🌳 Árvores

Figueira-branca

Ficus guaranitica Chodat

Atualizado em

15 a 25 m de alturaTamanho
Semidecídua a pereneFolhagem
RápidoCrescimento
Sol plenoLuminosidade
80 a 150 anosLongevidade
Figueira-branca adulta com copa ampla e tronco claro em paisagem rural

A figueira-branca (Ficus guaranitica) é uma árvore nativa de grande porte da família Moraceae, muito comum em matas ciliares e florestas estacionais do Brasil. Reconhecida pelo tronco claro e acinzentado, copa imensa e figos pequenos que alimentam tucanos, morcegos e macacos, é uma das figueiras mais importantes para a fauna.

Apesar da beleza e da sombra generosa, não é árvore para qualquer lugar. Tem crescimento rápido, raízes superficiais e agressivas e precisa de muito espaço, sendo ideal para chácaras, fazendas e grandes parques, mas problemática em calçadas e quintais pequenos.

Também conhecido como: Figueira-brava, Gameleira-branca, Figueira-do-mato, Guapo'y (guarani), White fig (inglês)

Faz parte de: Árvores de Sombra, Árvores Grandes, Árvores Ornamentais

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Galeria de fotos de Figueira-branca

Figueira-branca adulta com copa ampla e tronco claro em paisagem rural
Figueira-branca adulta isolada, mostrando copa globosa e tronco acinzentado.
Folhas brilhantes e figos pequenos da figueira-branca
Detalhe das folhas coriáceas e dos siconos arroxeados da figueira-branca.
Figos da figueira-branca sendo consumidos por aves
Figos atraem tucanos, sabiás e morcegos, com papel ecológico central.
Figueira-branca plantada em parque amplo com espaço livre
Plantio correto em área ampla, longe de construções e calçadas.
Figos da figueira-branca sendo consumidos por aves
Figos atraem tucanos, sabiás e morcegos, com papel ecológico central.
Figueira-branca plantada em parque amplo com espaço livre
Plantio correto em área ampla, longe de construções e calçadas.
Figueira-branca plantada em parque amplo com espaço livre
Plantio correto em área ampla, longe de construções e calçadas.
Ideal para

Ideal para quem tem chácara, sítio, fazenda ou terreno grande e busca sombra densa, crescimento rápido e atração de pássaros. Também é excelente para projetos de restauração ecológica e arborização de parques amplos, onde pode cumprir seu papel de árvore-chave para a fauna sem competir com estruturas.

Pode não ser ideal para

Não é ideal para quintais pequenos, calçadas estreitas, garagens ou proximidade com muros, piscinas e redes de esgoto, por causa das raízes muito agressivas e da copa enorme. Também não funciona para quem busca árvore limpa ou de baixa manutenção em área urbana, já que derruba figos e folhas que sujam o chão e atraem morcegos.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno o dia todo; tolera meia-sombra apenas quando jovem
Rega
Regular no primeiro ano; depois apenas em estiagens prolongadas
Solo
Profundo, fértil, bem drenado, pH 5,5 a 6,5; tolera argiloso úmido
Temperatura
Tropical e subtropical; sensível a geadas fortes quando jovem
Adubação
Matéria orgânica anual + NPK 10-10-10 no início do crescimento
Poda
Apenas formação e limpeza; evitar poda drástica
Propagação
Sementes recém-colhidas e estaquia semilenhosa na primavera

Perfil rápido de Figueira-branca

Estado de conservação

LC
Pouco Preocupante

Espécie nativa com ampla distribuição e populações estáveis no Brasil.

População
Estável
Protegido por
Não protegida em nível federal, mas exemplares urbanos podem ter proteção municipal.

Calendário

Frutificação (pico)JFMAMJJASOND
Frutificação esparsaJFMAMJJASOND
Queda parcial de folhasJFMAMJJASOND
Brotação intensaJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica para fauna silvestre; látex pode irritar mucosas de cães e gatos se ingerido
  • PessoasFigos não tóxicos em pequena quantidade, mas látex irritante para pele, olhos e boca

Evitar contato do látex com olhos e manter podas longe de crianças e pets.

