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Caimiteiro

Pouteria caimito

Atualizado em

10 a 20 m no quintalTamanho
Sol plenoLuminosidade
Moderada a frequenteRega
3 a 5 anos (enxerto)Primeiros frutos
MédiaDificuldade
Caimiteiro com frutos amarelos maduros pendentes na árvore

O caimiteiro (Pouteria caimito), mais conhecido como abieiro ou abiu, é uma árvore frutífera amazônica da família Sapotaceae famosa pelos frutos amarelos de polpa translúcida, doce e leitosa. Pode chegar a 20 metros no quintal e até 35 metros na mata, com copa densa e folhas brilhantes com verso dourado-acobreado.

É uma frutífera de crescimento rápido e alta produtividade quando bem estabelecida, mas exige calor, umidade e espaço. O fruto é delicado, não aguenta transporte longo e precisa ser colhido no ponto certo para não soltar látex pegajoso que gruda nos lábios. Por isso é mais comum em pomares domésticos do Norte e Sudeste do que em supermercados.

Também conhecido como: Abiu, Abieiro, Caimito, Abiurana, Abiurana-amarela

Faz parte de: Frutíferas do Brasil, Lista de Frutíferas

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Galeria de fotos de Caimiteiro

Caimiteiro com frutos amarelos maduros pendentes na árvore
Caimiteiro (abieiro) carregado de abius amarelos no ponto de colheita.
Fruto do caimiteiro abiu amarelo inteiro em close
Abiu maduro de casca lisa e amarelo-ouro, pronto para consumo.
Abiu cortado ao meio mostrando polpa translúcida e sementes pretas
Polpa translúcida e leitosa do abiu com sementes pretas brilhantes.
Folhas do caimiteiro com verso dourado característico
Folhas coriáceas do caimiteiro com verso dourado-acobreado.
Flores pequenas brancas do caimiteiro na árvore
Floração discreta e perfumada do caimiteiro entre agosto e novembro.
Cesto com colheita de abius amarelos recém-colhidos
Colheita de abiu deve ser rápida, pois o fruto é muito perecível.
Ideal para

Ideal para quem tem quintal amplo, chácara ou sítio em região quente e úmida e busca uma frutífera amazônica produtiva, de crescimento rápido e frutos doces para consumo in natura. Também agrada quem valoriza árvore de sombra densa e copa ornamental que atrai abelhas nativas na floração. Funciona bem para famílias que colhem e consomem na hora, pois o abiu é fruta delicada de geladeira, perfeita para sobremesas, sucos e para quem gosta de sabores tropicais pouco encontrados no mercado.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem mora em apartamento, tem vaso pequeno ou quintal de 3 a 4 metros, já que a árvore passa fácil de 10 metros e exige sol pleno e espaço. Também não é indicada para regiões com geada frequente, inverno rigoroso ou solo encharcado, onde a planta sofre, aborta flores e produz pouco. Quem tem pouco tempo para manejo e não pode colher na safra curta do verão pode se frustrar, porque o fruto estraga rápido e a mosca-das-frutas exige ensacamento e limpeza do pomar.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, mínimo 6 horas diárias; meia-sombra só nos 3 primeiros meses
Rega
2 a 3 vezes por semana nos 2 primeiros anos na seca; depois apenas em estiagem prolongada
Solo
Profundo, fértil, bem drenado, com muita matéria orgânica; pH 5,5 a 6,5
Temperatura ideal
22 °C a 30 °C; sensível a geada e a frio abaixo de 10 °C
Adubação
3 vezes ao ano (início das chuvas, floração e pós-colheita) com orgânico + NPK conforme análise de solo
Poda
Formação no 1º ano e limpeza leve anual após colheita; evitar poda drástica
Propagação
Sementes frescas (15-40 dias para germinar) e enxertia por garfagem para precocidade

Perfil rápido de Caimiteiro

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
ColheitaJFMAMJJASOND

Encontrado em 5 países

  • Brasil
  • Peru
  • Colômbia
  • Venezuela
  • Equador

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Magnoliophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Ericales
Família
Sapotaceae
Gênero
Pouteria
Espécie
Pouteria caimito

Resumo

  • O caimiteiro (Pouteria caimito), chamado de abiu, é árvore frutífera amazônica de 10 a 20 m com frutos amarelos de polpa doce, translúcida e leitosa.
  • Frutifica principalmente entre dezembro e março e começa a produzir entre 3 e 5 anos se for muda enxertada, ou 5 a 8 anos por semente.
  • Precisa de sol pleno, clima quente e úmido, solo fértil e bem drenado, e não se adapta bem a vasos pequenos ou a regiões com geada forte.

