🌳 Árvores

Andiroba

Carapa guianensis

Atualizado em

25 a 35 m de alturaTamanho
Perene, copa densaFolhagem
Lento a moderadoCrescimento
Sol plenoLuminosidade
Mais de 100 anosLongevidade
Árvore adulta de andiroba em área de várzea amazônica com tronco reto e copa densa

A andiroba é uma árvore de grande porte da Amazônia, conhecida sobretudo pelo óleo extraído de suas sementes. De crescimento relativamente lento e vida longa, pode ultrapassar 30 metros de altura na floresta e forma copa densa que oferece sombra profunda.

É mais valorizada pelo uso do que pela ornamentação. Sua madeira é nobre e resistente à água, enquanto o óleo tem forte tradição na medicina popular e na indústria de cosméticos como repelente e anti-inflamatório natural. Na natureza, alimenta cutias, morcegos e outros animais que dispersam suas sementes.

Também conhecido como: Andiroba-branca, Andiroba-vermelha, Carapa, Nhandiroba, Crabwood (inglês), Andiroba-do-igapó

Faz parte de: Árvores de Sombra, Árvores Grandes

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Galeria de fotos de Andiroba

Árvore adulta de andiroba em área de várzea amazônica com tronco reto e copa densa
Andiroba adulta em ambiente natural de várzea, onde atinge grande altura.
Folhas compostas da andiroba com folíolos brilhantes
Folhas compostas com folíolos grandes e brilhantes, típicas da andiroba.
Tronco e casca da andiroba mostrando placas acinzentadas
Tronco reto com casca que se solta em placas, característica da espécie.
Frutos e sementes de andiroba com cápsula lenhosa aberta
Cápsula lenhosa com sementes grandes e oleosas, fonte do óleo de andiroba.
Copa densa da andiroba vista de baixo filtrando a luz do sol
Copa perene e densa que proporciona sombra profunda o ano todo.
Mudas jovens de andiroba em viveiro florestal
Mudas de andiroba em viveiro, fase que exige meia-sombra e umidade constante.
Ideal para

Ideal para quem tem sítio, chácara ou área rural na região Norte e litoral úmido e busca sombra densa para gado e cultivos, além de produção de sementes para óleo. Também é excelente para projetos de reflorestamento, recuperação de mata ciliar e sistemas agroflorestais, onde seu porte e longevidade agregam valor ambiental e renda extrativista.

Pode não ser ideal para

Não é ideal para quintais pequenos, calçadas ou áreas urbanas adensadas, pois atinge grande altura, precisa de muita água e não tolera poda drástica ou geada. Quem busca árvore de crescimento rápido, floração vistosa ou frutificação em poucos anos vai se frustrar, já que a andiroba demora de 8 a 12 anos para produzir.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno após o primeiro ano; meia-sombra leve na fase de muda
Rega
Frequente nos 2 primeiros anos; solo sempre úmido, sem encharcar
Solo
Profundo, fértil, úmido e bem drenado; pH 4,5 a 6,5; rico em matéria orgânica
Temperatura
24 a 28 °C; não tolera geada nem frio abaixo de 15 °C por longos períodos
Adubação
Orgânica anual com esterco e cobertura morta; NPK fosfatado no plantio se necessário
Poda
Apenas de formação nos 3 primeiros anos para fuste reto; remover galhos secos
Propagação
Por sementes recém-colhidas; semeadura imediata, sem armazenamento prolongado

Perfil rápido de Andiroba

Estado de conservação

LC
Pouco Preocupante

Espécie amplamente distribuída e ainda comum na Amazônia, mas com populações locais pressionadas por extração madeireira.

