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Jasmim-dos-açores

Jasminum azoricum

Atualizado em

2 a 4 m de alturaTamanho
Sol pleno a meia-sombraLuminosidade
Moderada, 2 a 3x por semanaRega
PereneCiclo de vida
Fácil a moderadaDificuldade
Jasmim-dos-açores florido cobrindo pérgola branca no jardim

O jasmim-dos-açores (Jasminum azoricum) é uma trepadeira lenhosa perene da família Oleaceae, endêmica do arquipélago dos Açores, em Portugal. Diferente do jasmim-comum, tem folhas compostas com três folíolos brilhantes e flores brancas estreladas de perfume adocicado, mais intenso ao entardecer.

No Brasil vai bem em clima ameno a quente, com floração que pode se estender da primavera ao outono quando recebe sol pleno, solo fértil e tutor para se apoiar. É muito usada para cobrir pérgolas, muros, grades e caramanchões, mas também pode ser conduzida em vasos grandes com suporte.

Também conhecido como: Jasmim dos Açores, Jasmim-branco-dos-Açores, Azores jasmine, Jasminum azoricum

Faz parte de: Plantas de Sol Pleno, Plantas Ornamentais, Plantas para Jardim, Plantas Trepadeiras

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Galeria de fotos de Jasmim-dos-açores

Jasmim-dos-açores florido cobrindo pérgola branca no jardim
Jasmim-dos-açores adulto em plena floração sobre pérgola.
Close-up das flores brancas estreladas e botões rosados do jasmim-dos-açores
Flores brancas em estrela e botões rosados característicos.
Detalhe das folhas trifolioladas brilhantes do jasmim-dos-açores
Folhas com três folíolos brilhantes, marca da espécie.
Jasmim-dos-açores cultivado em vaso grande com treliça na varanda
Cultivo em vaso grande com suporte para varandas ensolaradas.
Muro coberto por jasmim-dos-açores em flor no jardim
Uso ornamental para cobrir muros e grades com perfume.
Pequenos frutos pretos do jasmim-dos-açores entre as folhas
Frutos pretos raros em cultivo doméstico.
Ideal para

Ideal para quem busca uma trepadeira perfumada, elegante e de floração longa para pérgolas, muros e varandas com sol. Vai bem para tutores que querem atrair polinizadores e ter flores brancas quase o ano todo sem uma planta invasiva. Também funciona para quem tem jardim pequeno e quer conduzir em vaso grande com suporte, desde que possa oferecer sol direto e rega regular na primavera e no verão.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem mora em região com geadas frequentes e fortes, sem possibilidade de proteger a planta no inverno. Também não é a melhor escolha para quem procura sombra rápida e densa, pois seu crescimento é moderado e precisa de condução. Não é indicada para quem tem pouquíssimo tempo para regar e guiar ramos, nem para locais com menos de 4 horas de sol, onde a floração fica muito fraca e a planta estica sem fechar a estrutura.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno (4 a 6 h/dia) ou meia-sombra muito luminosa; quanto mais sol, mais flores
Rega
Moderada; manter solo levemente úmido, 2 a 3x por semana no verão, 1x no inverno; nunca encharcar
Solo
Fértil, leve e bem drenado, com matéria orgânica; pH 6,0 a 7,0; evitar solo compactado
Temperatura
Ideal 15 °C a 28 °C; sensível a geada forte (<5 °C); proteger base no inverno
Adubação
Base orgânica no fim do inverno + NPK 10-10-10 ou 04-14-08 a cada 45 dias na primavera-verão
Poda
Leve após floração (abril a julho); beliscar pontas na primavera para engalhar
Propagação
Estacas semilenhosas (12-15 cm) e alporquia; sementes raras e de germinação lenta

Perfil rápido de Jasmim-dos-açores

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
PodaJFMAMJJASOND
AdubaçãoJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica
  • PessoasNão tóxica

Considerada segura para cachorro e gato (ASPCA lista Jasminum spp. como não tóxico). Ingestão grande pode causar leve desconforto gastrointestinal; em caso de dúvida, consulte veterinário.

Encontrado em 1 país

  • Portugal

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Magnoliophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Lamiales
Família
Oleaceae
Gênero
Jasminum
Espécie
Jasminum azoricum

Resumo

  • O jasmim-dos-açores é uma trepadeira perene de 2 a 4 metros, com folhas trifolioladas e flores brancas de perfume intenso que atraem abelhas e borboletas.
  • Precisa de sol pleno ou meia-sombra luminosa, solo fértil bem drenado, rega regular sem encharcar e poda anual após a floração para manter forma e estimular novos ramos.
  • No Brasil floresce principalmente de setembro a abril e é considerada não tóxica para cachorro e gato quando ingerida em pequenas quantidades, mas exige proteção contra geadas fortes e ventos frios.

