🐴 Cavalos

Campolina

Equus ferus caballus

Atualizado em

Grande, 1,48 a 1,62 mTamanho
400 a 600 kgPeso
25 a 30 anosExpectativa de vida
Sela e lazerUso
Dócil e altivoTemperamento
Cavalo Campolina adulto castanho em pé de perfil no pasto

O Campolina é uma raça brasileira de cavalo de sela, criada em Minas Gerais a partir de 1870 por Cassiano Campolina. De grande porte e andamento marchado extremamente cômodo, foi selecionada para unir beleza, altura e temperamento dócil.

Reconhecido pela Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina (ABCCC), o Campolina se destaca pela cabeça convexa, orelhas bem inseridas e pescoço arqueado. É um marchador de pista e de lazer, muito usado em cavalgadas, passeios e exposições, com marcha batida ou picada em quatro tempos.

Também conhecido como: Cavalo Campolina, Campolina Horse

Faz parte de: Cavalos de Sela, Raças de Cavalos Brasileiras, Raças de Cavalos Grandes

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Galeria de fotos de Campolina

Cavalo Campolina adulto castanho em pé de perfil no pasto
Campolina adulto: porte grande e perfil convexo característico.
Retrato da cabeça de cavalo Campolina mostrando perfil acarneirado
Cabeça acarneirada e orelhas bem inseridas do Campolina.
Égua Campolina com potro no pasto
Égua Campolina com potro: desenvolvimento alto desde cedo.
Cavalo Campolina em marcha batida na pista
Marcha batida: andamento de quatro tempos com apoio triplo.
Cavalo Campolina selado na cocheira
Campolina de sela pronto para cavalgada.
Detalhe dos cascos e pernas de cavalo Campolina
Cascos fortes exigem casqueamento a cada 30 a 45 dias.
Ideal para

O Campolina é ideal para quem busca um cavalo de sela alto, marchador e dócil para cavalgadas, passeios e exposições. Seu andamento cômodo e temperamento cooperativo agradam iniciantes bem orientados e famílias que valorizam lazer a cavalo com conforto. Funciona bem para criatórios que desejam um animal de pista com presença e para cavaleiros que priorizam regularidade da marcha em longas distâncias, desde que haja espaço, rotina e acompanhamento técnico.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem tem pouco espaço, sem piquete ou baia adequada, pois é um cavalo grande que precisa de exercício e manejo frequente de casco. Também não é a melhor escolha para quem busca velocidade, trabalho pesado com gado ou esportes de explosão, onde outras raças são mais eficientes. Tutores sem tempo ou sem apoio de veterinário e ferrador terão dificuldade, já que o Campolina exige cuidados constantes e custos de manutenção típicos de equinos de grande porte.

Como cuidar

Alimentação
Base de feno e pasto, concentrado apenas se necessário, sal mineral específico para equinos e água limpa à vontade; fracionar refeições para prevenir cólica
Casco e ferrageamento
Casqueamento a cada 30-45 dias; ferrageamento se houver uso em piso duro; manter cama seca e cascos limpos
Abrigo e ambiente
Baia ventilada de pelo menos 12 m² ou piquete com sombra, cocho e bebedouro; exercício diário e socialização
Saúde
Vacinas, vermifugação estratégica, cuidado dentário anual e controle de peso; observar sinais de cólica e laminite e acionar veterinário de equinos

Perfil rápido de Campolina

Vida útil

Em manejo doméstico
25 a 30 anos com manejo, nutrição e veterinário adequados
Fase de potro
Desmame entre 5 e 6 meses; doma racional a partir dos 2 anos
Vida útil de sela
Uso leve a moderado dos 3 aos 20 anos, dependendo da saúde articular

Reprodução

Gestação
335 a 342 dias, em média 11 meses
Potros por gestação
1 potro; gêmeos são raros e de risco
Maturidade sexual
Éguas 18 a 24 meses; garanhões 24 a 36 meses
Estação reprodutiva
Primavera e verão, com maior fertilidade entre setembro e fevereiro no Brasil

Encontrado em 1 país

  • Brasil

Como animal de estimação

Custo de manutenção
Alto: alimentação volumosa e concentrada, ferrageamento, baia/piquete, vacinas, vermifugação e dentista equino
Legalidade no Brasil
Criação permitida; registro genealógico pela ABCCC com avaliação morfológica e de andamento
Nível de cuidado
Intermediário a alto; exige rotina, espaço e acompanhamento profissional
Adequação
Ótimo para sela e lazer; não indicado para apartamento ou sem área rural

