🐛 Insetos

Borrachudo

Simulium spp. (Família Simuliidae)

Atualizado em

1 a 5 mmTamanho
Néctar e sangue (só fêmeas)Alimentação
Completo: ovo, larva, pupa e adultoCiclo de vida
Rios e riachos de água correnteHabitat
Picada dolorida e alergia localPerigo para humanos
Borrachudo adulto de corpo corcunda e asas transparentes sobre folha verde

O borrachudo não é um pernilongo comum. É um díptero da família Simuliidae, pequeno, corcunda e de voo baixo, cuja fêmea corta a pele para se alimentar de sangue. Por isso a picada dói na hora e coça por dias.

Apesar da fama de praga, ele só se cria em água corrente, limpa e bem oxigenada. Onde há rios e riachos preservados, há borrachudo — e suas larvas são filtradoras importantes para a qualidade da água. Entender essa dependência é a chave para controlar sem destruir o ambiente.

Também conhecido como: Pium, Mosquito-pólvora (confusão comum com maruim), Muriçoca-pólvora, Black fly (inglês), Jejen (espanhol)

Faz parte de: Insetos do Brasil, Insetos Peçonhentos, Insetos Voadores

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Galeria de fotos de Borrachudo

Borrachudo adulto de corpo corcunda e asas transparentes sobre folha verde
Borrachudo adulto: corpo corcunda e asas transparentes, com 1 a 5 mm.
Close extremo da cabeça do borrachudo mostrando olhos compostos e antenas curtas
Cabeça do borrachudo com olhos grandes e peças bucais que cortam a pele.
Borrachudo em voo com asas abertas
Voo baixo e silencioso, típico dos enxames diurnos.
Larvas e pupas de borrachudo fixas em pedra submersa em água corrente
Fases aquáticas fixas em pedras de rio limpo e oxigenado.
Borrachudo fêmea cortando a pele para se alimentar de sangue
Só a fêmea pica, cortando a pele para sugar o sangue.
Enxame de borrachudos perto de riacho e cachoeira na Mata Atlântica
Habitat típico: rios e riachos de água corrente na Mata Atlântica.

Perfil rápido de Borrachudo

Calendário

Maior atividade e picadasJFMAMJJASOND
Reprodução e desenvolvimento larvalJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsModerada
  • PessoasModerada

Picada não é venenosa, mas saliva causa dor, inchaço e coceira intensa (simulidose); risco de alergia e infecção secundária. Em caso de reação forte, procure serviço médico ou veterinário.

Vida útil

Na natureza
Adulto vive 2 a 3 semanas; ciclo completo com fase aquática dura 3 a 8 semanas conforme a temperatura

Reprodução

Metamorfose
Completa (ovo → larva → pupa → adulto)
Ovos por postura
150 a 500 ovos em pedras ou folhas submersas
Fases aquáticas
Larva: 1 a 4 semanas; pupa: 4 a 8 dias, ambas fixas em substrato submerso
Acasalamento
Enxames de machos sobre rios; fêmeas acasalam uma vez e fazem várias posturas após cada repasto sanguíneo
Sazonalidade
Pico na primavera e verão, com redução no inverno frio

Habitat

Ambientes

  • Rios, riachos e cachoeiras de água corrente e bem oxigenada
  • Pedras, folhas e galhos submersos onde larvas se fixam
  • Margens com mata ciliar preservada

Biomas

  • Mata Atlântica
  • Cerrado
  • Amazônia
  • Pampa
  • Caatinga (em áreas com rios perenes)

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Néctar e seiva vegetal (machos e fêmeas)
  • Sangue de humanos, cachorros, aves e bovinos (somente fêmeas para maturar ovos)

Outros alimentos

  • Microalgas, bactérias e matéria orgânica filtrada da água (larvas)

Encontrado em 8 países

  • Brasil
  • Argentina
  • Paraguai
  • Uruguai
  • Colômbia
  • Venezuela
  • Peru
  • Equador

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Arthropoda
Classe
Insecta
Ordem
Diptera
Família
Simuliidae
Gênero
Simulium (principal no Brasil)
Espécie
Simulium pertinax, S. incrustatum, S. exiguum e outras

Resumo

  • Borrachudo é um inseto de 1 a 5 mm da família Simuliidae cuja fêmea corta a pele para sugar sangue, causando picada dolorida e coceira intensa.
  • Vive perto de rios e riachos de água corrente e limpa, onde larvas e pupas se desenvolvem fixas em pedras e folhas submersas.
  • Só a fêmea pica; machos se alimentam de néctar, e o controle mais eficaz é ambiental, com manejo de criadouros e uso de Bti, não com inseticida indiscriminado.