Características

Ficha da planta

Nome popularJasmim-dos-açores
Nome científicoJasminum azoricum L.
Família botânicaOleaceae
OrigemArquipélago dos Açores, Portugal (endêmica)
Tipo de plantaTrepadeira lenhosa volúvel
Ciclo de vidaPerene
Tamanho2 a 4 m de altura (até 5 m com tutor)
Coresbranco (flores)verde-escuro brilhante (folhas)
LuminosidadeSol pleno a meia-sombra luminosa
RegaModerada
SoloFértil, leve, bem drenado, pH 6,0 a 7,0
Temperatura15 °C a 28 °C; não tolera geada forte
PropagaçãoEstacas semilenhosas, alporquia e sementes
Toxicidade para petsNão tóxica (ASPCA)

Perfil e comportamento

Necessidade de luzAlto
Necessidade de águaMédio
Facilidade de cultivoAlto
Adequação a vasosMédio
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioBaixo
Tolerância ao calorAlto
Valor ornamentalMuito alto

Como reconhecer o jasmim-dos-açores: folhas, flores e perfume

O jasmim-dos-açores se distingue à primeira vista pelas folhas compostas trifolioladas, com três folíolos ovalados, coriáceos e bem brilhantes. O folíolo central é maior, com 3 a 7 cm, e os laterais são menores, todos com nervura clara. Os ramos são finos, flexíveis e volúveis, que se enrolam no suporte sem precisar de gavinhas.

As flores são brancas, em forma de estrela, com 5 pétalas estreitas e tubo longo, reunidas em cimeiras no topo dos ramos. Cada flor tem 2 a 3 cm de diâmetro e exala perfume doce e fresco, mais forte no fim da tarde e à noite. Diferente do jasmim-manga ou do jasmim-estrela (Trachelospermum), não tem látex e não forma arbusto lenhoso grosso na base.

Na nossa avaliação, o erro mais comum é confundir com Jasminum polyanthum ou Jasminum officinale. O dos Açores tem botões rosados que abrem totalmente brancos, folhagem mais escura e crescimento menos agressivo. Se a planta vendida tem folhas com 5 a 7 folíolos ou flores amarelas, não é o verdadeiro Jasminum azoricum.

Onde e como plantar jasmim-dos-açores para cobrir pérgola e muro

Plante o jasmim-dos-açores onde ele possa subir com apoio: pérgola, caramanchão, treliça, grade ou muro com fios de aço ou ripas. Como não tem ventosas, precisa ser amarrado e conduzido nos primeiros meses. Deixe 1,5 a 2 m de distância entre mudas se quiser fechar uma cerca rapidamente.

O berço deve ter pelo menos 40 x 40 x 40 cm com mistura de terra vegetal, composto orgânico e areia grossa em partes iguais. Em vaso, use recipiente de 40 a 60 litros com furos e camada de drenagem de argila expandida. Vasos menores limitam a floração e exigem rega quase diária no verão.

  • Passo a passo no solo: cave a cova, misture 3 a 5 litros de húmus e 100 g de farinha de ossos, posicione a muda na mesma altura em que estava no saquinho e regue abundantemente.
  • Passo a passo no vaso: forre o fundo, complete com substrato leve, plante, instale tutor em arco ou obelisco e fixe os ramos com fitilho sem apertar.
  • Melhor posição: face norte ou leste, com 4 a 6 horas de sol direto e proteção contra vento encanado, que resseca as folhas.

Luz, rega, solo e clima ideal no Brasil

O jasmim-dos-açores rende mais em sol pleno, mas tolera meia-sombra luminosa. Com menos de 4 horas de sol, cresce, porém floresce pouco. Em regiões muito quentes do Centro-Oeste e Nordeste, a meia-sombra da tarde evita queimadura nas folhas e prolonga a vida das flores.

A rega deve ser regular e profunda, mantendo o solo levemente úmido, nunca encharcado. No jardim, 2 a 3 vezes por semana no verão e 1 vez por semana no inverno costumam bastar. No vaso, cheque com o dedo: se os 3 cm superficiais estiverem secos, regue até sair água pelo dreno. Folhas murchas ao meio-dia e solo seco indicam falta d’água; folhas amareladas na base com solo úmido indicam excesso.

