🍊 Frutíferas

Murta

Eugenia punicifolia

Atualizado em

2 a 5 m de alturaTamanho
Sol plenoLuminosidade
ModeradaRega
2 a 3 anosPrimeiros frutos
BaixaDificuldade
Frutos maduros de murta vermelhos inteiros e cortado ao meio mostrando polpa e sementes

A murta (Eugenia punicifolia) é uma arvoreta frutífera nativa do Brasil, muito comum no Cerrado, Caatinga e restingas. De porte pequeno, entre 2 e 5 metros, ela se destaca pelos frutos pequenos, vermelho-alaranjados e brilhantes, de sabor doce com acidez leve, muito apreciados por pássaros e para consumo in natura.

Rústica, resistente à seca e pouco exigente em solo, a murta frutifica rápido, já entre o segundo e terceiro ano, com safra principal na primavera e início do verão. É uma ótima opção para quintal, pomar doméstico e até vasos grandes, além de ter uso medicinal tradicional e potencial para geleias e licores.

Não confunda com a murta-de-cheiro (Murraya paniculata), ornamental e sem frutos comestíveis. A murta verdadeira pertence à família Myrtaceae, mesma da jabuticaba e da pitanga, e se reconhece pelas folhas pequenas e brilhantes e flores brancas com muitos estames.

Também conhecido como: Murta-vermelha, Murta-do-campo, Murta-do-cerrado, Araçá-de-pássaro, Myrtle (inglês), Murta (espanhol)

Faz parte de: Frutíferas do Brasil, Lista de Frutíferas

Explore a wiki

Galeria de fotos de Murta

Frutos maduros de murta vermelhos inteiros e cortado ao meio mostrando polpa e sementes
Frutos maduros de murta, pequenos e vermelho-brilhantes.
Arvoreta de murta carregada de frutos vermelhos no pomar
Arvoreta de murta carregada na safra de primavera.
Flores brancas da murta com muitos estames e folhas brilhantes
Flores brancas com muitos estames, muito visitadas por abelhas.
Detalhe das folhas da murta com brotações avermelhadas
Folhas brilhantes e brotações novas avermelhadas.
Cesto com colheita de frutos de murta recém-colhidos
Colheita de murta: frutos pequenos exigem colheita diária.
Murta cultivada em vaso grande em varanda ensolarada
Murta em vaso grande produz bem com sol pleno.
Ideal para

Ideal para quem busca uma frutífera nativa, rústica e de porte pequeno para quintal, sítio ou vaso grande com sol pleno. Funciona muito bem para iniciantes e para quem quer atrair pássaros, pois exige pouca rega e quase não adoece, produzindo frutos sem necessidade de muito manejo. Também é ótima para projetos de pomar agroecológico e restauração, já que tolera solo pobre e seca e alimenta a fauna na entressafra de outras frutíferas.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem espera frutos grandes, polpa abundante ou alta produtividade para venda em escala. A murta tem frutos pequenos, com pouca polpa e safra concentrada e curta, exigindo colheita diária. Também não é indicada para apartamento sem sol direto, varanda sombreada ou quintal encharcado. Sem pelo menos 6 horas de sol e solo bem drenado, ela cresce pouco e quase não frutifica.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, mínimo 6 horas de sol direto por dia
Rega
Moderada; 3-4x/semana na muda, 1x/semana após pegamento; tolera seca
Solo
Leve, arenoso, bem drenado, pH 5,0 a 6,5; não tolera encharcamento
Temperatura ideal
22 °C a 30 °C; sensível a geada forte
Adubação
2x/ano com 5-10 L de composto + 100 g farinha de ossos; em vaso a cada 3 meses
Poda
Formação nos 2 primeiros anos e limpeza anual após colheita
Propagação
Sementes frescas (20-45 dias para germinar) ou estaquia semilenhosa

Perfil rápido de Murta

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
ColheitaJFMAMJJASOND

Encontrado em 1 país

  • Brasil

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Magnoliophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Myrtales
Família
Myrtaceae
Gênero
Eugenia
Espécie
Eugenia punicifolia

Resumo

  • Murta é arvoreta nativa de 2 a 5 m da família Myrtaceae, com frutos vermelhos de 1 a 1,5 cm doces e levemente ácidos.
  • Frutifica entre 2 e 3 anos após o plantio, com safra principal de outubro a janeiro a sol pleno e com rega moderada.
  • Rústica e resistente à seca, é ideal para quintal e vaso grande, mas não deve ser confundida com a murta-de-cheiro ornamental.

