🌿 Plantas

Maranta-tricolor

Maranta leuconeura var. erythroneura

Atualizado em

15 a 30 cmTamanho
Sombra e luz difusaLuminosidade
Moderada, solo úmidoRega
PereneCiclo de vida
MédiaDificuldade
Maranta-tricolor adulta em vaso de cerâmica com folhas aveludadas tricolores

A Maranta-tricolor é a forma mais ornamental da Maranta leuconeura, famosa pela folhagem aveludada em três tons — verde-escuro, verde-claro e vermelho intenso — e pelo movimento diário das folhas que se erguem ao entardecer, o que rendeu o apelido de planta-rezadeira.

Nativa da Mata Atlântica brasileira, é uma herbácea perene, rizomatosa e compacta, de 15 a 30 cm de altura. Não tolera sol direto nem ar seco, mas prospera em luz difusa, solo leve e úmido e ambientes com alta umidade relativa, sendo uma das folhagens mais valorizadas para vasos dentro de casa.

Também conhecido como: Maranta-pena-de-pavão, Planta-rezadeira, Prayer Plant, Herringbone Plant

Faz parte de: Plantas de Sombra, Plantas Ornamentais, Plantas para Vasos

Explore a wiki

Galeria de fotos de Maranta-tricolor

Maranta-tricolor adulta em vaso de cerâmica com folhas aveludadas tricolores
Maranta-tricolor adulta mostrando o padrão de três cores nas folhas.
Close-up das folhas da Maranta-tricolor com nervuras vermelhas
Detalhe das nervuras vermelhas e do centro verde-claro da Maranta-tricolor.
Folhas da Maranta-tricolor erguidas ao entardecer no movimento de oração
Movimento nictinástico: folhas se erguem ao entardecer.
Rizomas da Maranta-tricolor durante divisão de touceira
Rizomas superficiais usados na propagação por divisão.
Maranta-tricolor em banheiro iluminado com luz difusa
Ambiente úmido e com luz difusa ideal para a espécie.
Comparação entre Maranta-tricolor e Maranta kerchoveana lado a lado
Diferença entre a tricolor de nervuras vermelhas e a kerchoveana.
Ideal para

Ideal para quem busca uma folhagem compacta e muito decorativa para dentro de casa, mesmo com pouca luz direta. Vai bem em apartamentos, prateleiras e mesas laterais, e agrada quem valoriza plantas com movimento e textura aveludada, além de ser considerada segura para casas com cães e gatos.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem tem rotina corrida e esquece regas ou mantém ar-condicionado ligado o dia todo, pois sofre rápido com ar seco e solo seco. Também não funciona para varandas com sol forte, áreas externas frias ou para quem busca planta de sol pleno e de manutenção mínima.

Cultivo rápido

Luz
Luz difusa brilhante ou meia-sombra; nunca sol direto pleno. Tolera sombra clara, mas perde contraste.
Rega
Manter solo levemente úmido; 2 a 3 vezes por semana no verão e 1 a 2 no inverno, com água filtrada ou descansada.
Solo
Leve, aerado e orgânico: substrato para folhagens + húmus + perlita/casca de pinus + carvão; pH 5,5 a 6,5.
Temperatura
18 °C a 28 °C; sensível a frio abaixo de 12 °C e a vento/ar-condicionado direto.
Adubação
Na primavera-verão a cada 45-60 dias com N-P-K 10-10-10 meia dose ou orgânico líquido; suspender no outono-inverno.
Poda
Apenas limpeza de folhas secas; beliscar pontas alongadas adensa a touceira.
Propagação
Divisão de touceira na primavera, cada muda com 2-3 folhas e raízes.

Perfil rápido de Maranta-tricolor

Calendário

Plantio e replanteJFMAMJJASOND
Propagação por divisãoJFMAMJJASOND
Floração (quando ocorre)JFMAMJJASOND
AdubaçãoJFMAMJJASOND
Poda de limpezaJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica
  • PessoasNão tóxica

Considerada não tóxica para cães e gatos segundo a ASPCA. Ingestão em grande quantidade pode causar desconforto leve; em caso de dúvida consulte um veterinário.

Encontrado em 1 país

  • Brasil

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Liliopsida
Ordem
Zingiberales
Família
Marantaceae
Gênero
Maranta
Espécie
Maranta leuconeura

Resumo

  • A Maranta-tricolor é uma perene rizomatosa da Mata Atlântica com folhas aveludadas tricolores e movimento nictinástico que ergue as folhas à noite.
  • Precisa de luz difusa ou meia-sombra, rega moderada mantendo o solo levemente úmido e alta umidade do ar para não enrolar ou secar as pontas.
  • É considerada não tóxica para cães e gatos, ideal para vasos em apartamentos, e se propaga facilmente por divisão de touceira na primavera.