Habitat

Ambientes

  • Mata ciliar
  • Floresta estacional semidecidual
  • Cerradão
  • Capoeira úmida
  • Borda de mata

Biomas

  • Mata Atlântica
  • Cerrado
  • Caatinga
  • Amazônia
  • Pampa

Encontrado em 5 países

  • Brasil
  • Argentina
  • Paraguai
  • Bolívia
  • Uruguai

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Rosales
Família
Moraceae
Gênero
Ficus
Espécie
Ficus guaranitica Chodat

Resumo

  • A figueira-branca é uma árvore nativa brasileira de 15 a 25 m, de copa ampla e crescimento rápido, muito usada para sombra e restauração ecológica.
  • Se destaca pelos figos (siconos) que alimentam dezenas de espécies de aves e mamíferos e pela polinização exclusiva feita por vespas minúsculas.
  • Exige sol pleno, solo profundo e espaço longe de construções, pois tem raízes agressivas e não é indicada para áreas urbanas compactas.

Características

Ficha da árvore

Nome popularFigueira-branca
Nome científicoFicus guaranitica Chodat
Família botânicaMoraceae
OrigemAmérica do Sul — nativa do Brasil
Tamanho15 a 25 m de altura (excepcionalmente até 30 m)
CopaAmpla, globosa e muito densa, 15 a 20 m de diâmetro
FolhagemSemidecídua a perene
CrescimentoRápido
LuminosidadeSol pleno
RegaModerada; tolera estiagem após estabelecida
SoloProfundo, fértil e bem drenado; tolera argilosos e periodicamente úmidos
UsosSombra, paisagismo rural, restauração ecológica, alimento para fauna
Longevidade80 a 150 anos

Perfil e comportamento

Velocidade de crescimentoMuito alto
SombraMuito alto
Resistência à secaMédio
Agressividade das raízesMuito alto
Facilidade de cultivoMédio
Atrai faunaMuito alto

O que é a figueira-branca e como reconhecê-la

A figueira-branca é Ficus guaranitica Chodat, da família Moraceae, nativa do Brasil e de países vizinhos. É frequentemente citada na literatura antiga como Ficus insipida ou Ficus enormis, sinônimos que ainda geram confusão em viveiros.

O nome “branca” vem do tronco claro, acinzentado a bege-rosado, liso quando jovem e levemente fissurado com a idade. Ao cortar um ramo ou folha, ela exsuda látex branco abundante, característica típica das figueiras.

Para identificar sem erro, observe estes traços:

  • Folhas: alternas, simples, coriáceas e brilhantes, elípticas a oblongas, com 7 a 14 cm de comprimento, ápice acuminado e base arredondada. Nervura principal bem marcada e mais clara na face inferior.
  • Tronco: cilíndrico, com DAP de 60 a 90 cm em exemplares adultos, sem sapopemas muito evidentes como em outras gameleiras, mas com raízes superficiais grossas e tortuosas.
  • Figos (siconos): pequenos, globosos, de 1 a 2 cm, verdes quando imaturos e arroxeados a vinho quando maduros, com pontinho apical (ostíolo) por onde entra a vespa polinizadora.
  • Copa: sempre mais larga que alta, extremamente densa, que projeta sombra fechada mesmo no inverno.

Diferente da figueira-mata-pau (Ficus benjamina e Ficus elastica ornamentais), a figueira-branca tem folhas maiores, menos pendentes e figos comestíveis para fauna, não para humanos em grande quantidade.

Tamanho, copa e o alerta das raízes agressivas

É uma árvore grande de verdade. Em mata, atinge 15 a 25 m de altura, com exemplares isolados chegando a 30 m. A copa facilmente passa de 15 m de diâmetro e forma uma abóbada quase circular.