Características

Ficha da frutífera

Nome popularMurta, murta-vermelha, murta-do-campo, murta-do-cerrado
Nome científicoEugenia punicifolia (Kunth) DC.
Família botânicaMyrtaceae
OrigemBrasil - Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica (restinga)
Tamanho2 a 5 m de altura; copa de 1,5 a 3 m de diâmetro
Tempo até frutificar2 a 3 anos (muda) / 1,5 a 2 anos (estaquia)
Época de frutificaçãoOutubro a janeiro (pico em novembro-dezembro)
LuminosidadeSol pleno (mínimo 6 horas/dia)
RegaModerada; tolera estiagem após pegamento
SoloLeve, bem drenado, pH 5,0 a 6,5; tolera solos pobres e arenosos
ClimaTropical e subtropical; ideal 22 °C a 30 °C
PropagaçãoSementes e estaquia
Cultivo em vasoSim, vasos a partir de 60 litros
Espaçamento3 x 3 m a 4 x 4 m

Perfil e comportamento

Necessidade de solMuito alto
Necessidade de águaBaixo
Facilidade de cultivoMuito alto
Adequação a vasosAlto
ProdutividadeMédio
Resistência a pragasAlto

Como identificar a murta e não confundir com a murta-de-cheiro

A murta frutífera verdadeira no Brasil é a Eugenia punicifolia, da família Myrtaceae. É um arbusto a arvoreta de 2 a 5 metros, de tronco fino, casca acinzentada e copa arredondada e densa.

As folhas são o melhor marcador: pequenas (2 a 5 cm), opostas, elípticas, brilhantes e coriáceas, com nervura central bem marcada. Quando amassadas, exalam cheiro leve de myrtaceae, semelhante ao da pitanga.

As flores são brancas, pequenas e com muitos estames, muito visitadas por abelhas nativas. Os frutos são bagas globosas de 1 a 1,5 cm, que passam de verde para vermelho-alaranjado brilhante quando maduros, com 1 a 2 sementes e polpa suculenta agridoce.

A confusão mais comum é com a murta-de-cheiro (Murraya paniculata), da família Rutaceae, muito usada em cerca-viva. Ela tem folhas diferentes, flores muito perfumadas e frutos não comestíveis. Se a planta não tem fruto vermelho pequeno e doce, provavelmente não é a murta frutífera.

Característica Murta frutífera (Eugenia punicifolia) Murta-de-cheiro (Murraya paniculata)
Família Myrtaceae Rutaceae
Fruto Vermelho, 1-1,5 cm, comestível Vermelho alongado, não comestível
Folha Pequena, brilhante, oposta Maior, composta, sem brilho intenso
Uso Pomar, alimento para fauna Ornamental, cerca-viva

Onde a murta vive no Brasil e qual clima prefere

A murta é nativa e amplamente distribuída no Brasil, ocorrendo do Nordeste ao Sul. É típica do Cerrado, Caatinga e restingas da Mata Atlântica, em áreas de cerrado ralo, capoeira e bordas de mata.

Ela prefere clima tropical e subtropical quente, com temperaturas entre 22 °C e 30 °C. Tolera bem a seca e o sol forte, e suporta curtos períodos de frio, mas não geadas intensas e prolongadas.

No campo, cresce em solos pobres, arenosos e bem drenados, inclusive solos de baixa fertilidade onde outras frutíferas sofrem. Essa rusticidade explica por que é tão encontrada em quintais do interior sem nenhum manejo.

Quando a murta dá frutos e como são

A murta é precoce. Mudas de semente começam a produzir entre 2 e 3 anos; por estaquia, pode frutificar com 1,5 ano. Árvores adultas produzem anualmente sem necessidade de polinização cruzada, embora a presença de abelhas aumente a frutificação.

A floração ocorre principalmente entre agosto e novembro, com pico em setembro-outubro. A frutificação vem logo depois, de outubro a janeiro, com pico em novembro e dezembro. Em regiões mais quentes, pode haver floradas esparsas fora de época.

Cada fruto tem polpa fina, suculenta e agridoce, com equilíbrio entre açúcar e acidez que lembra pitanga mais suave. A produção por planta adulta varia de 3 a 8 kg por safra em cultivo doméstico sem irrigação, podendo passar de 10 kg com adubação e água regulares.

Os frutos amadurecem de forma desuniforme e caem com facilidade, por isso a colheita deve ser quase diária no pico. São muito atrativos para sabiás, sanhaços e periquitos, que fazem a dispersão das sementes.

Como plantar murta: semente, muda e espaçamento

O método mais simples é por sementes recém-colhidas. A semente da murta é recalcitrante, perde viabilidade rápido se secar. Lave a polpa e semeie em até 48 horas, a 1 cm de profundidade, em substrato leve.

A germinação ocorre em 20 a 45 dias e a taxa costuma ser alta, acima de 70% com sementes frescas. Mantenha à meia-sombra até as plântulas terem 10 cm, depois leve a sol pleno gradualmente.

