🌸 Flores

Trepadeira-sapatinho

Podranea ricasoliana

Atualizado em

3 a 6 m de alturaTamanho
Sol plenoLuminosidade
ModeradaRega
PereneCiclo de vida
Fácil a moderadaDificuldade
Trepadeira-sapatinho adulta cobrindo pérgola com flores rosa em forma de trombeta

A trepadeira-sapatinho é a Podranea ricasoliana, trepadeira lenhosa da família Bignoniaceae muito usada para cobrir muros, pérgolas e cercas no Brasil. Reconhece-se pelos ramos longos e arqueados, folhas compostas verde-escuras e cachos de flores em forma de trombeta rosa-claro com garganta mais escura e estrias vinho.

De crescimento muito rápido e floração generosa da primavera ao outono, ela une rusticidade e alto valor ornamental. Vai bem a sol pleno, tolera calor e estiagens curtas depois de estabelecida, mas precisa de podas e condução para não tomar conta do espaço.

Também conhecido como: Trepadeira-sapatinho, Sete-léguas, Trombeta-rosa, Pink trumpet vine (inglês), Zimbabwe creeper (inglês)

Faz parte de: Flores de Sol Pleno, Flores Ornamentais, Flores para Jardim, Flores Perenes

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Galeria de fotos de Trepadeira-sapatinho

Trepadeira-sapatinho adulta cobrindo pérgola com flores rosa em forma de trombeta
Trepadeira-sapatinho cobrindo pérgola em plena floração rosa.
Close-up das flores da trepadeira-sapatinho mostrando garganta com estrias vinho
Detalhe das flores em trombeta com garganta estriada.
Folhas compostas e ramos da trepadeira-sapatinho
Folhas compostas brilhantes e ramos flexíveis da trepadeira.
Trepadeira-sapatinho conduzida em muro e grade de ferro
Condução em muro com amarrios para cobertura uniforme.
Vagens alongadas da trepadeira-sapatinho entre as folhas
Vagens cilíndricas que surgem após a polinização.
Trepadeira-sapatinho cultivada em vaso grande com treliça em arco
Cultivo em vaso grande exige tutor robusto e podas frequentes.
Ideal para

Ideal para quem tem muro, grade ou pérgola a pleno sol e busca cobertura rápida com floração vistosa e pouca exigência depois de estabelecida. Funciona muito bem em casas, chácaras e fachadas amplas, onde pode ser conduzida e podada com frequência.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para apartamentos, varandas pequenas ou vasos sem suporte robusto, pois cresce muito e pesa com o tempo. Também não é a melhor escolha para quem tem pouco tempo para podas ou mora em região com geadas fortes e frequentes.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, mínimo 6 horas de sol direto por dia
Rega
Moderada; manter solo úmido no primeiro ano, depois tolera curtas estiagens
Solo
Fértil, leve e bem drenado, com matéria orgânica; pH 6,0 a 7,0
Temperatura
Ideal 18 °C a 28 °C; proteger de geada abaixo de 5 °C
Adubação
Orgânica no fim do inverno + NPK rico em P e K na primavera; repetir leve no verão se necessário
Poda
Poda de formação e condução contínua; poda de redução após a floração principal
Propagação
Estacas semilenhosas de 20-30 cm na primavera-verão e alporquia

Perfil rápido de Trepadeira-sapatinho

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica
  • PessoasNão tóxica

Sem relatos de toxicidade relevante, mas a ingestão de folhas ou flores em grande quantidade pode causar desconforto; consulte veterinário ou médico se houver ingestão.

Encontrado em 2 países

  • África do Sul
  • Moçambique

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Lamiales
Família
Bignoniaceae
Gênero
Podranea
Espécie
Podranea ricasoliana

Resumo

  • A trepadeira-sapatinho (Podranea ricasoliana) é uma trepadeira perene de sol pleno com flores rosa em forma de trombeta e crescimento muito vigoroso.
  • Floresce com mais intensidade entre setembro e abril no Brasil e precisa de suporte, podas após a floração e regas regulares no primeiro ano.
  • É rústica, tolera calor e atrai polinizadores como mamangavas, mas exige espaço e condução para não se tornar invasiva.

