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Orelha-de-gato

Kalanchoe tomentosa

Atualizado em

30 a 45 cm de alturaTamanho
Sol pleno a meia-sombra claraLuminosidade
Baixa, só com solo secoRega
PereneCiclo de vida
Muito fácilDificuldade
Orelha-de-gato adulta em vaso de barro mostrando folhas peludinhas prateadas com bordas marrons

A Orelha-de-gato é a suculenta de folhas grossas, cobertas por uma penugem branca aveludada e com pintas marrom-escuras nas bordas, que lembram exatamente a orelha de um gato. Originária de Madagascar, ela pertence à família Crassulaceae e cresce como um pequeno arbusto ereto de 30 a 45 cm, muito usada em vasos, jardins de suculentas e arranjos de sol pleno.

De cultivo simples e extremamente tolerante à seca, ela é ideal para quem esquece de regar, mas não tolera excesso de água nem sombra fechada. Raramente floresce dentro de casa e seu principal atrativo é a textura das folhas, não as flores. Atenção: como toda Kalanchoe, contém bufadienolídeos e é considerada tóxica se ingerida por cachorros, gatos e crianças.

Também conhecido como: Orelha-de-lebre, Planta-panda, Panda Plant, Kalanchoe peluda

Faz parte de: Plantas de Sol Pleno, Plantas Ornamentais, Plantas para Vasos, Plantas Suculentas

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Galeria de fotos de Orelha-de-gato

Orelha-de-gato adulta em vaso de barro mostrando folhas peludinhas prateadas com bordas marrons
Orelha-de-gato adulta com folhagem prateada e pintas marrons nas bordas.
Close-up das folhas peludas da Orelha-de-gato com detalhes dos pelos brancos e manchas marrons
Detalhe da penugem branca e das manchas marrons típicas da espécie.
Caule ramificado da Orelha-de-gato mostrando base lenhosa e inserção das folhas
Caule ereto e ramificado que sustenta a moita compacta.
Mudas de Orelha-de-gato por estaca de caule cicatrizando sobre substrato seco
Propagação por estaca de caule, método mais rápido para multiplicar.
Orelha-de-gato em jardim de suculentas com pedras e outras espécies de sol pleno
Em jardins de suculentas, combina bem com pedras e sol pleno.
Haste floral da Orelha-de-gato com flores tubulares pequenas esverdeadas e amarronzadas
Floração rara com flores tubulares discretas na ponta de haste alta.
Ideal para

Ideal para quem busca uma suculenta diferente e de baixa manutenção, que tolera esquecimentos de rega e sol forte. Funciona muito bem para iniciantes, para quem mora em apartamento com janela ensolarada e para colecionadores que valorizam textura e contraste de cores em vasos pequenos. Também é ótima para compor jardins de suculentas, rocailles e arranjos com pedras, já que mantém forma compacta e combina com outras espécies de sol pleno sem exigir podas frequentes.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para casas com cachorros e gatos que têm hábito de mastigar plantas, pois é tóxica se ingerida e exige atenção constante ao posicionamento. Também não funciona para quem procura planta para sombra, banheiro sem luz ou para quem rega todos os dias por hábito, já que o excesso de água mata rapidamente a espécie. Quem espera flores vistosas ou crescimento rápido pode se frustrar, pois ela cresce devagar e raramente floresce em ambientes internos, sendo valorizada sobretudo pela folhagem aveludada.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno a meia-sombra muito clara; 4 a 6 horas de sol direto, preferencialmente da manhã. Tolera sol forte após aclimatação.
Rega
Esporádica, apenas com substrato totalmente seco. A cada 10-14 dias no verão e 20-30 dias no inverno. Nunca molhar as folhas.
Solo
Muito drenado e arenoso: 1 parte terra vegetal, 1 parte areia grossa/perlita e 1 parte casca de pinus fina. pH 6,0-7,0.
Temperatura
Ideal 18°C a 28°C. Sensível a geada; proteger abaixo de 10°C. Tolera calor seco acima de 35°C.
Adubação
Leve, na primavera-verão a cada 60 dias com fertilizante para suculentas diluído à metade. Suspender no outono-inverno.
Poda
Apenas limpeza de folhas secas e hastes estioladas. Poda de topo na primavera para ramificar.
Propagação
Estaca de caule (mais rápida) e estaca de folha. Deixar cicatrizar 2-3 dias antes de plantar. Melhor época: primavera-verão.

