🌳 Árvores

Tamareira-das-canárias

Phoenix canariensis

Atualizado em

10 a 20 m de alturaTamanho
Perene, pinada e arqueadaFolhagem
Lento a moderadoCrescimento
Sol plenoLuminosidade
200 a 300 anosLongevidade
Tamareira-das-canárias adulta vista completa com tronco grosso e copa arredondada

A tamareira-das-canárias é uma palmeira de grande porte nativa das Ilhas Canárias, muito usada no Brasil em praças, avenidas e jardins amplos. Chama atenção pelo tronco grosso e marcado pelas bases das folhas antigas e pela copa arredondada com folhas pinadas e arqueadas.

Apesar do nome, não é a tamareira que produz as tâmaras comerciais. Seus frutos são menores, alaranjados e pouco polposos, mas atraem aves. É uma espécie de crescimento lento nos primeiros anos, extremamente longeva e resistente à seca e ao vento depois de estabelecida.

Também conhecido como: Palmeira-das-canárias, Palmeira-de-leque, Tamareira, Canary Island date palm, Palmera canaria, Dattier des Canaries

Faz parte de: Árvores de Sombra, Árvores Grandes, Árvores Ornamentais

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Galeria de fotos de Tamareira-das-canárias

Tamareira-das-canárias adulta vista completa com tronco grosso e copa arredondada
Exemplar adulto de tamareira-das-canárias com porte monumental.
Folhas pinadas da tamareira-das-canárias com folíolos e espinhos na base
Detalhe dos folíolos rígidos e dos espinhos na base da folha.
Tronco da tamareira-das-canárias com padrão em diamante das cicatrizes foliares
Tronco característico com cicatrizes em losango.
Copa da tamareira-das-canárias vista de baixo contra o céu
Copa densa e arqueada vista de baixo.
Frutos alaranjados da tamareira-das-canárias em cacho
Cacho de frutos pequenos e alaranjados da espécie.
Tamareiras-das-canárias alinhadas em avenida larga no paisagismo urbano
Uso ornamental em alinhamento de avenida larga.
Ideal para

Ideal para quem tem terreno amplo, chácara, fazenda, condomínio ou praça e busca uma palmeira monumental, resistente ao sol forte, ao vento e à seca. Funciona muito bem como ponto focal isolado ou em alinhamentos largos, onde sua copa simétrica pode se abrir sem podas constantes.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para calçadas estreitas, quintais pequenos, sob fiação ou ao lado de piscinas e áreas de circulação intensa. Os espinhos na base das folhas oferecem risco para crianças e animais, a queda de frutos suja o piso e o porte adulto exige manejo profissional que nem todo tutor tem tempo ou orçamento para bancar.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, mínimo 6 horas de sol direto
Rega
Moderada; 2 a 3 vezes por semana no primeiro ano, depois apenas em estiagem
Solo
Profundo, fértil e bem drenado; pH 6,0 a 7,5; tolera areia e salinidade leve
Temperatura
Ideal 18 a 30 °C; tolera -6 °C a 40 °C por curtos períodos
Adubação
2 a 3 vezes ao ano com NPK para palmeiras + composto orgânico; reforço de potássio e magnésio em solos arenosos
Poda
Apenas folhas secas; nunca corte folhas verdes nem afine demais a coroa
Propagação
Por sementes; germinação em 30 a 90 dias com calor e umidade

Perfil rápido de Tamareira-das-canárias

Estado de conservação

LC
Pouco preocupante

Espécie amplamente cultivada e com populações silvestres estáveis nas Canárias.

População
estável
Protegido por
false

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
FrutificaçãoJFMAMJJASOND
Poda de limpezaJFMAMJJASOND

Encontrado em 9 países

  • Espanha
  • Brasil
  • Portugal
  • Estados Unidos
  • Austrália
  • Itália
  • França
  • México
  • Argentina

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Liliopsida
Ordem
Arecales
Família
Arecaceae
Gênero
Phoenix
Espécie
Phoenix canariensis

Resumo

  • Tamareira-das-canárias é a palmeira Phoenix canariensis, de 10 a 20 m, com tronco único robusto e copa densa de folhas pinadas com espinhos na base.
  • É dioica, de crescimento lento a moderado e longevidade de 200 a 300 anos, ideal para paisagismo amplo em sol pleno e solo bem drenado.
  • Exige espaço, não tolera poda drástica e pode sofrer com o bicudo-vermelho e outras brocas se não houver manejo preventivo.

