🐶 Cachorros

Dogue de Bordéus

Canis lupus familiaris

Atualizado em

Grande a giganteTamanho
45 a 65 kgPeso
5 a 8 anosExpectativa de vida
Baixa a moderadaEnergia
Moderado, exige firmeza doceTreino
Dogue de Bordéus adulto em pé na grama, mostrando corpo musculoso e pelagem fulvo mogno

O Dogue de Bordéus é um cachorro gigante, de cabeça enorme e corpo musculoso, conhecido pelo temperamento calmo, leal e extremamente apegado ao tutor. Apesar da aparência imponente, é dócil em casa e silencioso, mas atento a qualquer ameaça ao território.

De origem francesa muito antiga, foi cão de guarda, de tração e de rinha, hoje é quase exclusivamente cão de companhia e proteção. Exige tutor experiente, espaço e atenção à saúde, já que tem expectativa de vida curta e predisposição a problemas cardíacos e articulares.

Também conhecido como: Dogue de Bordeaux, Bordeaux Mastiff, Mastim Francês, Dogo de Burdeos

Faz parte de: Raças de Cachorros Grandes

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Galeria de fotos de Dogue de Bordéus

Dogue de Bordéus adulto em pé na grama, mostrando corpo musculoso e pelagem fulvo mogno
Dogue de Bordéus adulto com porte gigante e musculatura imponente.
Rosto de Dogue de Bordéus em close, destacando cabeça larga e rugas
Cabeça larga e rugas características do Dogue de Bordéus.
Filhote de Dogue de Bordéus sentado em tapete claro dentro de casa
Filhote de Dogue de Bordéus, fase de crescimento rápido.
Dogue de Bordéus passeando calmamente na guia em parque arborizado
Passeios leves e regulares são suficientes para a raça.
Dogue de Bordéus deitado em cama ortopédica dentro de casa
Gigante calmo prefere ficar perto do tutor dentro de casa.
Detalhe da pelagem curta do Dogue de Bordéus em tons fulvo e mogno
Pelagem curta e macia em tons de fulvo, do isabela ao mogno.
Ideal para

Ideal para tutores experientes que buscam um cachorro gigante, calmo e muito leal para viver dentro de casa e fazer guarda natural. Se dá bem com famílias que ficam bastante em casa, têm espaço e valorizam um companheiro silencioso e afetuoso. Também funciona para quem quer um protetor equilibrado, que alerta sem latir em excesso e cria vínculo forte com crianças maiores e adolescentes, desde que haja socialização precoce e rotina estável.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para tutores de primeira viagem, quem mora em apartamento pequeno ou passa o dia fora. O Dogue sofre com solidão, precisa de manejo firme e gentil e não tolera ficar isolado no quintal. Não é indicado para quem não lida bem com baba, ronco, queda de pelos e custos altos de alimentação e veterinário. Além disso, exige atenção ao calor e tem expectativa de vida curta, o que pesa emocional e financeiramente.

Como cuidar

Alimentação
Ração super premium para raças gigantes, 2 a 3 porções diárias controladas. Evite exercício 1h antes e depois de comer para prevenir torção gástrica.
Exercício
30 a 45 min de caminhada leve por dia. Sem corridas intensas até 18 meses. Evite calor forte por ser braquicefálico.
Higiene
Escovação semanal, banho mensal, limpeza de dobras faciais e orelhas 2 a 3x por semana e secagem da baba após refeições.
Saúde
Check-up cardiológico anual com ecocardiograma, controle de peso, cama ortopédica e vacinas em dia. Atenção a manqueira, tosse e abdômen inchado.
Treino e socialização
Socialização intensa entre 8 e 16 semanas e treino positivo em sessões curtas. Ensine a não puxar na guia e a não pular desde filhote.

Perfil rápido de Dogue de Bordéus

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Mammalia
Ordem
Carnivora
Família
Canidae
Gênero
Canis
Espécie
Canis lupus familiaris

Resumo

  • O Dogue de Bordéus é um cachorro gigante francês, de 58 a 68 cm e até 65 kg, com cabeça proporcionalmente a maior entre as raças.
  • Calmo, leal e protetor, é muito afetuoso com a família, reservado com estranhos e precisa de socialização precoce e treino consistente.
  • Tem energia baixa, baba bastante, solta pelo moderado e vive em média de 5 a 8 anos, exigindo cuidados com articulações, coração e torção gástrica.