Características

Ficha da flor

Nome popularTrepadeira-sapatinho, sete-léguas, trombeta-rosa
Nome científicoPodranea ricasoliana (Sprague) Sprague
Família botânicaBignoniaceae
OrigemÁfrica do Sul e Moçambique
Tipo de plantaTrepadeira lenhosa, escandente
Ciclo de vidaPerene
Tamanho3 a 6 m de comprimento, até 4 m de largura com suporte
LuminosidadeSol pleno (mínimo 6 horas/dia)
RegaModerada; 2 a 3 vezes por semana no estabelecimento
SoloFértil, bem drenado, pH 6,0 a 7,0
Temperatura18 °C a 28 °C; sensível a geada forte
PropagaçãoEstacas e alporquia
Toxicidade para petsNão tóxica (sem relatos relevantes)
FloraçãoPrimavera ao outono, pico no verão

Perfil e comportamento

Necessidade de luzMuito alto
Necessidade de águaMédio
Facilidade de cultivoAlto
Adequação a vasosBaixo
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioBaixo
Tolerância ao calorMuito alto
Valor ornamentalMuito alto

O que é a trepadeira-sapatinho e como reconhecê-la

A trepadeira-sapatinho é a Podranea ricasoliana, também vendida como Tecoma ricasoliana ou Podranea brycei. É uma trepadeira escandente, ou seja, não tem gavinhas nem ventosas: ela se apoia e precisa ser amarrada e conduzida.

O reconhecimento é fácil. As folhas são compostas, com 5 a 11 folíolos verde-escuros, brilhantes e com margem levemente serrilhada. Os ramos são longos, flexíveis e arqueados, que se debruçam com o peso das flores.

A flor é o ponto alto. Em forma de trombeta ou sapatinho, tem 6 a 8 cm de comprimento, cinco lobos arredondados e garganta mais clara com estrias vinho e manchas amareladas. Elas surgem em cachos terminais bem cheios, que lembram buquês pendentes.

Floração e cores: quando e como ela floresce

No Brasil, a floração vai de setembro a abril, com pico entre novembro e fevereiro. Em regiões quentes e sem frio intenso, pode soltar flores esparsas até no inverno.

A cor mais comum é o rosa-claro com centro creme, mas há variações de rosa-médio a rosa-escuro conforme a luz e a nutrição. Não existe trepadeira-sapatinho azul ou vermelha verdadeira; o que muda é a intensidade do rosa e o contraste das estrias internas.

Cada flor dura poucos dias, mas o cacho se renova por semanas. A planta só floresce bem com muito sol. À meia-sombra ela cresce, porém com poucas flores e ramos estiolados.

  • Primeira floração: costuma ocorrer 12 a 18 meses após o plantio por estaca, se bem nutrida e a pleno sol.
  • Estímulo natural: poda leve logo após a onda de flores e adubação equilibrada ajudam a repetir a floração.
  • Polinização: as trombetas são muito visitadas por mamangavas e abelhas, o que explica a boa formação de vagens finas e alongadas quando há polinizadores.

Luz, solo e clima ideais no Brasil

A trepadeira-sapatinho é planta de sol pleno. Precisa de no mínimo 6 horas de sol direto para florir com força. Tolera calor forte e maresia leve, por isso é comum no Sudeste e Nordeste litorâneo.

O solo ideal é fértil, fofo e bem drenado. Ela não gosta de encharcamento. Em solo muito argiloso, misture areia grossa e matéria orgânica no berço de plantio para evitar apodrecimento de raízes.

Quanto ao frio, é o ponto fraco. Suporta até cerca de 5 °C por curtos períodos, mas geada forte queima folhas e ponteiros. Em locais com inverno rigoroso no Sul, plante junto a muro voltado para o norte e proteja a base com cobertura morta.

Como plantar trepadeira-sapatinho do jeito certo

Escolha um local definitivo com suporte forte: muro, grade, pérgola ou caramanchão. Ela fica pesada quando adulta e derruba treliças frágeis.

O plantio por estaca semilenhosa é o mais usado. Retire estacas de 20 a 30 cm, com 2 a 3 gemas, e plante em substrato úmido e sombreado até enraizar, em 3 a 6 semanas. A alporquia também funciona muito bem na primavera.

