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Corujinha-do-mato

Ledebouria socialis

Atualizado em

10 a 25 cm de alturaTamanho
Meia-sombra e luz difusaLuminosidade
Moderada, solo seco entre regasRega
Perene bulbosaCiclo de vida
Fácil, ideal para iniciantesDificuldade
Corujinha-do-mato adulta em vaso raso mostrando folhas prateadas manchadas e bulbos roxos expostos

A Corujinha-do-mato (Ledebouria socialis) é uma bulbosa perene de folhagem ornamental, nativa da África do Sul, muito cultivada no Brasil em vasos e jardins de meia-sombra. Ela se destaca pelas folhas lanceoladas verde-prateadas com manchas verde-escuras no topo e roxas na face inferior, que lembram a plumagem de uma coruja — daí o nome popular.

Pequena, resistente e de crescimento em touceira, atinge de 10 a 25 cm de altura e forma rapidamente um tapete de bulbos acima do solo. Tem floração discreta em hastes finas com pequenas flores esverdeadas a rosadas, mas seu maior valor é a folhagem durante o ano todo. É uma das melhores opções para quem busca planta de sombra fácil, tolerante e ideal para vasos dentro de casa.

Também conhecido como: Scilla socialis, Drimiopsis maculata, Planta-leopardo, Squill prateada, Silver squill

Faz parte de: Plantas de Sombra, Plantas Ornamentais, Plantas para Vasos, Plantas Suculentas

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Galeria de fotos de Corujinha-do-mato

Corujinha-do-mato adulta em vaso raso mostrando folhas prateadas manchadas e bulbos roxos expostos
Corujinha-do-mato adulta com touceira densa e bulbos semienterrados.
Close das folhas da Corujinha-do-mato com manchas escuras e verso roxo
Detalhe da folhagem prateada com pintas que lembram plumagem de coruja.
Bulbos da Corujinha-do-mato agrupados e semienterrados no substrato
Bulbos roxos característicos crescem parcialmente expostos.
Floração da Corujinha-do-mato com haste fina e pequenas flores esverdeadas
Floração discreta entre o fim do inverno e a primavera.
Corujinha-do-mato como forração em canteiro sombreado no jardim
Uso como forração em áreas de meia-sombra no jardim.
Variações da Corujinha-do-mato lado a lado em vasos
Variação violacea com roxo mais intenso ao lado da forma típica.
Ideal para

Ideal para quem mora em apartamento com pouca luz direta e busca uma planta de vaso pequena, visualmente diferente e de baixa manutenção. Vai bem para iniciantes, para quem esquece de regar às vezes e para colecionadores de folhagens de sombra que querem textura prateada sem ocupar muito espaço.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem tem cachorro ou gato que mordisca plantas, pois é tóxica se ingerida e precisa ficar fora do alcance. Também não funciona para quem busca flor grande e vistosa ou planta de sol pleno para varanda torrada o dia todo, já que queima facilmente sob sol forte.

Cultivo rápido

Luz
Meia-sombra e luz difusa abundante; sol da manhã fraco por até 2 horas tolerado; evitar sol pleno das 10h às 16h
Rega
Moderada; regar quando superfície secar; reduzir no inverno; nunca encharcar
Solo
Leve e bem drenado: terra vegetal + areia grossa + perlita/casca de pinus + húmus; pH 6,0 a 7,0
Temperatura
Ideal 18 °C a 27 °C; mínima 10 °C; sensível a geada; proteger abaixo de 5 °C
Adubação
NPK 10-10-10 diluído à metade a cada 45-60 dias na primavera-verão; ou húmus/bokashi 1x por estação
Poda
Apenas limpeza de folhas secas e hastes florais murchas; sem poda de formação
Propagação
Divisão de bulbos/touceiras na primavera; replantar com bulbo semienterrado

Perfil rápido de Corujinha-do-mato

Calendário

Plantio e replanteJFMAMJJASOND
Divisão de bulbosJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
AdubaçãoJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsTóxica
  • PessoasTóxica

Contém glicosídeos cardíacos (bufadienolides/scillaren). Ingestão pode causar vômitos, diarreia e alterações cardíacas. Mantenha fora do alcance de crianças, cachorros e gatos e consulte veterinário/médico se houver ingestão.

