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Açafrão-da-conchinchina

Curcuma cochinchinensis

Atualizado em

40 a 80 cm de alturaTamanho
Meia-sombra luminosaLuminosidade
Moderada a frequenteRega
Perene com dormênciaCiclo de vida
Fácil a moderadaDificuldade
Açafrão-da-conchinchina planta adulta florida com espiga rosada

O açafrão-da-conchinchina é uma herbácea rizomatosa tropical da família do gengibre, cultivada como flor ornamental pelas brácteas coloridas que parecem pétalas. No Brasil vai bem em clima quente e úmido, florescendo no verão com hastes elegantes acima da folhagem.

Fácil de reconhecer pelas folhas largas verde-claras e pela inflorescência em espiga com brácteas em tons de rosa, lilás e branco, ela entra em dormência no outono-inverno e rebrota na primavera. É muito usada em vasos, bordaduras e como flor de corte de longa duração.

Também conhecido como: Açafrão-da-cochinchina, Curcuma-da-cochinchina, Cochinchina turmeric (inglês), Curcuma de Cochinchine (francês)

Faz parte de: Flores Ornamentais, Flores para Jardim, Flores para Vasos

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Galeria de fotos de Açafrão-da-conchinchina

Açafrão-da-conchinchina planta adulta florida com espiga rosada
Planta adulta de açafrão-da-conchinchina em floração no verão.IA
Close da inflorescência do açafrão-da-conchinchina com brácteas rosadas
Detalhe da espiga: brácteas coloridas e flores verdadeiras pequenas.IA
Folhas lanceoladas verde-claras do açafrão-da-conchinchina
Folhagem larga e verde-clara com nervura central marcada.IA
Rizoma do açafrão-da-conchinchina com gemas para plantio
Rizoma com gemas, usado na propagação por divisão.IA
Açafrão-da-conchinchina cultivado em vaso de barro em varanda sombreada
Cultivo em vaso de boca larga com boa drenagem.IA
Canteiro com açafrão-da-conchinchina como bordadura tropical
Uso como bordadura em canteiro de meia-sombra.IA
Arranjo com hastes cortadas de açafrão-da-conchinchina em vaso de vidro
Hastes como flor de corte em arranjo duradouro.IA
Variação de cores das brácteas do açafrão-da-conchinchina
Variações de rosa, lilás e branco nas brácteas.IA
Ideal para

Ideal para quem busca uma flor tropical elegante para vasos em varandas de meia-sombra e para quem gosta de folhagens ornamentais além das flores. Vai bem para jardineiros que apreciam plantas com ciclo marcado e não se incomodam com a dormência no inverno.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem quer flor o ano inteiro sem pausa ou mora em região com geadas frequentes sem espaço para proteger vasos. Também não é a melhor escolha para quem tem pouca luz natural ou costuma encharcar as plantas, já que o rizoma apodrece com facilidade.

Cultivo rápido

Luz
Meia-sombra luminosa, sol da manhã ou filtrado; evitar sol forte do meio-dia
Rega
Regular na brotação/floração, deixando secar superficialmente; quase seca na dormência
Solo
Fértil, leve e bem drenado; mistura com composto e areia grossa/perlita
Temperatura
20 a 30 °C; sensível a frio abaixo de 12 °C e geada
Adubação
Orgânica ou NPK equilibrado a cada 30-40 dias na fase ativa; suspender na dormência
Poda
Apenas limpeza de folhas e hastes secas rente à base
Propagação
Divisão de rizomas no fim do inverno/início da primavera

Perfil rápido de Açafrão-da-conchinchina

Calendário

Plantio (rizomas)JFMAMJJASOND
BrotaçãoJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
DormênciaJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsBaixa toxicidade
  • PessoasBaixa toxicidade

Considerada não tóxica em listas de referência para Curcuma, mas ingestão pode causar irritação leve. Em caso de ingestão por pets ou crianças, consulte veterinário ou médico.

Encontrado em 4 países

  • Vietnã
  • Camboja
  • Tailândia
  • Laos

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Magnoliophyta
Classe
Liliopsida
Ordem
Zingiberales
Família
Zingiberaceae
Gênero
Curcuma
Espécie
Curcuma cochinchinensis

Resumo

  • O açafrão-da-conchinchina é uma flor tropical rizomatosa de 40 a 80 cm, com brácteas rosadas e floração no verão que dura semanas.
  • Prefere meia-sombra luminosa, solo rico e bem drenado, rega regular na fase ativa e dormência seca no inverno para voltar a brotar.
  • É perene de fácil cultivo em vasos e jardins quentes, pouco tóxica e valorizada em arranjos por sua haste firme e cores delicadas.