Características

Ficha da árvore

Nome popularTamareira-das-canárias
Nome científicoPhoenix canariensis H. Wildpret
Família botânicaArecaceae
OrigemIlhas Canárias (Espanha)
Tamanho10 a 20 m de altura; tronco 70 a 90 cm de diâmetro
CopaArredondada e densa, 6 a 10 m de diâmetro
FolhagemPerene
CrescimentoLento a moderado
LuminosidadeSol pleno
RegaModerada; tolera seca após estabelecida
SoloProfundo, fértil e bem drenado; tolera areia e leve salinidade
UsosOrnamental, paisagismo urbano, alinhamento e ponto focal
Longevidade200 a 300 anos

Perfil e comportamento

Velocidade de crescimentoBaixo
SombraMédio
Resistência à secaAlto
Agressividade das raízesBaixo
Facilidade de cultivoAlto
Atrai faunaMédio

Como reconhecer a tamareira-das-canárias em poucos segundos

A resposta direta: é a palmeira de tronco único, grosso e com padrão diamantado deixado pelas bases das folhas cortadas, copa em forma de abacaxi quando jovem e folhas longas e arqueadas no topo.

Cada folha mede 4 a 6 m de comprimento e carrega de 150 a 200 folíolos rígidos de cada lado da ráquis. Na base da folha, os folíolos se transformam em espinhos fortes de 10 a 20 cm, um detalhe que diferencia e exige cuidado no manejo.

O tronco é ereto, sem ramificações, e engrossa muito com a idade. Já a copa adulta fica arredondada e cheia, com 40 a 60 folhas ativas ao mesmo tempo. Vista de longe, lembra uma fonte verde bem simétrica.

Origem nas Canárias e por que se espalhou tanto

Nativa das Ilhas Canárias, onde cresce em vales, encostas e áreas costeiras com influência oceânica, a espécie foi levada para todo o mundo a partir do século XIX como ornamental. Chegou ao Brasil para arborizar praças, parques e orlas.

Adaptou-se bem ao clima brasileiro porque tolera seca, vento, maresia leve e até geadas fracas de até -6 °C por curtos períodos. Vai bem do litoral ao interior, desde que tenha sol pleno e solo que não encharque.

É diferente da tamareira verdadeira, a Phoenix dactylifera, que produz tâmaras doces e tem tronco mais fino e tendência a perfilhar. A das Canárias raramente emite perfilhos e seu fruto não tem valor comercial.

Tamanho, copa e raízes: o que esperar na prática

Em jardim, atinge 10 a 15 m com facilidade; em condições ideais passa de 18 m. O crescimento inicial é lento: leva 8 a 12 anos para formar tronco visível acima do solo. Depois, acelera um pouco.

A copa ocupa 6 a 10 m de diâmetro e projeta sombra leve a média, filtrada pelos folíolos. Não é a melhor palmeira para sombra densa, mas cria um ponto focal imponente.

As raízes são fasciculadas, típicas de palmeiras, e pouco agressivas para calçadas e tubulações quando comparadas a figueiras ou flamboyants. Ainda assim, precisa de raio livre de 3 a 4 m do tronco para a copa abrir sem conflito com fiação, muros e telhados.

Como plantar corretamente e onde ela realmente funciona

Escolha local com sol pleno o dia todo e solo profundo. Em solo compactado ou com lençol freático alto, faça cova larga de 80 x 80 x 80 cm e melhore a drenagem com areia grossa e matéria orgânica.

