🐟 Peixes

Peixe-faca

Apteronotus albifrons

Atualizado em

40 a 50 cm adultoTamanho
Doce, ácida e mornaTipo de água
10 a 15 anosExpectativa de vida
Pacífico, territorialTemperamento
AvançadaDificuldade
Peixe-faca-preto de corpo preto com faixas brancas na cauda nadando de lado em aquário

O peixe-faca é o nome popular de um grupo de peixes elétricos da ordem Gymnotiformes, sendo o mais conhecido no aquarismo o peixe-faca-preto (Apteronotus albifrons). De corpo alongado em forma de lâmina, sem nadadeira dorsal e com uma longa nadadeira anal que ondula continuamente, ele nada para frente, para trás e paira com precisão cirúrgica.

Noturno e de origem sul-americana, vive em rios e igarapés escuros da bacia Amazônica e do Paraguai-Paraná. Produz descargas elétricas fracas para navegação, comunicação e caça, sem dar choques fortes como o poraquê. Em aquário exige espaço, água estável e alimentação carnívora, sendo indicado para aquaristas intermediários a avançados.

Também conhecido como: Peixe-faca-preto, Black ghost knifefish, Peixe-faca-palhaço (outra família), Ituí, Ghost knifefish

Faz parte de: Peixes Carnívoros, Peixes de Água Doce, Peixes para Aquário

Explore a wiki

Galeria de fotos de Peixe-faca

Peixe-faca-preto de corpo preto com faixas brancas na cauda nadando de lado em aquário
Peixe-faca-preto (Apteronotus albifrons), o mais comum no aquarismo.
Close-up da cabeça do peixe-faca-preto mostrando focinho e olhos pequenos
Cabeça do peixe-faca: olhos pequenos e focinho alongado para caça noturna.
Peixe-faca escondido em tubo e troncos em aquário plantado com luz baixa
Tocas escuras são essenciais para o bem-estar do peixe-faca.
Peixe-faca nadando para trás com a nadadeira anal ondulante
A nadadeira anal permite nadar para frente e para trás com precisão.
Dois peixes-faca-pretos em exibição territorial em aquário grande
Territorial entre si, o peixe-faca deve ser mantido sozinho na maioria dos aquários.
Peixe-faca se alimentando de bloodworms no fundo do aquário à noite
Alimentação carnívora à noite é a rotina natural da espécie.
Ideal para

Ideal para aquaristas intermediários a avançados que têm aquário grande, gostam de peixes noturnos e exóticos e podem oferecer rotina noturna de alimentação e tocas escuras. É um peixe fascinante para quem valoriza comportamento e inteligência mais do que cor.

Pode não ser ideal para

Não é ideal para iniciantes, aquários pequenos ou comunitários agitados, nem para quem mantém outros peixes elétricos ou peixes muito pequenos que podem virar alimento. Também não funciona para quem busca peixe para interação diurna constante, pois passa boa parte do dia escondido.

Como cuidar

Aquário
Mínimo 300 a 400 litros para adulto, 120 cm de frente, com tampa e tocas escuras de PVC ou cerâmica
Água
24 a 28 °C, pH 6,0 a 7,0, GH 2 a 10, amônia e nitrito zerados, trocas semanais de 30%
Filtragem
Filtragem biológica potente com fluxo suave a moderado e boa oxigenação
Alimentação
Base carnívora: bloodworms, artêmia, minhoca preta, camarão e filé de peixe; pellets que afundam como complemento, 1 vez ao dia à noite
Convivência
Manter sozinho ou com peixes pacíficos de meio e superfície; nunca com outro Gymnotiformes no mesmo aquário pequeno

Perfil rápido de Peixe-faca

Estado de conservação

LC
Pouco Preocupante

Espécie amplamente distribuída e sem declínio populacional significativo conhecido.

População
Estável
Protegido por
Não

Vida útil

Na natureza
6 a 10 anos, sujeito a predação e seca sazonal
Em aquário
10 a 15 anos com água estável e dieta carnívora variada

Reprodução

Tipo de reprodução
Ovípara com fecundação externa
Desova
200 a 500 ovos adesivos em substrato ou vegetação alagada
Incubação
3 a 4 dias a 27 °C
Cuidado parental
Ausente ou muito breve
Dificuldade em cativeiro
Alta, exige indução hormonal e controle de cheia

Habitat

Ambientes

  • Rios de água preta e clara
  • Igarapés e canais de várzea
  • Baías e corixos do Pantanal
  • Áreas alagadas com troncos e vegetação densa

Biomas

  • Amazônia
  • Pantanal
  • Mata Atlântica (bacias do Paraná-Paraguai)

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Larvas de insetos
  • Vermes aquáticos
  • Pequenos crustáceos

