheita e protege contra mofo.
  • Tem sabor agridoce e ácido, com suculência alta e sementes comestíveis, ótima in natura, em geleias, caldas e como decoração de sobremesas.
  • No Brasil a safra vai de outubro a junho com pico no verão, mas ainda é pouco encontrada fora de hortifrutis e mercados especializados.

Características

Ficha da fruta

Nome científicoPhysalis peruviana L.
Família botânicaSolanaceae
OrigemAndes (Peru, Colômbia e Equador)
Tamanho1,5 a 2 cm de diâmetro, 4 a 10 g por fruto
Coresamareloalaranjadoamarelo-ouro
Saboragridoce, ácido, lembrando tomate e maracujá
Época da safra no Brasiloutubro a junho, pico de dezembro a março
Calorias por 100 g~53 kcal
Principais nutrientesvitamina C, vitamina A, fósforo, ferro e fibras
Como consumirin natura sem capulho, geleias, caldas, saladas e decoração
Conservação3 a 4 dias em temperatura ambiente com capulho; até 2 semanas refrigerada
Tipos ou variedadesPhysalis peruviana (comercial), P. pruinosa e P. angulata (camapu nativo)

Perfil e comportamento

DoçuraMédio
AcidezAlto
SuculênciaAlto
Facilidade de encontrarBaixo
Versatilidade na cozinhaAlto

O que é alquequenje e como reconhecer sem confundir

Alquequenje é o nome popular da Physalis peruviana, também vendida como physalis, golden berry, uchuva ou aguaymanto. O que a identifica de longe é o capulho em forma de balão, um cálice inflado e seco que envolve completamente a fruta.

Sem o capulho, ela parece um tomate-cereja amarelo, liso e brilhante, com 1,5 a 2 cm e muitas sementes douradas e minúsculas. Por dentro não tem caroço, só polpa suculenta. O capulho palha e quebradiço indica maturação; se ainda estiver verde e fechado, a fruta provavelmente está imatura e mais ácida.

Muita gente confunde com Physalis angulata, o camapu nativo do Brasil, menor e mais usado na medicina popular. O alquequenje comercial é maior, mais alaranjado e mais doce. Outro erro comum é achar que é tomate amarelo: o brilho e o capulho não deixam dúvida.

Qual é o gosto de verdade

Não espere doçura de fruta tropical clássica. O alquequenje é agridoce com acidez marcada, com notas que lembram maracujá, abacaxi e tomate. Quando bem maduro, o doce aparece mais, mas a acidez continua sendo o traço principal.

A textura é suculenta e levemente crocante por causa das sementes, que são totalmente comestíveis. A casca é fina e estala na boca. Por isso funciona tão bem para quebrar a doçura de chocolate, cheesecake e pavlova.

Fruta verde ou colhida antes da hora fica amarga e adstringente e pode causar desconforto. É um sinal de solanina, composto natural das solanáceas que diminui com a maturação. Se estiver muito ácida a ponto de repuxar a boca, deixe amadurecer mais um ou dois dias com o capulho.

Origem andina e onde se encontra no Brasil

O alquequenje é andino, domesticado nos Andes do Peru, Colômbia e Equador e cultivado desde o tempo dos incas. Os espanhóis levaram para a Europa e depois se espalhou como fruta de clima temperado e subtropical.

No Brasil, o cultivo comercial começou a crescer nos anos 2000, puxado por chefs e produtores de pequenas frutas. Hoje há produção em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, em altitude e clima ameno. A planta é um arbusto perene que pode passar de 1,5 m e produzir por muitos meses seguidos.

Fora da região produtora, você encontra em hortifrutis, feiras de produtor, empórios e gôndolas de frutas finas de supermercados, geralmente em bandejas de 100 g com capulho. Ainda é considerada fruta exótica e tem oferta irregular. Congelada ou em geleia, aparece o ano todo.

Tipos e variedades que você realmente vai achar

Nem tudo que é vendido como physalis é a mesma espécie. Entenda as diferenças:

  • Physalis peruviana: o alquequenje verdadeiro, de fruto amarelo-ouro a alaranjado, 4 a 10 g, sabor mais equilibrado. É o padrão de exportação da Colômbia, maior produtora mundial.
  • Physalis pruinosa: menor, mais doce e de capulho mais felpudo, às vezes chamada de ground cherry. Aparece em hortas domésticas.
  • Physalis angulata e P. pubescens: camapus nativos brasileiros, bem pequenos, mais ácidos e de uso mais regional. Não são o alquequenje de mercado, mas são vendidos como physalis em feiras.