Características

Ficha da frutífera

Nome popularCaimiteiro, abieiro, abiu, caimito, abiurana
Nome científicoPouteria caimito (Ruiz & Pav.) Radlk.
Família botânicaSapotaceae
OrigemAmazônia (Brasil, Peru, Colômbia e região amazônica)
Tamanho10 a 20 m em cultivo; até 35 m na mata
Tempo até frutificar3 a 5 anos (enxertia); 5 a 8 anos (semente)
Época de frutificaçãoDezembro a março (pico no verão); pode estender até maio no Sudeste
LuminosidadeSol pleno (mínimo 6h/dia)
RegaModerada; solo úmido sem encharcar
SoloFértil, profundo, bem drenado, pH 5,5 a 6,5, rico em matéria orgânica
ClimaTropical e subtropical úmido; 22 °C a 30 °C; não tolera geada
PropagaçãoSementes (mais comum) e enxertia (para precocidade)
Cultivo em vasoPouco recomendado; só em vasos acima de 200 litros e com poda
Espaçamento7 x 7 m a 10 x 10 m entre plantas

Perfil e comportamento

Necessidade de solMuito alto
Necessidade de águaMédio
Facilidade de cultivoMédio
Adequação a vasosBaixo
ProdutividadeAlto
Resistência a pragasMédio

O que é o caimiteiro e como reconhecê-lo na hora

O caimiteiro é a árvore do abiu, fruto redondo a ovalado de casca lisa amarelo-clara e polpa translúcida, gelatinosa e muito doce. Quando maduro, o fruto mede de 4 a 10 cm, tem 1 a 4 sementes pretas brilhantes com cicatriz clara e exala perfume suave.

O que mais denuncia a espécie é o látex branco e pegajoso. Ele está na casca, nas folhas e no fruto verde. Se colher antes da hora, gruda nos lábios e na boca e deixa sensação adstringente. Fruto no ponto solta pouco látex e a polpa desmancha na colher.

Na árvore, observe as folhas: são alternas, coriáceas, verde-escuras por cima e dourado-acobreadas por baixo devido a pelos finos. A copa é piramidal quando jovem e depois arredondada e densa. Flores pequenas, brancas e perfumadas surgem em cachos no tronco e nos ramos.

Onde o caimiteiro vive melhor no Brasil

A origem é amazônica, em matas de terra firme do Brasil, Peru, Colômbia e Venezuela. No Brasil ocorre naturalmente em toda a Amazônia e é cultivado com sucesso no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, do Pará a São Paulo e litoral do Paraná.

Ele precisa de calor constante e umidade alta. Produz bem onde a média anual fica entre 22 °C e 30 °C e a chuva passa de 1.200 mm. Frio prolongado abaixo de 10 °C e geada queimam folhas jovens e derrubam flores.

Em quintal, escolha local com sol pleno e protegido de vento forte, que resseca a copa e derruba frutos. Como é árvore grande, plante longe de muros, fiação e telhados. Em chácaras, funciona como árvore de sombra e quebra-vento produtiva.

Quando e como o caimiteiro dá frutos

Muda de semente leva 5 a 8 anos para começar. Muda enxertada ou de alporquia encurta para 3 a 5 anos e mantém as características da planta-mãe. O crescimento é rápido nos primeiros anos, cerca de 1 metro por ano com água e adubo.

A floração acontece entre agosto e novembro e a colheita concentra-se no verão, de dezembro a março, com variações regionais. No Amazonas pode frutificar duas vezes ao ano; no Sudeste, a safra é única e mais tardia.

O fruto não amadurece bem se colhido verde. O ponto ideal é quando a casca passa de verde-clara para amarelo-pálido a amarelo-ouro, levemente macia ao toque. Depois de colhido dura só 2 a 4 dias em temperatura ambiente, por isso colha aos poucos e consuma rápido ou refrigere por até 7 dias.

Como plantar caimiteiro do jeito certo

Prefira muda enxertada de viveiro idôneo se quiser precocidade e fruto maior. Se for por semente, use sementes frescas, pois perdem viabilidade em poucas semanas. Lave para retirar a polpa e plante em até 5 dias.

Para sementeira, use substrato leve com areia e matéria orgânica, a 2 cm de profundidade. A germinação leva 15 a 40 dias. Transplante quando a muda tiver 20 a 30 cm, com torrão.