O crescimento é rápido, sobretudo nos primeiros 10 anos, quando pode alongar 80 cm a 1,2 m por ano com água e solo fértil. Essa velocidade explica seu uso em restauração, mas também exige planejamento.

O ponto crítico são as raízes agressivas e superficiais. Elas se espalham lateralmente por muitos metros, levantam calçadas, racham muros, entopem tubulações e competem com qualquer planta próxima. Não é exagero: plante a pelo menos 15 a 20 m de construções, fossas e redes hidráulicas.

Em áreas urbanas, a figueira-branca só funciona em praças, parques e canteiros centrais muito largos. Para calçada estreita ou quintal de 10 x 20 m, ela é inadequada. A sombra é excelente, mas o custo estrutural futuro é alto se o espaço for subdimensionado.

Onde ocorre no Brasil e em que ambientes vive

A figueira-branca é nativa e amplamente distribuída no Brasil, ocorrendo da Amazônia ao Pampa. É mais frequente na Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga arbórea e matas de galeria da Amazônia.

Na natureza prefere matas ciliares, florestas estacionais semideciduais, cerradões e capoeiras úmidas, geralmente em solos profundos e com lençol freático mais alto. Suporta inundação periódica curta, mas não brejo permanente.

É heliófila quando adulta, mas tolera sombra parcial na fase jovem, quando muitas vezes nasce como hemiepífita: a semente germina sobre outra árvore, emite raízes aéreas que descem até o solo e, com o tempo, pode estrangular a hospedeira. Esse comportamento é menos agressivo que o da figueira-mata-pau (Ficus clusiifolia), mas acontece.

Por ser pioneira tardia a secundária inicial, coloniza clareiras e bordas de mata com facilidade e atrai rapidamente a fauna, acelerando a sucessão ecológica ao seu redor.

Como plantar figueira-branca corretamente

Plante no início da estação chuvosa, entre outubro e dezembro na maior parte do Brasil, para que o sistema radicular se estabeleça com água natural. Mudas de 60 cm a 1,2 m pegam melhor que mudas muito pequenas.

Escolha local com sol pleno o dia todo e espaço livre de no mínimo 10 m de raio em todas as direções. Evite plantar sobre lajes, cisternas ou perto de fiação.

Passo a passo objetivo:

  • Coveie com 60 x 60 x 60 cm, incorporando 20 a 30% de composto orgânico e areia se o solo for muito argiloso.
  • Descompacte o fundo da cova para as raízes não enovelarem.
  • Posicione a muda com o colo no nível do solo, sem enterrar o tronco.
  • Faça tutoramento firme nos primeiros 12 a 18 meses e coroa de 80 cm sem mato.
  • Regue profundamente 2 a 3 vezes por semana nos primeiros 6 meses, depois espaçe.

A propagação é feita por sementes (que precisam ser extraídas dos figos maduros e semeadas logo, pois perdem viabilidade rápido) e por estaquia de ramos semilenhosos na primavera. Enxertia não é usada. Sementes germinam em 15 a 30 dias se mantidas úmidas e à meia-sombra.

Como cuidar: luz, rega, solo e poda

Depois de pegada, a figueira-branca é rústica. Exige sol pleno para manter copa cheia. Sombra lateral deixa a copa torta e rala.

A rega é moderada. No primeiro ano, mantenha o solo úmido, mas nunca encharcado. A partir do segundo ano, tolera estiagens de 3 a 4 meses, comum no Cerrado, perdendo parte das folhas e rebrotando com as chuvas. Em jardins irrigados, cresce ainda mais rápido.

Prefere solo profundo, fértil e bem drenado, com pH 5,5 a 6,5. Responde bem a adubação anual com matéria orgânica e NPK rico em nitrogênio no início do crescimento. Cobertura morta na projeção da copa ajuda a manter umidade e a alimentar a microbiota.

A poda deve ser mínima e técnica. Faça apenas poda de formação nos primeiros anos para conduzir tronco único e eliminar ramos cruzados, e podas de limpeza de galhos secos. Nunca faça poda drástica ou “topiaria”: figueiras reagem com brotação desordenada, feridas grandes que apodrecem e perda da forma natural. Se precisar reduzir a copa, contrate arborista e faça redução gradual fora do período de frutificação intensa.