População
Estável com declínio local
Protegido por
Manejo madeireiro exige autorização; coleta de sementes é incentivada em reservas extrativistas

Calendário

FloraçãoJFMAMJJASOND
FrutificaçãoJFMAMJJASOND
Coleta de sementesJFMAMJJASOND
Plantio (mudas no campo)JFMAMJJASOND

Habitat

Ambientes

  • Floresta de terra firme
  • Floresta de várzea
  • Floresta de igapó
  • Mata ciliar e áreas aluviais úmidas

Biomas

  • Amazônia

Encontrado em 10 países

  • Brasil
  • Colômbia
  • Venezuela
  • Guiana
  • Suriname
  • Guiana Francesa
  • Peru
  • Equador
  • Panamá
  • Costa Rica

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Sapindales
Família
Meliaceae
Gênero
Carapa
Espécie
Carapa guianensis

Resumo

  • A andiroba é uma árvore amazônica de grande porte da família Meliaceae, famosa pelo óleo de suas sementes e pela madeira resistente à umidade.
  • Na floresta atinge 25 a 35 metros, tem copa ampla, folhas compostas brilhantes e frutos em cápsula com sementes oleosas muito procuradas pela fauna.
  • Precisa de clima quente e úmido, sol pleno e espaço amplo, sendo ideal para sítios, reflorestamento e sistemas agroflorestais, não para calçadas ou quintais pequenos.

Características

Ficha da árvore

Nome popularAndiroba
Nome científicoCarapa guianensis Aubl.
Família botânicaMeliaceae
OrigemAmazônia e América Central e norte da América do Sul
Tamanho25 a 35 m de altura (até 55 m na floresta); DAP de 80 a 120 cm
CopaGlobosa e densa, 10 a 18 m de diâmetro
FolhagemPerene
CrescimentoLento a moderado (30 a 60 cm/ano nos primeiros anos)
LuminosidadeSol pleno
RegaAlta necessidade hídrica; não tolera seca prolongada
SoloProfundo, fértil, úmido e bem drenado; argiloso a argilo-arenoso
UsosMadeira nobre, óleo medicinal e cosmético, reflorestamento, sombreamento rural
Longevidade80 a mais de 120 anos

Perfil e comportamento

Velocidade de crescimentoBaixo
SombraMuito alto
Resistência à secaBaixo
Agressividade das raízesMédio
Facilidade de cultivoMédio
Atrai faunaMuito alto

O que é a andiroba e por que ela é tão valorizada

A andiroba é uma árvore nativa da Amazônia que se destaca por dois produtos completamente diferentes: a madeira avermelhada e resistente à água e o óleo amargo extraído das sementes. É da mesma família do mogno e do cedro, a Meliaceae, e por isso tem madeira de alta qualidade.

Na prática, pouca gente planta andiroba para enfeitar jardim. Ela é plantada para produzir, restaurar floresta e gerar renda com manejo sustentável. O óleo, chamado de azeite de andiroba, é um dos produtos florestais não madeireiros mais importantes da Amazônia.

O nome vem do tupi ãdi’roba, que significa gosto amargo. E é literal: a semente é tão amarga que poucos animais a consomem inteira, mas cutias e morcegos são especialistas em roê-la e espalhá-la pela mata.

Como identificar a andiroba: folhas, tronco, flores e frutos

Reconhecer a andiroba na mata exige atenção aos detalhes, pois ela se parece com outras Meliaceae quando jovem.

Folhas: são compostas, paripinadas, com 6 a 12 folíolos grandes, elípticos, verde-escuros e brilhantes na face superior. Cada folíolo mede 15 a 35 cm e tem base assimétrica. Quando amassados, não têm cheiro forte, diferente do cedro.

Tronco e casca: tronco reto e cilíndrico, com casca acinzentada a marrom-escura que se solta em placas. A casca interna é rosada e amarga. Em árvores adultas, formam-se sapopemas discretas na base.

Flores: pequenas, creme-esverdeadas a avermelhadas, em panículas de 20 a 40 cm. São pouco vistosas e ricas em néctar, atraindo abelhas pequenas.