Características

Ficha da raça

OrigemFrança (região de Bordéus)
GrupoGrupo 2 - Cães Molossóides (FCI) / Working (AKC)
TamanhoGrande a gigante
AlturaMachos 60 a 68 cm; fêmeas 58 a 66 cm
PesoMachos 50 a 65 kg; fêmeas 45 a 57 kg
Expectativa de vida5 a 8 anos
PelagemCurta, fina e macia ao toque
Coresfulvomognoisabela (fulvo claro)
Tipos ou variedadesTipo único, máscara preta ou vermelha
Escovação1 vez por semana
Principais problemas de saúdeDisplasia coxofemoral e de cotovelo, cardiomiopatia dilatada, estenose aórtica, torção gástrica, problemas de pele e olhos

Perfil e comportamento

Nível de afetoMuito alto
SimpatiaMédio
Adequado para criançasAlto
Aceita outros animaisMédio
Necessidade de exercícioBaixo
LudicidadeBaixo
Nível de energiaBaixo
TreinabilidadeMédio

Dogue de Bordéus em poucas palavras: o gigante que parece bravo, mas é grude

O Dogue de Bordéus impressiona à primeira vista. Cabeça gigantesca, focinho curto, peito largo e olhar sério dão a ideia de um cachorro agressivo, mas a realidade é oposta dentro de casa.

É um gigante calmo, afetuoso e muito apegado. Prefere ficar perto do tutor a qualquer outra atividade e costuma seguir a pessoa de cômodo em cômodo. Late pouco e só quando há motivo real.

Não é um cachorro para quem busca agitação. Ele é pouco energético, dorminhoco e sensível a broncas. A teimosia existe, mas vem mais da sensibilidade do que da desobediência.

Origem e história: do cão de açougueiro ao astro de cinema

A raça é uma das mais antigas da França, com registros desde o século XIV no sudoeste do país. Descende de antigos molossos trazidos pelos romanos e de cães de guarda dos aquitanos.

Por séculos trabalhou com açougueiros de Bordéus, guardando gado, puxando carroças de carne e protegendo propriedades. Também foi usado para guarda de castelos, caça a javalis e, infelizmente, em rinhas.

Quase desapareceu após as duas guerras mundiais. Foi salva por criadores franceses dedicados e reconhecida oficialmente pela FCI em 1954. A fama mundial só veio em 1989 com o filme Parceiros (Turner & Hooch), com Tom Hanks, que fez a procura pela raça explodir nos Estados Unidos.

Tamanho, peso e aparência: como reconhecer um Dogue de Bordéus puro

O Dogue é um molosso braquicefálico de ossatura pesada. O padrão pede corpo atlético, mas não obeso, com peito profundo e musculatura evidente, sem parecer desengonçado.

A marca registrada é a cabeça volumosa e trapezoidial, considerada proporcionalmente a maior entre todas as raças. O crânio é largo, com rugas moderadas, stop bem marcado, focinho curto (1/3 do comprimento da cabeça) e lábios pendentes que causam a famosa baba.

Orelhas são pequenas, caídas e em forma de triângulo. Olhos ovais, afastados, em tons de avelã a castanho-escuro. Cauda grossa na base, de inserção baixa, que o cachorro carrega pendente em repouso.

Altura na cernelha Peso adulto
Macho 60 a 68 cm 50 a 65 kg
Fêmea 58 a 66 cm 45 a 57 kg

Filhotes crescem muito rápido. É comum ganharem 400 a 600 g por semana até os 6 meses e atingirem quase 90% do peso adulto com 1 ano, mas só amadurecem de verdade entre 2 e 3 anos. O crescimento acelerado exige controle alimentar para não sobrecarregar as articulações.

Pelagem e cores: o fulvo inconfundível

A pelagem é curta, fina e macia, bem rente ao corpo. Não tem subpelo denso, por isso não é indicada para frio intenso nem para ficar o dia todo no sol forte.

As cores são sempre em tons de fulvo, variando do isabela (bege bem claro) ao mogno (avermelhado intenso). Todas as nuances são aceitas, desde que uniformes. Manchas brancas pequenas no peito e nas pontas dos dedos são toleradas, mas não desejadas.

O que muda é a máscara:

  • Máscara preta: focinho e trufa bem escuros, com possível escurecimento ao redor dos olhos.
  • Máscara vermelha (ou marrom): trufa avermelhada, máscara no mesmo tom do pelo, porém mais intensa.
  • Sem máscara: mais raro, o focinho tem a mesma cor do corpo.

Trufa e coloração da máscara devem combinar. Nariz despigmentado é falta grave em exposição.

Temperamento e personalidade: guardião calmo, não cão de ataque

O Dogue de Bordéus foi selecionado para guardar sem ser agressivo sem motivo. Ele observa, avalia e só age se perceber ameaça real à família ou ao território. No dia a dia, é equilibrado e silencioso.