O solo ideal é fértil, fofo e bem drenado, com pH entre 6,0 e 7,0. Solos argilosos e compactados apodrecem as raízes. A planta prefere clima subtropical e temperado oceânico, entre 15 °C e 28 °C. Tolera frio leve até cerca de 5 °C, mas geadas fortes queimam ponteiros e podem matar mudas jovens. Em locais com geada, plante junto a muro voltado ao sol e cubra a base com cobertura morta no inverno.

Como saber se a luz está correta?

Ramos muito esticados, com entrenós longos e poucas flores, pedem mais sol. Folhas com bordas amarronzadas e flores que murcham em um dia indicam sol excessivo combinado com falta d’água. Ajuste a posição antes de aumentar adubo.

Adubação, poda e condução: o trio que garante floração longa

Adube para estimular floração, não só folha. No fim do inverno (agosto), incorpore composto orgânico e farinha de ossos ao redor da projeção da copa. Durante a primavera e o verão, aplique a cada 45 dias um adubo equilibrado tipo NPK 10-10-10 ou 04-14-08 se o solo já for rico em nitrogênio. Em vaso, prefira adubo de liberação lenta ou orgânico líquido quinzenal, sempre com solo úmido.

A poda é anual e leve, feita logo após o pico de floração, entre abril e julho. Corte ramos que já floresceram em um terço, retire galhos secos, cruzados e aqueles que saem muito da estrutura. Nunca faça poda drástica no inverno, pois remove gemas da próxima florada. Durante o crescimento, faça beliscadas nas pontas para engalhar e fechar mais rápido.

Conduza os ramos na horizontal sempre que possível. Ramos na horizontal emitem mais brotações laterais e, consequentemente, mais flores. Amarre com cordão de algodão em forma de 8, sem estrangular, e redirecione a cada 15 dias na estação de crescimento.

Rotina Quando fazer Como fazer
Adubação de base Agosto a setembro 3 a 5 L de composto + 100 g farinha de ossos por planta
Adubação de manutenção Outubro a março, a cada 45 dias NPK 10-10-10 ou orgânico líquido, com solo úmido
Poda de formação Após floração (abril a julho) Corte leve de 1/3, limpeza de secos e cruzados
Condução Primavera e verão Amarrar e horizontalizar ramos a cada 15 dias

Como fazer mudas de jasmim-dos-açores sem erro

A forma mais segura é por estaca semilenhosa. No fim do verão ou início do outono, corte ramos saudáveis de 12 a 15 cm com 2 a 3 nós, retire as folhas da base e mantenha um par no topo cortado ao meio. Plante em substrato úmido de areia e vermiculita, mantenha à sombra luminosa e coberto com saco plástico perfurado para manter umidade. O enraizamento leva 30 a 45 dias.

A alporquia funciona bem em ramos mais grossos: faça um anel na casca, envolva com musgo úmido e plástico, e aguarde 60 dias até formar raízes. Sementes são raras no Brasil, pois a planta frutifica pouco fora do habitat original, e a germinação é lenta e desuniforme.

Na nossa experiência de observação em jardins do Sudeste, mudas de estaca florescem em 12 a 18 meses se bem nutridas, enquanto mudas de semente podem levar mais de dois anos e nem sempre mantêm o perfume intenso da planta-mãe.

Floração, perfume e frutos: por que ela encanta o ano todo

Em clima ameno, o jasmim-dos-açores floresce de setembro a abril, com pico entre outubro e fevereiro. Em regiões sem frio intenso, como litoral de São Paulo e Rio, pode soltar flores esparsas até no inverno se não for podado. Cada inflorescência dura cerca de uma semana, mas a planta emite novas hastes continuamente.

O perfume é doce, limpo e não enjoativo, diferente do jasmim-manga que é mais forte. À noite, a fragrância se espalha porque a planta é polinizada por mariposas e abelhas crepusculares. Por isso é ideal perto de janelas, varandas e áreas de estar ao ar livre.

Os frutos são bagas pretas pequenas quando maduras, com 1 a 1,5 cm, pouco vistas em cultivo doméstico. Não são ornamentais e a planta raramente frutifica em vaso. Se surgirem, podem ser removidas para a planta direcionar energia para novas flores.