No solo, abra cova de 40 x 40 x 40 cm, misture composto orgânico e um pouco de farinha de ossos. Plante mantendo o colo no nível do solo, regue bem e conduza os ramos com amarrios de barbante ou fitilho, sem apertar. Deixe 1,5 a 2 m de distância de outras trepadeiras.

Vaso ou chão?

Pode ir para vaso grande, mas não é o ideal. Use vaso de pelo menos 60 litros, com tutor em arco e substrato leve. Em vaso a floração é menor e a rega precisa ser mais frequente. No chão, com espaço para enraizar, ela mostra todo o potencial.

Como cuidar, podar e conduzir o crescimento

Nos primeiros 6 a 12 meses, regue 2 a 3 vezes por semana se não chover. Depois de pegada, tolera estiagens curtas, mas floresce mais com água regular. Sempre regue na base, sem molhar demais as flores.

A condução é essencial. A cada 15 dias, direcione os ramos novos para onde deseja cobrir. Sem isso, ela forma uma moita desordenada e pesa só de um lado.

A poda é o segredo para não virar invasiva. Faça uma poda de limpeza e redução logo após a principal floração, cortando até um terço dos ramos mais longos e retirando hastes secas e cruzadas. Nunca faça poda drástica no inverno em região fria, pois brotações novas ficam sensíveis à geada.

  • Use luvas e tesoura limpa: os ramos são fibrosos e podem machucar as mãos.
  • Retire vagens: se não quiser sementes espalhadas, corte as vagens finas antes de secarem.
  • Renovação: a cada 2 a 3 anos, faça uma poda de rejuvenescimento em ramos velhos e lenhosos para estimular brotos floríferos.

Adubação e rega ao longo do ano

A trepadeira-sapatinho responde muito à nutrição. Em solo pobre, ela cresce, mas floresce pouco.

No fim do inverno e no início da primavera, aplique composto orgânico + adubo equilibrado rico em fósforo e potássio ao redor da projeção da copa. Repita uma dose leve no meio do verão se a floração estiver fraca. Evite excesso de nitrogênio, que só dá folha.

Na seca, mantenha o solo levemente úmido. No período chuvoso, suspenda regas e garanta drenagem. Cobertura morta com casca de pinus ou palha ajuda a manter umidade e reduz capim.

Época O que fazer
Final do inverno Poda leve + adubação de base com matéria orgânica
Primavera Rega regular e condução dos ramos novos
Verão Pico de flores; retire flores murchas e adube leve se necessário
Outono Poda pós-floração e controle de tamanho

É tóxica para pets e pessoas?

Não há relatos consistentes de toxicidade relevante da Podranea ricasoliana para cães e gatos nas principais bases de dados de plantas ornamentais. Na prática, é tratada como não tóxica quando ingerida em pequena quantidade.

Isso não significa que a ingestão seja recomendada. Folhas e flores podem causar desconforto gastrointestinal leve se consumidas em grande volume, como ocorre com muitas ornamentais. Mantenha filhotes curiosos sob observação e, em caso de ingestão, procure um veterinário.

Para humanos, também não há registro de toxicidade importante, mas o uso medicinal não é indicado e as vagens não são comestíveis.

Pragas, doenças e problemas comuns

É uma planta rústica, mas pode ter pulgões e cochonilhas em brotações novas, especialmente na primavera. Ácaros aparecem em tempo muito seco e quente, deixando folhas amareladas e com pontinhos.

O oídio, aquele pó branco nas folhas, surge quando há sombra e pouca ventilação. Melhore a circulação com poda e evite molhar a folhagem à noite. Manchas foliares por fungos são raras e geralmente ligadas a encharcamento.

  • Falta de flores: quase sempre é falta de sol, poda na época errada ou excesso de nitrogênio.
  • Crescimento descontrolado: acontece quando não há poda pós-floração; ela pode avançar 3 a 5 metros em uma estação.
  • Raízes agressivas: evite plantar muito perto de tubulações rasas ou muros sem fundação.

Curiosidades e erros comuns ao cultivar

Um fato pouco conhecido é que a trepadeira-sapatinho pode alongar 4 a 5 metros em um único ano em clima quente e solo fértil. Por isso ganhou o apelido de sete-léguas em algumas regiões.

