🦜 Aves e Pássaros

Ema-de-darwin

Rhea pennata

Atualizado em

90 a 100 cm de alturaTamanho
15 a 25 kgPeso
15 a 20 anosExpectativa de vida
Ronco grave e assobioCanto
Estepe patagônica e puna andinaHabitat
Ema-de-darwin de corpo inteiro em pé na estepe patagônica

A Ema-de-darwin (Rhea pennata) é a menor das duas emas sul-americanas e a mais austral do mundo. Com plumagem acinzentada toda salpicada de branco, pernas longas e incapaz de voar, ela habita as paisagens abertas e frias da Patagônia e do Altiplano andino, de 0 a 4.500 metros de altitude.

Diferente da ema-comum, ela é mais baixa, mais leve e muito mais adaptada ao frio e à altitude. Vive em grupos pequenos, corre a até 60 km/h para fugir de predadores e tem um sistema reprodutivo invertido: o macho constrói o ninho, choca os ovos e cria os filhotes sozinho, enquanto as fêmeas seguem para acasalar com outros machos.

Também conhecido como: Nandu-de-darwin, Choique, Suri cordilheira, Lesser Rhea, Darwin's Rhea, Ñandú petiso

Explore a wiki

Galeria de fotos de Ema-de-darwin

Ema-de-darwin de corpo inteiro em pé na estepe patagônica
Ema-de-darwin adulta mostrando plumagem manchada típica.
Close da cabeça e bico da Ema-de-darwin
Detalhe da cabeça clara e bico curto da Ema-de-darwin.
Ema-de-darwin correndo com asas abertas na estepe
Corrida veloz com asas usadas como leme.
Ema-de-darwin no habitat de puna andina em altitude
Habitat típico de puna no Altiplano andino.
Macho de Ema-de-darwin chocando ninho com ovos no chão
Macho chocando ninhada coletiva no ninho de chão.
Macho de Ema-de-darwin com filhotes na estepe
Pai cuidando dos filhotes nidífugos após a eclosão.

Perfil rápido de Ema-de-darwin

Estado de conservação

LC
Pouco Preocupante

Espécie com distribuição ampla, mas populações andinas pequenas e fragmentadas em declínio local.

População
estável a em declínio
Protegido por
Sim, protegida por leis nacionais na Argentina, Chile, Peru e Bolívia; comércio regulado pela CITES Apêndice II para subespécies andinas

Calendário

ReproduçãoJFMAMJJASOND
Incubação e cuidado paternoJFMAMJJASOND
Muda de penasJFMAMJJASOND

Vida útil

Na natureza
15 a 20 anos; mortalidade alta de ovos e filhotes por predação e frio
Em cativeiro
Até 28 a 30 anos com manejo adequado e alimentação balanceada

Reprodução

Acasalamento
Polígamo; macho forma harém de 2 a 7 fêmeas entre setembro e dezembro
Estrutura social
Macho territorial e único cuidador; fêmeas poliândricas sequenciais
Padrão sazonal
Postura na primavera austral (setembro a janeiro), pico em outubro-novembro
Tipo de nascimento
Ovíparo; filhotes nidífugos e precoces, seguem o pai horas após eclodir
Ninhada
10 a 30 ovos por ninho coletivo; 1 ninhada por estação; incubação 30 a 44 dias

Habitat

Ambientes

  • Estepe patagônica
  • Campos arbustivos frios
  • Puna e Altiplano andino
  • Planaltos e salares de altitude

Biomas

  • Estepe Patagônica
  • Puna Andina
  • Campos Temperados

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Folhas e brotos de gramíneas
  • Sementes e frutos de arbustos patagônicos

Outros alimentos

  • Insetos e lagartas
  • Pequenos vertebrados
  • Gastrólitos (pedrinhas para moela)

Encontrado em 4 países

  • Argentina
  • Chile
  • Bolívia
  • Peru

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Aves
Ordem
Rheiformes
Família
Rheidae
Gênero
Rhea
Espécie
Rhea pennata

