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Rosinha-de-pedra

Graptopetalum paraguayense

Atualizado em

15 a 20 cm de altura, roseta de 8 a 15 cmTamanho
Sol pleno a meia sombraLuminosidade
Escassa, a cada 10 a 14 diasRega
PereneCiclo de vida
Muito fácilDificuldade
Rosinha-de-pedra adulta em vaso de barro mostrando roseta cinza-azulada com tons rosados

A rosinha-de-pedra é a suculenta Graptopetalum paraguayense, conhecida como planta-fantasma pela camada esbranquiçada que cobre as folhas. Forma rosetas compactas de 8 a 15 cm em tons de cinza-azulado que ficam rosados ou lilás quando pega sol forte ou frio leve, e por isso muda de cor ao longo do ano.

É uma das suculentas mais fáceis de manter no Brasil porque tolera sol pleno, calor intenso e períodos sem água, mas morre rápido se o solo ficar encharcado. Cresce bem em vasos, jardineiras, muros de pedra e até em telhas, com floração discreta de flores brancas em forma de estrela no fim do inverno e primavera.

Na nossa avaliação, é a porta de entrada ideal para quem quer começar com suculentas sem medo de errar, desde que respeite duas regras: muita luz e pouca água. Não é exigente com adubo nem com poda, e se multiplica com facilidade a partir de uma única folha.

Também conhecido como: Planta-fantasma, Suculenta-fantasma, Rosa-de-pedra, Ghost plant

Faz parte de: Plantas de Sol Pleno, Plantas Ornamentais, Plantas para Vasos, Plantas Suculentas

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Galeria de fotos de Rosinha-de-pedra

Rosinha-de-pedra adulta em vaso de barro mostrando roseta cinza-azulada com tons rosados
Rosinha-de-pedra adulta com coloração rosada típica de sol pleno.
Close-up das folhas da rosinha-de-pedra com farina branca
Detalhe da farina, a cera esbranquiçada que protege as folhas.
Caule alongado e pendente da rosinha-de-pedra com várias rosetas
Com o tempo forma caules pendentes e touceiras.
Propagação da rosinha-de-pedra por folhas com mini rosetas brotando
Uma única folha gera nova muda em poucas semanas.
Floração da rosinha-de-pedra com flores brancas em forma de estrela
Flores brancas com pintinhas vermelhas na primavera.
Rosinha-de-pedra plantada em muro de pedras em jardim externo
Muito usada em jardins de pedra e muros por tolerar solo pobre.
Ideal para

Ideal para quem tem pouco tempo, mora em apartamento com sol ou casa com quintal quente e quer uma planta que praticamente se cuida sozinha. Vai bem para iniciantes porque perdoa esquecimento de rega, enche vasos rápido e rende muitas mudas para presentear.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem só tem ambientes internos sem sol direto ou banheiro úmido, porque ela estica e apodrece sem luz e ventilação. Também não é a melhor escolha para quem busca uma suculenta que fique sempre compacta sem manejo, já que com o tempo forma caules pendentes que pedem replantio.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno (4 a 6 h de sol) ou meia sombra muito luminosa; quanto mais sol, mais rosada
Rega
Escassa; molhar só com substrato totalmente seco, a cada 10-14 dias no verão e 20+ dias no inverno
Solo
Arenoso e muito drenado; mistura de terra vegetal + areia grossa + perlita ou cascalho
Temperatura
Ideal 15 °C a 28 °C; tolera até -5 °C se seca, não tolera frio úmido prolongado
Adubação
Leve, a cada 60 dias na primavera/verão com adubo para suculentas diluído ou húmus
Poda
Apenas limpeza de folhas secas e hastes florais secas
Propagação
Folhas, estacas de haste e divisão de rosetas, melhor de março a abril e agosto a outubro

Perfil rápido de Rosinha-de-pedra

Calendário

Plantio e replantioJFMAMJJASOND
Propagação por folhas e estacasJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
AdubaçãoJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica
  • PessoasNão tóxica

Considerada segura para cães e gatos segundo listas de referência, mas ingestão em grande quantidade pode causar desconforto gastrointestinal. Mantenha fora do alcance de crianças pequenas.

