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Caranguejeira-rosa-salmão-brasileira

Lasiodora parahybana

Atualizado em

8 a 10 cm de corpo, até 28 cm de envergaduraTamanho
Baixo, picada doloridaPerigo para humanos
Baixo risco, não letalVeneno
Fêmeas 15-20 anos, machos 3-4 anosExpectativa de vida
Tocas terrestres no Nordeste do BrasilHabitat
Caranguejeira-rosa-salmão-brasileira adulta com pelos rosados sobre o solo da mata

A caranguejeira-rosa-salmão-brasileira (Lasiodora parahybana) é uma tarântula terrestre e endêmica do Nordeste do Brasil, considerada uma das maiores aranhas do mundo em envergadura. A fêmea adulta pode ultrapassar 9 cm de corpo e 25 cm com as pernas esticadas, com coloração marrom-escura e longos pelos rosados a salmão no abdômen e nas pernas.

Noturna e caçadora de emboscada, ela não faz teia para capturar presas: vive em tocas forradas com seda e caça no chão. Apesar do tamanho assustador, seu veneno tem baixa periculosidade para humanos, mas a picada é dolorida e os pelos urticantes podem causar forte irritação.

Também conhecido como: Caranguejeira-rosa-salmão, Brazilian salmon pink birdeater (inglês), Lasiodora parahybana, Caranguejeira-da-Paraíba

Faz parte de: Aranhas do Brasil, Aranhas Inofensivas, Tarântulas e Caranguejeiras

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Galeria de fotos de Caranguejeira-rosa-salmão-brasileira

Caranguejeira-rosa-salmão-brasileira adulta com pelos rosados sobre o solo da mata
Fêmea adulta de caranguejeira-rosa-salmão-brasileira com coloração escura e pelos salmão.
Close dos olhos e quelíceras da caranguejeira-rosa-salmão-brasileira
Detalhe das quelíceras e olhos da Lasiodora parahybana.
Caranguejeira-rosa-salmão-brasileira na entrada da toca forrada com seda
Toca terrestre forrada com seda, onde passa o dia escondida.
Caranguejeira-rosa-salmão-brasileira se alimentando de grilo
Caçadora noturna de emboscada, alimenta-se de insetos e pequenos vertebrados.
Detalhe das pernas e pelos salmão da caranguejeira-rosa-salmão-brasileira
Pelos longos em tom salmão que dão nome à espécie.
Ooteca de seda da caranguejeira-rosa-salmão-brasileira protegida pela fêmea
Ooteca com centenas de ovos protegida pela fêmea por semanas.
Ideal para

Ideal para criadores experientes em tarântulas que buscam uma espécie grande, resistente e de crescimento rápido para observação. Sua adaptação ao cativeiro e longevidade das fêmeas a tornam interessante para quem quer um aracnídeo de display com manejo mínimo e terrário simples.

Pode não ser ideal para

Não é ideal para crianças, famílias com alergias respiratórias ou tutores de primeira viagem que esperam um animal dócil para manuseio. Por ser defensiva, lançar muitos pelos urticantes e exigir terrário específico e origem legalizada, frustra quem busca um pet interativo ou de apartamento pequeno.

Perfil rápido de Caranguejeira-rosa-salmão-brasileira

Estado de conservação

NE
Não Avaliada

Ainda não avaliada pela IUCN, mas sofre pressão por desmatamento da Mata Atlântica nordestina e coleta ilegal.

População
desconhecida
Protegido por
Não há proteção específica, coleta na natureza é proibida por lei brasileira

Calendário

Maior atividade e machos errantesJFMAMJJASOND
AcasalamentoJFMAMJJASOND
Postura de ovosJFMAMJJASOND
Eclosão dos filhotesJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsModerada para cães e gatos se ingerida ou com contato ocular com pelos, pode causar irritação intensa
  • PessoasBaixa, veneno não letal mas picada muito dolorida e pelos causam dermatite

O maior risco são os pelos urticantes, que podem causar reação alérgica e irritação ocular grave. Em caso de picada ou contato, procure atendimento médico.