Resumo

  • A Ema-de-darwin é a menor ema das Américas, com 90 a 100 cm de altura e plumagem cinza-acastanhada salpicada de branco, adaptada ao frio da Patagônia e da Puna andina.
  • Vive em grupos de 5 a 30 aves, corre muito rápido e se comunica por roncos graves e assobios, com machos que chocam sozinhos até 30 ovos de várias fêmeas.
  • Classificada como Pouco Preocupante (LC) pela IUCN, sofre com caça, coleta de ovos, atropelamentos e perda de habitat, com populações em declínio local.

Características

Ficha da espécie

FamíliaRheidae
Origem e distribuiçãoSul da América do Sul: Patagônia (Argentina e Chile) e Altiplano andino (Peru, Bolívia, norte do Chile e Argentina)
HabitatEstepes frias, campos arbustivos, puna e planaltos andinos de 1.500 a 4.500 m
Tamanho (comprimento)92 a 100 cm de altura; 1,2 a 1,4 m de comprimento total
EnvergaduraNão voa; asas vestigiais com 60 a 70 cm, usadas para equilíbrio na corrida
Peso15 a 25 kg (machos maiores que fêmeas)
Corescinzacastanho-acinzentadobrancopretobege
Expectativa de vida15 a 20 anos na natureza; até 30 anos em cativeiro
AlimentaçãoOnívora: gramíneas, folhas, sementes, frutos e pequenos animais
CantoRonco grave tipo “boom”, assobios e estalos; macho vocaliza na época reprodutiva
Reprodução (ninho e ovos)Ninho no chão; 10 a 30 ovos verde-amarelados de 600 g cada; incubação de 30 a 44 dias só pelo macho
Comportamento socialGregária fora da reprodução, forma haréns na primavera; macho polígamo e territorial
Variedades ou subespécies3 subespécies: R. p. pennata (Patagônia), R. p. garleppi e R. p. tarapacensis (Altiplano)

Perfil e comportamento

SociabilidadeAlto
Intensidade do cantoMédio
InteligênciaMédio
Facilidade de criaçãoBaixo
Necessidade de espaçoMuito alto
Nível de atividadeAlto
Capacidade de imitar sonsMuito baixo

Como reconhecer a Ema-de-darwin: menor, manchada e de bico curto

A Ema-de-darwin é inconfundível para quem já viu a ema-comum, mas bem diferente nos detalhes. Ela mede 90 a 100 cm de altura e pesa quase metade da parente maior, com corpo mais compacto e pescoço proporcionalmente mais curto.

A plumagem é o melhor diagnóstico. Enquanto a ema-comum é cinza uniforme, a Ema-de-darwin é cinza-acastanhada toda salpicada de manchas brancas nas costas e nas asas. A cabeça e o pescoço são mais claros, acinzentados, e o bico é curto e achatado. As pernas são longas, amareladas e com três dedos em cada pé, diferente do avestruz que tem só dois.

As asas são vestigiais e não servem para voar, mas são bem visíveis quando a ave corre. Ela as abre como leme para fazer curvas rápidas na estepe. Machos e fêmeas são parecidos, mas o macho é maior, com pescoço mais escuro na base durante a reprodução.

Onde vive: da Patagônia ventosa ao Altiplano a 4.500 metros

Esta é a ave não voadora mais austral do planeta. A distribuição é disjunta, ou seja, em dois blocos separados. Um bloco ocupa a Patagônia argentina e chilena, do nível do mar até cerca de 1.500 metros. O outro vive no Altiplano andino do Peru, Bolívia, norte do Chile e noroeste da Argentina, entre 3.000 e 4.500 metros.

O habitat é sempre aberto: estepe patagônica com arbustos baixos, campos de coirón, salares, bofedales e puna seca. Ela evita florestas e áreas muito úmidas. Essa preferência por áreas planas e visíveis é estratégia contra predadores como o puma e a raposa-colorada.