Características

Ficha do inseto

OrdemDiptera
FamíliaSimuliidae
Origem e distribuiçãoNativa das Américas, presente em todo o Brasil, mais abundante no Sul e Sudeste
Tamanho1 a 5 mm de comprimento
Corespretocinza-escuromarromamarelado (pernas mais claras)
Asas e voo1 par de asas transparentes, voo baixo, curto e silencioso, até 10 km do criadouro
AlimentaçãoFêmea hematófaga; macho e fêmea também consomem néctar
MetamorfoseCompleta (holometábola)
Expectativa de vidaAdulto: 2 a 3 semanas; ciclo total: 3 a 8 semanas
HabitatMargens de rios, riachos e cachoeiras com água corrente e oxigenada
Comportamento socialVive em enxames; ataca em grupo, principalmente de dia
Principais predadoresLibélulas, peixes, morcegos, pássaros e larvas de outros insetos aquáticos

Perfil e comportamento

Periculosidade para pessoasMédio
Importância para o ecossistemaAlto
Presença em casasBaixo
Benefício para a agriculturaMuito baixo
Dano às plantasMuito baixo
Vida em grupoMuito alto

Como identificar o borrachudo e não confundir com pernilongo

O borrachudo é bem menor que o pernilongo comum, com 1 a 5 mm, corpo robusto e corcunda, sem aquela perna longa e fina do Culex. As asas são largas, transparentes e sem escamas, e o voo é baixo, rápido e silencioso — você quase não ouve antes da picada.

De perto, ele parece uma mosquinha preta ou cinza-escura, com tórax arqueado e antenas curtas. Não tem probóscide longa para picar como o mosquito: a fêmea tem peças bucais que cortam a pele como uma pequena lâmina, formando um pool de sangue que ela lambe.

  • Tamanho: 1 a 5 mm, menor que uma cabeça de alfinete.
  • Cor: preto ou cinza-escuro, às vezes com pernas amareladas.
  • Voo: baixo, em enxame, sem zumbido alto.
  • Picada: dor imediata, ponto vermelho com sangramento mínimo e inchaço central.

Na nossa avaliação, o erro mais comum é achar que todo inseto pequeno preto é borrachudo. Mosquito-pólvora (Ceratopogonidae) é ainda menor e pica em qualquer horário, enquanto o borrachudo ataca mais de dia e perto de água corrente.

Por que a picada do borrachudo dói tanto e coça por dias?

A fêmea não fura, ela lacera a pele. Ao cortar, injeta saliva com anticoagulante e anestésico leve, o que impede o sangue de coagular. Essa saliva é a responsável pela reação inflamatória intensa que vem depois.

Nos primeiros minutos surge dor e um ponto vermelho com leve sangramento. Em 24 a 48 horas, o local incha, esquenta e coça muito — quadro chamado simulidose. Em pessoas sensíveis, a lesão pode virar uma pápula dura que dura 7 a 14 dias.

Cocar piora tudo. A ferida aberta facilita infecção secundária por bactérias, que é a principal complicação. Lavar com água e sabão, aplicar compressa fria e não espremer são as medidas gerais imediatas. Se houver inchaço grande, bolhas, febre ou falta de ar, procure atendimento médico.

Onde vive e por que é tão comum no Sul e Sudeste

O borrachudo depende de água corrente, limpa e rica em oxigênio. Rios, riachos, cachoeiras e até bicas e vertedouros são criadouros. As larvas se fixam em pedras, folhas e galhos submersos, filtrando partículas.

Por isso ele é mais notado na Mata Atlântica do Sul e Sudeste, onde há relevo acidentado e muitos cursos d’água preservados. Estados como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentram as queixas, mas ocorre em toda a Amazônia, Cerrado e Caatinga onde houver água corrente.

Ele raramente se reproduz dentro de casa. O adulto pode entrar atraído por suor, CO2 e calor corporal, mas não cria em água parada como o Aedes aegypti. Se sua casa fica a até 5 a 10 km de um rio, você pode receber revoada, especialmente em dias quentes, úmidos e sem vento.

Horários de maior ataque

O pico é durante o dia, com dois aumentos: manhã (8h às 10h) e fim de tarde (16h às 18h). Em dias nublados, ataca o dia todo. Vento forte e chuva dispersam os enxames.

Ciclo de vida: por que ele precisa de rio limpo

O borrachudo tem metamorfose completa com quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. A fase aquática é a mais longa e a mais vulnerável ao controle.

