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Poejo

Mentha pulegium L.

Atualizado em

20 a 40 cmTamanho
Sol pleno a meia-sombraLuminosidade
Moderada a frequenteRega
PereneCiclo de vida
FácilDificuldade
Poejo (Mentha pulegium) adulto em vaso de barro com moita densa e folhas pequenas

O poejo é uma erva perene da família Lamiaceae, parente próxima da hortelã, mas com porte bem menor, folhas miúdas e aroma intenso e mentolado. Muito cultivado em vasos e bordas de canteiro no Brasil, forma moitas densas de 20 a 40 cm que florescem em espigas curtas de flores lilás-claras.

É valorizado como planta aromática e medicinal tradicional para chás e temperos, porém exige cautela: seu óleo essencial é rico em pulegona, composto tóxico em doses altas. De cultivo fácil e crescimento rápido, gosta de sol, solo úmido e colheitas frequentes que mantêm a touceira cheia e perfumada.

Também conhecido como: Poejo-real, Hortelã-dos-Açores, Hortelã-miúda, Menta-poejo, Pennyroyal (inglês), Pouliot (francês), Poleo (espanhol)

Faz parte de: Hortaliças, Plantas de Sol Pleno, Plantas para Vasos

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Galeria de fotos de Poejo

Poejo (Mentha pulegium) adulto em vaso de barro com moita densa e folhas pequenas
Poejo adulto em vaso, com moita baixa e densa típica da espécie.
Close-up das folhas pequenas do poejo mostrando formato oval e caule quadrangular
Detalhe das folhas miúdas e do caule quadrangular do poejo.
Flores lilases do poejo em glomérulos ao longo do caule
Flores lilás-claras em anéis característicos ao longo do ramo.
Divisão de touceira de poejo mostrando raízes e estolões
Propagação por divisão de touceira, método mais rápido e seguro.
Poejo cultivado como bordadura em canteiro de horta com cobertura morta
Poejo como bordadura de canteiro, onde se espalha com facilidade.
Ramos frescos de poejo colhidos sobre mesa de madeira
Ramos jovens colhidos pela manhã, quando o aroma é mais intenso.
Ideal para

Ideal para quem busca uma erva aromática fácil e perfumada para vaso, horta pequena ou borda de canteiro, com colheitas rápidas e pouca exigência de adubação. Funciona bem para tutores que gostam de chás ocasionais e querem atrair abelhas e afastar mosquitos de forma natural. Também é uma boa porta de entrada para iniciantes que querem aprender propagação por divisão e estacas, já que pega com facilidade e mostra resultado em poucas semanas.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem tem gatos ou cachorros que mordem plantas, crianças pequenas em casa ou gestantes, devido ao risco da pulegona se ingerida em quantidade. Também não funciona bem para quem busca uma hortelã suave para uso diário em grande volume ou tem pouco sol e solo encharcado, onde a planta fica fraca e sujeita a fungos.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno a meia-sombra, 4 a 6 horas de sol; meia-sombra à tarde em calor intenso
Rega
Frequente, mantendo solo levemente úmido; 3 a 4 vezes por semana no verão, sem encharcar
Solo
Leve, fértil, bem drenado, rico em matéria orgânica, pH 6,0 a 7,0
Temperatura
Ideal 15 °C a 28 °C; sensível a geada forte e a calor seco extremo
Adubação
Húmus ou composto a cada 40-60 dias; evitar excesso de nitrogênio que reduz aroma
Poda
Beliscar pontas a cada 2-3 semanas e poda de renovação após floração, cortando 1/3
Propagação
Divisão de touceira e estacas de 8-10 cm são mais rápidas; sementes semeadas superficialmente

Perfil rápido de Poejo

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
ColheitaJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsTóxica
  • PessoasTóxica em doses altas

Risco principal é a pulegona do óleo essencial. Folhas em chá ocasional e diluído têm risco menor para adultos, mas óleo puro, chás concentrados e uso contínuo são contraindicados. Gestantes, crianças e pets são grupos de maior risco. Em caso de ingestão excessiva, procure serviço de saúde ou veterinário.

Encontrado em 8 países

  • Portugal
  • Espanha
  • França
  • Itália
  • Marrocos
  • Argélia
  • Turquia
  • Reino Unido

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Magnoliophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Lamiales
Família
Lamiaceae
Gênero
Mentha
Espécie
Mentha pulegium L.