É uma espécie sedentária, mas faz deslocamentos altitudinais curtos conforme a disponibilidade de alimento e neve. No inverno patagônico, grupos descem para vales mais abrigados. No Altiplano, sobe e desce encostas seguindo o brotamento das gramíneas.

O que come na estepe fria

A dieta é onívora e oportunista, essencial para sobreviver onde quase nada cresce no inverno. A base são folhas, brotos, sementes e frutos de gramíneas e arbustos como o calafate e o molle.

Na primavera e no verão, complementa com insetos, lagartas, besouros, pequenos lagartos e até roedores. Já foi observada comendo fezes de guanaco para aproveitar sementes não digeridas. Como outras ratitas, engole pequenas pedras (gastrólitos) para ajudar a triturar o alimento na moela.

Em áreas agrícolas da Patagônia, pode entrar em plantações de alfafa e trigo, o que gera conflito com produtores. Bebe pouca água, obtendo boa parte da umidade das plantas, mas visita lagoas e riachos diariamente quando está calor.

Comportamento e vida em grupo: o harém ao contrário

Fora da época reprodutiva, a Ema-de-darwin é bastante gregária. Forma bandos de 5 a 30 indivíduos, às vezes mistos com guanacos, o que melhora a vigilância contra predadores. Dentro do bando há hierarquia sutil, com machos adultos mais dominantes.

É uma corredora excepcional. Atinge até 60 km/h em linha reta e faz zigue-zagues usando as asas abertas. Quando acuada, pode dar coices potentes para frente com as pernas. Apesar da aparência mansa, machos em reprodução ficam agressivos e sibilam com o pescoço esticado.

O banho de poeira é diário. A ave se deita em depressões arenosas e joga areia sobre a plumagem para controlar parasitas. Também passa muito tempo se limpando com o bico, espalhando óleo da glândula uropigial.

Canto e comunicação: o ronco que parece de mamífero

Quem espera um canto melodioso se surpreende. A Ema-de-darwin emite um ronco grave e ressonante tipo “boom” ou “nan-du”, que deu origem ao nome nandu. O som é produzido com o pescoço inflado e pode ser ouvido a mais de 1 km na estepe silenciosa.

O macho vocaliza principalmente na primavera para atrair fêmeas e avisar outros machos. Fêmeas e jovens emitem assobios agudos e estalos para manter contato no bando. Filhotes piam constantemente e reconhecem o chamado do pai a dezenas de metros.

Na corrida, também bate o bico e estala as asas como sinal de alerta. É uma ave relativamente silenciosa no inverno, quando o grupo prioriza vigilância visual.

Reprodução, ninhos e filhotes: o pai que faz tudo sozinho

O sistema reprodutivo é um dos mais curiosos entre as aves. De setembro a janeiro, o macho defende um território e atrai um harém de 2 a 7 fêmeas. Ele constrói um ninho simples no chão, uma depressão forrada com capim seco e gravetos, bem camuflada entre arbustos.

Cada fêmea deposita 5 a 10 ovos verde-amarelados de cerca de 600 g no mesmo ninho. O resultado é uma ninhada coletiva de 10 a 30 ovos, às vezes até 40. Depois da postura, as fêmeas abandonam o território e vão procurar outro macho, enquanto o macho assume tudo.

A incubação dura 30 a 44 dias e é feita exclusivamente pelo macho, que quase não se alimenta e perde até 20% do peso. Ele choca, defende o ninho contra predadores e, após a eclosão, cuida dos filhotes por cerca de 6 meses. Os filhotes são nidífugos, já saem do ninho nas primeiras horas e seguem o pai, que os aquece sob as asas à noite.

Por que tantos ovos juntos?