O plantio por sementes é o mais comum. As sementes germinam em 30 a 90 dias se mantidas úmidas e aquecidas. Mudas de viveiro com 1 a 1,5 m já têm sistema radicular mais seguro para pegamento.

  • Espaçamento: 6 a 8 m entre plantas e 4 m de muros e construções.
  • Época: início da estação chuvosa, quando o solo está quente e úmido.
  • Primeiro ano: rega 2 a 3 vezes por semana e cobertura morta ao redor, sem encostar no tronco.

Evite plantar em canteiros estreitos, sob fiação baixa ou em calçadas com menos de 3 m de largura. O porte adulto e os espinhos tornam a manutenção difícil nesses locais.

Como cuidar ao longo do ano sem complicar

Depois de estabelecida, a tamareira-das-canárias pede pouca água. Regue apenas em estiagens prolongadas. O excesso de água é mais prejudicial que a seca e favorece podridões no colo.

Adube de 2 a 3 vezes por ano com fórmula equilibrada para palmeiras e composto orgânico. Deficiência de potássio e magnésio causa amarelecimento e necrose nas folhas mais velhas, erro comum em solos arenosos do litoral.

Poda e limpeza

Retire apenas folhas totalmente secas e pendentes. Nunca corte folhas verdes nem faça a poda em formato de abacaxi excessivamente afunilado, isso enfraquece a planta e expõe o palmito a pragas.

Use luvas grossas, óculos e serra de poda. Os espinhos da base causam ferimentos profundos. Desinfete as ferramentas entre uma planta e outra.

Transplante

Palmeiras adultas podem ser transplantadas, mas exigem equipe especializada, amarrio da copa e torrão grande. A taxa de sobrevivência cai muito acima de 4 m de tronco se o manejo for amador.

Floração, frutos e fauna que ela atrai

É espécie dioica: há plantas masculinas e femininas. A floração ocorre na primavera e início do verão, com inflorescências ramificadas e creme-amareladas entre as folhas, muito visitadas por abelhas.

As plantas femininas produzem cachos com centenas de frutos ovoides de 1,5 a 2,5 cm, alaranjados a amarronzados quando maduros, com semente única e pouca polpa. Não são tóxicos, mas não são saborosos como tâmaras e quase não são consumidos por humanos.

Aves como sabiás, sanhaços e periquitos consomem os frutos e ajudam na dispersão. A queda de frutos pode sujar piso e atrair vespas, ponto a considerar perto de piscinas e áreas de estar.

Pragas e doenças que mais derrubam essa palmeira

O maior vilão fora do Brasil é o bicudo-vermelho, Rhynchophorus ferrugineus, já registrado em países vizinhos e monitorado no Brasil. A larva broqueia o topo e pode matar a palmeira em poucos meses sem sintomas externos no início.

Por aqui, merecem atenção a broca-do-olho-do-coqueiro (Rhynchophorus palmarum), lagartas desfolhadoras e ácaros. Folhas com cheiro fermentado, orifícios no palmito e desabamento da flecha central são sinais de alerta.

  • Prevenção: não deixe feridas abertas no tronco, evite podas desnecessárias e remova restos de folhas do topo.
  • Monitoramento: inspeção semestral da coroa e do palmito, principalmente após podas ou tempestades.
  • Manejo: em caso de suspeita de broca, chame engenheiro agrônomo ou florestal; o controle exige inseticida sistêmico e, em casos avançados, remoção da planta.

Doenças fúngicas como Fusarium e Phytophthora aparecem em solos encharcados. Drenagem e adubação equilibrada são a melhor defesa. Evite plantar com o colo enterrado.

Usos no paisagismo e como não confundir com outras Phoenix

No paisagismo, funciona como árvore escultural isolada, em renques ao longo de avenidas largas ou marcando entradas e rotatórias. Combina com gramados amplos, jardins de estilo mediterrâneo e projetos litorâneos.

Não é indicada para vasos por muito tempo nem para jardins pequenos. Em quintais compactos, a palmeira-anã Phoenix roebelenii costuma ser escolha mais proporcional.

