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Cambará

Lantana camara

Atualizado em

0,5 a 2 m de alturaTamanho
Sol plenoLuminosidade
ModeradaRega
PereneCiclo de vida
FácilDificuldade
Cambará (Lantana camara) arbusto florido em canteiro a pleno sol

O cambará (Lantana camara) é um arbusto perene muito ramificado, famoso pelas inflorescências em buquê que mudam de cor conforme amadurecem — do amarelo ao laranja, vermelho e rosa na mesma touceira. De crescimento rápido e floração quase o ano todo no Brasil, é uma das flores mais usadas em cercas vivas baixas, canteiros a pleno sol e vasos grandes.

Apesar da rusticidade, exige atenção: folhas e frutos verdes são tóxicos para cachorro, gato e humanos se ingeridos, e a planta pode se espalhar com facilidade se não for podada. Quando bem manejado, entrega cor contínua, atrai borboletas e beija-flores e pede pouca manutenção.

Reconhece-se pelo caule quadrangular levemente espinhoso, folhas ásperas e aromáticas quando amassadas e cachos achatados de flores tubulares bem pequenas. É diferente da lantana rasteira (Lantana montevidensis), que é pendente e de porte menor.

Também conhecido como: Cambará-de-cheiro, Cambará-miúdo, Chumbinho, Lantana, Camará

Faz parte de: Flores de Sol Pleno, Flores Ornamentais, Flores para Jardim, Flores Perenes

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Galeria de fotos de Cambará

Cambará (Lantana camara) arbusto florido em canteiro a pleno sol
Cambará adulto em canteiro ensolarado com inflorescências multicoloridas.
Close-up das flores do cambará mostrando mudança de cor do amarelo ao vermelho
Detalhe do buquê: flores amarelas novas ao centro e vermelhas já polinizadas na borda.
Folhas ásperas e caule quadrangular com espinhos do cambará
Folhas serrilhadas e caule quadrangular com pequenos espinhos.
Cambará cultivado em vaso grande em varanda ensolarada
Cambará em vaso grande, opção compacta para varandas com muito sol.
Frutos do cambará verdes e maduros roxo-pretos entre as flores
Frutos em diferentes estágios; os verdes são os mais tóxicos.
Cerca viva baixa de cambará florida com borboletas
Cerca viva de cambará atrai polinizadores quando manejada com podas.
Ideal para

Ideal para quem busca cor o ano todo com pouca manutenção e tem canteiro ou varanda em sol pleno. Funciona muito bem para tutores que querem atrair borboletas e beija-flores e não se importam em podar a cada dois meses para manter a forma.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem tem cachorro ou gato filhote que rói plantas, crianças pequenas que levam frutos à boca ou jardim encostado em mata nativa. Também não é a melhor escolha para apartamento sombreado, varanda com menos de 6 horas de sol ou para quem não pode fazer podas regulares.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, mínimo 6 horas de sol direto; meia-sombra reduz floração
Rega
Moderada; 2 a 3 vezes/semana no verão, 1 vez/semana no inverno, deixando secar superficialmente
Solo
Leve, fértil e bem drenado; mistura com areia grossa e composto, pH 6,0 a 7,0
Temperatura
Ideal 18 a 28 °C; sensível a geada, tolera calor acima de 35 °C
Adubação
NPK 10-10-10 ou 4-14-8 a cada 60 dias na primavera-verão; ou composto orgânico
Poda
Leve após floradas e renovação no fim do inverno para evitar lenhosidade
Propagação
Estacas semilenhosas de 10 a 15 cm; sementes possíveis mas dispersam fácil

Perfil rápido de Cambará

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
FrutificaçãoJFMAMJJASOND
Poda de renovaçãoJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsTóxica
  • PessoasTóxica

Folhas e frutos verdes contêm lantadenos que causam vômito, diarreia e lesão hepática. Frutos maduros têm menor toxicidade, mas a ingestão de qualquer parte exige atendimento veterinário/médico.

Encontrado em 9 países

  • Brasil
  • México
  • Colômbia
  • Venezuela
  • Equador
  • Peru
  • Bolívia
  • Paraguai
  • Argentina

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Lamiales
Família
Verbenaceae
Gênero
Lantana
Espécie
Lantana camara L.