Resumo

  • O poejo (Mentha pulegium) é uma erva perene aromática de 20 a 40 cm, com folhas pequenas e flores lilases, muito confundida com hortelã comum.
  • Prefere sol pleno a meia-sombra, solo fértil e sempre úmido, e se propaga com facilidade por divisão de touceira, estacas ou sementes no Brasil.
  • Apesar do uso tradicional em chás, contém pulegona tóxica em excesso, sendo o óleo essencial contraindicado para crianças, gestantes e pets.

Características

Ficha da planta

Nome popularPoejo
Nome científicoMentha pulegium L.
Família botânicaLamiaceae
OrigemRegião do Mediterrâneo, Europa e Norte da África
Tipo de plantaErva aromática perene
Ciclo de vidaPerene
Tamanho20 a 40 cm de altura, até 60 cm de diâmetro
LuminosidadeSol pleno a meia-sombra (4 a 6 horas de sol)
RegaModerada a frequente, solo sempre levemente úmido
SoloFértil, leve, bem drenado, pH 6,0 a 7,0
Temperatura15 °C a 28 °C, não tolera geada forte
PropagaçãoDivisão de touceira, estacas e sementes
Toxicidade para petsTóxica se ingerida em quantidade (pulegona)

Perfil e comportamento

Necessidade de luzAlto
Necessidade de águaAlto
Facilidade de cultivoMuito alto
Adequação a vasosMuito alto
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioMédio
Tolerância ao calorAlto
Valor ornamentalMédio

Como reconhecer o poejo verdadeiro sem confundir com hortelã

O poejo verdadeiro é Mentha pulegium, bem menor e mais delicado que a hortelã-pimenta ou a hortelã-verde. A resposta direta: ele tem folhas ovaladas de 1 a 2 cm, bordas levemente dentadas, caule fino e muito ramificado que se espalha rente ao solo, e flores em glomérulos arredondados ao longo do caule, não em espiga terminal longa como outras mentas.

O aroma é o melhor identificador. Esfregue uma folha: o poejo libera perfume forte, mentolado e levemente picante, mais penetrante que a hortelã comum, por causa da alta concentração de pulegona. As flores são lilás-claras a rosadas, pequenas, que surgem no verão e atraem abelhas e pequenos polinizadores. A planta forma moita densa e rasteira, ótima para borda de canteiro.

  • Folha: pequena, verde-escura, oposta, com pelos finos quase imperceptíveis.
  • Caule: quadrangular, típico de Lamiaceae, avermelhado na base quando em sol pleno.
  • Erro comum: vender Mentha arvensis ou Mentha spicata como poejo. O poejo legítimo tem inflorescência em anéis separados ao longo do ramo, não só no topo.

Por que o poejo exige cautela: pulegona, chá e óleo essencial

O poejo é tóxico em doses altas e essa é a informação central para usar com segurança. O risco vem da pulegona, monoterpeno que em excesso sobrecarrega o fígado e pode causar náusea, dor abdominal, convulsão e, em casos graves, insuficiência hepática. O óleo essencial puro é o mais perigoso e nunca deve ser ingerido, usado em crianças, gestantes ou pets.

O chá feito com 1 colher de chá de folhas frescas para 200 ml de água, usado esporadicamente, é a forma tradicional e de menor risco para adultos saudáveis, mas não deve ser contínuo nem em grande volume. Gestantes, lactantes, crianças, pessoas com doença hepática e gatos e cachorros são grupos que devem evitar o consumo. Na nossa avaliação, o poejo deve ser tratado como tempero e chá ocasional, não como remédio caseiro de uso diário.

Para pets, a ingestão de folhas em quantidade ou a inalação do óleo pode causar vômito, salivação e letargia. Se houver suspeita de ingestão, procure veterinário. Para humanos, nunca concentre o chá, não use o óleo essencial internamente e interrompa o uso se houver mal-estar.

Como plantar poejo em vaso e no canteiro no clima do Brasil

Plantar poejo é simples e o método mais seguro é por divisão de touceira ou estaca, que garante planta idêntica à mãe e pega em 2 a 3 semanas. Semente também funciona, mas germina de forma irregular e demora mais. No Brasil, o melhor período de plantio é do final do inverno ao início da primavera, quando o solo aquece e a umidade ajuda no enraizamento.