Características

Ficha da planta

Nome popularMaranta-tricolor, planta-rezadeira
Nome científicoMaranta leuconeura var. erythroneura
Família botânicaMarantaceae
OrigemMata Atlântica, Brasil
Tipo de plantaHerbácea perene, rizomatosa
Ciclo de vidaPerene
Tamanho15 a 30 cm de altura, até 40 cm de largura
Coresverde-escuroverde-clarovermelhocreme-rosado
LuminosidadeMeia-sombra a sombra, luz difusa
RegaModerada a frequente, solo sempre levemente úmido
SoloLeve, rico em matéria orgânica, bem drenado, pH 5,5 a 6,5
Temperatura18 °C a 28 °C, não tolera abaixo de 12 °C
PropagaçãoDivisão de touceira e rizomas
Toxicidade para petsNão tóxica (ASPCA)

Perfil e comportamento

Necessidade de luzBaixo
Necessidade de águaAlto
Facilidade de cultivoMédio
Adequação a vasosMuito alto
Resistência a pragasMédio
Tolerância ao frioBaixo
Tolerância ao calorAlto
Valor ornamentalMuito alto

Como reconhecer a Maranta-tricolor sem confundir com outras marantas

A Maranta-tricolor é Maranta leuconeura var. erythroneura, a forma mais colorida da espécie. Ela se identifica no primeiro olhar pela combinação de três cores na mesma folha: fundo verde-escuro aveludado, manchas verde-claras no centro acompanhando a nervura principal e nervuras secundárias vermelho-vivo que parecem pintadas à mão. O verso da folha é rosado a arroxeado, detalhe que entrega a variedade.

As folhas são ovais, de 10 a 15 cm de comprimento, com textura levemente aveludada e bordas inteiras, sustentadas por pecíolos curtos. A planta forma touceira baixa e densa, de 15 a 30 cm de altura e até 40 cm de largura, com hábito rasteiro e rizomas superficiais. O que mais chama atenção é o movimento nictinástico: de dia as folhas ficam abertas na horizontal para captar luz difusa e, ao entardecer, se erguem na vertical como mãos em oração.

A floração é discreta e rara dentro de casa. Quando ocorre, surgem pequenas flores brancas a lilás-claras em espigas finas, sem valor ornamental. O foco é totalmente foliar. Se a planta que você viu tem folhas grandes, coriáceas e com faixa prateada central, é Calathea; se tem porte baixo, aveludado e vermelho restrito às nervuras, é a tricolor legítima.

Luz, rega e solo ideais: o trio que decide se a tricolor vai prosperar

A Maranta-tricolor não tolera sol direto. Luz solar direta queima as bordas, desbota o vermelho e deixa manchas amarronzadas em poucas horas. O ideal é luz difusa brilhante ou meia-sombra, como perto de janela voltada a leste com cortina fina, ou a 1 a 2 metros de janela bem iluminada. Em luz muito fraca ela sobrevive, mas cresce estiolada e perde contraste.

A rega deve manter o solo sempre levemente úmido, nunca encharcado. No verão, regue 2 a 3 vezes por semana; no inverno, 1 a 2 vezes, sempre verificando com o dedo a 2 cm de profundidade. Use água filtrada, da chuva ou descansada por 24 horas, pois a espécie é sensível a cloro e flúor, que causam pontas secas. Se a água da sua região é muito dura, prefira filtrada.

O solo precisa ser leve, aerado e rico em matéria orgânica, com pH entre 5,5 e 6,5. Uma mistura que funciona muito bem é 1 parte de substrato para folhagens, 1 parte de húmus de minhoca, 1 parte de perlita ou casca de pinus fina e um punhado de carvão vegetal triturado. Vaso com furos e camada drenante de argila expandida são obrigatórios. Temperatura ideal entre 18 °C e 28 °C e umidade do ar acima de 60%.

  • Luz: sombra clara ou luz filtrada; sol direto só no início da manhã por no máximo 1 hora.
  • Água: substrato úmido ao toque, sem água parada no pratinho por mais de 20 minutos.
  • Umidade: borrife água ao redor (não sobre as folhas em excesso), use bandeja com pedriscos úmidos ou umidificador.
  • Solo: fofo e drenante; compactação causa apodrecimento de rizoma.

Como plantar e propagar Maranta-tricolor por divisão de touceira

O plantio e a propagação devem ser feitos preferencialmente na primavera, entre setembro e novembro, quando a planta retoma o crescimento ativo. Escolha um vaso mais largo do que alto, de 15 a 20 cm de boca, pois os rizomas se espalham horizontalmente. Forre o fundo com manta e argila, complete com o substrato leve e plante mantendo o colo dos rizomas levemente coberto, sem enterrar demais.