Características

Ficha da flor

Nome popularAçafrão-da-conchinchina
Nome científicoCurcuma cochinchinensis Gagnep.
Família botânicaZingiberaceae
OrigemSudeste Asiático (Vietnã, Camboja, Tailândia)
Tipo de plantaHerbácea rizomatosa perene
Ciclo de vidaPerene
Tamanho40 a 80 cm de altura, touceira de 30 a 50 cm de largura
LuminosidadeMeia-sombra luminosa a sol filtrado
RegaModerada a frequente na brotação e floração; reduzida na dormência
SoloFértil, leve, bem drenado, pH 5,5 a 6,5
Temperatura20 a 30 °C; não tolera geada
PropagaçãoDivisão de rizomas
Toxicidade para petsBaixa; considerada não tóxica, mas ingestão pode causar irritação leve
FloraçãoVerão (dezembro a março no Brasil), dura 3 a 4 semanas por haste

Perfil e comportamento

Necessidade de luzMédio
Necessidade de águaAlto
Facilidade de cultivoAlto
Adequação a vasosMuito alto
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioBaixo
Tolerância ao calorMuito alto
Valor ornamentalMuito alto

O que é e como reconhecer o açafrão-da-conchinchina

O açafrão-da-conchinchina é a Curcuma cochinchinensis, parente ornamental do açafrão-da-terra (Curcuma longa) e do gengibre. O nome Cochinchina se refere ao sul do atual Vietnã, de onde a espécie foi descrita.

Você a reconhece pela touceira de folhas largas, lanceoladas e verde-claras, com nervura central bem marcada e textura levemente aveludada. A inflorescência não é uma flor única, mas uma espiga de brácteas coloridas que protegem flores verdadeiras pequenas e efêmeras.

Diferente da tulipa-do-sião (Curcuma alismatifolia), mais comercial no Brasil, a C. cochinchinensis tem brácteas mais estreitas e espiga mais alongada, com menos volume no topo e cores mais suaves. Essa diferença é o jeito mais seguro de não comprar a espécie errada.

Floração e cores: o que esperar

A floração acontece no verão, entre dezembro e março, quando a planta já formou folhagem cheia. Cada rizoma emite uma haste floral de 15 a 25 cm acima das folhas.

O que chama atenção são as brácteas em tons de rosa-claro, lilás, branco e rosa-esbranquiçado. As flores verdadeiras, pequenas e brancas a amarelo-pálidas, abrem-se por poucos dias entre as brácteas e depois murcham, mas a espiga colorida se mantém bonita por 3 a 4 semanas.

Em vaso bem cuidado, uma touceira pode dar 2 a 5 hastes por estação. Como flor de corte, dura de 7 a 12 dias se a água for trocada a cada dois dias e a haste for cortada na diagonal.

Luz, solo e clima ideais no Brasil

Essa Curcuma é tropical de sub-bosque. Quer luz abundante, mas filtrada. Sol pleno forte do meio-dia queima as bordas das folhas, enquanto sombra fechada reduz a floração.

O ideal é meia-sombra luminosa: varanda coberta, sob sombrite 30 a 50%, ou canteiro com sol da manhã e sombra à tarde. Em regiões Sul e Sudeste, ela se adapta melhor com proteção contra vento frio.

O solo precisa ser fértil, leve e muito bem drenado. Mistura clássica que funciona: 2 partes de terra vegetal, 1 parte de composto orgânico e 1 parte de areia grossa ou perlita, com pH entre 5,5 e 6,5. Encharcamento apodrece o rizoma rapidamente.

Temperatura ótima entre 20 e 30 °C e umidade relativa alta. Não tolera geada e sente abaixo de 12 °C. Em locais com inverno frio, o cultivo em vaso é mais seguro para recolher o rizoma na dormência.

Como plantar açafrão-da-conchinchina por rizoma

O plantio é feito por divisão de rizomas, no final do inverno ou início da primavera, quando as gemas começam a inchar.

