🦜 Aves e Pássaros

Arara-azul

Anodorhynchus hyacinthinus

Atualizado em

93 a 100 cmTamanho
1,2 a 1,7 kgPeso
50 a 60 anosExpectativa de vida
Grasnado alto e roucoCanto
Pantanal e CerradoHabitat
Arara-azul-grande pousada em galho de manduvi no Pantanal com plumagem azul-cobalto

A arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) é a maior representante da família Psittacidae no mundo, com até 1 metro de comprimento e plumagem azul-cobalto inconfundível. É facilmente reconhecida pelos anéis amarelos vivos ao redor dos olhos e na base da mandíbula, além do bico preto e desproporcionalmente forte.

No Brasil, ocorre principalmente no Pantanal, onde está sua maior população, mas também no Cerrado, na Amazônia e em áreas de transição. Monogâmica, barulhenta e altamente inteligente, depende de palmeiras como acuri e licuri para se alimentar e de árvores como o manduvi para nidificar.

Classificada como vulnerável à extinção, foi muito impactada pelo tráfico e pela perda de habitat. Hoje é símbolo da conservação no país graças ao trabalho contínuo do Projeto Arara Azul, iniciado em 1990 no Pantanal sul-mato-grossense.

Também conhecido como: Arara-azul-grande, Arara hyacinth, Hyacinth Macaw, Arara-azul-de-lear, Ararinha-azul-grande

Faz parte de: Aves da Amazônia

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Galeria de fotos de Arara-azul

Arara-azul-grande pousada em galho de manduvi no Pantanal com plumagem azul-cobalto
Arara-azul-grande, a maior arara do mundo, em poleiro natural no Pantanal.
Close da cabeça da arara-azul mostrando anéis amarelos ao redor do olho e do bico
Detalhe dos anéis amarelos que distinguem a arara-azul-grande.
Arara-azul em voo sobre o Pantanal com asas abertas
Arara-azul em voo, com envergadura de até 127 cm.
Arara-azul em habitat natural de Pantanal com palmeiras de acuri
Habitat típico no Pantanal, entre palmeirais de acuri e manduvis.
Arara-azul se alimentando e quebrando coquinho de acuri com o bico
Alimentação especializada em coquinhos de palmeiras.
Ninho de arara-azul em oco de manduvi com filhote
Ninho em oco de manduvi, essencial para a reprodução.
Casal de araras-azuis em comportamento social de alisamento mútuo
Casal monogâmico, laço que dura a vida toda.

Perfil rápido de Arara-azul

Estado de conservação

VU
Vulnerável

Risco alto de extinção na natureza devido a população pequena e fragmentada.

População
estável no Pantanal, em declínio em outras áreas
Protegido por
Sim, CITES Apêndice I e protegida por lei federal no Brasil

Calendário

Reprodução (Pantanal)JFMAMJJASOND
Reprodução (Caatinga - A. leari)JFMAMJJASOND
Saída dos filhotes do ninhoJFMAMJJASOND

Vida útil

Na natureza
50 a 60 anos, com maturidade entre 6 e 8 anos
Em cativeiro autorizado
60 a 80 anos, com dieta e manejo adequados

Reprodução

Maturidade sexual
6 a 8 anos
Estrutura social
Monogâmica, par permanente
Padrão sazonal
Sazonal; Pantanal de agosto a janeiro, Caatinga de fevereiro a maio
Tipo de nascimento
Ovíparo, ninho em oco de árvore
Ninhada
1 a 2 ovos; incubação 28 a 30 dias; 1 filhote criado na maioria das vezes
Cuidado parental
Fêmea incuba, macho alimenta; filhote no ninho por 100 a 110 dias + 6 a 8 meses com os pais

Habitat

Ambientes

  • Pantanal alagável com palmeirais de acuri
  • Cerradões e matas de galeria
  • Bordas de floresta amazônica
  • Caatinga com palmeiras de licuri (para A. leari)
  • Paredões de arenito para dormitório (A. leari)

Biomas

  • Pantanal
  • Cerrado
  • Amazônia
  • Caatinga

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Coquinho de acuri (Attalea phalerata)
  • Coquinho de licuri (Syagrus coronata) para A. leari
  • Coquinho de bocaiuva (Acrocomia aculeata)