Outros alimentos

  • Pequenos peixes
  • Ovos de peixes
  • Artêmia e bloodworms em cativeiro

Encontrado em 8 países

  • Brasil
  • Colômbia
  • Peru
  • Venezuela
  • Equador
  • Guiana
  • Bolívia
  • Paraguai

Como animal de estimação

Adequação
Média a baixa, só para aquaristas com experiência e aquário grande
Legalidade no Brasil
Permitida a compra de exemplares de cativeiro; coleta na natureza exige autorização do IBAMA
Nível de cuidado
Alto, exige água muito estável, tocas e dieta carnívora
Custo de aquisição
Moderado a alto, varia por tamanho e procedência

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Actinopterygii
Ordem
Gymnotiformes
Família
Apteronotidae
Gênero
Apteronotus
Espécie
Apteronotus albifrons

Resumo

  • Peixe-faca é um peixe elétrico de água doce da América do Sul que se orienta por campo elétrico e nada com a longa nadadeira anal ondulante.
  • Vive em rios escuros e vegetados da Amazônia e Pantanal, é noturno, territorial e pode chegar a 50 cm e viver mais de 10 anos.
  • Em aquário precisa de aquário grande acima de 300 litros, água morna e ácida, dieta carnívora e não deve ser mantido com outros peixes elétricos.

Características

Ficha da espécie

Nome científicoApteronotus albifrons (principal espécie em aquário)
FamíliaApteronotidae
OrdemGymnotiformes
OrigemBacias do Amazonas, Orinoco e Paraguai-Paraná
Tipo de águaDoce
Tamanho adulto40 a 50 cm (em aquário, 30 a 40 cm é mais comum)
TamanhoGrande para aquário
Corespretobranco
Expectativa de vida10 a 15 anos em cativeiro
AlimentaçãoCarnívora (insetos, larvas, pequenos peixes e crustáceos)
ReproduçãoOvípara, desova em substrato, sem cuidado parental prolongado
VariedadesPeixe-faca-preto, peixe-faca-palhaço, peixe-faca-zebra, peixe-faca-verde

Perfil e comportamento

Facilidade de criaçãoBaixo
AgressividadeBaixo
SociabilidadeBaixo
Nível de atividadeMédio
Exigência com a qualidade da águaAlto
Adequação a aquários pequenosMuito baixo

Como reconhecer o peixe-faca à primeira vista

O peixe-faca não se confunde com nenhum outro peixe de aquário. O corpo em forma de lâmina comprimida lateralmente, totalmente preto aveludado com duas faixas brancas na cauda e um detalhe branco no focinho, é a marca do Apteronotus albifrons, o peixe-faca-preto mais vendido no Brasil.

Ele não tem nadadeira dorsal. A locomoção depende quase toda da longa nadadeira anal que vai do peito à ponta da cauda e ondula como uma fita. Isso permite nadar para frente, para trás e ficar parado na coluna d’água, algo raro entre peixes.

Os olhos são pequenos e de pouca utilidade. A boca é terminal com focinho levemente alongado e a cauda é fina e filamentosa. Adultos bem cuidados chegam a 40 a 50 cm, mas em aquário doméstico raramente passam de 35 cm por limitação de espaço.

Origem e habitat natural na América do Sul

O grupo ocorre apenas nas Américas, do sul do México ao norte da Argentina, com maior diversidade na bacia Amazônica, Orinoco e Paraguai-Paraná. No Brasil é encontrado em rios, igarapés de água preta, várzeas e baías do Pantanal.

Na natureza prefere locais escuros, com vegetação densa, troncos submersos e água turva de pouca correnteza. Durante o dia fica escondido em fendas e tocas; à noite sai para caçar. Essa vida noturna explica a visão reduzida e o sistema elétrico superdesenvolvido.

Habita águas mornas de 24 a 28 °C, pH entre 6,0 e 7,0 e baixa dureza. São ambientes pobres em oxigênio em alguns períodos, mas ele tolera bem por ter respiração eficiente e hábito de subir para respirar quando necessário.

O radar elétrico: como ele navega e caça no escuro

Todo peixe-faca é um peixe elétrico de descarga fraca. Possui um órgão elétrico na cauda que emite pulsos contínuos de alta frequência, entre 600 e 1.000 Hz no caso do peixe-faca-preto, imperceptíveis para humanos sem amplificação.

Esse campo forma uma bolha ao redor do corpo. Quando um objeto, planta ou presa entra no campo, distorce a descarga e eletrorreceptores espalhados pela pele detectam a deformação. É assim que ele mapeia o ambiente, desvia de obstáculos e localiza larvas enterradas no escuro total.

Diferente do poraquê (Electrophorus electricus), ele não dá choques para atordoar presas. A voltagem é de poucos milivolts, usada só para eletrolocalização e comunicação. Dois peixes-faca próximos ajustam suas frequências para não interferir um no outro, um comportamento chamado resposta de evitação de interferência.