Encontrado em 1 país

  • África do Sul

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Liliopsida
Ordem
Asparagales
Família
Asparagaceae
Gênero
Ledebouria
Espécie
Ledebouria socialis

Resumo

  • A Corujinha-do-mato é a Ledebouria socialis, bulbosa perene de sombra com folhas prateadas manchadas de verde-escuro e dorso arroxeado, nativa da África do Sul.
  • Prefere luz difusa ou meia-sombra, rega moderada após secar o solo e substrato leve e bem drenado, florescendo com hastes finas de flores esverdeadas entre o fim do inverno e a primavera.
  • É tóxica se ingerida por cachorros, gatos e humanos devido a glicosídeos cardíacos, exige pouco cuidado e se propaga facilmente por divisão de bulbos.

Características

Ficha da planta

Nome popularCorujinha-do-mato, Scilla, Planta-leopardo
Nome científicoLedebouria socialis (Baker) Jessop
Família botânicaAsparagaceae (subfamília Scilloideae)
OrigemÁfrica do Sul (Província do Cabo Oriental)
Tipo de plantaHerbácea bulbosa, suculenta de folhagem
Ciclo de vidaPerene
Tamanho10 a 25 cm de altura; folhas com 10 a 15 cm de comprimento
Coresverde-prateadoverde-escuroroxoverde-clarorosa-esverdeado (flores)
LuminosidadeMeia-sombra, luz difusa ou sombra clara; não tolera sol pleno forte
RegaModerada; regar quando o substrato secar na superfície
SoloLeve, arenoso, bem drenado, rico em matéria orgânica; pH 6,0 a 7,0
Temperatura18 °C a 27 °C; não tolera geada abaixo de 5 °C
PropagaçãoDivisão de bulbos e separação de touceiras
Toxicidade para petsTóxica se ingerida (cachorro e gato)

Perfil e comportamento

Necessidade de luzBaixo
Necessidade de águaBaixo
Facilidade de cultivoMuito alto
Adequação a vasosMuito alto
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioBaixo
Tolerância ao calorAlto
Valor ornamentalAlto

Como identificar a Corujinha-do-mato sem confundir

A Corujinha-do-mato se reconhece à primeira vista pela folhagem manchada. As folhas são carnudas, lanceoladas e brilhantes, com fundo verde-prateado salpicado de manchas irregulares verde-escuras na face superior. Vire a folha e você verá o dorso roxo-arroxeado, um detalhe que poucas plantas de sombra têm e que facilita a identificação.

Os bulbos ficam semienterrados e acima do solo, como pequenas cebolas roxas agrupadas, formando touceiras densas. Cada bulbo mede 2 a 4 cm e emite 3 a 6 folhas. Diferente de jiboias ou peperômias, a Corujinha não tem caule alongado: tudo brota direto do bulbo. A floração é fina e ereta, com haste de 15 a 25 cm e dezenas de flores minúsculas em forma de sino, verde-pálidas com toque rosado e estames roxos.

Na nossa avaliação, o erro mais comum é confundir com Drimiopsis maculata — na verdade são sinônimos antigos da mesma espécie — ou com Ledebouria petiolata, que tem folhas maiores e sem o roxo tão intenso no verso. Se a planta tem bulbo exposto, mancha de leopardo e brilho prateado, é a socialis.

Luz, rega e solo ideais para cultivar em casa

A Corujinha-do-mato é planta de sombra clara e meia-sombra, não de sol pleno. Luz direta forte queima as folhas e apaga as manchas. O ideal é luz difusa abundante, como perto de janela voltada a leste, varanda coberta ou sob copa de árvores. Ela tolera sombra moderada, mas sem luz suficiente fica estiolada e perde o prateado.

Rega na medida certa

Por ser bulbosa e levemente suculenta, prefere seca curta entre as regas. Regue quando os 2 a 3 cm superiores do substrato estiverem secos ao toque. No verão, isso costuma ser 1 a 2 vezes por semana; no inverno, a cada 10 a 14 dias. Encharcamento apodrece o bulbo rapidamente, então nunca deixe pratinho com água parada.