Outros alimentos

  • Buriti
  • Pequi
  • Jatobá
  • Figo
  • Néctar e argila de barreiros

Encontrado em 3 países

  • Brasil
  • Bolívia
  • Paraguai

Como animal de estimação

Adequação
Não é ave de estimação; silvestre e altamente exigente
Legalidade no Brasil
Criação só com autorização do IBAMA/órgão estadual; venda de ave da natureza é crime ambiental
Nível de cuidado
Altíssimo; exige viveiro grande, dieta de coquinhos e acompanhamento veterinário especializado
Custo de aquisição
Muito elevado e com fila; só via criadouros comerciais legalizados com anilha e nota

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Aves
Ordem
Psittaciformes
Família
Psittacidae
Gênero
Anodorhynchus
Espécie
Anodorhynchus hyacinthinus

Resumo

  • A arara-azul-grande é a maior arara do mundo, com até 1 m de comprimento, plumagem azul-cobalto e anéis amarelos ao redor dos olhos e do bico.
  • Vive sobretudo no Pantanal, mas também no Cerrado e na Amazônia, dependendo de coquinhos de palmeiras e de ocos de manduvi para se alimentar e nidificar.
  • É monogâmica, vive mais de 50 anos e está classificada como vulnerável, com criação doméstica proibida sem autorização do IBAMA e criadouros legalizados.

Características

Ficha da espécie

FamíliaPsittacidae
Origem e distribuiçãoBrasil (Pantanal, Cerrado, Amazônia), leste da Bolívia e norte do Paraguai
HabitatPantanal alagável, cerradões, matas de galeria, palmeirais e bordas de floresta amazônica
Tamanho (comprimento)93 a 100 cm
Envergadura120 a 127 cm
Peso1,2 a 1,7 kg
Coresazul-cobaltoazul-escuroamarelo (anéis periocularmandibular)preto (bico)cinza-escuro (patas)
Expectativa de vida50 a 60 anos na natureza; até 80 anos em cativeiro autorizado
AlimentaçãoGranívora e frugívora, especialista em coquinhos de palmeiras
CantoGrasnados graves e prolongados, audíveis a mais de 1 km
Reprodução (ninho e ovos)Ninho em oco de árvore; 1 a 2 ovos; incubação de 28 a 30 dias
Comportamento socialMonogâmica, vive em pares ou pequenos bandos familiares, muito vocal
Variedades ou subespécies3 espécies do gênero Anodorhynchus: A. hyacinthinus, A. leari e A. glaucus (provavelmente extinta)

Perfil e comportamento

SociabilidadeMuito alto
Intensidade do cantoAlto
InteligênciaMuito alto
Facilidade de criaçãoMuito baixo
Necessidade de espaçoMuito alto
Nível de atividadeAlto
Capacidade de imitar sonsMédio

Como reconhecer a arara-azul: tamanho, cores e bico inconfundível

A arara-azul-grande é impossível de confundir quando vista de perto. É a maior arara e o maior psitacídeo do mundo, com 93 a 100 cm de comprimento e envergadura de até 127 cm.

A plumagem é azul-cobalto intenso, mais escura nas asas e na cauda longa, com brilho aveludado sob luz natural. Não há dimorfismo sexual evidente: macho e fêmea são idênticos a olho nu.

O detalhe que entrega a espécie são os anéis amarelos nus ao redor dos olhos e na faixa que contorna a base da mandíbula. Esse contraste com o azul e o bico preto e curvo é diagnóstico.

O bico é o maior entre as araras e um dos mais fortes entre as aves. Com musculatura e articulação especializadas, exerce pressão estimada em mais de 130 kgf/cm², capaz de quebrar com facilidade coquinhos de acuri e licuri que outras aves não conseguem abrir.

Patas zigodáctilas (dois dedos para frente e dois para trás) e cinza-escuras garantem firmeza para escalar troncos e manipular alimentos. A língua é grossa e sensível, usada para extrair a polpa dos coquinhos.

