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Colar-de-rubi

Othonna capensis

Atualizado em

40 a 90 cm pendenteTamanho
Sol pleno a meia-sombra claraLuminosidade
Moderada, só com solo secoRega
PereneCiclo de vida
FácilDificuldade
Colar-de-rubi adulto em vaso suspenso com hastes roxas pendentes

O colar-de-rubi (Othonna capensis) é uma suculenta pendente da família Asteraceae, famosa pelas hastes finas em tom vinho-arroxeado que lembram um colar e pelas folhas carnudas em formato de feijão. Nativa da África do Sul, forma cascatas de 40 a 90 cm e floresce com pequenas margaridas amarelas que contrastam com o roxo das hastes.

Muito usada em vasos suspensos, jardineiras e cestas, é perene, de crescimento rápido e floração concentrada entre o outono e a primavera. Gosta de sol pleno, solo bem drenado e regas moderadas, e muda de cor conforme a luz e a temperatura — quanto mais sol e frio ameno, mais intenso fica o tom rubi.

Também conhecido como: Colar-de-rubis, Othonna capensis, Senecio capensis, Little pickles (inglês), Ruby necklace (inglês)

Faz parte de: Flores de Sol Pleno, Flores Ornamentais, Flores para Vasos, Flores Perenes

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Galeria de fotos de Colar-de-rubi

Colar-de-rubi adulto em vaso suspenso com hastes roxas pendentes
Colar-de-rubi em vaso suspenso mostrando a cascata de hastes cor de rubi.
Close-up das folhas e hastes roxas do colar-de-rubi
Detalhe das folhas em forma de feijão e das hastes arroxeadas.
Flores amarelas do colar-de-rubi entre hastes roxas
Flores amarelas em forma de margarida contrastando com as hastes rubi.
Propagação do colar-de-rubi por estacas em substrato arenoso
Estacas de haste e folhas em substrato drenado para propagação.
Colar-de-rubi em jardineira de varanda com sol pleno
Uso em jardineira de varanda com sol pleno, com hastes pendentes.
Variação de cor do colar-de-rubi verde e roxo conforme a luz
Variação da cor das hastes: verde na sombra e rubi no sol.
Ideal para

Ideal para quem busca uma pendente colorida e de baixa manutenção para vasos suspensos e varandas com sol. É perfeita para tutores ocupados que esquecem regas, pois prefere substrato seco e cresce rápido, preenchendo o vaso em poucos meses. Também agrada quem gosta de floração no inverno, quando poucas suculentas florescem, e quer combinar folhagem roxa com flores amarelas sem precisar de jardim grande.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para casas com cães e gatos que roem plantas, já que é tóxica se ingerida e solta folhas com facilidade. Também não funciona bem em apartamentos sombreados ou banheiros sem sol direto, onde perde a cor rubi, estica e deixa de florescer.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno 4 a 6 h; tolera meia-sombra muito clara, mas perde cor e floração
Rega
Quando o substrato secar completamente; reduzir no inverno
Solo
Leve, arenoso e bem drenado; mistura para suculentas com areia grossa e perlita
Temperatura
18 °C a 26 °C; tolera até 5 °C brevemente, não tolera geada forte
Adubação
A cada 45-60 dias na primavera-verão com fórmula para suculentas diluída
Poda
Beliscar pontas para adensar e remover hastes secas após floração
Propagação
Estacas de haste de 8-12 cm e folhas destacadas, com cicatrização de 24 h antes do plantio

Perfil rápido de Colar-de-rubi

Calendário

Plantio e replantioJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
Propagação por estacasJFMAMJJASOND

Toxicidade

  • PetsTóxica
  • PessoasTóxica se ingerida

Contém alcaloides pirrolizidínicos. Folhas e hastes são tóxicas para cães e gatos se mastigadas. Mantenha vasos fora do alcance e procure veterinário em caso de ingestão.