Em vaso, use recipiente de 20 a 30 cm de largura e 20 cm de profundidade, com furos e camada de drenagem. Misture 2 partes de terra vegetal, 1 parte de húmus de minhoca e 1 parte de areia grossa ou perlita. Plante a muda no centro, cubra as raízes sem enterrar o colo e regue bem. Em canteiro, espace 25 a 30 cm entre mudas, porque ele se alastra rápido e pode dominar ervas vizinhas.

  • Divisão: retire a touceira, separe com as mãos um tufo com raízes e replante imediatamente.
  • Estaca: corte ramo de 8 a 10 cm, retire folhas da base, deixe em água por 5 a 7 dias até enraizar e plante.
  • Semente: semeie superficialmente, sem cobrir muito, mantenha úmido e com luz difusa; germinação em 12 a 20 dias.

Luz, rega e solo: o tripé que mantém o aroma intenso

O poejo produz mais aroma e floresce melhor em sol pleno com 4 a 6 horas de sol direto, mas tolera meia-sombra, onde fica mais alto e menos compacto. Em regiões muito quentes do Centro-Oeste e Nordeste, a meia-sombra à tarde evita que as folhas queimem e o solo seque rápido demais.

A rega é o ponto crítico: o poejo gosta de solo sempre levemente úmido, nunca encharcado. Regue quando o topo do solo começar a secar, cerca de 3 a 4 vezes por semana no verão e 1 a 2 vezes no inverno. Vasos secam mais rápido e podem precisar de rega diária no calor. Falta de água deixa as folhas murchas e amargas; excesso apodrece as raízes.

O solo ideal é fértil, leve e bem drenado, com pH entre 6,0 e 7,0. Solos argilosos e compactados devem ser melhorados com composto orgânico e areia. Uma camada de mulching com palha ou casca fina ajuda a manter a umidade e evita que os ramos rasteiros toquem a terra úmida, o que reduz fungos.

Adubação, poda e colheita: como deixar a moita cheia e perfumada

O poejo responde melhor a adubação leve e frequente do que a doses pesadas. A cada 40 a 60 dias, aplique húmus de minhoca ou composto curtido na superfície, ou NPK 10-10-10 bem diluído se usar adubo mineral. Excesso de nitrogênio deixa a planta bonita, mas com menos óleo essencial e menos sabor.

A poda é o segredo para não deixar o poejo fino e lenhoso. Belisque as pontas a cada 2 a 3 semanas, cortando 5 cm acima de um par de folhas. Isso estimula brotações laterais e mantém a moita densa. Após a floração, faça uma poda mais forte, reduzindo um terço da altura para renovar a folhagem.

  • Colheita: comece 60 a 80 dias após o plantio, colhendo ramos pela manhã, quando o aroma está mais concentrado.
  • Secagem: amarre molhos pequenos e seque à sombra, em local ventilado; guarde em pote fechado por até 6 meses.
  • Renovação: a cada 12 a 18 meses, divida a touceira ou replante estacas, porque a planta central envelhece e perde vigor.

Pragas, doenças e erros que enfraquecem ou amargam o poejo

Por ser aromático, o poejo tem boa resistência a pragas, mas não é imune. Os problemas mais comuns são pulgões, ácaros e ferrugem, além de podridão de raiz por encharcamento. Folhas amareladas e crescimento lento quase sempre indicam vaso pequeno, solo compactado ou falta de luz.

Para pulgões e ácaros, jato de água forte e óleo de neem diluído costumam resolver sem agrotóxico. Ferrugem aparece como pontos alaranjados na face inferior da folha em locais úmidos e abafados; melhore a ventilação, espaçe as plantas e remova folhas doentes. Nunca deixe o pratinho do vaso com água parada.

  • Erro 1: plantar junto com hortelã sem barreira. O poejo se espalha por estolões e compete; use vaso separado.
  • Erro 2: colher só folhas velhas da base. Elas são mais amargas; prefira ponteiros jovens.
  • Erro 3: deixar florescer sem podar. A floração desvia energia e reduz o perfume das folhas.

Para que serve e o que torna o poejo diferente de outras mentas

O poejo se destaca pelo uso culinário e repelente mais do que pelo ornamental. Na cozinha do Alentejo e dos Açores, de onde veio para o Brasil com os colonizadores, tempera chouriços, carnes e sopas; aqui, aromatiza chás, licores e infusões para problemas digestivos leves. O aroma forte também ajuda a afastar mosquitos e pulgas, motivo pelo qual já foi usado como repelente natural em despensas e canis, sempre com cuidado com pets.