Onde vive a arara-azul no Brasil: Pantanal, Cerrado e Amazônia

A distribuição atual é fragmentada. Cerca de 70% da população selvagem está no Pantanal, especialmente em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Outros núcleos importantes ficam no nordeste do Pará e sudeste do Amazonas, no sul do Piauí, Bahia e Tocantins, e em áreas de Cerrado do Maranhão e Goiás. Historicamente ocorria também em Minas Gerais e mais amplamente no Paraguai e Bolívia.

No Pantanal, prefere áreas abertas com palmeirais de acuri (Attalea phalerata) e cordões de mata com manduvis (Sterculia apetala). No Cerrado e na Caatinga baiana, onde vive a arara-azul-de-lear, associa-se a paredões de arenito e palmeiras de licuri.

Não é migratória. Faz deslocamentos diários de até 30 km entre dormitórios, áreas de alimentação e ninhos, sempre em pares ou grupos familiares de 3 a 6 indivíduos.

Para observação, o melhor ponto é a região de Miranda e Aquidauana (MS), onde o Projeto Arara Azul mantém ninhos monitorados e a ave é vista com frequência em fios, palmeiras e ocos altos.

O que a arara-azul come e por que depende de duas palmeiras

A dieta é altamente especializada. Na maior parte do ano, mais de 90% da alimentação vem de coquinhos de palmeiras.

No Pantanal, o principal item é o coco do acuri e, em menor escala, o da bocaiuva (Acrocomia aculeata). Na Bahia, a arara-azul-de-lear depende quase exclusivamente do licuri (Syagrus coronata).

Complementa com frutos de buriti, pequi, jatobá, figos e néctar, além de ingerir argila em barreiros para neutralizar toxinas e suplementar minerais. Em cativeiro autorizado, a dieta precisa replicar essa base oleosa, com castanhas e coquinhos, não apenas ração de psitacídeos.

Essa dependência explica a vulnerabilidade. Sem palmeiras adultas produtivas e sem árvores ocas para ninho, a população não se sustenta, mesmo que a área pareça preservada.

Comportamento, canto e inteligência: barulhenta, fiel e curiosa

É uma ave extremamente social e vocal. O casal mantém contato constante por grasnados graves e ásperos do tipo “kraaa-kraaa”, audíveis a mais de um quilômetro em área aberta.

Vive em pares monogâmicos que duram a vida toda. Se um parceiro morre, o outro pode ficar anos sem formar novo casal. O vínculo é reforçado por alisamento mútuo de penas, alimentação compartilhada e voos sincronizados.

A inteligência se compara à de corvos e primatas. Manipula objetos com patas e bico, resolve problemas simples para alcançar alimento e demonstra memória espacial de longo prazo para localizar palmeiras e ninhos usados anos antes.

Apesar de poder imitar sons humanos quando criada em cativeiro desde filhote, não é uma boa “falante” como papagaios do gênero Amazona. Sua vocalização natural é rouca e pouco articulada, e a imitação costuma ser limitada a assobios e palavras curtas.

Durante o dia, alterna períodos de alimentação intensa pela manhã e no fim da tarde com descanso e interação social nas horas mais quentes, sempre pousada em galhos altos e expostos.

Reprodução, ninhos em ocos e a dura disputa entre filhotes

A estação reprodutiva varia por região. No Pantanal vai de agosto a janeiro, com pico em setembro a novembro. Na Bahia, a arara-azul-de-lear reproduz entre fevereiro e maio.

Nidifica exclusivamente em ocos naturais de árvores grandes. No Pantanal, mais de 90% dos ninhos ficam em manduvis, árvore de tronco largo e madeira macia que forma cavidades amplas. Também usa angicos, ipês e palmeiras mortas.

A fêmea põe 1 a 2 ovos, raramente 3, com intervalo de 2 a 3 dias. A incubação dura 28 a 30 dias e é feita quase toda pela fêmea, enquanto o macho alimenta e vigia o entorno.

Um fato pouco divulgado é a competição siblicida. O segundo filhote nasce menor e, se a oferta de alimento não for abundante, raramente sobrevive. Na natureza, a maioria dos casais cria apenas um filhote por temporada, e muitos ninhos falham.