Frutos, fauna e importância ecológica

O que chamamos de figo é na verdade um sicono, inflorescência oca com flores internas. Cada espécie de Ficus depende de uma vespa específica do gênero Pegoscapus que entra pelo ostíolo para polinizar. Sem a vespa, não há semente viável.

A frutificação ocorre praticamente o ano todo, com picos de outubro a fevereiro e de maio a julho, dependendo da região. Uma árvore adulta pode produzir milhares de figos por safra, por isso é considerada árvore-chave para fauna.

Entre os visitantes mais frequentes estão tucanos, sabiás, sanhaços, periquitos, morcegos frugívoros, macacos-prego e quatis. A queda de figos também alimenta formigas, roedores e peixes em matas ciliares. Para restauração, plantar figueira-branca é estratégia para trazer dispersores e acelerar a regeneração num raio de centenas de metros.

As folhas são pouco consumidas por lagartas generalistas, mas os figos imaturos podem ser atacados por moscas e besouros sem grande dano econômico. O látex protege a planta da maioria dos herbívoros.

Usos no paisagismo, arborização e restauração

No paisagismo rural, é imbatível para sombra de gado, pátio de fazenda e área de lazer. Uma única árvore sombreia facilmente 150 a 250 m², reduzindo a temperatura do solo em até 8 °C em dias quentes.

Em projetos urbanos, use apenas onde há escala: parques, campus universitários, alamedas largas e reflorestamentos urbanos. Como árvore isolada em gramado, cria ponto focal escultural pelo tronco claro e copa monumental.

Na restauração ecológica, é recomendada pela Embrapa e por viveiros de nativas para enriquecimento de mata ciliar e recuperação de áreas degradadas. Cresce rápido, fecha dossel e atrai fauna dispersora, mas não deve ser plantada em monocultura.

A madeira é leve, clara e pouco durável, usada localmente para caixotaria, forros e lenha, sem valor madeireiro nobre. O uso principal é ambiental e paisagístico, não madeireiro. O látex já foi usado na medicina popular como vermífugo, mas sem comprovação e com risco de irritação.

Pragas, doenças e problemas comuns

É árvore rústica, mas pode apresentar:

  • Cochonilhas e ácaros em períodos secos, deixando folhas amareladas e com fumagina. Controle com jato d’água e poda de arejamento; em casos severos, óleo vegetal emulsionável.
  • Ferrugem e mancha foliar (Cercospora, Colletotrichum) em mudas sombreadas e úmidas. Melhore ventilação e evite molhar a folhagem à noite.
  • Brocas de tronco em árvores estressadas por poda drástica ou solo compactado. Prevenção é manter a árvore vigorosa.
  • Queda prematura de folhas no auge da seca: é fisiológico, semidecidualidade, não doença. Volta a brotar com as chuvas.

O maior “problema” não é fitossanitário, mas estrutural: raízes que levantam piso e frutos que sujam calçadas e atraem morcegos. Se isso for incômodo, escolha outra espécie. Figueiras e telhados não combinam quando plantadas a menos de 10 m.

Curiosidades e confusões com outras figueiras

Muita gente chama qualquer figueira grande de “figueira-branca”, mas existem diferenças claras. A figueira-mata-pau (Ficus clusiifolia) tem sapopemas enormes e estrangula com mais força. A gameleira (Ficus adhatodifolia) tem folhas mais ásperas. A figueira-de-jardim (Ficus benjamina) é exótica e tem folhas bem menores e pendentes.

Outro erro comum é achar que o figo da figueira-branca é igual ao figo comercial (Ficus carica). Não é. O figo comercial é de espécie mediterrânea, maior e doce. O da figueira-branca é pequeno, pouco polposo e adstringente para humanos, embora não seja tóxico em pequena quantidade.