  • Ovos: a fêmea põe de 150 a 500 ovos em folhas ou pedras logo acima ou dentro da água. Eclodem em 2 a 6 dias.
  • Larvas: vivem de 1 a 4 semanas, presas por um disco de seda, filtrando microalgas e matéria orgânica. São alongadas, acinzentadas e com cabeça distinta.
  • Pupas: ficam 4 a 8 dias dentro de um casulo em forma de chinelo, ainda submersas e respirando por filamentos branquiais.
  • Adultos: vivem 2 a 3 semanas. Machos emergem primeiro e formam enxames de acasalamento sobre o rio.

Um detalhe pouco óbvio: poluição orgânica excessiva mata as larvas, mas desmatamento e assoreamento também reduzem o oxigênio e podem eliminar predadores naturais, desequilibrando o sistema. Rios bem preservados têm borrachudo, mas com população controlada por peixes e libélulas.

Em temperatura ideal (22 a 28 °C), o ciclo total pode fechar em 3 a 4 semanas. No frio do inverno sulino, estica para 6 a 8 semanas e a atividade dos adultos cai muito.

O que o borrachudo come e por que só a fêmea pica

Machos e fêmeas se alimentam de néctar e exsudatos vegetais para energia. Só a fêmea precisa de sangue para maturar os ovos — é uma hematófaga obrigatória na fase reprodutiva.

Ela detecta o hospedeiro pelo CO2, ácido lático do suor, calor e contraste visual (roupas escuras atraem mais). Prefere pernas, braços e pescoço, áreas expostas e com vasos superficiais. Pode picar humanos, cachorros, gatos, aves e bovinos.

As larvas são o oposto: filtradoras benéficas. Cada larva filtra litros de água por dia, retendo bactérias, algas e detritos. Em rios limpos, formam verdadeiros tapetes verdes-escuros sobre as pedras, visíveis a olho nu.

Pica ou é venenoso? Riscos para pessoas e pets

O borrachudo não é venenoso no sentido clássico, mas sua saliva é altamente alergênica. A maioria das pessoas tem apenas dor local, coceira e inchaço. Uma parcela desenvolve reação alérgica maior, com nódulos que coçam por semanas.

Em áreas de alta infestação, ataques em massa podem causar simulidose aguda: centenas de picadas, edema, febre baixa e mal-estar, principalmente em crianças e em quem nunca foi exposto antes. Pets de pelo curto e orelhas expostas, como cachorros, também sofrem, com feridas que podem infeccionar se lambidas.

No Brasil, o risco de transmissão de doenças por borrachudo é baixo para humanos, diferente da África onde Simulium damnosum transmite oncocercose (cegueira dos rios). Aqui, a espécie Simulium pertinax e Simulium incrustatum são as mais associadas a incômodo, e há registro de transmissão de oncocercose em área restrita da Amazônia (povo Yanomami) e de leucocitose em aves. Para humanos fora dessa área, o problema é essencialmente alérgico e de bem-estar.

Sinais de alerta para buscar serviço de saúde: inchaço que se espalha, pus, febre, falta de ar, tontura ou picadas infectadas em pets. Não use pomadas ou antialérgicos por conta própria em crianças e animais sem orientação profissional.

Papel no ecossistema: praga ou peça importante?

É os dois, dependendo da densidade. Em equilíbrio, o borrachudo é bioindicador de água limpa e base alimentar. Larvas alimentam peixes como lambaris e cascudos; adultos alimentam andorinhas, morcegos e libélulas.

Quando há desequilíbrio — desmatamento da mata ciliar, esgoto sem tratamento que mata predadores, ou criação de represas com vertedouros artificiais — a população explode. Aí vira praga de impacto econômico: afasta turistas, reduz ganho de peso em gado e tira horas de trabalho no campo.

Na nossa avaliação, tratar borrachudo apenas com inseticida aéreo é enxugar gelo. Sem recuperar mata ciliar e controlar criadouros no rio, a revoada volta em semanas.

Como se proteger e como controlar sem acabar com o rio

Proteção individual funciona melhor que tentar eliminar todo inseto adulto, que voa quilômetros.

  • Roupa: prefira calça e manga longa claras, de tecido fino mas fechado. Ele pica através de malha muito fina.
  • Repelente: produtos à base de icaridina ou DEET nas áreas expostas, reaplicando conforme rótulo. Em crianças e pets, siga orientação do pediatra/veterinário.
  • Ambiente: instale telas de malha fina em janelas, use ventiladores (ele voa mal com vento) e evite ficar parado perto de rios ao amanhecer e entardecer.
  • Não coce: lave a picada com água e sabão e use compressa fria. Manter a pele limpa reduz infecção.

Para controle coletivo, o método mais seletivo é o Bacillus thuringiensis israelensis (Bti), bactéria que mata só larvas de dípteros filtradores e é aplicada diretamente no rio por equipes treinadas. É o padrão usado em programas municipais no Sul do Brasil, com monitoramento de larvas antes e depois.