Para consumo e confeitaria, prefira P. peruviana. Ela tem melhor tamanho, brilho e equilíbrio entre açúcar e acidez. Se a bandeja não informa a espécie, observe o tamanho e a cor: fruto miúdo esverdeado costuma ser camapu.

Como escolher, conservar e fazer durar mais

Na hora da compra, procure capulho seco, palha e bem fechado, sem manchas de mofo ou umidade. A fruta dentro deve estar firme, lisa e de cor uniforme. Capulho úmido ou fruta com cheiro fermentado indica armazenamento ruim.

Para conservar, mantenha com o capulho em local fresco e ventilado por 3 a 4 dias. Na geladeira, dentro de pote com papel-toalha e sem lavar, dura até 2 semanas. Só lave quando for consumir. O capulho funciona como barreira natural contra desidratação.

Quer estocar? Congele sem o capulho, em bandeja aberta e depois transfira para saco. Dura até 6 meses e serve para geleias, caldas e molhos. Desidratada, vira snack tipo uva-passa, mas perde a suculência e concentra acidez.

Como consumir sem erro: com ou sem capulho, crua ou cozida

O capulho não se come. Retire, lave a fruta rapidamente e seque. O consumo mais comum é in natura, como belisco ácido ou em salada de frutas. Duas a três colheres de sopa já dão contraste sem pesar.

Na cozinha, ela brilha onde a acidez é bem-vinda:

  • Geleia e calda: cozinhe com pouco açúcar e um toque de limão; a pectina natural ajuda a dar ponto.
  • Sobremesas: decoração de tortas, cheesecakes e chocolates; cortada ao meio, caramelizada rapidamente na frigideira.
  • Salgado: molho agridoce para carne de porco, chutney com cebola roxa ou salada com rúcula e queijo de cabra.
  • Bebidas: batida com água, suco verde ou caipirinha, mas use com moderação por causa da acidez.

Evite cozinhar por muito tempo em fogo alto. Ela desmancha rápido e perde o frescor. Para manter a forma em caldas, cozinhe por 5 a 8 minutos no máximo.

Precisa tirar as sementes?

Não. As sementes são minúsculas, macias e comestíveis, ricas em fibras. Só coe se quiser uma geleia extra lisa.

Valor nutricional e o que ela entrega de fato

Por 100 g, o alquequenje tem cerca de 53 kcal, perfil leve e com boa densidade de micronutrientes para o tamanho. Não é fruta para matar fome, é para complementar.

Os destaques são vitamina C, pró-vitamina A (betacaroteno), fósforo e fibras. Também fornece ferro e compostos bioativos do grupo das fisalinas e carotenoides, que dão a cor alaranjada. A quantidade de vitamina C é modesta comparada a acerola ou kiwi, cerca de 11 mg por 100 g.

Na nossa avaliação, o maior trunfo nutricional é a combinação de baixa caloria, fibras e acidez, que ajuda na saciedade e no uso em receitas com menos açúcar. Nada de promessa de cura: é um complemento interessante em dieta variada, não tratamento.

Quem deve ter cuidado e erros comuns

Fruta verde não deve ser consumida. Além do gosto ruim, contém mais solanina e pode causar náusea, dor abdominal e diarreia em pessoas sensíveis. Só consuma quando estiver amarelo-alaranjada e aromática.

Quem tem refluxo, gastrite ou sensibilidade à acidez deve moderar a quantidade e evitar em jejum. Quem tem alergia a tomate, berinjela ou pimentão, todos solanáceas, deve testar com pouca quantidade e observar reação.

Para crianças, ofereça cortada ao meio por causa do formato redondo e das sementes, e em porção pequena. Gestantes e lactantes podem consumir madura em quantidade alimentar normal, mas vale conversar com nutricionista se houver restrição a frutas ácidas.

Curiosidades que explicam o preço e a fama

O nome alquequenje vem do árabe al-kakanj, que os ibéricos usavam para plantas de balão. Na Colômbia, onde é chamada de uchuva, é a segunda fruta mais exportada, atrás só da banana, e tem até denominação de origem em algumas regiões.