Vida útil

Na natureza
Fêmeas 12 a 15 anos, machos 3 a 4 anos
Em cativeiro
Fêmeas 15 a 20 anos, machos 3 a 4 anos com cuidados adequados

Reprodução

Maturidade sexual
Fêmeas 3 a 4 anos, machos 2 a 3 anos
Tipo de reprodução
Ovípara com ooteca de seda
Número de ovos
500 a 2.000 por postura
Incubação
45 a 60 dias com cuidado materno
Comportamento
Solitária, macho nômade na época reprodutiva

Habitat

Ambientes

  • Tocas terrestres sob troncos e pedras
  • Bordas de Mata Atlântica
  • Brejos de altitude e transição Caatinga-Mata Atlântica
  • Áreas com solo fofo e úmido

Biomas

  • Mata Atlântica
  • Caatinga

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Insetos (grilos, baratas, besouros)

Outros alimentos

  • Pequenos lagartos
  • Filhotes de roedores
  • Outros artrópodes

Encontrado em 1 país

  • Brasil

Como animal de estimação

Adequação
Moderada, apenas para criadores com experiência
Legalidade no Brasil
Permitida apenas com origem em criadouro autorizado pelo IBAMA, captura na natureza é proibida
Nível de cuidado
Moderado, exige terrário terrestre com substrato profundo e umidade controlada
Temperamento em cativeiro
Defensiva, lança pelos com facilidade, não recomendada para manuseio frequente

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Arthropoda
Classe
Arachnida
Ordem
Araneae
Família
Theraphosidae
Gênero
Lasiodora
Espécie
Lasiodora parahybana

Resumo

  • A caranguejeira-rosa-salmão-brasileira é uma tarântula gigante endêmica do Nordeste do Brasil, com fêmeas que chegam a 10 cm de corpo e até 28 cm de envergadura.
  • Tem veneno de baixo risco para humanos, mas picada dolorida e pelos urticantes que causam irritação intensa; é defensiva e lança pelos quando se sente ameaçada.
  • Vive em tocas terrestres na Mata Atlântica nordestina, é noturna, não faz teia de captura e pode viver de 15 a 20 anos em cativeiro.

Características

Ficha da aranha

OrdemAraneae
FamíliaTheraphosidae
Origem e distribuiçãoEndêmica do Nordeste do Brasil (Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará)
Tamanho (corpo)Fêmeas 8 a 10 cm, machos 6 a 8 cm
Envergadura das pernas20 a 28 cm nas fêmeas adultas
Coresmarrom-escuropretobege-rosadosalmão
TeiaNão tece teia de captura; forra a toca com seda
AlimentaçãoInsetos, baratas, grilos, pequenos lagartos e roedores
VenenoBaixa toxicidade para humanos, picada dolorida
HabitatTerrestre, fossorial, em tocas sob troncos e pedras
AtividadeNoturna
Expectativa de vidaFêmeas 15 a 20 anos, machos 3 a 4 anos
ReproduçãoOvípara, 500 a 2.000 ovos por ooteca

Perfil e comportamento

Periculosidade para pessoasBaixo
AgressividadeMédio
Presença em casasMuito baixo
Utilidade no controle de pragasAlto
Tamanho da teiaMuito baixo
Facilidade de criação em cativeiroAlto

Como identificar a caranguejeira-rosa-salmão-brasileira

A Lasiodora parahybana é inconfundível pelo porte. É uma das três maiores caranguejeiras do Brasil, ao lado da caranguejeira-rosa e da aranha-golias. O corpo é robusto, coberto de pelos aveludados marrom-escuros a pretos.

O detalhe que dá nome à espécie são os pelos longos em tom salmão a rosa-claro espalhados no abdômen, nas pernas e no cefalotórax. Sob luz direta, esses pelos brilham e contrastam com a base escura. Filhotes são mais acinzentados e só ganham o tom rosado após algumas mudas.