Encontrado em 1 país

  • África do Sul

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Asterales
Família
Asteraceae
Gênero
Othonna
Espécie
Othonna capensis (L.H. Bailey)

Resumo

  • O colar-de-rubi é a suculenta pendente Othonna capensis, de hastes roxas e folhas em forma de feijão que formam cascatas de até 90 cm.
  • Precisa de sol pleno ou meia-sombra muito clara, solo arenoso e bem drenado e regas apenas quando o substrato seca.
  • Floresce do outono à primavera com margaridinhas amarelas e é tóxica para cães e gatos se ingerida, exigindo cultivo fora do alcance dos pets.

Características

Ficha da flor

Nome popularColar-de-rubi, colar de rubis
Nome científicoOthonna capensis (sin. Senecio capensis)
Família botânicaAsteraceae
OrigemÁfrica do Sul (Província do Cabo)
Tipo de plantaSuculenta pendente, herbácea perene
Ciclo de vidaPerene
Tamanho10 a 15 cm de altura; hastes pendentes de 40 a 90 cm
LuminosidadeSol pleno (4 a 6 h) ou meia-sombra muito clara
RegaModerada; regar quando o substrato secar
SoloArenoso, leve e muito bem drenado, pH 6,0 a 7,0
TemperaturaIdeal 18 °C a 26 °C; tolera até 5 °C por curtos períodos
PropagaçãoEstacas de haste e de folha, divisão de touceira
Toxicidade para petsTóxica se ingerida
FloraçãoOutono à primavera, pico no inverno

Perfil e comportamento

Necessidade de luzMuito alto
Necessidade de águaBaixo
Facilidade de cultivoMuito alto
Adequação a vasosMuito alto
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioMédio
Tolerância ao calorAlto
Valor ornamentalMuito alto

Como reconhecer o colar-de-rubi de verdade

O colar-de-rubi não é um colar de contas como o Senecio rowleyanus. Ele tem hastes finas, cilíndricas e roxas que ficam mais avermelhadas no sol e no frio, e folhas suculentas em forma de feijão, de 2 a 3 cm, verde-claras a verde-azuladas.

Quando bem iluminado, a planta forma uma cascata densa e pendente de 40 a 90 cm. Sem luz suficiente, as hastes esticam, ficam esverdeadas e as folhas espaçam — sinal clássico de estiolamento.

A floração entrega a identidade botânica: são margaridinhas amarelas de 2 a 3 cm, com centro mais escuro, típicas da família Asteraceae. Elas abrem durante o dia e se fecham à noite.

Luz, rega e solo: o trio que decide se vai prosperar

Luz é o fator número um. O colar-de-rubi precisa de sol pleno por 4 a 6 horas ou meia-sombra muito clara com sol da manhã. Só assim as hastes mantêm o tom rubi intenso e a floração acontece.

Em sombra, ele sobrevive, mas perde a cor, cresce ralo e quase não floresce. Em sol forte do meio-dia no Sudeste e Centro-Oeste, uma leve filtragem com sombrite 30% evita queimaduras nas folhas mais jovens.

Rega é moderada e espaçada. Molhe apenas quando o substrato estiver seco ao toque, até a água sair pelos furos. No verão, isso costuma ser a cada 5 a 7 dias; no inverno, a cada 10 a 15 dias.

O solo deve ser muito bem drenado. Use mistura de 50% substrato para suculentas + 30% areia grossa ou perlita + 20% casca de pinus fina. Vaso sem furo ou substrato encharcado apodrece a base em poucos dias.

Como plantar e propagar em vasos pendentes

Escolha vaso suspenso ou jardineira alta com furos e camada de drenagem de argila expandida. Vasos de barro ou plástico com 15 a 20 cm de diâmetro já comportam uma muda cheia.

Para plantar, preencha com o substrato arenoso, acomode a muda sem enterrar as hastes e pressione levemente. Regue 2 dias depois do plantio para cicatrizar possíveis microlesões.

A propagação é extremamente fácil e rápida:

  • Estaca de haste: corte um ramo de 8 a 12 cm, retire as folhas da base, deixe cicatrizar por 24 horas e espete no substrato seco. Enraíza em 10 a 20 dias.
  • Folha: destaque uma folha carnuda saudável e apoie sobre substrato úmido. Em 3 a 4 semanas surgem brotos.
  • Divisão de touceira: separe moitas já enraizadas na hora do replantio.