Outro detalhe: na natureza, na África do Sul, ela cresce em margens de rios e clareiras de mata, apoiada em arbustos. Isso explica por que gosta de sol forte em cima e solo fresco embaixo.

O erro mais comum é plantar achando que ela se agarra sozinha como a hera. Como não tem gavinhas, precisa ser amarrada nos primeiros anos. Sem tutor, ela vira um arbusto desgrenhado que tomba com o vento.

Muita gente também confunde com a sapatinho-de-judia (Thunbergia mysorensis), de cachos pendentes amarelo e marrom. São famílias diferentes e florações bem distintas. A sapatinho verdadeira para muro rosa é a Podranea.

Perguntas frequentes

Trepadeira-sapatinho gosta de sol ou sombra?

De sol pleno. Com menos de 6 horas de sol direto ela cresce, mas floresce pouco e fica com ramos finos e espaçados.

Quanto tempo demora para florescer?

Geralmente de 12 a 18 meses após o plantio por estaca, se cultivada a pleno sol e com adubação adequada.

Pode plantar em vaso?

Pode, mas precisa de vaso grande com mais de 60 litros e tutor forte. No chão a floração e o vigor são bem maiores.

Como podar sem prejudicar a floração?

Pode logo após a principal florada, encurtando até um terço dos ramos longos. Evite podas fortes no inverno em regiões frias.

Trepadeira-sapatinho é invasiva?

Pode se tornar dominante se não for podada e conduzida, avançando metros por estação e abafando outras plantas próximas.

Qual a diferença para sapatinho-de-judia?

A sapatinho-de-judia é Thunbergia mysorensis, com cachos pendentes amarelo e marrom; a trepadeira-sapatinho é Podranea ricasoliana, com flores rosa em forma de trombeta.

É tóxica para cachorro e gato?

Não há relatos de toxicidade relevante, sendo considerada não tóxica, mas a ingestão em quantidade pode causar desconforto gastrointestinal.

Você sabia?

1

Crescimento de sete-léguas

Em solo fértil e quente, um único ramo pode avançar mais de 4 metros em uma estação, o que explica o apelido popular sete-léguas.

2

Garganta pintada à mão

O interior da flor tem estrias vinho e manchas amarelas que funcionam como guia visual para mamangavas encontrarem o néctar.

3

Vagens que estalam

Após a polinização formam-se vagens cilíndricas de até 30 cm que, quando secas, se abrem e liberam sementes aladas levadas pelo vento.

4

Confusão com a sapatinho-de-judia

Apesar do nome parecido, a trepadeira-sapatinho (Podranea) é da família Bignoniaceae e a sapatinho-de-judia (Thunbergia mysorensis) é Acanthaceae, com cachos pendentes bicolores.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  3. Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Prós e contras: Trepadeira-sapatinho

Prós

  • Floração abundante e vistosa do rosa-claro ao rosa-médio
  • Crescimento muito rápido para cobrir muros e pérgolas
  • Rústica e tolerante ao calor após estabelecida
  • Atrai polinizadores como mamangavas e abelhas
  • Fácil propagação por estacas

Contras

  • Exige podas frequentes para não se descontrolar
  • Precisa de suporte e amarrios, não se fixa sozinha
  • Pouco tolerante a geada forte
  • Fica pesada e inadequada para vasos pequenos
  • Pode abafar plantas vizinhas se não for conduzida
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a trepadeira-sapatinho é uma das melhores escolhas para quem quer impacto rápido a sol pleno, mas exige tutor firme e poda disciplinada. Se você pode dedicar duas podas por ano e tem espaço, ela entrega mais flor por metro quadrado que a maioria das trepadeiras rosas.

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Cacilda Massema
Escrito porCacilda MassemaEngenheira Agrônoma

Com experiência no universo das plantas, dedica-se à pesquisa e produção de conteúdos sobre cultivo, identificação de espécies, plantas ornamentais, flores, árvores e frutíferas. Partilha conhecimentos práticos sobre…

Feliciano Murene
Revisão especializadaFeliciano MureneVeterinário

Feliciano Murene é professor e criador de conteúdo. Formado em Biologia, possui cerca de 5 anos de experiência em sala de aula e atua na produção de conteúdos…

Última revisão em 19.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.