Outros traços para reconhecimento:

  • Cefalotórax grande com área clara em formato de estrela no centro.
  • Pernas grossas e peludas, com a quarta perna mais longa que as demais.
  • Quelíceras poderosas com presas de até 2 cm nas fêmeas adultas, visíveis frontalmente.
  • Ausência de teia aérea; se estiver em teia grande e geométrica, não é ela.

Não confunda com a Lasiodora klugi (caranguejeira-escarlate da Bahia), que tem pelos mais avermelhados e distribuição mais ao sul. A identificação precisa exige local de origem e análise de especialista.

Onde vive e distribuição no Brasil

É endêmica do Nordeste, descrita cientificamente em 1917 por Cândido Firmino de Mello-Leitão a partir de exemplares da Paraíba. Ocorre principalmente na Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará, em áreas de Mata Atlântica nordestina, brejos de altitude e transição para Caatinga.

Vive no chão, em tocas escavadas ou sob troncos, pedras e cupinzeiros abandonados. A toca pode ter 30 a 50 cm de profundidade e é forrada com uma camada fina de seda branca, que ajuda a manter a umidade e a perceber vibrações.

É extremamente rara dentro de casas. Quando aparece em área urbana, geralmente é macho adulto em busca de fêmea durante a estação reprodutiva, ou animal deslocado por desmatamento. Não é aranha domiciliar como a armadeira ou a marrom.

Toca, teia e forma de caçar

A caranguejeira-rosa-salmão-brasileira não constrói teia para capturar presas. Sua estratégia é de emboscada. Ela espera na entrada da toca, com as pernas dianteiras apoiadas na seda de alerta, e detecta vibrações de até 30 cm de distância.

O bote é rapidíssimo. Ela agarra a presa com as pernas, inocula veneno e a leva para dentro da toca. A dieta na natureza inclui grilos, baratas, besouros, gafanhotos, pequenas lagartixas e até filhotes de roedores. Em cativeiro, aceita bem grilos e baratas-dúbias.

Apesar de não fazer teia de captura, produz seda para três funções essenciais:

  • Forrar e estabilizar as paredes da toca.
  • Criar um tapete de muda, onde se deita de costas para trocar o exoesqueleto.
  • Envolver a ooteca (saco de ovos) e forrar o interior durante a incubação.

Veneno e picada: ela é perigosa?

Na nossa avaliação, o medo da Lasiodora parahybana é muito maior que o risco real. Seu veneno não é considerado perigoso para humanos saudáveis e não há registro de morte causada por ela no Brasil. O quadro é bem diferente de aranhas como a armadeira (Phoneutria) e a marrom (Loxosceles).

A picada, porém, é muito dolorida, comparável a uma ferroada de vespa grande, com dor local, inchaço e vermelhidão que podem durar horas a dois dias. Em pessoas sensíveis, pode haver náusea e cãibras musculares passageiras.

O principal mecanismo de defesa não é a picada, e sim os pelos urticantes do abdômen (tipo I e III). Quando ameaçada, ela esfrega as pernas traseiras no abdômen e lança uma nuvem de micro-pelos farpados. Esses pelos causam coceira intensa, vermelhidão, espirros e, se atingirem os olhos, irritação séria que exige lavagem imediata.

O que fazer em caso de acidente:

  • Lave o local com água e sabão, sem espremer ou fazer torniquete.
  • Se houver pelos na pele, não coce; lave com água corrente e, se possível, use fita adesiva para remover os pelos.
  • Procure atendimento médico, especialmente se houver dor forte, falta de ar ou contato com os olhos. Se possível, fotografe a aranha sem se arriscar a capturá-la.

Nunca use receitas caseiras como álcool, querosene ou pomadas sem orientação. Em caso de picada, a avaliação médica é sempre recomendada.

Reprodução e ciclo de vida

O dimorfismo sexual é evidente. Fêmeas são maiores, mais pesadas e vivem muito mais; machos são menores, com pernas mais longas e finas, e possuem ganchos tibiais nas pernas dianteiras para travar as presas da fêmea durante a cópula.