Evite enterrar hastes roxas muito fundo. Elas precisam de circulação de ar na base para não fungar.

Floração amarela que contrasta com o roxo das hastes

A floração ocorre do outono à primavera, com pico no inverno, quando dias mais curtos e noites mais frias estimulam os botões. Cada haste pode emitir várias hastes florais finas e eretas.

As flores são amarelo-vivo, com pétalas em forma de margarida e duram 5 a 8 dias cada. O contraste do amarelo com o vinho das hastes é o grande valor ornamental da espécie.

Para prolongar a floração, mantenha sol pleno, noites frescas e adubação leve. Remova flores murchas para a planta não gastar energia formando sementes e estimular novos botões.

Como estimular mais flores

Deixe a planta pegar amplitude térmica — dias quentes e noites de 12 °C a 18 °C. Evite podas drásticas no início do outono e não exagere no nitrogênio, que favorece folhas em vez de flores.

Adubação e poda para manter a cascata cheia

Adube pouco. Use adubo para suculentas ou NPK 10-10-10 diluído à metade, a cada 45 a 60 dias na primavera e verão. Suspenda no inverno, quando a planta está florindo.

Matéria orgânica em excesso retém umidade e deixa as hastes moles. Prefira húmus de minhoca em pequena dose ou fertilizante líquido equilibrado.

A poda é de manutenção. Corte pontas estioladas, hastes secas ou ralas logo acima de um nó com folhas. Isso ramifica e adensa a cascata. Todo material podado vira estaca para novas mudas.

Replante a cada 12 a 18 meses ou quando as raízes tomarem todo o vaso. Aproveite para renovar o substrato e aparar raízes escuras.

É tóxica para pets? O que todo tutor precisa saber

Sim. O colar-de-rubi contém alcaloides pirrolizidínicos, os mesmos do gênero Senecio, e é considerado tóxico para cães e gatos se ingerido. A ingestão pode causar salivação, vômito, diarreia e, em quantidades maiores, sobrecarga hepática.

Por ser pendente, o risco é menor que em plantas de chão, mas folhas que caem no solo ficam ao alcance dos pets. Mantenha vasos suspensos altos, sem pratos com folhas caídas, e fora do alcance de filhotes curiosos.

Em caso de mordida, retire fragmentos da boca, não induza vômito e procure o veterinário com uma amostra da planta. Para humanos, o contato com a seiva raramente irrita, mas evite levar à boca e lave as mãos após podas.

Pragas e erros que mais matam o colar-de-rubi

É resistente, mas sofre com cochonilhas, pulgões e ácaros quando o ar fica seco e a planta estressada. Lave com jato d’água, remova manualmente e, se persistir, use óleo de neem ou sabão de potássio.

O maior vilão é o excesso de água. Sinais de apodrecimento são base amolecida, hastes translúcidas e cheiro de mofo. Se acontecer, corte a parte saudável, deixe cicatrizar e replante em substrato seco.

  • Folhas murchas e enrugadas: falta d’água ou raízes apodrecidas que não absorvem. Verifique o substrato antes de regar de novo.
  • Hastes verdes e espaçadas: falta de luz. Mova para sol pleno gradualmente.
  • Queda de folhas na base: natural com o envelhecimento, mas se for intensa, pode ser frio excessivo ou substrato compactado.

Evite pratos com água parada e substrato de jardim puro. Drenagem é mais importante que adubo para esta espécie.

Onde usar na decoração e no jardim

O colar-de-rubi brilha em vasos pendentes, jardineiras de varanda, cestas e prateleiras altas onde as hastes podem cair livremente. Combina muito com outras suculentas pendentes de tons verdes, como colar-de-pérolas e colar-de-golfinhos, criando contraste de textura e cor.

Em jardins, use em muretas, taludes e bordas altas com sol pleno. Não serve como forração pisoteável — as hastes quebram fácil.

Na nossa avaliação, é uma das melhores suculentas pendentes para quem quer cor o ano todo sem exigir regas diárias. O tom rubi funciona como folhagem decorativa mesmo quando não está florida, o que poucas suculentas floríferas oferecem.