A forma mais segura de multiplicar é por divisão de touceira. Retire a planta do vaso, solte o torrão com cuidado e separe os rizomas com as mãos ou faca limpa, garantindo que cada muda tenha pelo menos 2 a 3 folhas e raízes próprias. Plante imediatamente em substrato úmido, mantenha à sombra e com alta umidade por 2 semanas. Não divida touceiras muito jovens ou com menos de 6 folhas.

Evite propagação por estaca de folha isolada, que não pega nesta espécie. Sementes são raríssimas em cultivo doméstico e não mantêm o padrão tricolor. Após o plantio, não adube nas primeiras 3 a 4 semanas e mantenha a rega regular sem encharcar até a muda mostrar folha nova, sinal de enraizamento.

Como cuidar no dia a dia: umidade, adubação e poda certa

A umidade do ar é o ponto mais crítico dentro de casa. Ar-condicionado, vento e ambiente seco enrolam as folhas e secam as pontas. Mantenha a Maranta-tricolor longe de correntes de ar e de ar-condicionado direto, agrupe vasos para criar microclima e, se o ar estiver muito seco, use umidificador ou bandeja com água e pedras sem que o fundo do vaso toque a água.

Adube apenas na fase de crescimento, de setembro a março. Use N-P-K 10-10-10 diluído à metade da dose recomendada ou adubo orgânico líquido para folhagens a cada 45 a 60 dias. Excesso de adubo queima raízes e deixa bordas marrons. No outono-inverno, suspenda ou adube no máximo uma vez. Troque o substrato superficial a cada 12 meses e faça replante a cada 18 a 24 meses.

Poda é apenas de limpeza. Remova folhas amareladas, secas ou danificadas cortando o pecíolo na base com tesoura limpa. Beliscar levemente a ponta de hastes muito longas estimula brotação lateral e deixa a touceira mais cheia. Limpe as folhas com pano úmido a cada 15 dias para remover poeira e melhorar a fotossíntese, sem usar lustrador foliar.

Folhas enroladas, pontas secas e pragas: problemas comuns e soluções

Folhas enroladas para dentro durante o dia quase sempre indicam ar seco, solo seco ou luz forte demais. Ajuste a rega, aumente a umidade e mova para luz mais difusa. Se enrolam à noite e abrem de dia, é o movimento natural e não é problema. Pontas e bordas marrons e secas apontam para água com cloro, adubo em excesso ou umidade abaixo de 50%.

Folhas amareladas e moles na base são sinal de excesso de água e rizoma apodrecendo. Reduza a rega, melhore a drenagem e, se necessário, retire a planta, corte partes podres e replante em substrato seco e aerado. Folhas desbotadas e com manchas queimadas indicam sol direto; mude para sombra clara imediatamente.

As pragas mais frequentes são ácaros, cochonilhas e tripes, favorecidos por ar seco e poeira. Ácaros deixam pontilhado amarelado e teia fina no verso; cochonilhas aparecem como bolinhas brancas ou marrons nos pecíolos. Isole a planta, limpe com água e sabão neutro, aumente a umidade e, em casos persistentes, use óleo de neem conforme rótulo. Boa ventilação sem vento direto ajuda a prevenir fungos.

  • Enrolou de dia: cheque umidade e rega primeiro, depois luz.
  • Ponta seca: troque para água filtrada e suspenda adubo por 60 dias.
  • Amarelou embaixo: suspenda rega por 3 a 4 dias e verifique drenagem.

Variedades e parentes que vivem sendo confundidos com a tricolor

Dentro de Maranta leuconeura existem três variedades muito parecidas. A var. erythroneura (tricolor) tem nervuras vermelhas. A var. kerchoveana tem manchas marrom-escuras em forma de espinha de peixe sobre fundo verde-claro, sem vermelho. A var. leuconeura tem padrão prateado central. Todas rezam, mas só a erythroneura é a tricolor verdadeira.

Muita gente confunde com Calathea e Ctenanthe, da mesma família Marantaceae. Calatheas costumam ser maiores, com folhas mais rígidas e padrões diferentes, e exigem cuidados semelhantes, mas são gêneros distintos. Maranta tem folhas menores, mais aveludadas e hábito mais rasteiro, ideal para vasos de mesa e prateleiras, enquanto Calatheas formam touceiras mais altas.