Para pomar, plante no início das chuvas, de outubro a março na maior parte do Brasil. Faça cova de 40 x 40 x 40 cm, misture 5 litros de esterco curtido ou composto e 100 g de calcário se o solo for muito ácido. O espaçamento ideal é de 3 x 3 m para pomar doméstico e 4 x 4 m se quiser copa mais aberta.

A propagação por estaquia de ramos semilenhosos também funciona, com enraizamento em 40 a 60 dias usando estufa simples e hormônio enraizador, mas exige mais técnica que a semente.

Luz, rega e solo ideais para produzir bem

Luz é inegociável. A murta precisa de sol pleno, no mínimo 6 horas diárias. À meia-sombra ela sobrevive, mas cresce estiolada e quase não frutifica.

Na fase de muda, regue 3 a 4 vezes por semana mantendo o solo úmido, sem encharcar. Após 6 meses e já pegada, a murta tolera estiagem e se contenta com 1 rega semanal profunda. Em vaso, a frequência é maior: a cada 1 ou 2 dias no verão.

O solo ideal é leve, arenoso ou franco-arenoso, bem drenado e levemente ácido (pH 5,0 a 6,5). Ela não tolera solo encharcado. Em solo argiloso, plante em camalhão ou adicione areia grossa e matéria orgânica para melhorar a drenagem.

  • Erro comum: plantar em vaso sem furos ou com pratinho sempre cheio. A raiz apodrece rápido.
  • Sinal de sede: folhas levemente murchas ao meio-dia que não recuperam à tarde.
  • Sinal de excesso de água: folhas amareladas e queda de frutos ainda verdes.

Poda, adubação e condução da árvore

A murta tem crescimento naturalmente ramificado e não exige poda drástica. Faça apenas poda de formação nos dois primeiros anos, selecionando 3 a 4 ramos principais, e poda de limpeza anual após a colheita para remover ramos secos, cruzados e mal posicionados.

Evite podas fortes no período de floração. Como frutifica nos ramos novos, uma poda leve logo após a safra estimula brotação e mais flores na estação seguinte.

Para adubação, a murta responde bem a matéria orgânica. Aplique 2 vezes ao ano: no fim do inverno (agosto-setembro) e após a colheita (janeiro-fevereiro). Use 5 a 10 litros de composto ou esterco curtido por planta + 100 g de farinha de ossos. Em vasos, adube a cada 3 meses com metade da dose.

Em solos muito pobres do Cerrado, uma dose anual de calcário dolomítico (100 a 200 g por cova) ajuda a corrigir acidez e fornecer cálcio e magnésio.

Cultivo em vaso: dá certo e vale a pena?

Sim, a murta é uma das myrtaceae nativas que melhor se adaptam a vasos por causa do porte pequeno e da raiz pouco agressiva. É uma boa opção para varanda com sol e quintal pequeno.

Use vaso de no mínimo 60 litros, com 40 a 50 cm de boca e altura, com furos e camada de drenagem de argila expandida. Substrato: 2 partes de terra vegetal, 1 de areia grossa e 1 de composto orgânico.

Em vaso, a planta fica menor, com 1,2 a 2 metros, e produz menos, cerca de 1 a 3 kg por safra, mas frutifica do mesmo jeito se receber sol pleno. A rega deve ser mais frequente e a adubação trimestral é essencial, pois os nutrientes lavam rápido.

Para quem tem pouco espaço, conduza como arvoreta de haste única ou como arbusto multi-haste. Ambas as formas produzem, mas a haste única facilita a colheita.

Pragas, doenças e como manter a planta saudável

A murta é bastante resistente. Os problemas mais comuns são cochonilhas, pulgões e mosca-das-frutas nos frutos maduros. Ferrugem e manchas foliares aparecem em períodos muito úmidos, mas raramente matam a planta.

Para prevenção, mantenha a copa arejada com podas leves e recolha frutos caídos diariamente. Isso quebra o ciclo da mosca-das-frutas, que é a praga que mais prejudica a qualidade dos frutos.

Se houver cochonilhas, remova com jato d’água e aplique óleo de neem ou calda de sabão neutro no fim da tarde. Evite inseticidas químicos durante a floração para não afetar abelhas.

Em pomares domésticos, a murta quase não precisa de pulverizações. Na nossa avaliação, é uma das frutíferas nativas mais fáceis para quem quer produzir sem veneno.

Curiosidades, usos e o que torna a murta especial

A murta tem uso tradicional na medicina popular do Nordeste e Centro-Oeste: folhas e cascas são usadas em chás como adstringente e para problemas digestivos, por causa dos taninos. O uso, porém, deve ser moderado e não substitui orientação profissional.