Pragas, doenças e erros que deixam o jasmim sem flor

É uma trepadeira relativamente rústica, mas sofre com pulgões, cochonilhas e ácaros quando está estressada por poeira, falta d’água ou adubo em excesso. Lave as folhas com jato d’água e, se persistir, use óleo de neem ou sabão de potássio no fim da tarde. Evite inseticidas amplos que matam polinizadores.

Doenças fúngicas como oídio (pó branco) e mancha foliar aparecem com pouca ventilação e rega sobre as folhas à noite. Melhore o espaçamento, regue pela manhã na base e retire folhas muito atacadas. Raiz apodrecida quase sempre é solo encharcado ou vaso sem drenagem.

  • Não floresce: falta de sol, poda na época errada ou excesso de nitrogênio. Corrija luz e troque adubo por fórmula rica em fósforo.
  • Folhas amarelas com nervuras verdes: clorose por solo muito alcalino ou falta de ferro. Acidifique levemente e adube com composto.
  • Botões caindo: variação brusca de rega, calor extremo ou vaso pequeno. Mantenha rega constante e faça transplante para vaso maior.
  • Crescimento desordenado: falta de condução. Horizontalize e amarre, em vez de deixar pendente.

Perguntas frequentes

Jasmim-dos-açores gosta de sol ou sombra?

Prefere sol pleno com 4 a 6 horas de sol direto; em meia-sombra muito clara cresce, mas floresce bem menos.

Quanto tempo demora para florir?

Mudas de estaca bem cuidadas florescem em 12 a 18 meses; mudas maiores de viveiro podem florir já na primeira primavera.

Pode plantar jasmim-dos-açores em vaso?

Sim, em vaso de 40 a 60 litros com treliça ou obelisco, solo leve e rega regular; vasos pequenos reduzem a floração.

Precisa podar? Quando?

Sim, poda leve após a floração, entre abril e julho, cortando 1/3 dos ramos que floresceram e limpando galhos secos.

Jasmim-dos-açores é tóxico para cachorro e gato?

Não, é considerado não tóxico para pets, mas evite que mastiguem grandes quantidades e consulte o veterinário se houver ingestão.

Por que meu jasmim não floresce?

As causas mais comuns são falta de sol, poda na época errada e excesso de nitrogênio; corrija luz e use adubo mais rico em fósforo.

Aguenta frio e geada?

Tolera frio leve, mas geadas fortes queimam as pontas; em regiões frias plante junto a muro ensolarado e proteja a base no inverno.

Você sabia?

1

Em risco na natureza

Na natureza, o Jasminum azoricum é considerado criticamente em perigo e sobrevive em pouquíssimas áreas húmidas da ilha de São Miguel, nos Açores, enquanto no cultivo é amplamente difundido como ornamental.

2

Perfume noturno estratégico

O perfume fica mais intenso ao entardecer porque a polinização original é feita por mariposas noturnas, que localizam as flores brancas pelo cheiro.

3

Folha sempre com três folíolos

Ao contrário de muitos jasmins com 5 a 7 folíolos, o dos Açores tem sempre 3 folíolos bem brilhantes, o que ajuda a identificar mudas ainda sem flor.

4

Flores que enganam pelo botão

Os botões são rosados e só ficam totalmente brancos ao abrir, por isso muita gente acha que comprou a espécie errada quando vê a muda ainda fechada.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Royal Botanic Gardens, Kew - Plants of the World Online
  3. ASPCA - Toxic and Non-Toxic Plants
  4. Embrapa - Informação Tecnológica em Jardinagem

Prós e contras: Jasmim-dos-açores

Prós

  • Flores brancas muito perfumadas com floração longa, de setembro a abril
  • Folhagem perene brilhante, bonita mesmo sem flor
  • Crescimento moderado e não invasivo, fácil de controlar em pérgolas
  • Atrai abelhas e borboletas e tem perfume mais intenso à noite
  • Relativamente resistente a pragas quando bem cultivado

Contras

  • Precisa de 4 a 6 horas de sol para florir bem; na sombra floresce pouco
  • Sensível a geadas fortes e ventos frios
  • Exige tutor e amarrios periódicos para cobrir bem
  • Em vaso pequeno exige rega frequente no verão
  • Frutifica pouco e não oferece frutos ornamentais
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o jasmim-dos-açores é a trepadeira branca mais equilibrada para quem quer perfume sem exagero e sem planta invasiva. Ele não cobre um muro em três meses como a unha-de-gato, mas compensa com floração prolongada, folhagem sempre bonita e manutenção simples se tiver sol.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.