A estratégia de juntar ovos de várias fêmeas dilui o risco de predação. Se um zorro levar um ovo, sobram muitos. Além disso, machos que chocam ninhadas grandes são mais atraentes para novas fêmeas na estação seguinte.

Migração e ciclo anual: sem grandes viagens, mas com alturas diferentes

A Ema-de-darwin não é migratória no sentido clássico. Não cruza continentes como andorinhas ou maçaricos. O que faz são movimentos sazonais curtos e altitudinais.

No verão, sobe para áreas mais altas e úmidas onde o capim é novo. No outono, desce para vales protegidos do vento. Esse ciclo é mais evidente nas populações andinas, que podem variar 1.000 metros de altitude entre estações.

A muda de penas ocorre no final do verão, após a reprodução. Nessa fase, a ave fica mais reclusa e com plumagem opaca. No inverno, volta a formar bandos grandes para se alimentar e se proteger do frio, que pode chegar a -20 °C na Patagônia.

Ema-de-darwin x Ema-comum: como não confundir

Muita gente confunde as duas emas do Brasil e do Cone Sul. A diferença é clara quando vistas lado a lado.

Característica Ema-de-darwin (Rhea pennata) Ema-comum (Rhea americana)
Tamanho e peso 90 a 100 cm; 15 a 25 kg 130 a 170 cm; 20 a 40 kg
Plumagem Cinza com manchas brancas bem visíveis Cinza uniforme, sem manchas
Distribuição Patagônia e Altiplano andino Cerrado, Pampa, Chaco e Caatinga
Habitat Estepe fria e puna acima de 1.500 m Savanas quentes e campos baixos
Traço distintivo Mais adaptada ao frio; tarso emplumado na parte superior Pescoço mais longo e preto na base nos machos

Outro detalhe: a Ema-de-darwin tem a parte superior do tarso com penas, uma adaptação ao frio que a ema-comum não tem. E o ovo da Ema-de-darwin é ligeiramente menor e mais amarelado.

Conservação e ameaças: por que a menor ema preocupa

No geral, a espécie é classificada como Pouco Preocupante (LC) pela IUCN, mas a situação varia por subespécie. As populações patagônicas (R. p. pennata) são mais numerosas. Já as andinas (R. p. garleppi e tarapacensis) são pequenas, fragmentadas e consideradas Quase Ameaçadas a Vulneráveis localmente.

As principais ameaças são caça e coleta de ovos para consumo, atropelamentos em rodovias patagônicas, predação por cães asselvajados e perda de habitat para pecuária ovina e mineração no Altiplano. A conversão da estepe em pastagem reduz a cobertura para ninhos.

No Brasil a espécie não ocorre naturalmente, mas aparece em criadouros autorizados. A captura e o comércio de animais silvestres sem autorização do IBAMA é crime ambiental. Projetos no Chile e na Argentina cercam áreas de nidificação e fazem educação ambiental com comunidades locais para reduzir a coleta de ovos.

É possível ter Ema-de-darwin em casa? Legalidade e cuidados

Não é ave de estimação. A Ema-de-darwin é silvestre, de grande porte e com necessidade extrema de espaço, além de comportamento territorial na reprodução. No Brasil, sua criação só é permitida em criadouros conservacionistas ou comerciais autorizados pelo IBAMA, com finalidade de conservação ou produção, nunca como pet de apartamento.

Mesmo onde a criação é legal, como na Patagônia, exige áreas de hectares, cercas altas, manejo veterinário especializado e dieta variada. A venda de ovos e filhotes capturados na natureza é proibida. Para quem quer observar a espécie, a melhor opção é o turismo de observação na Patagônia, em parques como Torres del Paine (Chile) e Monte León (Argentina).

Perguntas frequentes

Ema-de-darwin e ema-comum são a mesma espécie?

Não. São espécies diferentes: Rhea pennata (Ema-de-darwin) é menor, manchada de branco e vive na Patagônia e Altiplano; Rhea americana (ema-comum) é maior, cinza uniforme e vive no Cerrado, Pampa e Chaco.