Com a família é extremamente afetuoso, paciente e dependente de contato. Sofre se for isolado no quintal. Gosta de encostar, apoiar a cabeça no colo e ficar no mesmo ambiente que o tutor. Essa necessidade de proximidade é maior que na maioria dos molossos.

Com estranhos é reservado e vigilante, não efusivo. Não costuma avançar, mas impõe presença. A socialização desde filhote é obrigatória para que ele aprenda a diferenciar visita de intruso e não se torne inseguro ou reativo.

É sensível e não responde bem a gritos ou punição física. Aprende melhor com treino curto, positivo e consistente. Teimosia aparece quando a atividade é repetitiva ou sem recompensa clara.

Convivência com crianças, estranhos e outros animais

Com crianças da própria família, costuma ser paciente, tolerante e protetor. O problema não é o temperamento, é o tamanho. Uma trombada brincando pode derrubar uma criança pequena sem querer.

Supervisão é essencial, e as crianças precisam aprender a não puxar orelhas, montar no cachorro ou incomodá-lo enquanto come ou dorme. Quando bem socializado, aceita bem as amizades das crianças, mas sempre com vigilância.

Com outros cachorros, a convivência depende muito da criação. Machos adultos podem ser dominantes com outros machos, especialmente do mesmo porte. Fêmeas tendem a ser mais sociáveis. Gatos e outros pets podem conviver bem se o Dogue crescer com eles desde filhote.

Não é um cachorro que late à toa para campainha ou barulho na rua, mas avisa com latido grave e postura firme quando alguém se aproxima do portão. Depois do alerta, tende a se posicionar entre o tutor e o estranho.

Cuidados essenciais: alimentação, exercícios, higiene e treino

Alimentação

Precisa de ração super premium para raças gigantes, com controle rigoroso de quantidade. Crescimento rápido + excesso de peso = displasia e problemas cardíacos mais cedo.

Divida em 2 a 3 refeições por dia e evite exercício, excitação ou água em grande volume logo antes e depois de comer. Isso reduz o risco de torção gástrica, emergência comum em peito profundo.

Exercícios

Apesar do porte, não é atleta. 30 a 45 minutos de caminhada leve por dia + tempo livre no quintal já são suficientes. Evite corridas longas, saltos e escadas em excesso até 18 meses.

É sensível ao calor por causa do focinho curto. Passeie no início da manhã ou fim de tarde, ofereça sombra, água fresca e nunca deixe no carro ou canil abafado.

Higiene

Escove uma vez por semana com luva ou escova de cerdas macias. A queda de pelos é moderada, mas constante, com picos na primavera e outono.

Atenção especial a dobras do rosto, lábios e orelhas. Limpe as dobras 2 a 3 vezes por semana para evitar dermatite e mau cheiro, e seque bem a baba após comer e beber. Banhos a cada 30 a 45 dias são suficientes.

Treino

Comece cedo, entre 8 e 16 semanas, com socialização intensa: pessoas, sons, outros cachorros vacinados, carro e manipulação. Use reforço positivo, petiscos e sessões de 5 a 10 minutos.

Ensine desde filhote a não puxar na guia, não pular nas pessoas e a aceitar comandos de “deixa”, “fica” e “vem”. Um Dogue adulto de 60 kg sem educação básica se torna difícil de controlar na força.

Saúde: por que vive pouco e o que monitorar

A expectativa de 5 a 8 anos é uma das menores entre cachorros. O porte gigante, o crescimento acelerado e a seleção para cabeça grande cobram seu preço. Isso não significa que todo Dogue viverá pouco, mas o tutor precisa estar preparado para acompanhamento veterinário frequente.

Principais predisposições:

  • Displasia coxofemoral e de cotovelo: manqueira, dor e artrose precoce. Controle de peso e piso não escorregadio ajudam.
  • Doenças cardíacas: cardiomiopatia dilatada e estenose aórtica são as causas mais comuns de morte precoce na raça. Check-up cardiológico anual com ecocardiograma é recomendado a partir dos 2 anos.
  • Torção gástrica (dilatação-vólvulo): emergência que exige cirurgia imediata. Comer rápido, porções grandes e estresse aumentam o risco.
  • Problemas de pele, olhos e respiração: dermatites nas dobras, entrópio/ectrópio, e síndrome braquicefálica leve com roncos e intolerância ao calor.

Mantenha vacinas, vermifugação e controle de peso em dia, ofereça cama ortopédica para proteger as articulações e faça exames preventivos semestrais. Qualquer sinal de cansaço fácil, tosse, desmaio ou abdômen inchado exige veterinário imediato.