No local definitivo, abra cova de 60 x 60 x 60 cm com 2 a 3 semanas de antecedência. Misture 15 a 20 litros de esterco curtido, 200 g de calcário e 200 g de superfosfato simples se o solo for pobre. Plante no início das chuvas, de outubro a março, mantenha o colo no nível do solo e faça bacia para irrigação. Espaçamento ideal é de 7 a 10 metros entre plantas.

Luz, rega, solo e clima ideais

Luz: sol pleno o dia todo. Sombreamento atrasa o crescimento e reduz a frutificação. Mudas recém-plantadas aceitam meia-sombra leve nos primeiros 3 meses, mas depois exigem sol.

Rega: mantenha o solo úmido, nunca encharcado. Nos dois primeiros anos, irrigue 2 a 3 vezes por semana na seca. Planta adulta tolera estiagem curta, mas a falta de água na floração derruba flores e racha frutos.

Solo: profundo, fofo e bem drenado, rico em matéria orgânica. Solos argilosos compactados precisam de drenagem e cobertura morta. Faixa de pH entre 5,5 e 6,5 é ideal. Evite áreas com lençol freático raso.

Clima: tropical úmido é perfeito. Em regiões subtropicais, plante em baixadas protegidas e evite topos de morro sujeitos a geada. Ventos frios do sul no Sudeste podem exigir barreira viva.

Poda e adubação para produzir mais

O caimiteiro tem dominância apical forte e forma fuste alto. Faça poda de formação no primeiro ano, despontando a haste a 60-80 cm para estimular 3 a 4 ramos principais bem distribuídos. Depois, poda anual leve após a colheita para arejar a copa e remover ramos secos, cruzados e ladrões.

Não faça poda drástica. Cortes grandes demoram a cicatrizar e abrem porta para fungos. Use tesoura e serra desinfetadas e cubra cortes acima de 2 cm com pasta cicatrizante.

Adube três vezes ao ano: início das chuvas, floração e pós-colheita. Na fase de crescimento, fórmula rica em nitrogênio; na produção, aumente potássio e fósforo. Matéria orgânica todo ano é essencial. Em solos pobres, a Embrapa recomenda análise de solo para ajustar calcário e micronutrientes como boro e zinco, que influenciam fixação de frutos.

Caimiteiro em vaso: vale a pena?

Na nossa avaliação, vaso não é o habitat do caimiteiro. É árvore de grande porte com raiz pivotante profunda. Em vaso, mesmo grande, cresce menos, frutifica pouco e exige manejo constante.

Se insistir, use recipiente de mínimo 200 a 300 litros, com 60 cm de profundidade, substrato drenante e tutoramento. Será obrigatório podar a copa todo ano para manter 2 a 2,5 m e adubar a cada 2 meses. Espere frutos menores e safra irregular.

Para varanda ou apartamento, outras Sapotaceae menores ou frutíferas de pequeno tamanho são escolhas mais realistas. O caimiteiro brilha mesmo em quintal, chácara ou sítio.

Pragas, doenças e problemas mais comuns

A mosca-das-frutas (Anastrepha spp.) é a principal praga. A larva torna a polpa imprestável. Ensacar frutos com saco de TNT quando ainda verdes e recolher frutos caídos do chão são as medidas mais eficazes.

Cochonilhas e pulgões atacam brotações em plantas estressadas. Broca-do-tronco pode surgir em árvores feridas. Mantenha a copa arejada e faça controle com poda e óleo vegetal quando necessário, sempre com orientação técnica.

Entre as doenças, antracnose (Colletotrichum) mancha folhas e frutos em clima úmido, e a fumagina escurece folhas após ataque de cochonilhas. Evite molhar a copa à tarde, faça espaçamento correto e remova frutos doentes. O látex que escorre de feridas atrai formigas, mas não é doença.

Erros que estragam a colheita

  • Colher verde para amadurecer na fruteira: o abiu fica adstringente e com muito látex.
  • Deixar frutos maduros na árvore: amolecem, fermentam e atraem moscas.
  • Plantar muito perto de casa: raízes e copa grande causam problemas futuros.
  • Regar em excesso em solo argiloso: apodrece raízes e derruba folhas.

Tipos, variedades e confusões comuns

O caimiteiro verdadeiro é Pouteria caimito, de fruto amarelo. Existe o abiu-roxo ou caimito-roxo (Chrysophyllum cainito), de casca roxa e polpa com estrelinha ao cortar, que é outra espécie da mesma família e costuma ser confundido. São árvores e sabores diferentes.