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Mammalia
Ordem
Perissodactyla
Família
Equidae
Gênero
Equus
Espécie
Equus ferus caballus

Resumo

  • O Campolina é uma raça brasileira de sela criada em Entre Rios de Minas (MG) a partir do cruzamento da égua Medéia com o garanhão Monarca.
  • De grande porte e andamento marchado, tem altura entre 1,48 m e 1,62 m, temperamento dócil e pelagens variadas, exceto albina e pampa.
  • É indicado para cavalgadas, lazer e pista, exigindo manejo regular de casco, alimentação e acompanhamento veterinário para prevenir cólica e laminite.

Características

Ficha da raça

OrigemEntre Rios de Minas, Minas Gerais, Brasil (1870)
TipoSangue misto (sela)
TamanhoGrande
Altura na cernelhaMachos 1,54 a 1,62 m (ideal 1,58 m); Fêmeas 1,48 a 1,56 m (ideal 1,52 m)
Peso400 a 600 kg
Expectativa de vida25 a 30 anos
PelagensTodas, exceto albina e pampa
Corescastanhoalazãobaiotordilhopretopampa não permitidarosilholobuno
TemperamentoDócil, corajoso, altivo e cooperativo
Principais usosSela, cavalgada, lazer, exposição e lida leve
AndamentosMarcha batida e marcha picada (4 tempos com apoio triplo)
Principais problemas de saúdeCólica, laminite, síndrome metabólica equina, problemas articulares

Perfil e comportamento

DocilidadeMuito alto
Nível de energiaMédio
VelocidadeMédio
ResistênciaAlto
Facilidade de manejoAlto
Indicado para iniciantesAlto
Adequado para criançasMédio
Custo de manutençãoAlto

Origem mineira: como nasceu o Campolina

O Campolina nasceu em 1870, na Fazenda Tanque, em Entre Rios de Minas (MG), pelas mãos do fazendeiro Cassiano Campolina. O marco inicial foi o cruzamento da égua baia Medéia com o garanhão Monarca, um animal de origem controversa citado como mestiço de Puro-Sangue Inglês.

Para fixar porte e comodidade, Cassiano introduziu sangue de Mangalarga Marchador, Andaluz, Percheron, Clydesdale, Holsteiner e American Saddlebred. O objetivo era um cavalo alto, bonito e marchador, diferente dos animais menores usados na lida da época.

A raça ganhou livro genealógico ainda na década de 1930 e a ABCCC foi fundada em 1951, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte. Desde então, o Campolina tem seleção oficial e exposições nacionais que definem o padrão moderno.

Como reconhecer um Campolina na hora

O Campolina é o marchador brasileiro mais alto. A impressão geral é de um cavalo de sela elegante, de frente leve e garupa musculosa, sem parecer pesado como um tracionador.

A cabeça é convexa (carneira), de perfil acarneirado suave, com orelhas médias, bem afastadas e ativas. Os olhos são expressivos e as narinas amplas. O pescoço é longo, bem inserido e arqueado, com crina farta.

O tronco é profundo, o peito amplo e a garupa levemente inclinada. Pernas longas, bem aprumadas e cascos fortes completam o conjunto. O conjunto transmite altivez sem agressividade, marca registrada em pista.

Tamanho, peso e altura: o padrão oficial da raça

Pelo padrão da ABCCC, machos medem de 1,54 m a 1,62 m e fêmeas de 1,48 m a 1,56 m na cernelha. Os ideais são 1,58 m para machos e 1,52 m para fêmeas.

O peso adulto varia de 400 a 600 kg, com machos no topo da faixa. Potros já nascem altos e crescem rápido até os 36 meses, quando fecham grande parte do desenvolvimento ósseo.

Categoria Altura na cernelha Peso médio
Macho adulto 1,54 a 1,62 m 500 a 600 kg
Fêmea adulta 1,48 a 1,56 m 400 a 500 kg
Potros ao nascer 0,90 a 1,00 m 45 a 60 kg

Animais abaixo do mínimo são desclassificados para registro definitivo. A altura é medida com hipômetro na cernelha, com o cavalo em piso plano.