Frutos e sementes: o ponto mais distintivo. O fruto é uma cápsula globosa de 8 a 12 cm, com 4 valvas lenhosas que se abre ao cair no chão. Dentro há 4 a 12 sementes grandes, angulosas, marrom-escuras, com 3 a 5 cm, muito oleosas. Cada árvore pode produzir 50 a 200 kg de sementes por safra em anos bons.

Onde a andiroba ocorre e seu papel na natureza

A andiroba é tipicamente amazônica, mas sua distribuição vai do sul da América Central até a bacia do Amazonas e o Maranhão. No Brasil, ocorre em toda a Amazônia Legal, principalmente no Pará, Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia e Roraima, além de áreas de transição para o Cerrado.

Habita floresta de terra firme, várzea e igapó, sempre onde há umidade constante. Cresce melhor em solos aluviais férteis, próximos a rios e áreas que alagam periodicamente, mas não fica submersa por muito tempo.

Ecologicamente, é uma espécie de dossel. Sua copa densa regula microclima, e seus frutos são recurso crítico na estação chuvosa. Cutias enterram as sementes para comer depois e esquecem parte delas, fazendo o plantio natural. Morcegos e queixadas também consomem e dispersam.

Tamanho, copa, raízes e sombra: o que esperar no terreno

Andiroba não é árvore para espaço pequeno. Em floresta, atinge 30 a 35 metros, podendo chegar a 55 metros em condições excepcionais. Em plantio aberto, fica entre 15 e 25 metros, com tronco mais curto e copa mais larga.

A copa é globosa, densa e perene, com 10 a 18 metros de diâmetro em exemplares isolados. A sombra é fresca e fechada o ano todo, ideal para sombreamento de gado, cacau e açaí em sistemas agroflorestais.

As raízes são pivotantes e profundas, com sapopemas baixas. A agressividade é moderada: não costuma levantar calçadas como figueiras, mas precisa de pelo menos 8 a 10 metros de distância de construções, muros e redes subterrâneas. Não é indicada para calçada urbana ou quintal pequeno.

O crescimento é lento nos dois primeiros anos e depois acelera para moderado. Leva 8 a 12 anos para iniciar frutificação em plantio e décadas para atingir porte madeireiro.

Como plantar andiroba: do viveiro ao solo definitivo

A propagação é quase sempre por sementes recém-colhidas, pois elas perdem viabilidade rápido. Não armazene por mais de 30 dias.

  • Coleta: recolha frutos já abertos no chão, entre fevereiro e junho na maior parte da Amazônia. Escolha sementes pesadas, sem furos de broca.
  • Semeadura: plante logo após a coleta, com a parte mais larga para baixo, enterrando metade da semente em substrato úmido. A germinação ocorre em 20 a 40 dias e a taxa costuma passar de 70%.
  • Viveiro: use sacos de 20 x 30 cm, solo com matéria orgânica e 50% de sombra inicial. Mantenha úmido, sem encharcar. Muda pronta para campo com 40 a 60 cm, entre 6 e 10 meses.
  • Plantio definitivo: faça no início da estação chuvosa. Cova de 40 x 40 x 40 cm, com esterco curtido e calcário se o solo for muito ácido. Espaçamento de 5 x 5 m para produção de sementes e 3 x 3 m para madeira com desbaste futuro.

Evite plantar em solo compactado, seco ou sujeito a geada. A andiroba não tolera geada, fogo e seca prolongada quando jovem. Nos primeiros dois anos, faça coroamento e sombreamento leve se o sol for muito forte.

Clima ideal no Brasil

Clima equatorial quente e úmido, com temperatura média de 24 a 28 °C e chuva acima de 1.800 mm anuais bem distribuídos. Vai bem em toda a região Norte e em partes úmidas do Nordeste e Centro-Oeste. No Sul e Sudeste, só em áreas litorâneas quentes e sem geada.

Como cuidar e quanto tempo leva para produzir

Depois de estabelecida, a andiroba exige poucos cuidados, mas água é inegociável nos primeiros anos.