A planta pode produzir 2 a 3 kg de frutos por pé em ciclo que começa 4 a 5 meses após o plantio e se estende por até 10 meses se bem manejada. Cada fruto vem com seu próprio “pacote” que reduz a necessidade de plástico, mas exige colheita manual, o que encarece.

Na França, a physalis já foi chamada de amour en cage (amor na gaiola) pelo capulho que prende a fruta como uma lanterninha. Hoje, confeitarias cobram caro justamente por esse efeito visual que dispensa decoração extra.

Perguntas frequentes

Alquequenje e physalis são a mesma coisa?

Sim. Alquequenje é o nome popular da Physalis peruviana, vendida no Brasil como physalis, golden berry ou uchuva.

Pode comer o capulho que envolve a fruta?

Não. O capulho é o cálice da planta, fibroso e sem sabor, deve ser descartado. Consuma só a fruta lavada e madura.

Alquequenje verde pode ser consumido?

Não é recomendado. Quando verde, contém mais solanina, fica amargo e pode causar náusea e dor abdominal.

Como saber se está madura?

Capulho seco e palha, fruta amarelo-alaranjada, firme e brilhante, com aroma levemente adocicado.

Precisa guardar na geladeira?

Com capulho, dura 3 a 4 dias fora da geladeira. Na geladeira, em pote com papel-toalha, dura até 2 semanas.

Quem tem refluxo pode comer?

Pode, mas com moderação e de preferência após refeições, pois a acidez pode irritar. Em caso de gastrite ativa, converse com seu médico.

Pode congelar alquequenje?

Sim, sem o capulho, congelada aberta e depois em saco. Dura até 6 meses, ótima para geleias e caldas.

Você sabia?

1

O capulho é termômetro de maturação

Quando o cálice fica palha, seco e quebradiço, a fruta dentro atingiu o pico de açúcar e acidez equilibrada. Se ainda estiver verde e carnoso, está imatura.

2

Parente do tomate, não da cereja

Apesar do apelido golden berry, ela é da família Solanaceae, a mesma do tomate, e não das rosáceas como a cereja. Por isso o sabor lembra tomate frutado.

3

Nome árabe que viajou até os Andes

Alquequenje vem do árabe al-kakanj, levado para a Península Ibérica na Idade Média e depois aplicado às physalis americanas pelos colonizadores.

4

Lanterninha que protege sem plástico

O balão natural reduz perda de água e protege contra fungos e insetos, funcionando como embalagem biodegradável que dispensa filme plástico na pós-colheita curta.

Fontes

  1. Embrapa
  2. USDA FoodData Central
  3. TACO - Unicamp
  4. FAO

Prós e contras: Alquequenje

Prós

  • Baixa caloria e rica em fibras para o tamanho
  • Sabor agridoce que equilibra sobremesas muito doces
  • Capulho natural protege e indica ponto de colheita
  • Versátil: vai de in natura a geleias, molhos e drinks
  • Planta produtiva e ornamental para cultivo doméstico

Contras

  • Acidez alta pode incomodar quem tem refluxo ou gastrite
  • Fruta verde contém solanina e não deve ser consumida
  • Oferta irregular e preço mais alto que frutas populares
  • Perecível se armazenada úmida ou sem refrigeração
  • Confusão com camapu nativo menor e mais ácido
Nossa opinião

Na nossa avaliação, alquequenje não é fruta de comer em grande quantidade, e é aí que mora seu valor: poucas unidades já entregam acidez, brilho e sofisticação que faltam em sobremesas muito doces. Vale pagar um pouco mais pela physalis madura e bem conservada do que comprar barato e verde.

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Cacilda Massema
Escrito porCacilda MassemaEngenheira Agrônoma

Com experiência no universo das plantas, dedica-se à pesquisa e produção de conteúdos sobre cultivo, identificação de espécies, plantas ornamentais, flores, árvores e frutíferas. Partilha conhecimentos práticos sobre…

Feliciano Murene
Revisão especializadaFeliciano MureneVeterinário

Feliciano Murene é professor e criador de conteúdo. Formado em Biologia, possui cerca de 5 anos de experiência em sala de aula e atua na produção de conteúdos…

Última revisão em 17.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.