Medidas que ajudam a longo prazo: preservar mata ciliar, evitar desvio de água que cria corredeiras artificiais, tratar esgoto e não jogar lixo no rio. Fumacê e inseticida doméstico matam predadores, contaminam água e têm efeito curtíssimo sobre o borrachudo adulto.

Curiosidades e erros comuns

Muita gente confunde borrachudo com mosquito-pólvora (maruim). O maruim é da família Ceratopogonidae, ainda menor (1 a 2 mm), pica dia e noite e deixa mancha vermelha que arde mais que coça. O borrachudo é maior, corcunda e ataca em enxame visível.

Outro mito é que borrachudo gosta de sujeira. É o contrário: ele indica água corrente e oxigenada. Onde a água é parada e poluída, quem domina é o pernilongo comum, não o borrachudo.

Um fato pouco conhecido: as fêmeas podem voar 8 a 15 km a partir do rio com ajuda do vento, por isso bairros distantes sofrem mesmo sem rio na porta. E os machos formam enxames de acasalamento ao entardecer que parecem fumaça sobre a água — são inofensivos, pois não picam.

Perguntas frequentes

Borrachudo é o mesmo que mosquito-pólvora ou maruim?

Não. Borrachudo é Simuliidae (1 a 5 mm, corcunda, ataca de dia perto de rios). Mosquito-pólvora ou maruim é Ceratopogonidae, ainda menor (1 a 2 mm) e pica a qualquer hora.

Por que a picada do borrachudo coça tanto?

Porque a fêmea corta a pele e injeta saliva anticoagulante. A reação alérgica a essa saliva causa inchaço e coceira que pode durar 7 a 14 dias.

Borrachudo transmite doença no Brasil?

Fora de área restrita da Amazônia onde pode transmitir oncocercose, o risco para a maioria da população é baixo; o principal problema é alergia e infecção por coçar.

Como acabar com borrachudo dentro de casa?

Use tela fina, ventilador e repelente. Ele não se cria dentro de casa; o controle efetivo é no rio, com manejo ambiental e Bti aplicado por equipe técnica.

O que passar na picada de borrachudo?

Lave com água e sabão e faça compressa fria. Não coce nem esprema. Se houver pus, febre ou inchaço grande, procure atendimento médico.

Borrachudo gosta de sujeira?

Ao contrário: ele precisa de água corrente, limpa e oxigenada para as larvas. Água parada e suja favorece pernilongo comum, não borrachudo.

Qual melhor horário para evitar borrachudo?

Evite margens de rios de manhã (8h-10h) e no fim da tarde (16h-18h), quando os enxames estão mais ativos, principalmente em dias quentes e úmidos.

Você sabia?

1

Corta em vez de furar

A fêmea usa mandíbulas em forma de serra para cortar a pele e lamber o sangue, por isso a picada sangra um pouco e dói mais que a do pernilongo, que injeta um estilete fino.

2

Larva com leque na cabeça

A larva tem um par de leques filtradores na cabeça que abrem e fecham o tempo todo para capturar algas; quando perturbada, ela se solta e desce presa por um fio de seda.

3

Pupa que respira por chifres

A pupa fica dentro de um casulo em forma de bota e respira por filamentos branquiais que parecem chifrinhos, visíveis como penugem branca sobre pedras no rio.

4

Voo silencioso e baixo

Diferente do pernilongo, o borrachudo quase não zumbe e voa a menos de 1,5 m do solo, atacando principalmente pernas e tornozelos de quem está parado perto do rio.

Fontes

  1. Embrapa - Entomologia
  2. Fiocruz - Instituto Oswaldo Cruz
  3. GBIF - Global Biodiversity Information Facility

Prós e contras: Borrachudo

Prós

  • Larvas filtram a água e indicam rio limpo e oxigenado
  • Serve de alimento para peixes, libélulas, pássaros e morcegos
  • Ajuda a identificar áreas de mata ciliar preservada
  • Controle com Bti é seletivo e pouco agressivo ao ambiente

Contras

  • Picada dolorida que causa coceira e inchaço por muitos dias
  • Ataques em enxame inviabilizam trabalho ao ar livre e turismo
  • Pode causar simulidose e infecção secundária por coçar
  • Controle exige ação coletiva no rio, não resolve só com repelente doméstico
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o borrachudo é o melhor exemplo de como saúde humana e saúde do rio andam juntas: onde se destrói mata ciliar e se cria corredeira artificial, ele vira praga. Controlar com Bti e manejo ambiental é mais inteligente e duradouro que apelar para veneno indiscriminado.

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Deyse Timana
Escrito porDeyse TimanaVeterinária - Redatora

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.