O acasalamento ocorre geralmente na estação chuvosa. O macho, após a última muda, abandona a toca e caminha por quilômetros à procura de fêmeas, guiado por feromônios na seda. O encontro é tenso: ele tamborila na entrada da toca e, se aceito, copula rapidamente e foge para não ser predado.

A fêmea produz uma ooteca grande e branca, com 800 a 1.500 ovos em média, podendo chegar a 2.000 em fêmeas bem nutridas. Ela carrega e protege o saco por 6 a 8 semanas, mantendo-o girando e aquecido dentro da toca. Os filhotes nascem com cerca de 5 mm e permanecem juntos por poucos dias antes de se dispersarem.

Característica Fêmea Macho
Tamanho do corpo 8 a 10 cm 6 a 8 cm
Envergadura 22 a 28 cm 18 a 22 cm
Longevidade 15 a 20 anos 3 a 4 anos
Comportamento Sedentária, na toca Nômade após maturidade

O crescimento é lento e depende de mudas sucessivas. Filhotes mudam a cada 30 a 45 dias; adultos, uma vez por ano. Antes da muda, a aranha para de comer, fica opaca e deita de costas — posição que muitas pessoas confundem com morte.

Temperamento e comportamento defensivo

A Lasiodora parahybana tem fama de defensiva, não agressiva. Ela não persegue pessoas, mas não hesita em se defender se encurralada. Na nossa avaliação, é uma das caranguejeiras mais reativas entre as brasileiras criadas em cativeiro.

A sequência de defesa é previsível: primeiro ela ergue as pernas dianteiras e mostra as quelíceras, depois lança pelos urticantes e, só por último, morde. Muitos criadores relatam que ela também produz um som de sibilo por estridulação ao esfregar as quelíceras, audível a curta distância.

É predominantemente noturna. Durante o dia fica recolhida na toca; ao entardecer, posiciona-se na entrada à espera de presas. Não é aranha de salto nem escaladora de paredes lisas como as aranhas de casa.

Papel no ecossistema e benefícios

Como predadora de topo entre os invertebrados terrestres, ela exerce controle natural de insetos e pequenos vertebrados. Uma única fêmea adulta pode consumir dezenas de baratas e grilos por mês, ajudando a equilibrar populações que se tornariam pragas agrícolas.

Sua toca também beneficia o solo. Ao escavar, ela aera o substrato e incorpora matéria orgânica, semelhante ao trabalho de minhocas. Tocas abandonadas são reutilizadas por outros animais, como anfíbios e pequenos lagartos.

Na cadeia alimentar, serve de alimento para gaviões, quatis, lagartos teiús e, principalmente, para vespas caçadoras de aranhas (Pompilidae), que paralisam a caranguejeira e depositam ovos sobre ela. Essa relação é um dos principais controles populacionais naturais da espécie.

Como conviver e evitar acidentes

Por ser fossorial e avessa a áreas muito antropizadas, a convivência é simples: evite mexer em tocas no chão durante trilhas ou limpeza de quintal. Use luvas grossas e botas ao manusear lenha, pedras e entulho no Nordeste, onde ela ocorre.

Se encontrar uma dentro de casa, não tente matar com chinelo — além de risco de picada, os pelos se espalham. Cubra com um balde, deslize um papelão por baixo e solte em área de mata distante. Mantenha quintal sem acúmulo de folhas e vedação em portas para evitar entrada de machos errantes.

Criação em cativeiro: legalidade e cuidados

A caranguejeira-rosa-salmão-brasileira é uma das tarântulas mais criadas no mundo justamente por ser resistente, grande e de crescimento rápido. No Brasil, a criação só é legal com origem de criadouro autorizado pelo IBAMA. Capturar, comprar ou vender animais da natureza é crime ambiental.

Em cativeiro, exige terrário horizontal com substrato fofo de 10 a 15 cm para escavar, esconderijo, pote de água e umidade moderada (65 a 75%). Não precisa de luz especial e se alimenta de 1 a 2 presas por semana. O manejo deve ser mínimo: não é animal para ficar no colo, e o manuseio frequente estressa e aumenta o risco de queda fatal.