Pelagens e cores que a ABCCC aceita

O Campolina aceita praticamente todas as pelagens sólidas e compostas, o que o torna uma das raças mais variadas visualmente no Brasil. As únicas não permitidas para registro são a albina e a pampa (malhada de grande extensão).

As mais vistas são castanha, alazã, baia, preta, tordilha, rosilha e lobuna. Pelagens como cremela, palomina e pampa mínima podem aparecer, mas passam por avaliação rigorosa do registro.

Marcas brancas na cara e nas pernas são aceitas quando discretas. Tordilhos nascem escuros e clareiam com a idade, o que confunde tutores iniciantes que esperam que a cor se mantenha.

Andamento marchado: por que a montaria é tão cômoda

O Campolina é um cavalo de marcha de quatro tempos com apoios triplos. Isso significa que há sempre um ou mais cascos no chão, sem o salto do trote. O resultado é menos impacto para a coluna do cavaleiro.

A raça apresenta dois andamentos: marcha batida, mais marcada e firme, e marcha picada, mais suave e com maior dissociação. Ambas são avaliadas em pista pelo diagrama, regularidade e comodidade.

Diferente do Mangalarga Marchador, o Campolina não tem trote como andamento oficial e a marcha costuma ter passadas mais amplas devido à altura. É essa amplitude que dá a sensação de “deslizar” em vez de sacudir.

Como sentir a diferença na sela

Na marcha batida, você ouve um ritmo mais nítido e sente apoio constante. Na picada, o balanço lateral é maior e o som é mais abafado. Um bom Campolina mantém regularidade mesmo em terreno irregular, sem quebrar para trote ou galope.

Temperamento e comportamento no dia a dia

O padrão descreve o Campolina como dócil, corajoso e altivo. Na prática, é um cavalo que aceita bem manejo, cabresto e escovação, mas mantém postura ereta e olhar atento.

Tem boa capacidade de aprendizado e memória, respondendo bem a comandos consistentes. Não é um cavalo reativo como raças de sangue quente puro, mas também não é apático.

Com socialização desde potro, convive bem com outros cavalos e com humanos. A falta de rotina e de exercício pode gerar ansiedade, vícios de baia e dificuldade de manejo, como em qualquer raça de sela.

Para que serve hoje: sela, lazer e pista

Hoje o Campolina é essencialmente um cavalo de sela para lazer e exposição. Brilha em cavalgadas longas, passeios, enduro de regularidade leve e provas de marcha.

Pelo porte, foi historicamente usado pelo Exército Brasileiro para tração leve e montaria de oficiais, quando se buscava um animal alto e marchador. Atualmente esse uso é residual.

Não é um cavalo de velocidade nem de trabalho pesado com gado. Para lida intensa, raças quartistas ou crioulas levam vantagem em agilidade e arranque. O Campolina entrega conforto em longas distâncias, não explosão.

  • Vai bem: cavalgadas, turismo equestre, pista de marcha, lazer em família.
  • Vai mal: apartação, laço técnico, corridas e tração pesada.

Saúde, cuidados e manejo que não podem faltar

Como todo equino grande, o Campolina exige alimentação baseada em volumoso de qualidade, sal mineral e água limpa à vontade. Excesso de concentrado e pouco feno são gatilhos clássicos de cólica e laminite.

Os cascos crescem cerca de 6 a 10 mm por mês e precisam de casqueamento a cada 30 a 45 dias e ferrageamento quando em uso. A altura e o peso aumentam a carga sobre articulações, então piso irregular e excesso de peso devem ser evitados.

Vacinação, vermifugação estratégica e controle dentário anual são obrigatórios. Síndrome metabólica equina e obesidade aparecem com facilidade em animais confinados sem exercício. Ao notar manqueira, apatia ou abdômen distendido, chame médico-veterinário de equinos imediatamente.

Campolina ou Mangalarga Marchador: diferenças que confundem

A confusão é comum porque ambos são marchadores brasileiros. O Campolina é mais alto e de cabeça convexa, enquanto o Mangalarga Marchador tem perfil mais retilíneo e porte médio.

Na marcha, o Campolina tende a passadas mais amplas e andamentos batido/picado bem definidos. O Mangalarga Marchador também tem marcha batida e picada, mas com seleção mais antiga para diagrama e rendimento em pista e maior efetivo nacional.