Encontrado em 1 país

  • México

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Saxifragales
Família
Crassulaceae
Gênero
Graptopetalum
Espécie
Graptopetalum paraguayense

Resumo

  • A rosinha-de-pedra é a suculenta Graptopetalum paraguayense, de roseta cinza-azulada que fica rosada no sol e no frio, muito usada em vasos e jardins de pedra.
  • Precisa de sol pleno ou meia sombra muito luminosa, solo arenoso e bem drenado e regas espaçadas apenas quando o substrato seca por completo.
  • É perene, não tóxica para cães e gatos, floresce entre setembro e novembro e se propaga facilmente por folhas e estacas de haste.

Características

Ficha da planta

Nome popularRosinha-de-pedra
Nome científicoGraptopetalum paraguayense (N.E.Br.) E.Walther
Família botânicaCrassulaceae
OrigemNordeste do México (Tamaulipas)
Tipo de plantaSuculenta ornamental de roseta
Ciclo de vidaPerene
Tamanho15 a 20 cm de altura; roseta de 8 a 15 cm de diâmetro
CoresCinza-azuladorosalilásbranco (farina)
LuminosidadeSol pleno a meia sombra luminosa
RegaEscassa
SoloArenoso, muito bem drenado, pH 6,0 a 7,0
Temperatura15 °C a 28 °C (tolera até -5 °C por curto período)
PropagaçãoFolhas, estacas de haste e divisão de rosetas
Toxicidade para petsNão tóxica

Perfil e comportamento

Necessidade de luzMuito alto
Necessidade de águaMuito baixo
Facilidade de cultivoMuito alto
Adequação a vasosMuito alto
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioMédio
Tolerância ao calorMuito alto
Valor ornamentalAlto

Como identificar a rosinha-de-pedra sem confundir com echeveria

A rosinha-de-pedra é Graptopetalum paraguayense, e o traço que a entrega é a farina: aquela cera esbranquiçada que parece pó sobre as folhas. Essa camada deixa a planta com aspecto fantasma, fosco e aveludado, e sai na digital se você tocar. Ao contrário de muitas echeverias, a roseta é mais aberta, com folhas triangulares e pontudas, dispostas em espiral bem solta.

A cor muda com o ambiente. À sombra fica cinza-azulada, no sol forte ou com noites frias puxa para rosa, lilás e até amarelo-pêssego. O caule com o tempo fica alongado e pendente, formando colônias que desbordam do vaso. Na primavera surgem hastes finas de 20 a 30 cm com flores pequenas, brancas com pintinhas vermelhas, em forma de estrela de 5 pétalas.

Dica de campo: se a folha tem farina que não sai com água e a roseta desmancha fácil ao manusear, é rosinha-de-pedra. Echeverias costumam ter folhas mais gordinhas e cerosas, sem esse pó tão evidente.

Luz, rega e solo: o tripé que decide se ela vive ou apodrece

Essa suculenta vem de paredões rochosos e secos do México, então luz é inegociável. Precisa de 4 a 6 horas de sol direto para manter a roseta compacta e rosada. Em apartamento escuro ela estica, o caule afina e as folhas se espaçam, um processo chamado estiolamento que não tem volta. Se só tem meia sombra, escolha o ponto mais claro, como beiral norte ou leste.

Rega é o erro número um. Molhe apenas quando o substrato estiver completamente seco, o que no verão significa a cada 10 a 14 dias e no inverno a cada 20 dias ou mais. Sempre até a água sair pelos furos e nunca deixando pratinho cheio. Folha mole e translúcida é excesso de água; folha enrugada e roseta fechada é sede.

Solo e vaso que não acumulam água

Use mistura muito drenável: 2 partes de terra vegetal, 1 parte de areia grossa e 1 parte de perlita ou cascalho fino. Vaso de barro com furo é melhor que plástico porque seca mais rápido. Uma camada de pedrisco na superfície evita que a base da roseta encoste na terra úmida e ajuda a manter a farina limpa.