Na nossa avaliação, é uma espécie indicada apenas para criadores com alguma experiência em tarântulas, não para iniciantes que buscam um pet dócil. Seu temperamento defensivo e a liberação constante de pelos exigem respeito e técnica.

Perguntas frequentes

A caranguejeira-rosa-salmão-brasileira é venenosa?

Sim, como toda tarântula, tem veneno, mas de baixa toxicidade para humanos. A picada causa dor forte e inchaço, mas não é letal para pessoas saudáveis.

Ela pode matar um cachorro ou gato?

A picada raramente é fatal para pets de porte médio, mas os pelos urticantes podem causar irritação grave nos olhos e focinho. Se houver contato, leve o animal ao veterinário.

Onde ela vive no Brasil?

É endêmica do Nordeste, principalmente Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará, em áreas de Mata Atlântica e transição com Caatinga.

Ela faz teia?

Não faz teia de captura. Vive em tocas no chão forradas com seda e caça por emboscada, detectando vibrações na entrada da toca.

Quanto tempo vive?

Fêmeas vivem 15 a 20 anos em cativeiro e 12 a 15 anos na natureza. Machos vivem apenas 3 a 4 anos e morrem pouco depois de se reproduzirem.

Posso criar uma em casa? É legal?

Só com animal de criadouro autorizado pelo IBAMA com nota fiscal. A captura e o comércio de animais da natureza são proibidos por lei.

O que fazer se encontrar uma?

Não toque com as mãos. Cubra com um recipiente, deslize um papelão por baixo e solte em área de mata afastada. Se for picado ou atingido por pelos, procure atendimento médico.

Você sabia?

1

Gigante brasileira

A Lasiodora parahybana está entre as 5 maiores tarântulas do mundo em peso e envergadura, competindo com a famosa aranha-golias da Amazônia, mas com corpo mais pesado que muitas espécies asiáticas.

2

Bombardeio de pelos

Ela não precisa encostar para se defender: ao esfregar as pernas traseiras no abdômen, lança uma nuvem de pelos microscópicos farpados que ficam suspensos no ar e causam coceira por dias.

3

Muda de costas

Para crescer, ela se deita completamente de costas e permanece imóvel por horas, rompendo o exoesqueleto antigo. Muita gente acha que morreu, mas é o momento mais vulnerável e não deve ser tocada.

4

Fêmea longeva

Enquanto o macho vive 3 a 4 anos e morre logo após se reproduzir, a fêmea pode viver 15 a 20 anos em cativeiro, guardando esperma por meses e produzindo mais de uma ooteca com uma única cópula.

Fontes

  1. Instituto Butantan
  2. World Spider Catalog
  3. GBIF - Global Biodiversity Information Facility
  4. ICMBio / Ministério do Meio Ambiente

Prós e contras: Caranguejeira-rosa-salmão-brasileira

Prós

  • Uma das maiores tarântulas do mundo, visual impressionante com pelos salmão característicos
  • Muito resistente e de crescimento rápido em cativeiro legalizado
  • Longevidade alta nas fêmeas, até 20 anos
  • Excelente controle natural de baratas e grilos no ecossistema
  • Não faz teia grande, manejo do terrário é simples e limpo

Contras

  • Temperamento defensivo, lança pelos urticantes com facilidade
  • Picada muito dolorida e pelos causam coceira e irritação ocular intensa
  • Não é animal para manuseio frequente ou para crianças
  • Exige origem legalizada e terrário com substrato profundo e umidade controlada
  • Macho tem vida curta e fêmea exige compromisso de muitos anos
Nossa opinião

A caranguejeira-rosa-salmão-brasileira é o melhor exemplo de que tamanho não significa perigo letal, mas exige respeito. Na nossa avaliação, seu valor está mais na importância ecológica e na criação responsável do que no sensacionalismo, sendo uma gigante dócil à distância e defensiva de perto.

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Escrito porDeyse TimanaVeterinária - Redatora

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.