Planta Cor marcante Tamanho da folha Destaque
Maranta-tricolor Nervuras vermelhas 10 a 15 cm Verso rosado, aveludada
Maranta kerchoveana Manchas marrom-escuras 10 a 12 cm Sem vermelho, mais rústica
Calathea ornata Riscas rosadas finas 20 a 30 cm Folha coriácea, maior

Na hora da compra, desconfie de mudas vendidas apenas como “maranta” sem variedade. Peça para ver o verso rosado e as nervuras vermelhas bem definidas. Mudas com folhas muito grandes, brilhantes e sem aveludado provavelmente não são tricolor, mesmo que o vendedor afirme.

Perguntas frequentes

Maranta-tricolor gosta de sol?

Não. Prefere luz difusa ou meia-sombra. Sol direto queima as folhas e desbota o vermelho; apenas sol muito fraco do início da manhã é tolerado.

Como regar a Maranta-tricolor corretamente?

Mantenha o solo sempre levemente úmido, sem encharcar. Regue 2 a 3 vezes por semana no calor e 1 a 2 no frio, usando água filtrada ou descansada.

Por que as folhas enrolam ou ficam com pontas secas?

Geralmente é ar seco, falta de água ou água com cloro. Aumente a umidade, ajuste a rega e use água filtrada.

Maranta-tricolor é tóxica para gatos e cachorros?

É considerada não tóxica para cães e gatos segundo a ASPCA, mas evite ingestão e consulte um veterinário se houver consumo em grande quantidade.

Como fazer muda de Maranta-tricolor?

Por divisão de touceira na primavera. Separe rizomas com 2 a 3 folhas e raízes e plante em substrato leve e úmido, mantendo à sombra.

Ela pode ficar no quarto ou banheiro?

Sim, se houver luz difusa e ventilação. Banheiros com luz natural são ótimos pela umidade; quartos com ar-condicionado constante exigem umidificador.

Precisa adubar com frequência?

Apenas na primavera e verão, a cada 45 a 60 dias com meia dose de N-P-K ou orgânico líquido. No outono-inverno suspenda.

Você sabia?

1

Reza por pulvino, não por luz

O movimento de abrir de dia e fechar à noite acontece no pulvino, uma articulação na base do pecíolo que incha e murcha com a pressão de água. O ritmo continua por dias mesmo no escuro total.

2

Cada folha nasce enrolada como charuto

A folha nova surge toda enrolada e se desenrola lentamente em 3 a 7 dias. Se o ar estiver seco nessa fase, ela pode já nascer com bordas ressecadas.

3

O vermelho pode sumir com luz errada

Em sol forte o vermelho desbota para rosa-claro e o verde-escuro fica amarelado; em sombra excessiva o contraste diminui e a planta estica os pecíolos em busca de luz.

4

Rizoma guarda água e sustenta a touceira

Os rizomas superficiais armazenam água e nutrientes, por isso a planta tolera curtos esquecimentos de rega, mas apodrece rápido se o substrato ficar encharcado.

Fontes

  1. Embrapa
  2. Jardim Botânico do Rio de Janeiro / Flora e Funga do Brasil
  3. Royal Botanic Gardens, Kew
  4. ASPCA - Toxic and Non-Toxic Plants

Prós e contras: Maranta-tricolor

Prós

  • Folhagem tricolor única e aveludada, decorativa o ano todo
  • Considerada não tóxica para cães e gatos
  • Excelente para vasos, prateleiras e cantos com luz difusa
  • Movimento diário das folhas indica saúde e encanta
  • Porte compacto, ideal para apartamentos

Contras

  • Exige umidade alta; sofre com ar seco e ar-condicionado
  • Sensível a cloro, flúor e solo encharcado
  • Não tolera sol direto nem frio abaixo de 12 °C
  • Crescimento lento e pontas secam fácil se faltar água
  • Atrai ácaros e cochonilhas quando o ar está seco
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a Maranta-tricolor é a melhor porta de entrada para quem quer uma Marantaceae de impacto sem o porte grande das Calatheas. Ela entrega cor o ano todo, mas cobra umidade e água de qualidade — se você não pode oferecer isso, a kerchoveana será mais tolerante.

Continue explorando: Plantas

Feliciano Murene
Escrito porFeliciano MureneVeterinário

Feliciano Murene é professor e criador de conteúdo. Formado em Biologia, possui cerca de 5 anos de experiência em sala de aula e atua na produção de conteúdos…

Cacilda Massema
Revisão especializadaCacilda MassemaEngenheira Agrônoma

Com experiência no universo das plantas, dedica-se à pesquisa e produção de conteúdos sobre cultivo, identificação de espécies, plantas ornamentais, flores, árvores e frutíferas. Partilha conhecimentos práticos sobre…

Última revisão em 18.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.