Solo e vaso que funcionam

Use substrato leve, aerado e muito bem drenado: mistura de terra vegetal, areia grossa e perlita ou casca de pinus fina em partes iguais, com um pouco de húmus. Vasos rasos e largos são melhores que vasos fundos, porque os bulbos se espalham na horizontal. Garanta furos de drenagem e camada de argila expandida no fundo. pH levemente ácido a neutro, entre 6,0 e 7,0.

Como plantar e propagar a Corujinha-do-mato por divisão de bulbos

O plantio é simples e o melhor período no Brasil é do final do inverno ao início da primavera, quando a planta retoma o crescimento ativo. Posicione os bulbos com metade a dois terços expostos acima do substrato, não totalmente enterrados. Isso evita apodrecimento e reproduz como ela cresce na natureza, semienterrada entre rochas.

A propagação mais eficiente é por divisão de touceira. A cada 2 a 3 anos, a moita fica densa e começa a faltar espaço:

  • Retire a touceira do vaso e solte delicadamente os bulbos com as mãos.
  • Separe grupos com pelo menos 3 bulbos e raízes saudáveis.
  • Replante imediatamente em substrato seco e só regue levemente após 2 a 3 dias para cicatrizar.
  • Mantenha à meia-sombra nas duas primeiras semanas.

Sementes existem, mas são raras em cultivo doméstico e de germinação lenta. A divisão garante muda idêntica à planta-mãe e pega em poucas semanas. Um vaso de 15 cm pode virar três em uma estação.

Floração discreta e ciclo ao longo do ano

A Corujinha-do-mato é perene e sempre verde, sem dormência total no Brasil. O pico de floração ocorre entre agosto e novembro, com hastes finas que surgem do centro da touceira. Cada haste traz 20 a 40 flores de 5 mm, pouco vistosas de longe, mas delicadas de perto e levemente perfumadas.

Após a floração, a haste seca sozinha e pode ser cortada na base. A planta continua emitindo folhas novas o ano todo se tiver luz e calor. Em regiões frias do Sul, o crescimento desacelera no inverno e algumas folhas mais velhas podem amarelar — é normal. Não é preciso forçar dormência; apenas reduza rega e suspenda adubo no frio.

Adubação, poda e manutenção sem segredos

Adube pouco. A Corujinha-do-mato não é exigente e excesso de nitrogênio deixa as folhas verdes sem manchas. Use adubo equilibrado NPK 10-10-10 ou 14-14-14 diluído à metade da dose, a cada 45 a 60 dias na primavera e verão. Alternar com húmus de minhoca ou bokashi peneirado uma vez por estação já é suficiente.

Poda é mínima: remova apenas folhas amareladas ou secas puxando suavemente pela base, e hastes florais secas. Não há necessidade de poda de formação. A cada 2 anos, faça o replante para renovar o substrato, pois o solo compactado prejudica os bulbos. Limpe as folhas com pano úmido para manter o brilho prateado e a fotossíntese.

Pragas, doenças e erros que mais matam a Corujinha-do-mato

É uma planta relativamente resistente a pragas, mas sofre com cochonilhas, ácaros e lesmas quando o ambiente está abafado. O problema número um, porém, é cultural: apodrecimento de bulbo por excesso de água e substrato pesado.

  • Cochonilha e ácaro: aparecem em ar seco e pouca ventilação. Trate com jato de água, remoção manual e, se necessário, óleo de neem. Isolar a planta evita infestação em coleções.
  • Lesmas e caracóis: roem folhas à noite, principalmente em jardins externos. Remoção manual e armadilhas com casca de ovo moída ajudam.
  • Podridão mole: bulbo amolecido, cheiro forte e folhas que desprendem fácil. Causa: encharcamento e bulbo enterrado demais. Corte partes afetadas, deixe secar e replante em substrato novo e seco.
  • Folhas desbotadas ou queimadas: sol direto forte. Mova para luz filtrada.
  • Folhas esticadas e sem manchas: falta de luz. Aproxime de janela clara sem sol direto.

Evite vasos sem drenagem e substrato de jardim puro e argiloso. Ventilação leve e rega controlada previnem 90% dos problemas.

Onde usar na decoração e por que ela se destaca

A Corujinha-do-mato brilha como planta de vaso para interiores claros, estantes, mesas laterais e banheiros com luz natural. Seu porte baixo a torna perfeita para composição com outras plantas de sombra, como peperômias, fitônias e samambaias, criando contraste de textura e cor. Em jardins, funciona como forração de canteiros sombreados sob árvores, onde poucas floríferas vingam.