  • Rega: nos primeiros 12 meses, regue 2 a 3 vezes por semana se não chover. Depois, apenas em veranicos.
  • Adubação: orgânica anual com esterco e cobertura morta. Em solos pobres, NPK com fósforo no plantio ajuda no enraizamento.
  • Poda: apenas de formação para conduzir fuste reto nos primeiros 3 anos. Retire brotos laterais baixos e galhos secos.
  • Luz: sol pleno após o primeiro ano. Mudas muito jovens apreciam meia-sombra.

A primeira frutificação relevante vem entre 8 e 12 anos em plantio a pleno sol, com pico de produção após 20 anos. Uma árvore adulta bem manejada pode produzir óleo por mais de 60 anos sem precisar ser cortada, o que torna o manejo de sementes mais rentável que o corte a longo prazo.

Usos da madeira e do famoso óleo de andiroba

A dualidade da andiroba explica por que ela foi tão explorada e hoje é protegida por manejo.

Produto Característica Uso principal
Madeira Moderadamente pesada, durável, resistente a cupins e à umidade Móveis, portas, lambris, construção naval, compensados
Óleo das sementes Amargo, rico em limonoides e ácidos graxos Cosméticos, sabonetes, repelente natural, medicina popular
Casca e folhas Amargas, com taninos Uso tradicional pontual, não recomendado sem orientação

Madeira: é considerada substituta do mogno, com densidade de 0,55 a 0,65 g/cm³. Tem boa trabalhabilidade e acabamento, mas seu corte hoje depende de plano de manejo autorizado. O uso sustentável prioriza o óleo.

Óleo: extraído por prensagem a frio ou cozimento das sementes, rende 20 a 30% de óleo sobre o peso da semente seca. É usado como repelente de mosquitos, hidratante, cicatrizante e anti-inflamatório na tradição amazônica e em cosméticos. Estudos apontam ação repelente e emoliente, mas não substitui tratamento médico e deve ser usado puro apenas externamente.

Na indústria, o óleo entra em sabonetes, cremes, shampoos e velas. Comunidades extrativistas vendem sementes ou óleo bruto, gerando renda sem derrubar a árvore, modelo incentivado por reservas extrativistas.

Pragas, problemas comuns e cuidados legais

A andiroba é rústica, mas tem inimigos específicos.

  • Broca das sementes (Hypsipyla spp.): lagarta que fura frutos e sementes ainda na árvore. Reduz drasticamente a produção de óleo. Controle com coleta rápida dos frutos caídos e manejo da copa.
  • Lagartas desfolhadoras e formigas cortadeiras: atacam mudas. Use barreira física e controle localizado.
  • Fungos em viveiro: excesso de água e pouca ventilação causam damping-off. Evite encharcamento e use substrato bem drenado.
  • Queda prematura de frutos: comum em seca ou solo pobre. Mantenha cobertura morta e adubação orgânica.

Legalmente, por ser nativa da Amazônia, o corte para madeira exige autorização do órgão ambiental e, em muitos estados, plano de manejo florestal sustentável. Já a coleta de sementes para óleo é permitida e incentivada em manejo comunitário. Nunca compre madeira sem Documento de Origem Florestal (DOF).

Curiosidades e importância cultural

Na Amazônia, a andiroba é chamada de farmácia da floresta. O óleo era usado por indígenas e ribeirinhos para iluminar lamparinas antes da energia elétrica, além de proteger a pele de picadas.

Um fato pouco conhecido é que a andiroba flutua e viaja pelos rios. Suas sementes são dispersas por hidrocoria e podem germinar a quilômetros da árvore-mãe depois de uma cheia, colonizando novas áreas de várzea.

Outro detalhe: a andiroba é frequentemente confundida com a ucuuba e o mogno quando jovem. A diferença mais prática está no fruto: só a andiroba tem aquela cápsula lenhosa de 4 valvas que parece uma pequena cuia se abrindo no chão.

Na nossa avaliação, a andiroba faz mais sentido como árvore de produção e restauração do que como ornamental urbana. Se você tem área rural, sítio ou projeto de reflorestamento e pode esperar uma década, ela entrega retorno ecológico e econômico por gerações. Para jardim pequeno, existem opções melhores.