Temperatura ideal entre 15 °C e 28 °C. Tolera calor de 35 °C e, por ser de altitude, aguenta geada leve e rápida de até -5 °C se estiver seca, mas não suporta frio úmido prolongado. Em regiões frias do Sul, proteja da chuva contínua no inverno.

Como plantar e fazer mudas de rosinha-de-pedra sem estragar a farina

Plante na primavera ou início do outono, quando a planta está em crescimento ativo. Retire a muda do pote, solte levemente as raízes e acomode no novo vaso sem enterrar o colo. Não regue nos 2 a 3 primeiros dias para cicatrizar microlesões e evitar fungos.

A propagação por folha é a mais famosa e tem taxa alta de sucesso. Destaque folhas saudáveis da base com movimento firme lateral, sem rasgar. Apoie sobre substrato seco à meia sombra luminosa, sem enterrar. Borrife levemente a cada 3 a 4 dias só depois que surgirem raízes rosadas. Em 3 a 6 semanas nasce a mini roseta.

  • Por folha: ideal para fazer muitas mudas, mas demora 2 a 4 meses até vaso cheio.
  • Por estaca de haste: corte haste de 8 a 10 cm, deixe secar 2 dias à sombra e plante em solo seco. Enraíza em 15 a 20 dias.
  • Por divisão: separe rosetas filhas que nascem ao redor da mãe com raízes próprias.

Evite tocar muito nas folhas durante o processo. A farina não se regenera onde sai a marca de dedo, e a folha fica manchada e mais sensível a queimadura de sol. Use luvas ou pegue pela base da folha.

Método Tempo para enraizar Dificuldade
Folha solta 20 a 40 dias Muito fácil
Estaca de haste 15 a 20 dias Fácil
Divisão de touceira 7 a 14 dias Muito fácil

Floração, crescimento e adubação na medida certa

A rosinha-de-pedra cresce rápido para padrão de suculenta. Em vaso de 15 cm forma touceira cheia em 6 a 12 meses. O crescimento é mais ativo de setembro a abril, com pausa no frio intenso. Não precisa de poda, apenas retire folhas secas da base para arejar.

A floração acontece no fim do inverno e primavera, entre agosto e novembro no Brasil. As hastes florais são altas e finas, com flores de 1,5 cm brancas com centro avermelhado. Muita gente corta a haste para a planta não gastar energia, mas ela não morre após florir, ao contrário de algumas agaves. Se quiser sementes, deixe secar na planta.

Adubação é leve. Uma dose de adubo para suculentas NPK 10-10-10 bem diluído ou húmus de minhoca a cada 2 meses na primavera e verão basta. Excesso de nitrogênio deixa a roseta verde, grande e mole, perdendo a cor rosada e a resistência. Suspenda adubo no inverno.

Pragas, doenças e os 3 erros que mais matam

É resistente, mas sofre com cochonilhas e pulgões quando falta ventilação. Cochonilha-algodão se esconde entre as folhas e na base do caule. Remova com cotonete com álcool 70% e, se infestação grande, use óleo de neem à tarde, nunca no sol forte. Lesmas aparecem se o vaso fica direto no chão úmido.

O maior inimigo é o apodrecimento por fungo causado por solo encharcado e falta de luz. Sinais: caule preto na base, folhas que caem ao toque e cheiro de mofo. Se pegar no início, corte a parte saudável, deixe cicatrizar 3 dias e replante em substrato novo e seco. Descarte o solo contaminado.

  • Erro 1 – Regar por calendário: regar toda semana sem checar o solo. Sempre teste com palito.
  • Erro 2 – Pratinho com água: mantém raiz abafada. Use cachepô apenas como capa.
  • Erro 3 – Sol fraco + muita água: combinação que estica e apodrece em poucas semanas.

Tipos, parentes e confusões comuns no viveiro

A espécie pura é a mais vendida, mas existem seleções com nuances. A forma mais comum é a cinza-rosada, mas há clones mais azulados e um variegata raro com manchas creme. Todas são a mesma espécie, apenas com intensidade diferente de farina e antocianina.