O que a torna interessante é a combinação rara de bulbo ornamental exposto + folhagem prateada manchada + tolerância à sombra seca. Enquanto muitas plantas de sombra exigem umidade alta, ela aceita ar mais seco de apartamento e esquecimentos de rega. Além disso, forma touceiras densas rapidamente, fechando o vaso em poucos meses sem precisar de tutor ou poda.

Característica Detalhe observável
Folha 10 a 15 cm, prateada com pintas verde-escuras em cima, roxa embaixo
Bulbo 2 a 4 cm, roxo-esverdeado, semienterrado e agrupado
Flor Haste de 15 a 25 cm, flores de 5 mm verde-rosadas
Crescimento Touceira densa, entouceiramento rápido

Perguntas frequentes

Corujinha-do-mato gosta de sol ou sombra?

Gosta de meia-sombra e luz difusa abundante. Sol direto forte queima as folhas; sombra total enfraquece as manchas e estica a planta.

Corujinha-do-mato é tóxica para cachorro e gato?

Sim, é tóxica se ingerida. Contém glicosídeos que podem causar vômitos e problemas cardíacos. Deixe em local elevado e fora do alcance dos pets.

Como regar a Corujinha-do-mato?

Regue apenas quando a superfície do substrato secar. No verão 1 a 2 vezes por semana e no inverno a cada 10 a 14 dias, sempre sem encharcar.

Como fazer muda de Corujinha-do-mato?

Por divisão de bulbos. Separe grupos com 3 ou mais bulbos com raízes e replante com metade do bulbo exposta acima do solo.

Por que as folhas estão perdendo as manchas?

Geralmente falta de luz difusa ou excesso de adubo nitrogenado. Aproxime de janela clara sem sol direto e reduza a adubação.

Corujinha-do-mato dá flor?

Sim, entre agosto e novembro emite hastes finas de 15 a 25 cm com pequenas flores esverdeadas a rosadas, mas o destaque é a folhagem.

Qual vaso ideal para Corujinha-do-mato?

Vaso raso e largo, com boa drenagem. Como os bulbos se espalham na horizontal, vasos tipo cuia funcionam melhor que vasos altos.

Você sabia?

1

Bulbos que gostam de aparecer

Ao contrário da maioria das bulbosas, a Corujinha-do-mato cresce com o bulbo metade fora da terra, exposto ao ar e à luz. Enterrar totalmente aumenta o risco de podridão.

2

Manchas que mudam com a luz

A intensidade das pintas de leopardo varia conforme a luminosidade. Com luz difusa forte as manchas ficam mais contrastadas; na sombra excessiva, quase somem.

3

Parente do aspargo

Apesar da aparência suculenta, pertence à família Asparagaceae, a mesma do aspargo e da pata-de-elefante, e não à família das cebolas, embora o bulbo lembre uma cebolinha roxa.

4

Nome que confundiu botânicos

Foi descrita como Scilla socialis em 1870 e depois movida para Ledebouria em 1970. Por isso ainda é vendida com os dois nomes e como Drimiopsis maculata em muitos viveiros.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  3. Royal Botanic Gardens, Kew - Plants of the World Online

Prós e contras: Corujinha-do-mato

Prós

  • Extremamente fácil de cuidar e tolerante a esquecimentos de rega
  • Perfeita para sombra clara e interiores com luz difusa
  • Folhagem única prateada com pintas e verso roxo, decorativa o ano todo
  • Crescimento rápido em touceira e propagação simples por divisão
  • Porte pequeno, ideal para vasos, estantes e forração sombreada

Contras

  • Tóxica se ingerida por pets e crianças
  • Não tolera sol pleno forte nem geada
  • Flores pequenas e pouco ornamentais para quem busca floração vistosa
  • Bulbo apodrece fácil com excesso de água e substrato pesado
  • Perde manchas e brilho se cultivada em sombra excessiva
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a Corujinha-do-mato é uma das folhagens de sombra mais subestimadas no Brasil: entrega efeito ornamental imediato com exigência quase de suculenta. Se você quer cor e textura sem complicação, ela supera muitas calatheas exigentes, mas só vale se puder mantê-la longe de pets curiosos.

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Última revisão em 20.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.