Os filhotes permanecem no ninho por cerca de 100 a 110 dias e, após voarem, continuam dependentes dos pais por mais 6 a 8 meses, aprendendo a quebrar coquinhos e a localizar barreiros. A maturidade sexual só chega entre 6 e 8 anos.

Calendário reprodutivo no Pantanal

Escolha de oco e cortejo em julho e agosto, postura em setembro e outubro, eclosão em outubro e novembro, e saída do ninho entre janeiro e março. Fora desse período, os casais permanecem juntos defendendo território.

É possível ter arara-azul em casa? O que diz a lei brasileira

Não. A arara-azul é ave silvestre protegida por lei e sua captura, compra, venda ou manutenção sem autorização é crime ambiental (Lei 9.605/98).

A única forma legal de ter um exemplar é adquiri-lo de criadouro comercial autorizado pelo IBAMA ou órgão estadual, com anilha fechada, nota fiscal e registro no sistema de controle. Esses criadouros são poucos, têm fila de espera e exigem estrutura de viveiro muito grande.

Mesmo com autorização, não é uma ave indicada como pet. Precisa de viveiro de pelo menos 6 x 3 x 3 metros, dieta especializada, enriquecimento ambiental diário e acompanhamento veterinário de especialista em aves. Vive décadas e forma vínculo intenso, sofrendo muito com isolamento.

A venda de filhotes retirados da natureza, ainda oferecida ilegalmente em redes sociais e feiras, é responsável pelo declínio histórico da espécie. Denúncias podem ser feitas ao IBAMA (Linha Verde 0800 61 8080) e à Polícia Ambiental.

Por que a arara-azul quase desapareceu e como está a conservação hoje

Nos anos 1980, a população selvagem chegou a menos de 3 mil indivíduos devido ao tráfico internacional, onde um filhote chegava a valer dezenas de milhares de dólares, somado ao desmatamento e à coleta de penas.

O ponto de virada foi o Projeto Arara Azul, criado em 1990 pela bióloga Neiva Guedes no Pantanal. O projeto instalou ninhos artificiais, monitorou centenas de cavidades naturais, combateu o tráfico com educação ambiental e envolveu fazendeiros pantaneiros na proteção dos manduvis.

Com isso, a população do Pantanal se recuperou para cerca de 5 mil a 6,5 mil indivíduos nas últimas estimativas. Ainda assim, a espécie segue como Vulnerável (VU) na Lista Vermelha da IUCN, com tendência de declínio fora do Pantanal.

As ameaças atuais são a perda de palmeiras e árvores ocas por desmatamento e queimadas, a hidrelétricas que alteram o regime do Pantanal, o aquecimento global e a colisão com linhas de transmissão. Incêndios de 2020 destruíram ninhos e palmeirais inteiros no Pantanal.

Está no Apêndice I da CITES, que proíbe o comércio internacional de exemplares selvagens, e é símbolo do Pantanal e do Mato Grosso do Sul, onde é ave-símbolo estadual.

Tipos de arara-azul: grande, de Lear e a pequena extinta

O nome arara-azul abrange três espécies do gênero Anodorhynchus, todas brasileiras e muito parecidas, mas com diferenças claras de tamanho, distribuição e situação.

Espécie Nome científico Tamanho Onde vive Status
Arara-azul-grande Anodorhynchus hyacinthinus 93-100 cm Pantanal, Cerrado e Amazônia Vulnerável
Arara-azul-de-lear Anodorhynchus leari 70-75 cm Caatinga da Bahia (Canudos, Jeremoabo) Em Perigo
Arara-azul-pequena Anodorhynchus glaucus ~70 cm Sul do Brasil, Uruguai e Argentina Provavelmente extinta

A arara-azul-de-lear foi redescoberta em 1978 após ser considerada extinta. É menor, com azul mais esverdeado e garganta amarela mais pálida. Hoje tem cerca de 1.800 indivíduos em vida livre, concentrados em dois paredões de arenito na Bahia, e depende do licuri.

A arara-azul-pequena não tem registro confirmado desde a década de 1960. Era associada a palmeirais de yatay (Butia yatay) e provavelmente foi extinta pela destruição desses palmeirais e pela captura.