Resumo

  • O cambará (Lantana camara) é um arbusto perene de sol pleno com inflorescências que mudam de amarelo para laranja e vermelho, garantindo floração quase contínua no clima brasileiro.
  • Precisa de solo bem drenado, rega moderada e poda após as florações para não ficar lenhoso nem invasivo, além de adubação leve na primavera e no verão.
  • Folhas e frutos imaturos são tóxicos para cachorro, gato e humanos, por isso o cultivo exige cuidado com pets e crianças e descarte correto dos restos de poda.

Características

Ficha da flor

Nome popularCambará, cambará-de-cheiro, chumbinho
Nome científicoLantana camara L.
Família botânicaVerbenaceae
OrigemAmérica tropical (do México ao Brasil central)
Tipo de plantaArbusto perene ramificado
Ciclo de vidaPerene
Tamanho0,5 a 2 m de altura x 0,8 a 1,5 m de largura
LuminosidadeSol pleno (mínimo 6 horas/dia)
RegaModerada, solo levemente seco entre regas
SoloFértil, leve e bem drenado, pH 6,0 a 7,0
PropagaçãoEstacas semilenhosas e sementes
Toxicidade para petsTóxica (folhas e frutos verdes)
FloraçãoQuase o ano todo, pico na primavera e verão
Cores das floresamarelolaranjavermelhorosabrancomescladas

Perfil e comportamento

Necessidade de luzMuito alto
Necessidade de águaBaixo
Facilidade de cultivoMuito alto
Adequação a vasosAlto
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioBaixo
Tolerância ao calorMuito alto
Valor ornamentalMuito alto

O que é o cambará e como reconhecer sem confundir

O cambará é o nome popular mais usado no Brasil para Lantana camara, arbusto da família Verbenaceae. Ele forma moitas densas, muito ramificadas, com caule quadrangular, áspero e com pequenos espinhos recurvados.

As folhas são o melhor atalho para identificação: opostas, ovaladas, com borda serrilhada, textura áspera e cheiro forte e cítrico quando amassadas. A face superior é rugosa e verde-escura, a inferior mais clara.

As flores nunca vêm solitárias. Surgem em inflorescências achatadas tipo umbela, com 20 a 40 flores tubulares de 1 cm cada. O fruto é uma drupa carnosa que vai do verde ao roxo-preto quando madura, com uma semente.

Cambará x lantana rasteira

A confusão mais comum é com Lantana montevidensis, a lantana rasteira ou pendente. O cambará é arbustivo e ereto, enquanto a rasteira é prostrada, sem espinhos e ideal para forração.

Se a planta passa de 60 cm e fica lenhosa na base, é cambará. Se escorre pela borda do vaso e quase não cresce em altura, é a rasteira.

Floração que muda de cor: por que o buquê nunca é de uma cor só

O grande charme do cambará é a mudança de cor na mesma inflorescência. Botões abrem amarelos, viram laranja e terminam vermelhos ou rosados. Isso não é variação de variedade, é amadurecimento.

Essa estratégia tem função: flores amarelas recém-abertas sinalizam néctar fresco e atraem borboletas e abelhas. Quando já polinizadas, ficam vermelhas e deixam de ser visitadas, economizando energia do polinizador.

No Sudeste e Centro-Oeste, a floração é contínua, com pico de setembro a março. No Sul, há pausa curta no inverno se houver geada. Cada inflorescência dura cerca de 2 a 3 semanas antes de formar frutos.

Para uso ornamental, escolha entre misturas multicoloridas naturais e cultivares de cor fixa, como as séries Lantana Luscious e Bandana, mais compactas e de cores definidas (amarelo puro, branco, rosa).

Luz, solo e clima: onde o cambará rende de verdade no Brasil

Cambará é planta de sol pleno, com pelo menos 6 horas de sol direto. À meia-sombra ele estica, floresce pouco e fica suscetível a oídio.

O solo ideal é leve, fértil e muito bem drenado. Argila encharcada apodrece a raiz. Mistura prática: 2 partes de terra vegetal, 1 de areia grossa e 1 de composto orgânico, com pH entre 6,0 e 7,0.

Tolera calor forte, vento e maresia moderada, mas sofre com geada abaixo de 5 °C. Em regiões frias, a parte aérea pode secar no inverno e rebrotar na primavera se a raiz não congelar.

Em vasos, use recipientes de no mínimo 30 a 40 litros para um exemplar adulto, sempre com camada de drenagem e furos largos.