O que torna a espécie singular é a combinação de porte rasteiro, inflorescência em anéis e alto teor de pulegona, que nenhuma outra menta cultivada no Brasil tem na mesma proporção. Enquanto a hortelã-pimenta é rica em mentol, o poejo é rico em pulegona, o que explica seu perfume mais agressivo e sua toxicidade maior. Essa diferença química é também o motivo de o poejo ser menos usado cru em saladas e mais como infusão curta.

Na nossa avaliação, o poejo vale a pena para quem busca uma erva aromática de borda, fácil e perfumada, desde que o cultivo seja contido e o uso seja moderado. Não é a melhor escolha para quem quer uma menta suave para consumo diário, mas é imbatível para quem aprecia plantas de cheiro marcante e quer atrair polinizadores sem muito trabalho.

Perguntas frequentes

Poejo é o mesmo que hortelã?

Não. É parente (Mentha pulegium), mas tem folhas menores, porte rasteiro e muito mais pulegona, o que deixa o aroma mais forte e o risco de toxicidade maior.

Chá de poejo é seguro?

Para adultos saudáveis, o chá fraco e ocasional costuma ser tolerado, mas chás concentrados, uso diário e óleo essencial são contraindicados. Gestantes, crianças e pets não devem consumir.

Poejo é tóxico para cachorro e gato?

Sim. A ingestão de folhas em quantidade ou do óleo essencial pode causar vômito, salivação e problemas hepáticos. Mantenha a planta fora do alcance e procure veterinário se houver ingestão.

Como plantar poejo em vaso?

Use vaso de 20 a 30 cm com solo leve e drenado, plante muda por divisão ou estaca, deixe em sol pleno a meia-sombra e mantenha o solo sempre levemente úmido.

Poejo gosta de sol ou sombra?

Prefere sol pleno com 4 a 6 horas de sol, mas vai bem em meia-sombra. Em calor muito forte, sol da manhã e sombra à tarde é o ideal.

Quando colher o poejo?

A partir de 60 a 80 dias após o plantio, colhendo ponteiros jovens pela manhã. Podas frequentes deixam a moita mais cheia e aromática.

Poejo espalha muito?

Sim, se espalha por estolões e pode dominar canteiros. Em horta, prefira vaso separado ou barreira física.

Você sabia?

1

O nome vem do latim pulegium

Pulegium significa repelente de pulgas, uso registrado desde a Roma Antiga, quando ramos eram espalhados em casas e canis para afastar pulgas.

2

Já foi abortivo e por isso é perigoso

Na Idade Média o óleo de poejo foi usado como abortivo, prática extremamente tóxica que causou envenenamentos graves e hoje é totalmente contraindicada.

3

Confusão que muda o sabor

Muita gente compra Mentha arvensis como poejo, mas o verdadeiro Mentha pulegium tem folhas até 3 vezes menores e teor de pulegona muito mais alto.

4

Repelente natural de mosquitos

O aroma forte da pulegona ajuda a repelir mosquitos e foi tradicionalmente colocado em armários e despensas, mas o óleo puro não deve ser aplicado na pele sem diluição.

Fontes

  1. Embrapa Hortaliças
  2. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  3. Royal Botanic Gardens, Kew - Plants of the World Online

Prós e contras: Poejo

Prós

  • Aroma intenso e crescimento rápido, ótimo para vasos e bordas
  • Cultivo fácil por divisão e estacas, pega em poucas semanas
  • Atrai polinizadores e ajuda a repelir mosquitos
  • Boa resistência a pragas quando bem ventilado
  • Colheita contínua com podas simples

Contras

  • Tóxico em doses altas por causa da pulegona, exige cautela
  • Não indicado para gestantes, crianças e pets
  • Pode se alastrar e competir com outras ervas no canteiro
  • Perde aroma e fica lenhoso sem podas regulares
  • Sensível a encharcamento e geada forte
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o poejo é uma das ervas mais perfumadas para vaso e borda, mas seu charme vem com responsabilidade. Vale cultivar pela facilidade e aroma, desde que o uso seja pontual e o óleo essencial fique fora do alcance de crianças e pets.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.