Nenhuma delas deve ser confundida com a arara-azul-e-amarela (Ara ararauna), que tem peito amarelo vivo e rosto com linhas pretas, nem com a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), menor e extinta na natureza até a reintrodução recente.

Perguntas frequentes

Qual é o tamanho da arara-azul?

A arara-azul-grande mede 93 a 100 cm de comprimento e pesa 1,2 a 1,7 kg, sendo a maior arara do mundo. A envergadura chega a 127 cm.

Onde a arara-azul vive no Brasil?

Principalmente no Pantanal (MS e MT), mas também no Cerrado, na Amazônia e, no caso da arara-azul-de-lear, na Caatinga da Bahia.

O que a arara-azul come?

Quase exclusivamente coquinhos de palmeiras: acuri e bocaiuva no Pantanal e licuri na Bahia, além de frutos como buriti e pequi e argila de barreiros.

Pode ter arara-azul em casa? É legal?

Não como pet comum. Só é legal com compra em criadouro autorizado pelo IBAMA, com anilha e nota fiscal. Capturar ou comprar ave da natureza é crime ambiental.

Quanto tempo vive uma arara-azul?

De 50 a 60 anos na natureza e até 80 anos em cativeiro autorizado, com maturidade sexual entre 6 e 8 anos.

Qual a diferença entre arara-azul e arara-azul-de-lear?

A grande (A. hyacinthinus) tem até 1 m e vive no Pantanal; a de Lear (A. leari) tem 70 a 75 cm, azul mais esverdeado e vive só na Caatinga baiana, estando em perigo.

A arara-azul está em extinção?

Está classificada como Vulnerável (VU) pela IUCN. A população do Pantanal se recuperou com o Projeto Arara Azul, mas segue ameaçada por desmatamento, fogo e perda de palmeiras.

Fatos surpreendentes sobre a arara-azul

1

Bico que funciona como terceira pata

Ela escala troncos usando o bico como gancho e apoio, além de quebrar coquinhos com força que supera 130 kgf/cm², deixando marcas de roedura características nos coqueiros.

2

Fidelidade que dura décadas

Forma casais monogâmicos para a vida toda e defende o mesmo oco de manduvi por anos seguidos, reconhecendo o parceiro pela voz mesmo em bandos barulhentos.

3

Berçário monitorado por fazendeiros

No Pantanal, mais de 90% dos ninhos naturais ficam em manduvis e muitos ninhos artificiais instalados pelo Projeto Arara Azul são vigiados por peões de fazenda treinados.

4

Filhote que demora para ser independente

O filhote fica cerca de 110 dias no oco e ainda passa 6 a 8 meses aprendendo com os pais a abrir coquinhos, só se reproduzindo após os 7 anos de idade.

Fontes

  1. IUCN Red List - Anodorhynchus hyacinthinus
  2. WikiAves - Arara-azul-grande
  3. Instituto Arara Azul / Projeto Arara Azul
  4. CBRO - Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos

Prós e contras: Arara-azul

Prós

  • Maior e mais impressionante arara do mundo, com azul-cobalto único
  • Inteligência e sociabilidade altíssimas, forma laços duradouros
  • Símbolo de conservação bem-sucedida no Pantanal
  • Longevidade excepcional, pode viver mais de 50 anos
  • Fácil de observar em vida livre no Pantanal com guias locais

Contras

  • Não é ave de estimação; criação exige autorização e estrutura enorme
  • Vocalização muito alta e rouca, inadequada para áreas urbanas
  • Dieta especializada em coquinhos de palmeiras, difícil de replicar
  • Reprodução lenta: só 1 filhote por ano e maturidade tardia
  • Altamente vulnerável a tráfico, fogo e perda de árvores ocas
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a arara-azul é o melhor exemplo de como conservação dá certo quando ciência e pantaneiros trabalham juntos, mas ainda é refém de palmeiras e manduvis que demoram décadas para formar ocos. Protegê-la exige proteger a paisagem inteira, não apenas proibir o tráfico.

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Sansão Monteiro
Escrito porSansão MonteiroEditor de Animais

Ele é criador de conteúdo sobre animais, com foco em raças de cães e gatos, comportamento, características físicas e cuidados essenciais. Através de pesquisa em fontes confiáveis, procura…

Última revisão em 15.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.