Perguntas frequentes

Andiroba pode ser plantada em quintal pequeno ou calçada?

Não é recomendada. Ela atinge 25 a 35 metros, tem copa muito ampla e precisa de solo úmido e profundo. Para calçada ou quintal pequeno, prefira árvores de pequeno a médio tamanho.

Quanto tempo a andiroba leva para dar sementes e óleo?

Em plantio a sol pleno, começa a frutificar entre 8 e 12 anos, com produção plena após 20 anos. Cada árvore pode render 50 a 200 kg de sementes por safra.

Como extrair o óleo de andiroba em casa?

Tradicionalmente as sementes são cozidas, amassadas e deixadas ao sol para o óleo escorrer, ou prensadas a frio. O processo é trabalhoso e o óleo é muito amargo, usado apenas externamente.

Andiroba precisa de muita água?

Sim. É árvore de clima úmido e não tolera seca prolongada, principalmente nos primeiros anos. Precisa de chuva acima de 1.800 mm anuais ou irrigação em veranicos.

Qual a diferença entre andiroba e mogno?

São da mesma família, mas o mogno tem folhas e frutos diferentes e madeira ainda mais valorizada. A andiroba tem fruto em cápsula de 4 valvas e sementes grandes e oleosas, enquanto o mogno tem cápsula menor com sementes aladas.

A andiroba está ameaçada de extinção?

Não globalmente; é classificada como Pouco Preocupante (LC) pela IUCN. Porém, populações locais sofrem pressão por corte madeireiro sem manejo, por isso o corte exige autorização.

O óleo de andiroba serve como repelente mesmo?

Sim, tem efeito repelente por causa dos limonoides amargos, mas de curta duração. Funciona melhor em formulações cosméticas e precisa ser reaplicado a cada poucas horas.

Você sabia?

1

Semente que navega

As sementes de andiroba boiam e são levadas pelas cheias dos rios amazônicos, podendo germinar a quilômetros da árvore-mãe. É uma das poucas árvores de terra firme com dispersão também pela água.

2

Repelente natural testado

O óleo contém limonoides amargos como a gedunina, que repelem mosquitos e têm ação anti-inflamatória estudada. Por isso entra em velas e loções repelentes, mas o efeito dura poucas horas e precisa ser reaplicado.

3

Parente do mogno

Pertence à mesma família do mogno (Meliaceae) e já foi muito usada como substituta dele na movelaria. A diferença é que hoje o manejo prioriza manter a árvore em pé para coletar sementes por décadas.

4

Cada fruto é uma caixinha

O fruto se abre em 4 valvas lenhosas como uma cápsula. Dentro, as sementes se encaixam como gomos, e cada uma pode pesar até 40 gramas, com até 30% de óleo.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa Florestas
  3. IUCN Red List
  4. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente - IBAMA

Prós e contras: Andiroba

Prós

  • Sombra densa e perene o ano todo
  • Produção de óleo valioso por décadas sem cortar a árvore
  • Madeira nobre, durável e resistente à umidade
  • Atrai e alimenta fauna nativa, ótima para restauração florestal
  • Longevidade alta, com mais de 100 anos de vida útil

Contras

  • Grande porte, incompatível com áreas urbanas pequenas
  • Crescimento lento e frutificação tardia (8 a 12 anos)
  • Alta exigência de água e clima quente e úmido
  • Sementes perdem viabilidade rápido e não podem ser armazenadas
  • Madeira com corte restrito e dependente de manejo autorizado
Nossa opinião

A andiroba é um dos melhores exemplos de árvore que vale mais em pé do que derrubada: o óleo gera renda contínua sem desmatar. Para quem pode esperar e tem espaço e água, é um investimento ecológico e econômico de longo prazo; para uso urbano, perde para espécies menores e menos exigentes.

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Última revisão em 20.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.