Na prática, escolha pelo objetivo: se você quer altura, imponência e comodidade para cavalgadas, o Campolina se destaca. Se busca agilidade e oferta maior de criatórios, o Mangalarga Marchador pode ser mais fácil de encontrar.

Vale a pena ter um Campolina? Para quem é indicado

É um cavalo que entrega conforto, beleza e temperamento estável. Para quem valoriza passeios longos sem cansar a coluna, poucos marchadores competem em comodidade com um bom Campolina de marcha picada.

Exige espaço, piquete ou baia bem ventilada, rotina e orçamento para ferrageamento, alimentação e veterinário. Não é um cavalo para ficar meses parado no pasto sem manejo.

Na nossa avaliação, o Campolina é uma das melhores portas de entrada para o mundo da marcha justamente por ser dócil e alto, mas cobra do tutor compromisso com manejo correto. Sem isso, o custo e o bem-estar ficam comprometidos.

Perguntas frequentes

Qual a altura do cavalo Campolina?

Machos de 1,54 m a 1,62 m e fêmeas de 1,48 m a 1,56 m na cernelha, com ideais de 1,58 m e 1,52 m respectivamente.

Campolina é marchador?

Sim. Apresenta marcha batida e marcha picada, ambas de quatro tempos com apoios triplos, sem trote como andamento oficial.

Qual a diferença entre Campolina e Mangalarga Marchador?

O Campolina é mais alto, de cabeça convexa e passadas amplas; o Mangalarga Marchador tem porte médio, perfil retilíneo e maior efetivo no país.

Quais pelagens o Campolina pode ter?

Quase todas, como castanho, alazão, baio, preto, tordilho e rosilho. Pelagens albina e pampa não são registradas pela ABCCC.

Campolina é dócil para iniciante?

Sim, é dócil e cooperativo, por isso é indicado para iniciantes com orientação, mas exige espaço, rotina e custos de equino grande.

Quanto tempo vive um Campolina?

De 25 a 30 anos quando bem manejado, com alimentação adequada, casqueamento regular e acompanhamento veterinário.

Campolina serve para trabalho com gado?

Pode fazer lida leve, mas não é sua vocação. Para trabalho pesado, raças de agilidade como Quarto de Milha são mais eficientes.

Você sabia?

1

O garanhão que começou tudo

O garanhão Monarca, base da raça, foi adquirido por Cassiano Campolina após cruzar a égua Medéia em 1870 na Fazenda Tanque. A partir desse único acasalamento, Cassiano fixou o tipo alto e marchador.

2

Raça de desfile militar

Durante décadas o Exército Brasileiro usou Campolinas em desfiles e como montaria de oficialato justamente pela altura e pela marcha cômoda, que permitia longos deslocamentos sem fadiga.

3

Livro fechado e sem pampa

O Campolina tem livro genealógico fechado e não registra pelagem pampa nem albina, uma regra rara entre raças brasileiras e que ajuda a manter a uniformidade do padrão.

4

Marcha com apoio triplo

Na marcha verdadeira do Campolina há momentos com três cascos apoiados ao mesmo tempo, o que explica a estabilidade e a ausência de salto típico do trote.

Fontes

  1. Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina - ABCCC
  2. Embrapa - Equinos
  3. Ministério da Agricultura e Pecuária - MAPA

Prós e contras: Campolina

Prós

  • Marcha muito cômoda para longas cavalgadas
  • Temperamento dócil e fácil de manejar
  • Grande porte e presença em pista
  • Versátil para lazer, passeio e exposição
  • Boa adaptação ao clima e manejo brasileiros

Contras

  • Exige espaço e custo alto de manutenção
  • Não é veloz nem ágil para esportes de explosão
  • Pode desenvolver problemas articulares se obeso ou sem exercício
  • Oferta menor de criatórios que outras raças marchadoras
  • Pelagens pampa e albina não são registradas
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o Campolina é o marchador brasileiro que melhor equilibra altura, beleza e comodidade, mas paga o preço do tamanho em exigência de manejo. É a escolha certa para quem quer presença em pista e conforto em cavalgadas, não para quem busca agilidade de quarto de milha.

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Deyse Timana
Escrito porDeyse TimanaVeterinária - Redatora

Sou uma entusiasta do universo dos peixes e da vida aquática. Dedico-me a pesquisar e partilhar informações sobre espécies de peixes, alimentação, comportamento, habitat e cuidados, ajudando os…

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.