Como plantar cambará no vaso e no canteiro sem erro

O plantio pode ser feito o ano todo, mas pega melhor entre agosto e novembro, quando o solo aquece e as chuvas voltam.

No canteiro

  • Abra cova de 30 x 30 cm, solte o fundo e misture composto.
  • Espaçamento de 60 a 80 cm entre mudas para fechar como cerca baixa.
  • Plante no mesmo nível do torrão, sem enterrar o colo, e regue fundo no primeiro dia.

No vaso

  • Forre o fundo com argila expandida ou brita e manta.
  • Complete com substrato leve e plante a muda centralizada.
  • Deixe 3 cm de borda livre para rega e cubra com casca de pinus para segurar umidade.

Propagação por estaca

A forma mais fiel é por estacas semilenhosas de 10 a 15 cm colhidas no fim do inverno. Retire flores e metade das folhas, enterre 2 nós em substrato úmido e mantenha à meia-sombra por 20 a 30 dias.

Sementes também germinam, mas geram plantas desiguais e aumentam o risco de dispersão descontrolada por pássaros.

Rega, adubação e poda: a rotina que evita que vire mato

Depois de pegado, o cambará é bem tolerante à seca. Regue 2 a 3 vezes por semana no verão e 1 vez por semana no inverno, sempre esperando o topo do solo secar.

Encharcar é o erro número um. Folhas amareladas e base escurecida indicam excesso de água, não falta.

Adube de forma simples: NPK 10-10-10 ou 4-14-8 a cada 60 dias na primavera e verão, ou composto orgânico curtido + farinha de ossos. Suspenda no outono-inverno.

A poda é obrigatória. Faça poda leve após cada grande florada, cortando 1/3 dos ramos com flores secas e frutos. No fim do inverno, faça poda de renovação mais forte, rebaixando para 30 a 40 cm se a planta estiver lenhosa e falhada.

Sempre use luvas: os espinhos e os pelos das folhas irritam a pele de algumas pessoas.

É tóxico para cachorro, gato e gente?

Sim. Folhas e frutos verdes contêm lantadenos A e B, triterpenos que causam distúrbios gastrointestinais, fraqueza e, em doses maiores, lesão hepática e fotossensibilidade.

Frutos totalmente maduros (roxo-pretos, moles) têm concentração muito menor, mas nenhuma parte deve ser ingerida. Crianças atraídas pelas bolinhas coloridas e pets curiosos são o principal grupo de risco.

Mantenha a planta fora do alcance de filhotes e de áreas onde cachorro e gato roem folhas. Recolha frutos caídos e descarte restos de poda em saco fechado. Em caso de ingestão, procure veterinário ou serviço de saúde imediatamente e leve amostra da planta.

Para quem tem pets que mordem tudo, a lantana rasteira também é tóxica; prefira alternativas não tóxicas como calêndula ou girassol anão.

Pragas, doenças e por que é considerado invasor

Bem cultivado, o cambará tem boa resistência, mas pode sofrer com mosca-branca, pulgões, ácaros e cochonilhas, sobretudo em local abafado e sem sol.

Oídio (pó branco nas folhas) e podridão de raiz por excesso de água são as doenças mais comuns. Melhore ventilação, evite molhar a folhagem à noite e corrija a drenagem.

O ponto sensível é a invasão: Lantana camara está na lista das 100 piores espécies invasoras do mundo (IUCN). No Brasil, asselvajou-se em pastagens, beiras de mata e terrenos baldios, onde sufoca nativas e forma touceiras impenetráveis.

Para não contribuir: remova inflorescências secas antes de frutificar, não descarte galhos com frutos na natureza e evite plantar perto de áreas de preservação. Em sítios e fazendas, prefira cultivares estéreis ou de baixa frutificação quando disponíveis.

Tipos e variedades que você encontra por aqui

Embora a espécie típica seja multicolorida, o mercado oferece seleções por cor e porte.

Grupo Porte Cor predominante Uso mais comum
Cambará comum 1 a 2 m Amarelo-laranja-vermelho mesclado Cerca viva, fundo de canteiro
Séries compactas (Luscious, Bandana) 30 a 60 cm Branco, amarelo puro, rosa, vermelho Vasos, jardineiras, bordadura
Variegata 0,8 a 1,2 m Flores mescladas + folhas com borda creme Ponto de luz em canteiro
Anã amarela 30 a 45 cm Amarelo intenso que não avermelha Maciços baixos e vasos

Variedades compactas florescem mais e frutificam menos, o que é vantagem para quem tem pets e quer menos sujeira.