  • Escolha do rizoma: firme, sem mofo, com pelo menos 1 a 2 gemas visíveis. Rizomas murchos ou com cheiro forte de podre devem ser descartados.
  • Profundidade: plante a 4 a 6 cm de profundidade, com a gema voltada para cima. Em vaso de 20 a 25 cm, coloque 1 rizoma; em jardineira de 50 cm, até 3.
  • Espaçamento no canteiro: 25 a 35 cm entre plantas para formar touceira fechada sem competição.
  • Primeira rega: regue bem após o plantio e mantenha o solo úmido, mas nunca encharcado, até a brotação em 2 a 4 semanas.

Evite enterrar fundo demais. Rizoma muito profundo atrasa a brotação e aumenta o risco de podridão, erro comum de quem vem do cultivo de bulbos como amarílis.

Como cuidar ao longo do ano: rega, adubação e dormência

Durante brotação e floração, mantenha rega regular, 2 a 3 vezes por semana, deixando a camada superficial secar levemente entre as regas. Em vasos ao sol, pode ser dia sim, dia não no pico do calor.

Quando as folhas começarem a amarelar no outono, reduza a rega gradualmente. A planta entra em dormência natural por 3 a 4 meses. Nessa fase, mantenha o solo quase seco. Muita gente acha que a planta morreu e joga fora o vaso, mas o rizoma está apenas dormente.

Adubação

Adube no início da brotação com composto orgânico ou NPK 10-10-10 em dose leve a cada 30 a 40 dias até o fim da floração. Excesso de nitrogênio gera muita folha e pouca flor.

Uma cobertura com húmus de minhoca na primavera ajuda a manter a fertilidade sem compactar o solo. Suspenda a adubação na dormência.

Poda

Não há poda de formação. Remova apenas folhas secas e hastes florais murchas cortando rente à base. Isso evita fungos e direciona energia para o rizoma.

Em vaso ou no jardim: onde fica melhor

Em vaso, o açafrão-da-conchinchina brilha. Use vaso de boca larga, com furos e camada de drenagem de argila expandida. A vantagem é controlar solo, luz e recolher o vaso no inverno.

No jardim, funciona como bordadura de meia-sombra, forração alta ou maciço tropical junto com calatéias, alpínias e helicônias menores. Precisa de solo bem drenado; canteiros elevados são melhores que áreas que alagam.

Para arranjos, corte a haste quando metade das brácteas inferiores estiver aberta. Esse ponto garante maior durabilidade na água.

É tóxica para pets e crianças?

Curcumas ornamentais são consideradas de baixa toxicidade. Não há relatos consistentes de intoxicação grave em cachorros e gatos por Curcuma cochinchinensis, e o rizoma não contém os mesmos compostos irritantes de outras Zingiberaceae em alta concentração.

Ainda assim, a ingestão de folhas ou rizoma pode causar irritação oral leve, náusea ou vômito em animais sensíveis. Mantenha vasos fora do alcance de filhotes curiosos e, se houver ingestão, procure um veterinário. Para humanos, não é planta comestível como o açafrão-da-terra.

Pragas, doenças e erros comuns

É relativamente rústica, mas sofre com encharcamento. O problema número um é podridão de rizoma por solo pesado e rega na dormência.

  • Lesmas e caracóis: atraídos pela folhagem tenra na brotação. Remoção manual ao entardecer e controle de umidade resolvem na maioria dos casos.
  • Ácaros e pulgões: surgem em ar muito seco e quente. Lave as folhas com jato suave e mantenha a umidade ambiente.
  • Mancha foliar fúngica: pontos escuros com halo amarelado por excesso de água nas folhas. Melhore a ventilação e evite molhar a folhagem à noite.

Três erros que impedem a floração: vaso pequeno demais, sombra excessiva e não respeitar a dormência seca. Sem o descanso de inverno, o rizoma enfraquece e floresce pouco no ano seguinte.

Tipos e variedades parecidas para não confundir

O mercado vende várias Curcumas como açafrão ornamental. Vale saber diferenciar:

Nome Como identificar Uso
Açafrão-da-conchinchina (C. cochinchinensis) Espiga alongada, brácteas estreitas rosa-lilás suaves Vaso e bordadura delicada
Tulipa-do-sião (C. alismatifolia) Topo em forma de tulipa, brácteas largas rosa-choque ou brancas Flor de corte mais comercial
Curcuma zedoaria Folhagem com mancha roxa central, brácteas esverdeadas com rosa Folhagem ornamental

Na nossa avaliação, o açafrão-da-conchinchina é a escolha para quem quer elegância discreta e touceira mais leve, enquanto a tulipa-do-sião é mais impactante e chamativa. Se o rótulo vier só como Curcuma mix, peça o nome completo ao produtor.