Vale a pena ter um Dogue de Bordéus? Para quem a raça é indicada

Vale para quem busca um companheiro gigante, calmo e protetor, que participe da rotina da casa e não precise de corridas diárias. Ele se adapta melhor a casas com quintal e à família que fica bastante em casa.

Na nossa avaliação, o Dogue brilha como cão de guarda familiar equilibrado: impõe respeito sem ser histérico e cria vínculo profundo com todos da casa, inclusive adolescentes. Não é o melhor para quem quer um cachorro para esportes ou para impressionar com agressividade.

Exige tutor com experiência, pulso calmo e orçamento para saúde. Ração em grande quantidade, veterinário especializado e possíveis cirurgias ortopédicas ou cardíacas pesam. E é preciso lidar com baba, ronco e pelos no sofá sem se incomodar.

Perguntas frequentes

Dogue de Bordéus é bravo?

Não por natureza. É reservado com estranhos e protetor, mas calmo e afetuoso com a família. A agressividade costuma vir de falta de socialização ou manejo errado.

Dogue de Bordéus late muito?

Não. Late pouco e apenas para alertar. É um dos molossos mais silenciosos, o que ajuda em casas, mas não substitui a guarda atenta.

Pode viver em apartamento?

Não é o ideal. Apesar de calmo, é gigante, baba, precisa de espaço e sofre com calor. Só é viável em apartamento grande, com passeios diários e ar-condicionado.

Dogue de Bordéus se dá bem com crianças?

Sim, quando bem socializado, é paciente e protetor. O cuidado é com o tamanho: pode derrubar crianças pequenas sem querer, por isso exige supervisão.

Quanto tempo vive um Dogue de Bordéus?

Em média de 5 a 8 anos, uma das expectativas mais curtas entre raças grandes, principalmente por problemas cardíacos e articulares.

Ele solta muito pelo e baba muito?

Solta pelo moderado o ano todo e baba bastante devido aos lábios pendentes e focinho curto. Limpeza das dobras e toalha para baba fazem parte da rotina.

Precisa de muito exercício?

Não. 30 a 45 minutos de caminhada leve por dia são suficientes. Excesso de esforço, principalmente no calor e na fase de crescimento, pode prejudicar articulações.

Você sabia?

1

A cabeça mais pesada do mundo canino

O padrão da FCI destaca que o Dogue tem a maior cabeça proporcional ao corpo entre todas as raças, com circunferência que pode ultrapassar 60 cm nos machos adultos.

2

Astro de Hollywood

O Dogue Beasley, do filme Parceiros (Turner & Hooch, 1989), fez a raça sair do anonimato na França e virar febre nos EUA nos anos 90, aumentando os registros em mais de 300%.

3

Baba por anatomia

Os lábios pendentes e o focinho curto fazem o Dogue babar o tempo todo, principalmente após beber água, comer ou no calor. Ter toalhinha à mão faz parte da rotina do tutor.

4

Crescimento enganoso

Apesar de parecer adulto com 10 meses, o Dogue só atinge maturidade física e mental entre 2 e 3 anos. Até lá, ainda é um filhote gigante que precisa de controle alimentar rigoroso.

Fontes

  1. FCI - Fédération Cynologique Internationale
  2. AKC - American Kennel Club
  3. CBKC - Confederação Brasileira de Cinofilia

Prós e contras: Dogue de Bordéus

Prós

  • Extremamente leal e apegado à família, ótimo cão de companhia e guarda natural silenciosa
  • Calmo e equilibrado dentro de casa, late pouco e observa antes de agir
  • Paciente com crianças da família quando bem socializado
  • Baixa necessidade de exercício comparado a outros gigantes
  • Aparência imponente que por si só inibe intrusos

Contras

  • Expectativa de vida curta (5 a 8 anos) e predisposição a doenças cardíacas e articulares
  • Baba, ronca e solta pelo; exige limpeza frequente de dobras e orelhas
  • Não tolera calor e precisa de manejo alimentar rigoroso para evitar torção gástrica
  • Pode ser teimoso e dominante com outros machos se não for socializado cedo
  • Custo alto com alimentação, veterinário e necessidade de espaço e cama ortopédica
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o Dogue de Bordéus é um dos melhores gigantes para guarda familiar justamente por ser calmo e não precisar provar nada latindo o tempo todo. O preço dessa tranquilidade é a saúde delicada e a vida curta, que exigem tutor consciente e preparado para cuidar de um cachorro que envelhece rápido.

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Sou uma entusiasta do universo dos peixes e da vida aquática. Dedico-me a pesquisar e partilhar informações sobre espécies de peixes, alimentação, comportamento, habitat e cuidados, ajudando os…

Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.