Uso Por que funciona Dica prática
Vaso suspenso na varanda Cascata roxa + flores amarelas chama atenção de longe Use vaso de 20 cm com 3 mudas para efeito cheio em 3 meses
Jardineira de janela Tolera vento e sol forte Misture com Tradescantia zebrina para contraste roxo-verde
Prateleira interna bem iluminada Precisa de sol direto, não só claridade Só use se pegar 3 h de sol; caso contrário, prefira jiboia

Perguntas frequentes

Colar-de-rubi gosta de sol ou sombra?

De sol pleno, com 4 a 6 horas de sol direto. Na sombra fica verde, estiolado e não floresce.

Como regar o colar-de-rubi?

Só quando o substrato secar por completo. Molhe até escorrer e não deixe água parada no prato.

Colar-de-rubi é tóxico para gatos e cachorros?

Sim, é tóxico se ingerido por conter alcaloides pirrolizidínicos. Mantenha suspenso e fora do alcance e procure veterinário se houver ingestão.

Por que meu colar-de-rubi está verde e não roxo?

Falta de sol e de frio ameno. Aumente a exposição ao sol gradualmente e evite adubo com muito nitrogênio.

Como fazer muda de colar-de-rubi?

Corte uma haste de 8 a 12 cm, deixe cicatrizar 24 horas e plante em substrato seco e bem drenado. Enraíza em 2 a 3 semanas.

Quando o colar-de-rubi floresce?

Do outono à primavera, com pico no inverno, com pequenas flores amarelas em forma de margarida.

Pode cultivar dentro de casa?

Só se receber sol direto na janela por algumas horas. Apenas claridade não mantém a cor nem a floração.

Você sabia?

1

O rubi vem do estresse

As hastes só ficam bem roxas com bastante sol e noites frias. No verão sombreado elas revertem para verde, e voltam ao vinho quando o frio e a luz aumentam.

2

Flor que dorme à noite

As margaridinhas amarelas abrem com o sol e se fecham ao entardecer, um comportamento chamado nictinastia, comum em Asteraceae.

3

Parente do colar-de-pérolas

Apesar do nome popular diferente, Othonna capensis já foi classificada como Senecio capensis e é prima botânica do colar-de-pérolas e do colar-de-bananas.

4

Uma folha vira muda

Uma única folha carnuda apoiada sobre solo arenoso pode emitir raízes e nova haste em menos de um mês, sem hormônio enraizador.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa - Plantas Ornamentais e Suculentas
  3. Royal Botanic Gardens, Kew - Plants of the World Online

Prós e contras: Colar-de-rubi

Prós

  • Cascata roxa decorativa o ano todo, mesmo sem flores
  • Floração amarela abundante no outono-inverno
  • Crescimento rápido e propagação muito fácil por estacas e folhas
  • Alta tolerância à seca e pouca exigência de adubo
  • Ótima para vasos suspensos e jardineiras pequenas

Contras

  • Tóxica para cães e gatos se ingerida
  • Precisa de sol pleno para manter cor e florescer
  • Apodrece fácil com excesso de água ou vaso sem drenagem
  • Hastes frágeis que quebram com manuseio ou vento forte
  • Perde densidade e cor em ambientes sombreados
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o colar-de-rubi é a pendente mais versátil para quem quer cor sem complicação: entrega folhagem roxa o ano todo e ainda floresce no inverno. Só não recomendamos como primeira suculenta para casas com pets que mordem plantas ou varandas sem sol direto.

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Cacilda Massema
Escrito porCacilda MassemaEngenheira Agrônoma

Com experiência no universo das plantas, dedica-se à pesquisa e produção de conteúdos sobre cultivo, identificação de espécies, plantas ornamentais, flores, árvores e frutíferas. Partilha conhecimentos práticos sobre…

Feliciano Murene
Revisão especializadaFeliciano MureneVeterinário

Feliciano Murene é professor e criador de conteúdo. Formado em Biologia, possui cerca de 5 anos de experiência em sala de aula e atua na produção de conteúdos…

Última revisão em 15.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.