Há registro de figueiras-brancas com mais de 100 anos em praças do interior de São Paulo e Minas Gerais, com circunferência de tronco superior a 3 m. São árvores que marcam a paisagem e viram referência afetiva da comunidade, muitas vezes protegidas por lei municipal.

Característica Figueira-branca (F. guaranitica) Figueira-mata-pau (F. clusiifolia)
Tronco Claro, liso, sem sapopemas grandes Acinzentado com sapopemas tabulares altas
Folha 7-14 cm, brilhante, lisa 8-18 cm, mais coriácea, nervuras marcadas
Figo 1-2 cm, arroxeado 1-1,5 cm, verde-amarelado
Comportamento Hemiepífita ocasional Estranguladora agressiva

Perguntas frequentes

Figueira-branca pode ser plantada na calçada?

Não é recomendada. As raízes são muito agressivas, levantam calçada, quebram muros e entopem tubulações. Use apenas em áreas amplas, a pelo menos 15 m de construções.

Qual o tamanho que a figueira-branca atinge?

Em média 15 a 25 m de altura e 15 a 20 m de diâmetro de copa, podendo chegar a 30 m em condições ideais e com muitos anos.

O figo da figueira-branca é comestível?

Não é tóxico em pequena quantidade, mas é pequeno, pouco polposo e adstringente, diferente do figo comercial. É alimento para aves e morcegos, não para consumo humano regular.

Figueira-branca perde as folhas no inverno?

É semidecídua a perene. Pode perder parte das folhas na seca (junho a agosto) e rebrota com vigor na primavera, sem ficar totalmente desfolhada por muito tempo.

Como diferenciar figueira-branca de gameleira?

A figueira-branca tem tronco mais claro e liso, sem sapopemas altas, e folhas brilhantes de 7 a 14 cm. Gameleiras e figueiras-mata-pau têm sapopemas tabulares e folhas mais coriáceas.

Quanto tempo leva para dar sombra?

Com solo fértil e água, forma sombra utilizável em 3 a 5 anos e copa fechada e densa em 7 a 10 anos, devido ao crescimento rápido.

Você sabia?

1

Polinização exclusiva

Cada figueira-branca depende de uma vespa minúscula do gênero Pegoscapus, de 2 a 3 mm, que entra pelo orifício do figo para polinizar as flores internas. Sem ela, a árvore não produz sementes viáveis.

2

Figo que não é fruto

O que parece fruto é um sicono, uma inflorescência oca com centenas de flores por dentro. O verdadeiro fruto são os minúsculos aquênios crocantes que sentimos ao morder o figo maduro.

3

Látex que protege e irrita

O látex branco abundante contém ficina e compostos que afastam herbívoros e cicatrizam feridas da planta, mas pode causar dermatite e irritação nos olhos e na boca se manuseado sem cuidado.

4

Árvore que nasce no alto

Em mata fechada, a semente pode germinar sobre galhos de outra árvore, levada por aves. A plântula emite raízes aéreas que descem até o solo e, com anos, forma um tronco independente.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa Florestas
  3. IUCN Red List of Threatened Species

Prós e contras: Figueira-branca

Prós

  • Sombra muito densa e fresca, ideal para clima quente
  • Crescimento rápido e grande longevidade
  • Atrai e alimenta muita fauna nativa o ano todo
  • Excelente para restauração ecológica e mata ciliar
  • Rústica após estabelecida e tolera seca moderada

Contras

  • Raízes extremamente agressivas e superficiais
  • Copa enorme incompatível com espaços pequenos
  • Derruba figos e folhas que sujam piso e atraem morcegos
  • Não tolera poda drástica e exige espaço planejado
  • Muda sensível a geada forte nos primeiros anos
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a figueira-branca é uma das melhores árvores nativas para quem tem espaço de verdade e quer sombra e vida silvestre rápido, mas é uma das piores escolhas para calçada. Se você não pode garantir 15 metros livres de qualquer construção, prefira uma nativa de raízes menos agressivas.

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Última revisão em 19.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.