Onde a Ema-de-darwin vive no Brasil?

Não ocorre naturalmente no Brasil. No país só é encontrada em criadouros autorizados pelo IBAMA. Na natureza vive na Argentina, Chile, Bolívia e Peru.

A Ema-de-darwin voa?

Não. Como toda ratita, tem asas vestigiais e não voa, mas corre a até 60 km/h e usa as asas abertas como leme para fazer curvas.

Quem choca os ovos da Ema-de-darwin?

Apenas o macho. Ele constrói o ninho no chão, recebe ovos de várias fêmeas (10 a 30) e incuba por 30 a 44 dias, depois cuida sozinho dos filhotes por meses.

O que a Ema-de-darwin come?

É onívora: gramíneas, folhas, sementes, frutos e, na primavera, insetos e pequenos vertebrados. Engole pedrinhas para ajudar na digestão.

A Ema-de-darwin está ameaçada de extinção?

Globalmente é Pouco Preocupante (LC) pela IUCN, mas as subespécies andinas são raras e sofrem com caça, coleta de ovos e perda de habitat, com declínio local.

Pode criar Ema-de-darwin em casa?

Não como pet. É ave silvestre de grande porte que exige hectares de área e autorização do IBAMA. A criação sem licença e o comércio de animais da natureza são crime ambiental.

Fatos surpreendentes sobre a Ema-de-darwin

1

O nome homenageia Darwin por um engano

Charles Darwin coletou a espécie em 1834 na Patagônia durante a viagem do Beagle, mas achou que era um filhote de ema-comum. Só depois o ornitólogo John Gould descreveu como espécie nova e a batizou em sua homenagem.

2

Ovos que mudam de cor

O ovo é posto verde-amarelado brilhante e vai desbotando para creme com a incubação. Com até 600 g, equivale a cerca de 10 ovos de galinha e tem casca porosa muito espessa para suportar o peso do macho chocando.

3

Pai solteiro que adota filhotes alheios

O macho não só choca ovos de várias fêmeas como frequentemente adota filhotes perdidos de outros ninhos. Já foram vistos machos cuidando de mais de 30 filhotes de idades diferentes ao mesmo tempo.

4

Três dedos e asas que viram leme

Como toda ema, tem três dedos, mas suas asas vestigiais são essenciais: abertas na corrida funcionam como leme e freio aerodinâmico, permitindo curvas fechadas a 60 km/h sem cair na estepe irregular.

Fontes

  1. IUCN Red List
  2. BirdLife International
  3. WikiAves
  4. Cornell Lab - Birds of the World

Prós e contras: Ema-de-darwin

Prós

  • Adaptada a frio e altitude extremos, onde poucas aves grandes sobrevivem
  • Sistema reprodutivo eficiente com cuidado paterno dedicado
  • Boa espécie-bandeira para conservação da estepe patagônica
  • Corre muito rápido e tem comportamento social interessante para observação

Contras

  • Muito sensível à caça, coleta de ovos e atropelamentos
  • Exige áreas abertas enormes, inviável em cativeiro doméstico
  • Pode entrar em conflito com pecuária e agricultura
  • Populações andinas fragmentadas e vulneráveis localmente
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a Ema-de-darwin é a mais fascinante das ratitas sul-americanas justamente por ser a mais discreta: menor, manchada e adaptada ao frio extremo, ela inverte todos os papéis reprodutivos e mostra que nem toda ema é do Cerrado quente. Vale mais observá-la correndo livre na Patagônia do que tentar mantê-la presa.

Continue explorando: Aves e Pássaros

Sansão Monteiro
Escrito porSansão MonteiroEditor de Animais

Ele é criador de conteúdo sobre animais, com foco em raças de cães e gatos, comportamento, características físicas e cuidados essenciais. Através de pesquisa em fontes confiáveis, procura…

Última revisão em 20.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.