Comportamento e temperamento no aquário

Apesar da aparência exótica, é um peixe pacífico com peixes de outros grupos, mas territorial com a própria espécie e com outros Gymnotiformes. Dois machos no mesmo aquário entram em disputas elétricas e físicas constantes.

É noturno e tímido nos primeiros meses. Passa o dia entocado em tubos de PVC, tocas de cerâmica ou entre raízes. Com o tempo, aprende a sair para se alimentar mesmo com luz baixa. Não forma cardume e prefere viver sozinho.

Com peixes pequenos demais pode haver predação noturna, pois ele engole o que cabe na boca. Com peixes muito agitados ou beliscadores, como barbos grandes, sofre estresse porque tem natação lenta e pele sem escamas protetoras. A melhor convivência é com peixes calmos de meio e superfície, como acará-bandeira, acará-disco e tetras grandes.

Como criar: aquário, água e parâmetros ideais

Peixe-faca não é para aquário pequeno. Um jovem de 15 cm pode começar em 150 litros, mas um adulto precisa de 300 a 400 litros no mínimo, com aquário longo de pelo menos 120 cm de comprimento. Tampa é obrigatória, pois salta.

Parâmetros estáveis valem mais que números perfeitos. Mantenha temperatura 24 a 28 °C, pH 6,0 a 7,0, dureza 2 a 10 GH e amônia e nitrito sempre zerados. Filtragem forte com fluxo moderado e muitas tocas escuras são essenciais. Luz baixa ou com plantas flutuantes ajuda a deixá-lo mais ativo.

  • Substrato: areia fina ou cascalho liso, para não ferir o ventre que roça o fundo.
  • Decoração: troncos, tubos de PVC de 5 a 7 cm de diâmetro e plantas robustas como jiboia d’água.
  • Manutenção: trocas semanais de 30% com água declorada e de mesma temperatura, sifonagem leve sem desmontar tocas.

Evite manter dois peixes-faca juntos a menos que o aquário tenha mais de 500 litros e barreiras visuais. E nunca use medicamentos com cobre sem orientação, pois peixes sem escamas são muito sensíveis a cobre e verde de malaquita.

Alimentação: o que ele realmente come

É carnívoro estrito e caçador noturno. Na natureza consome larvas de insetos, vermes aquáticos, pequenos crustáceos e peixinhos. Em cativeiro recusa ração seca no início e precisa de alimento vivo ou congelado.

A base deve ser bloodworms, artêmia adulta, minhoca preta, larvas de mosquito e pedaços de camarão e filé de peixe branco. Com o tempo aceita pellets carnívoros que afundam e tabletes para peixes de fundo, mas a dieta não pode ser só seca.

Alimente uma vez ao dia, preferencialmente ao apagar das luzes, oferecendo o quanto consome em 3 a 4 minutos. Ele localiza a comida pelo olfato e pelo campo elétrico, então alimentos parados no fundo são encontrados mesmo no escuro. Jejum de um dia por semana ajuda na digestão.

Reprodução: por que é tão difícil em cativeiro

Reproduzir peixe-faca-preto em aquário doméstico é raro e pouco documentado. Na natureza a desova ocorre na estação chuvosa, em áreas alagadas com vegetação densa. São ovos adesivos depositados em substrato e sem cuidado parental.

Em cativeiro comercial usa-se indução hormonal e controle de condutividade e nível da água para simular cheia. A fêmea libera de 200 a 500 ovos amarelados que eclodem em 3 a 4 dias a 27 °C. As larvas são minúsculas e precisam de infusórios e náuplios de artêmia.

Para o aquarista comum, a reprodução não deve ser objetivo. Além da dificuldade, é impossível sexar visualmente jovens. Adultos apresentam diferença sutil no tamanho da cabeça e na frequência da descarga elétrica, detectável só com equipamento.

Saúde, doenças comuns e longevidade

Quando bem mantido, vive 10 a 15 anos, um dos peixes de aquário mais longevos. O ponto fraco é a sensibilidade a picos de amônia, nitrito e a variações bruscas de pH e temperatura.

As doenças mais frequentes são ictio (pontos brancos), infecções bacterianas na pele e fungos em feridas causadas por atrito em decoração áspera. Como não tem escamas, os sintomas aparecem rápido como manchas esbranquiçadas e natação errática.

Quarentena de novos peixes por 15 dias, água sempre estável e alimentação variada são a melhor prevenção. Se precisar tratar, use meia dose de medicamentos e aumente a aeração, pois peixes elétricos consomem mais oxigênio quando estressados.