É frequentemente confundida com Echeveria elegans e Graptoveria (híbrido de Graptopetalum com Echeveria). A diferença prática: Graptopetalum tem folhas mais finas, roseta menos densa e solta folhas com muita facilidade, até com vento. Graptoveria costuma ter roseta mais fechada e cor mais lilás uniforme.

Se você quer coleção, combine rosinha-de-pedra com Sedum morganianum e Echeveria glauca no mesmo vaso largo: todas pedem o mesmo sol e pouca água, e criam contraste de forma pendente, roseta e tapete. Evite misturar com suculentas de sombra como Haworthia, que queimam no mesmo sol.

Perguntas frequentes

Rosinha-de-pedra precisa de sol ou sombra?

Precisa de sol pleno, de 4 a 6 horas por dia. Na sombra ela estica, perde a cor rosada e apodrece com facilidade.

Com que frequência devo regar?

Só quando o substrato secar por completo. Em geral a cada 10 a 14 dias no verão e a cada 20 dias ou mais no inverno.

Como fazer muda por folha?

Destaque uma folha inteira da base, apoie sobre substrato seco à meia sombra e borrife levemente só após surgirem raízes. Em 3 a 6 semanas forma nova roseta.

Por que minha rosinha-de-pedra está esticada?

Falta de luz. O caule alonga e as folhas se espaçam buscando sol. Aumente a luminosidade e, se quiser, decapite a roseta para replantar.

Rosinha-de-pedra é tóxica para cachorro e gato?

Não, é considerada não tóxica para cães e gatos, mas evite que mastiguem em grande quantidade para não causar irritação estomacal.

Ela dá flor?

Sim, entre o fim do inverno e a primavera surgem hastes com flores brancas em forma de estrela com pintinhas vermelhas.

Pode ficar na chuva?

Tolera chuva rápida se o solo for muito drenado, mas chuva contínua encharca e apodrece. Em época chuvosa, proteja ou garanta vaso com furos e substrato arenoso.

Você sabia?

1

O pó branco é protetor solar

A farina é uma cera natural que reflete sol forte, reduz perda de água e protege de queimadura. Uma vez removida com o dedo, a folha não produz de novo naquele ponto.

2

Nasce pendurada em paredões

Na natureza cresce em fendas de rochas calcárias em Tamaulipas, no México, quase sem solo, pendendo verticalmente. Por isso tolera vaso raso e substrato pobre.

3

Muda de cor como termômetro

O tom rosado vem de antocianinas produzidas com sol intenso e noites frias. No verão sombreado fica azulada, no inverno de sol fica rosa-choque.

4

Cada folha é uma nova planta

Uma única folha saudável pode gerar uma roseta completa e raízes em poucas semanas, e a folha mãe seca sozinha. É um dos métodos de propagação mais eficientes entre suculentas.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa - Informações sobre plantas ornamentais e suculentas
  3. Missouri Botanical Garden - Graptopetalum paraguayense

Prós e contras: Rosinha-de-pedra

Prós

  • Extremamente fácil de cuidar e perdoa esquecimento de rega
  • Muda de cor para rosa e lilás no sol, efeito ornamental único
  • Propagação muito fácil por folhas, uma planta vira dezenas
  • Tolera calor forte e sol pleno, ideal para varanda e muro de pedra
  • Não tóxica para cães e gatos

Contras

  • Apodrece rápido com excesso de água ou solo sem drenagem
  • Estica e perde a forma se ficar sem sol direto
  • Farina mancha com toque e não se regenera
  • Com o tempo forma caules longos e pendentes que pedem replantio
  • Flores pequenas e discretas, não é planta de floração exuberante
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a rosinha-de-pedra é a suculenta mais honesta para iniciantes: barata, prolífica e que avisa quando erra na rega. Se você pode oferecer sol e esquecer um pouco o regador, ela entrega mais resultado que echeverias exigentes que mancham à toa.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.