Dentro de Pouteria caimito há grande variação por semente: frutos de 50 g a 400 g, formatos redondos ou alongados e polpa mais ou menos leitosa. Não há variedades comerciais registradas como em manga ou citros; a seleção é feita por produtores locais que clonam plantas com fruto grande e pouco látex.

Característica Caimiteiro / Abiu (Pouteria caimito) Abiu-roxo / Caimito (Chrysophyllum cainito)
Cor do fruto maduro Amarelo-claro a amarelo-ouro Roxo ou verde-arroxeado
Polpa Translúcida, gelatinosa, leitosa Branca a arroxeada, com desenho de estrela
Látex Muito pegajoso se verde Menos látex, mas também adstringente
Folha Verso dourado-acobreado Verso dourado-ferrugem bem marcado

Se comprar muda, confirme o nome científico na etiqueta. Muita gente leva abiu-roxo achando que é abiu amarelo e se decepciona com sabor e adaptação climática diferentes.

Perguntas frequentes

Caimiteiro e abiu são a mesma coisa?

Sim. Caimiteiro é a árvore e abiu é o fruto, mas no dia a dia os dois nomes se misturam. O nome científico é Pouteria caimito.

Quanto tempo o caimiteiro demora para dar frutos?

De 3 a 5 anos se for muda enxertada e de 5 a 8 anos se for de semente, com manejo adequado de sol, água e adubo.

Pode plantar caimiteiro em vaso?

Não é recomendado. É árvore grande de raiz profunda que produz pouco em vaso, mesmo com mais de 200 litros e podas constantes.

Por que o abiu gruda na boca?

É o látex da casca e da polpa quando o fruto ainda está verde. Colha só quando estiver amarelo e macio e retire a polpa com colher sem raspar a casca.

Qual a diferença entre abiu amarelo e abiu roxo?

São espécies diferentes. O abiu amarelo é Pouteria caimito e o abiu-roxo é Chrysophyllum cainito, de casca roxa e polpa em forma de estrela.

Caimiteiro precisa de outra árvore para frutificar?

Não. É autopolinizável e atrai abelhas. Uma planta isolada já produz, mas duas aumentam a polinização e a safra.

Como evitar bicho no abiu?

A mosca-das-frutas é o maior problema. Ensacar os frutos ainda verdes com TNT, recolher frutos caídos e colher no ponto reduzem muito a infestação.

Você sabia?

1

Látex que cola a boca

O abiu verde tem tanto látex que gruda nos lábios como cola. Por isso, ribeirinhos passam óleo ou comem a polpa com colher, sem encostar na casca, e só colhem quando o fruto já está amarelo e levemente macio.

2

Folha que brilha como ouro

O verso da folha do caimiteiro é coberto por pelos microscópicos dourados que refletem luz. Em dia de vento, a copa parece piscar entre verde e dourado, característica que ajuda botânicos a identificá-lo na mata.

3

Fruta que não viaja

Mesmo sendo muito produtivo, o abiu quase não chega a supermercados do Sudeste porque amassa e fermenta em 2 a 4 dias. É fruta típica de pomar doméstico e feira local, colhida e consumida no mesmo dia.

4

Parente do sapoti e do abiu-roxo

Caimiteiro, sapotizeiro, abiurana e abiu-roxo são todos da família Sapotaceae e compartilham o látex leitoso. Muita gente confunde Pouteria caimito (amarelo) com Chrysophyllum cainito (roxo), mas são espécies diferentes.

Fontes

  1. Embrapa Amazônia Oriental - Frutíferas da Amazônia
  2. Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA)
  3. Plants of the World Online - Kew Science

Prós e contras: Caimiteiro

Prós

  • Frutos muito doces e perfumados, ideais para consumo fresco e sobremesas
  • Crescimento rápido e copa densa que dá sombra e atrai polinizadores
  • Alta produtividade na safra de verão quando bem adubado
  • Adaptado ao clima tropical úmido e pouco exigente depois de estabelecido
  • Madeira e copa com valor ornamental para chácaras e sítios

Contras

  • Árvore grande que exige muito espaço e sol pleno
  • Fruto extremamente perecível, dura 2 a 4 dias fora da geladeira
  • Látex pegajoso se colhido antes do ponto ideal
  • Sensível a geada, frio intenso e solo encharcado
  • Muito atacado por mosca-das-frutas se não houver manejo
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o caimiteiro é uma das frutíferas amazônicas mais gratificantes para quintal grande, mas injustiçada pelo mercado por ser perecível. Se você tem espaço, calor e pode colher no ponto, vale plantar uma muda enxertada de fruto grande e pouco látex em vez de semear qualquer semente.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.