Curiosidades que poucos aquaristas conhecem

O peixe-faca-preto é um dos animais mais estudados em neurociência. Seu cérebro proporcionalmente grande e o sistema eletrossensorial servem de modelo para pesquisas sobre processamento sensorial e comunicação em universidades do Brasil e dos EUA.

Ele pode regenerar a porção final da cauda se for mordida ou ferida, incluindo parte do órgão elétrico. A frequência da descarga é individual, como uma impressão digital, e muda levemente com humor, estresse e época reprodutiva.

Apesar do nome popular único, peixe-faca engloba mais de 200 espécies descritas em cinco famílias. Muitas são quase idênticas visualmente e só se distinguem pela forma da descarga elétrica, não pela cor.

Característica Peixe-faca-preto (Apteronotus) Peixe-faca-palhaço (Chitala)
Corpo Alongado, cilíndrico, preto Alto, comprimido, prateado com manchas
Família Apteronotidae (elétrico) Notopteridae (não elétrico)
Tamanho 40 a 50 cm Até 100 cm
Comportamento Noturno, elétrico fraco Predador diurno, salta muito

Essa confusão de nomes faz muita gente comprar o peixe errado. Sempre confirme o nome científico na nota antes de levar para casa.

Perguntas frequentes

Peixe-faca dá choque?

O peixe-faca-preto de aquário (Apteronotus) dá apenas descargas fracas de poucos milivolts para se orientar, não dá choque perceptível em humanos. O choque forte é do poraquê (Electrophorus).

Qual o tamanho mínimo do aquário para peixe-faca?

Para um adulto, mínimo de 300 a 400 litros com 120 cm de comprimento e muitas tocas. Aquários menores causam estresse, deformidade e agressividade.

Peixe-faca pode viver com outros peixes?

Sim, com peixes pacíficos de porte médio como acará-bandeira e tetras grandes. Evite outros peixes-faca, peixes muito pequenos e peixes beliscadores.

O que o peixe-faca come?

É carnívoro: bloodworms, artêmia, minhoca preta, camarão e filé de peixe. Aceita pellets que afundam, mas não vive só de ração seca.

Ele precisa de luz apagada?

Prefere luz baixa e é mais ativo à noite. Use plantas flutuantes, luz suave e tocas escuras para ele se sentir seguro.

Quanto tempo vive o peixe-faca?

Em aquário bem cuidado vive de 10 a 15 anos, chegando a mais se a água for mantida estável.

Por que meu peixe-faca fica escondido o dia todo?

É comportamento natural noturno. Se a água e a alimentação estão corretas, ele sairá ao entardecer. Falta de tocas ou luz muito forte aumenta o esconderijo.

Você sabia?

1

Nada para trás com a mesma facilidade

A nadadeira anal ondulante permite que ele nade em ré sem virar o corpo, útil para sair de tocas estreitas no escuro.

2

Cada indivíduo tem sua própria frequência

A descarga elétrica do peixe-faca-preto fica entre 600 e 1.000 Hz e é única por indivíduo, usada para reconhecimento e para evitar interferência com vizinhos.

3

Modelo da neurociência

Apteronotus albifrons é criado em laboratórios do mundo todo para estudar como o cérebro processa sinais elétricos, por ter um cerebelo extremamente desenvolvido.

4

Cauda que regenera

Se a ponta filamentosa da cauda for perdida por briga ou mordida, ela regenera junto com parte do órgão elétrico em poucas semanas.

Fontes

  1. FishBase
  2. GBIF - Global Biodiversity Information Facility
  3. IUCN Red List

Prós e contras: Peixe-faca

Prós

  • Natação única e elegante com a nadadeira anal ondulante
  • Sistema elétrico fascinante para observar comportamento noturno
  • Longevidade alta, pode passar de 10 anos
  • Pacífico com a maioria dos peixes ornamentais de porte médio
  • Adapta-se bem quando a água é estável e há tocas

Contras

  • Precisa de aquário grande (300 litros ou mais) na fase adulta
  • Noturno e tímido, pouco visível durante o dia
  • Territorial com outros peixes elétricos, não pode ter dois juntos em aquário pequeno
  • Exige dieta carnívora variada, recusa só ração seca
  • Sensível a medicamentos com cobre e a picos de amônia
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o peixe-faca é um dos peixes mais inteligentes e elegantes para aquário, mas é frequentemente vendido como peixe pequeno e fácil, o que gera frustração. Só vale a pena se você puder oferecer aquário grande, rotina noturna e aceitar um animal que você mais observa do que interage durante o dia.

Continue explorando: Peixes

Deyse Timana
Escrito porDeyse TimanaVeterinária - Redatora

Sou uma entusiasta do universo dos peixes e da vida aquática. Dedico-me a pesquisar e partilhar informações sobre espécies de peixes, alimentação, comportamento, habitat e cuidados, ajudando os…

Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.