Característica Tamareira-das-canárias Tamareira-verdadeira Tamareira-anã
Nome científico Phoenix canariensis Phoenix dactylifera Phoenix roebelenii
Altura 10 a 20 m 15 a 30 m 2 a 4 m
Tronco Único, muito grosso Único ou perfilhado, mais fino Fino e elegante
Fruto Pequeno, pouco polposo Tâmara comercial Pequeno, ornamental
Uso Grandes áreas Pomar e ornamental Vasos e jardins pequenos

Na nossa avaliação, a tamareira-das-canárias é uma das palmeiras mais nobres para quem tem espaço e quer impacto imediato com pouca manutenção futura. O erro é tratá-la como palmeira pequena: ela precisa ser planejada como árvore grande desde o primeiro dia.

Perguntas frequentes

Tamareira-das-canárias produz tâmara comestível?

Não como a tâmara comercial. Seus frutos são pequenos, com pouca polpa e sabor adstringente, consumidos principalmente por aves.

Qual a altura que ela atinge?

De 10 a 20 m na fase adulta, com copa de 6 a 10 m de diâmetro e tronco de 70 a 90 cm.

Pode plantar na calçada?

Só em calçadas largas, com mais de 3 m e sem fiação baixa. Precisa de 3 a 4 m livres ao redor e oferece risco pelos espinhos.

Demora para crescer?

Sim nos primeiros anos. Leva 8 a 12 anos para formar tronco visível; depois o crescimento vertical acelera para moderado.

Precisa de macho e fêmea para dar frutos?

Sim, é dioica. Apenas plantas femininas frutificam e precisam de uma masculina próxima para polinização por insetos e vento.

É resistente à seca e ao frio?

Muito resistente à seca após estabelecida e tolera geadas leves de curta duração, além de vento e maresia moderada.

Quais pragas mais preocupam?

Broca-do-olho-do-coqueiro e o bicudo-vermelho, que perfuram o palmito, além de fungos em solo encharcado. Prevenção é não ferir o tronco e garantir drenagem.

Você sabia?

1

Tronco em diamante

O padrão em losango do tronco não é casca, são as cicatrizes das bases foliares cortadas. Cada losango marca onde uma folha viveu.

2

Mil folíolos por folha

Uma folha adulta pode ter mais de 300 folíolos no total, chegando a 400 em plantas bem nutridas, o que explica o peso e o arqueamento característico.

3

Fêmea e macho separados

Por ser dioica, só a planta feminina frutifica e só se houver um macho por perto para polinização. Muitas tamareiras urbanas nunca dão frutos por falta do par.

4

Crescimento enganoso

Nos primeiros 8 a 12 anos ela parece uma moita sem tronco. Quando o estipe começa a alongar, o crescimento vertical acelera e surpreende quem plantou perto de casa.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa Florestas
  3. Royal Botanic Gardens, Kew - Plants of the World Online
  4. IUCN Red List of Threatened Species

Prós e contras: Tamareira-das-canárias

Prós

  • Visual monumental e simétrico, de alto impacto ornamental
  • Muito longeva, 200 a 300 anos quando bem cuidada
  • Resistente à seca, vento e maresia leve após estabelecida
  • Raízes pouco agressivas comparadas a árvores de sombra grandes
  • Adapta-se a vários solos desde que bem drenados

Contras

  • Crescimento inicial muito lento e porte grande demais para áreas pequenas
  • Espinhos perigosos na base das folhas exigem manejo com EPI
  • Queda de frutos suja pisos e atrai insetos perto de áreas de lazer
  • Não tolera podas drásticas nem encharcamento prolongado
  • Vulnerável a brocas do palmito se houver feridas ou falta de inspeção
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a tamareira-das-canárias é imbatível como palmeira de presença para grandes espaços, mas é uma escolha ruim quando o projeto pede sombra densa ou manutenção mínima em área pequena. Se você tem espaço e pode respeitar o porte adulto e os espinhos, ela entrega longevidade e imponência que poucas ornamentais alcançam.

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Última revisão em 17.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.