Curiosidades que explicam a fama do cambará

Na medicina popular, o chá das folhas já foi usado como expectorante, mas o uso é desaconselhado pela toxicidade e falta de padronização.

As folhas maceradas exalam odor que repele alguns insetos, por isso a planta era plantada perto de currais — sem eficácia comprovada como repelente principal.

Cada cacho funciona como painel de sinalização para polinizadores: borboletas aprendem rapidamente a visitar só o centro amarelo, onde há néctar.

Apesar de invasor, é excelente para recuperação rápida de taludes ensolarados quando manejado, pois segura solo e cobre rápido com pouca água.

Perguntas frequentes

Cambará é tóxico para cachorro e gato?

Sim. Folhas e frutos verdes são tóxicos e podem causar vômito, diarreia e problemas no fígado. Mantenha fora do alcance e recolha frutos caídos.

Cambará gosta de sol ou sombra?

De sol pleno, com pelo menos 6 horas de sol direto por dia. Na sombra floresce pouco e fica estiolado.

Como fazer o cambará florir mais?

Garanta sol pleno, adube na primavera-verão e faça poda leve após cada florada removendo cachos secos e frutos.

Pode plantar cambará em vaso?

Pode, em vaso de 30 a 40 litros com solo bem drenado. Variedades compactas são melhores para vasos e jardineiras.

Qual a diferença entre cambará e lantana rasteira?

O cambará (Lantana camara) é arbustivo e ereto, com espinhos; a lantana rasteira (Lantana montevidensis) é pendente, sem espinhos e usada como forração.

Cambará precisa de muita água?

Não. Depois de estabelecido tolera seca. Regue 2 a 3 vezes por semana no verão e reduza no inverno.

Por que o cambará é considerado invasor?

Porque frutifica muito e pássaros dispersam as sementes, formando moitas densas que competem com plantas nativas. Podar antes de frutificar ajuda a controlar.

Você sabia?

1

Semáforo para borboletas

As flores amarelas têm néctar; ao serem polinizadas, ficam vermelhas e param de produzir recompensa, ensinando o polinizador a ignorá-las.

2

Cheiro que entrega

Folhas amassadas liberam odor cítrico e picante característico, útil para distinguir o cambará de outras verbenáceas no campo.

3

Na lista das piores invasoras

Lantana camara integra a lista global das 100 piores espécies invasoras da IUCN e já colonizou mais de 60 países tropicais.

4

Fruto que muda a toxicidade

Frutos verdes são bem mais tóxicos que os maduros roxo-pretos, mas todos devem ser evitados; pássaros os dispersam e ajudam a planta a se espalhar.

Fontes

  1. Embrapa
  2. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  3. Instituto Horto Botânico - Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Prós e contras: Cambará

Prós

  • Floração quase o ano todo em sol pleno
  • Muito rústico e tolerante a calor e seca
  • Atrai borboletas, abelhas e beija-flores
  • Fácil de propagar por estacas
  • Ótimo para cercas baixas e taludes ensolarados

Contras

  • Tóxico para pets e humanos se ingerido (folhas e frutos verdes)
  • Pode se tornar invasor se não podar e remover frutos
  • Exige poda regular para não ficar lenhoso e falhado
  • Caule com espinhos e folhas que irritam a pele sensível
  • Sofre com geada e precisa de muito sol para florir bem
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o cambará é imbatível para quem quer cor contínua com pouca água e muito sol, mas cobra o preço da poda e do manejo contra a dispersão. Para jardim urbano e vaso grande, prefira cultivares compactas e estéreis; o cambará comum solto no terreno quase sempre vira trabalho extra.

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Cacilda Massema
Escrito porCacilda MassemaEngenheira Agrônoma

Com experiência no universo das plantas, dedica-se à pesquisa e produção de conteúdos sobre cultivo, identificação de espécies, plantas ornamentais, flores, árvores e frutíferas. Partilha conhecimentos práticos sobre…

Feliciano Murene
Revisão especializadaFeliciano MureneVeterinário

Feliciano Murene é professor e criador de conteúdo. Formado em Biologia, possui cerca de 5 anos de experiência em sala de aula e atua na produção de conteúdos…

Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.