Curiosidades que pouca gente conta

A espécie foi descrita pelo botânico francês François Gagnepain no início do século XX a partir de material do Vietnã, quando a região ainda era chamada Cochinchina. O nome popular preserva essa geografia histórica.

Na natureza, a polinização é feita principalmente por abelhas atraídas pelas flores verdadeiras escondidas entre as brácteas, não pelas brácteas em si. As brácteas funcionam como chamariz visual de longa duração.

Mesmo sendo da mesma família do gengibre, o rizoma da C. cochinchinensis não é usado como tempero e tem aroma muito mais suave que o da Curcuma longa. Confundir as duas é um erro comum em feiras.

Perguntas frequentes

Açafrão-da-conchinchina é o mesmo que açafrão-da-terra?

Não. O açafrão-da-terra é Curcuma longa, usado como tempero. O da Cochinchina é Curcuma cochinchinensis, ornamental, com rizoma sem valor culinário.

Quanto tempo dura a flor?

A espiga de brácteas dura 3 a 4 semanas na planta e 7 a 12 dias como flor de corte em água limpa.

Por que minha planta só dá folhas e não floresce?

Falta de luz filtrada abundante, vaso pequeno ou ausência de dormência seca no inverno são as causas mais comuns.

Pode ficar no sol pleno?

Tolera sol da manhã, mas sol forte do meio-dia queima as folhas. Prefira meia-sombra luminosa ou sol filtrado.

Como guardar o rizoma na dormência?

Reduza a rega, deixe as folhas secarem e mantenha o vaso em local seco e arejado. Pode manter o rizoma no próprio vaso com solo quase seco.

É tóxica para cachorro e gato?

É considerada de baixa toxicidade e geralmente listada como não tóxica, mas a ingestão pode causar irritação leve. Consulte um veterinário se houver consumo.

Quando plantar no Brasil?

Plante os rizomas entre agosto e novembro, no fim do inverno e início da primavera, para florescer no verão.

Você sabia?

1

Nome que é mapa histórico

Cochinchina era o nome do sul do Vietnã no período colonial. O nome popular da planta guarda essa geografia que já não existe nos mapas atuais.

2

Bráctea não é pétala

O que parece flor são brácteas coloridas. As flores verdadeiras são pequenas, duram 1 a 2 dias e ficam escondidas entre as brácteas, que permanecem bonitas por semanas.

3

Dormência obrigatória

Sem um período de 3 a 4 meses quase seco no outono-inverno, o rizoma não acumula reservas e a floração do verão seguinte falha ou nem acontece.

4

Parente do gengibre, mas não é tempero

Apesar de ser do gênero Curcuma, seu rizoma não tem a curcumina concentrada do açafrão-da-terra e não é usado na culinária.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  3. Missouri Botanical Garden
  4. Plants of the World Online - Kew

Prós e contras: Açafrão-da-conchinchina

Prós

  • Muito ornamental com brácteas duradouras e folhagem tropical elegante
  • Ótima para vasos e varandas de meia-sombra
  • Flor de corte de boa durabilidade
  • Cultivo simples por divisão de rizomas e boa resistência a pragas

Contras

  • Entra em dormência e fica sem folhas por meses no outono-inverno
  • Não tolera geada nem frio intenso
  • Exige solo bem drenado; encharcamento apodrece o rizoma
  • Floração concentrada no verão, não o ano todo
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o açafrão-da-conchinchina é uma das Curcumas mais equilibradas para casa: menos caricata que a tulipa-do-sião e mais florífera que espécies só de folhagem. Vale a pena se você aceita respeitar a dormência seca, que é justamente o segredo da floração exuberante no verão.

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Feliciano Murene
Escrito porFeliciano MureneVeterinário

Feliciano Murene é professor e criador de conteúdo. Formado em Biologia, possui cerca de 5 anos de experiência em sala de aula e atua na produção de conteúdos…

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Revisão especializadaFeliciano MureneVeterinário

Feliciano Murene é professor e criador de conteúdo. Formado em Biologia, possui cerca de 5 anos de experiência em sala de aula e atua na produção de conteúdos…

Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.