Na culinária, o fruto é versátil apesar do tamanho pequeno. Rende geleias, sucos, licores e fermentados de cor vermelho intensa. Como tem pouca polpa em relação à semente, o rendimento é menor que o da pitanga, por isso muita gente consome in natura direto do pé.

Ecologicamente, é uma planta-chave para a fauna. Por frutificar na primavera, quando poucas nativas têm frutos, alimenta aves em período de escassez. É muito usada em projetos de restauração do Cerrado justamente por atrair dispersores.

Um detalhe pouco conhecido: as folhas da murta, quando jovens, são avermelhadas, depois ficam verde-brilhantes. Essa mudança de cor ajuda a identificar brotações novas e a época de crescimento ativo, ideal para adubar.

Perguntas frequentes

Murta é a mesma coisa que murta-de-cheiro?

Não. A murta frutífera é Eugenia punicifolia (Myrtaceae) com frutos vermelhos comestíveis. A murta-de-cheiro é Murraya paniculata (Rutaceae), ornamental de cerca-viva, sem frutos comestíveis.

Quanto tempo a murta demora para dar frutos?

De semente, de 2 a 3 anos. Por estaquia ou muda bem formada, pode frutificar com 1,5 a 2 anos se receber sol pleno e adubação.

Dá para plantar murta em vaso?

Sim, em vaso de pelo menos 60 litros, com sol pleno e substrato bem drenado. Em vaso ela fica com 1,2 a 2 m e produz de 1 a 3 kg por safra.

Quando é a safra da murta?

Floresce de agosto a novembro e frutifica de outubro a janeiro, com pico em novembro e dezembro na maior parte do Brasil.

Precisa de duas plantas para frutificar?

Não. A murta é autocompatível e produz sozinha, mas ter mais de uma planta e abelhas por perto aumenta a quantidade de frutos.

Como consumir a murta?

In natura, direto do pé, ou em geleias, sucos e licores. Como o fruto é pequeno, com 1 a 2 sementes, o rendimento de polpa é menor que o de pitanga.

Murta precisa de muita água?

Não. Após pegamento, tolera estiagem. Regue fundo 1 vez por semana no solo e a cada 1-2 dias em vaso no verão, sempre sem encharcar.

Você sabia?

1

Fruto que muda de cor

A murta passa de verde para amarelo, laranja e só então vermelho brilhante. O ponto ideal de colheita é quando o fruto se solta com leve toque, bem vermelho e levemente macio.

2

Parente da pitanga e da jabuticaba

Por ser da família Myrtaceae, a murta tem flores com dezenas de estames brancos, iguais às da pitanga. Essa característica ajuda abelhas nativas a reconhecerem a flor a distância.

3

Semente que não pode secar

As sementes são recalcitrantes e morrem se ficarem secas por mais de uma semana. Por isso viveiristas semeiam em até 48 horas após despolpar, mantendo alta germinação.

4

Folha nova vermelha

As brotações novas nascem avermelhadas e só depois ficam verdes e brilhantes. Esse contraste indica fase de crescimento ativo, momento certo para adubar.

Fontes

  1. Embrapa - Frutíferas Nativas
  2. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  3. Instituto Brasileiro de Florestas - Espécies Nativas

Prós e contras: Murta

Prós

  • Porte pequeno, ideal para quintal e vaso grande
  • Frutificação precoce, em 2 a 3 anos
  • Muito rústica: tolera seca e solo pobre
  • Resistente a pragas e pouco exigente em manejo
  • Atrai e alimenta pássaros e abelhas nativas

Contras

  • Frutos pequenos com pouca polpa e 1-2 sementes
  • Safra curta e desuniforme, exige colheita diária
  • Produção por planta relativamente baixa (3-8 kg)
  • Precisa de sol pleno; não produz bem à meia-sombra
  • Sementes perdem viabilidade rápido se secarem
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a murta é uma das nativas mais subestimadas para pomar doméstico: produz rápido, quase não dá trabalho e alimenta muita fauna, mas é ignorada por ter fruto pequeno. Para quem valoriza rusticidade e biodiversidade em vez de frutos gigantes, ela entrega mais que muitas exóticas exigentes.

Continue explorando: Frutíferas

Feliciano Murene
Escrito porFeliciano MureneVeterinário

Feliciano Murene é professor e criador de conteúdo. Formado em Biologia, possui cerca de 5 anos de experiência em sala de aula e atua na produção de conteúdos…

Cacilda Massema
Revisão especializadaCacilda MassemaEngenheira Agrônoma

Com experiência no universo das plantas, dedica-se à pesquisa e produção de conteúdos sobre cultivo, identificação de espécies, plantas ornamentais, flores, árvores e frutíferas. Partilha conhecimentos práticos sobre…

Última revisão em 17.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.