Perfil rápido de Orelha-de-gato

Calendário

Plantio e replantioJFMAMJJASOND
Propagação por estacasJFMAMJJASOND
AdubaçãoJFMAMJJASOND
Floração (quando ocorre)JFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsTóxica
  • PessoasTóxica

Contém bufadienolídeos cardiotóxicos. Ingestão pode causar vômitos, diarreia e alterações cardíacas. Mantenha fora do alcance de crianças, cachorros e gatos e procure atendimento se houver ingestão.

Encontrado em 1 país

  • Madagascar

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Saxifragales
Família
Crassulaceae
Gênero
Kalanchoe
Espécie
Kalanchoe tomentosa

Resumo

  • A Orelha-de-gato (Kalanchoe tomentosa) é uma suculenta perene de Madagascar com folhas cobertas de pelos brancos e manchas marrons nas bordas, que atinge 30 a 45 cm de altura.
  • Precisa de sol pleno ou meia-sombra muito clara, solo bem drenado e regas espaçadas apenas quando o substrato secar completamente, pois o excesso de água apodrece as raízes.
  • É tóxica para cachorros e gatos se ingerida e raramente floresce em apartamento, sendo propagada com facilidade por estacas de folha ou de caule na primavera e no verão.

Características

Ficha da planta

Nome popularOrelha-de-gato
Nome científicoKalanchoe tomentosa Baker
Família botânicaCrassulaceae
OrigemMadagascar (sudoeste)
Tipo de plantaSuculenta arbustiva
Ciclo de vidaPerene
Tamanho30 a 45 cm de altura, até 60 cm em floração
CoresVerde-acinzentadabranco-prateadobordas marrom-escuras
LuminosidadeSol pleno a meia-sombra clara (4 a 6h de sol)
RegaBaixa, a cada 10 a 14 dias
SoloArenoso, bem drenado, pH 6,0 a 7,0
Temperatura18°C a 28°C, não tolera geada
PropagaçãoEstaca de folha, estaca de caule e sementes
Toxicidade para petsTóxica (bufadienolídeos)

Perfil e comportamento

Necessidade de luzAlto
Necessidade de águaMuito baixo
Facilidade de cultivoMuito alto
Adequação a vasosMuito alto
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioBaixo
Tolerância ao calorMuito alto
Valor ornamentalAlto

Como reconhecer a Orelha-de-gato verdadeira: folhas peludas e bordas pintadas

A Orelha-de-gato é inconfundível quando você olha de perto. As folhas são grossas, ovais e densamente cobertas por tricomas brancos que dão aspecto de feltro ou pelúcia. Essa penugem não é enfeite: protege contra sol forte e perda de água. Nas margens e na ponta, há manchas marrom-escuras em relevo, como se tivessem sido carimbadas. É esse detalhe que diferencia a espécie de outras Kalanchoes.

O crescimento é arbustivo e ereto, com caule ramificado desde a base e folhas opostas bem juntas. Uma planta adulta bem cuidada forma uma moita compacta de 30 a 45 cm de altura e 25 a 35 cm de largura. As folhas medem 5 a 8 cm de comprimento. Se a planta estica, fica pálida e perde a penugem densa, é sinal de falta de luz, não de variedade diferente.

Muita gente confunde com Kalanchoe beharensis ou com a Tradescantia sillamontana, também chamada de orelha-de-gato em algumas regiões. A diferença é clara: a Kalanchoe beharensis tem folhas muito maiores, triangulares e onduladas, enquanto a Tradescantia é rasteira, com folhas menores e sem as pintas marrons características da Kalanchoe tomentosa.

Luz, solo e rega na medida certa para não apodrecer

A Orelha-de-gato precisa de muita luz para manter a cor prateada e as pintas bem marcadas. O ideal é sol pleno da manhã ou 4 a 6 horas de sol direto. Em apartamento, deixe o mais próximo possível da janela mais clara, de preferência leste ou norte. Sombra total deixa a planta estiolada, verde e vulnerável a fungos. Sol forte do meio-dia no verão do Centro-Oeste e Nordeste pode queimar se a planta não estiver aclimatada, então faça adaptação gradual por 7 a 10 dias.

O solo precisa ser extremamente drenado. Use substrato para suculentas com 50% de material mineral: areia grossa, perlita ou pedra-pomes, e 50% de terra vegetal com húmus. Vasos de barro ou cerâmica com furo são melhores que plástico, porque secam mais rápido. O pH ideal fica entre 6,0 e 7,0 e a temperatura ótima entre 18°C e 28°C. Ela tolera calor acima de 35°C se o substrato estiver seco, mas não tolera geada nem frio abaixo de 5°C.

Na rega, menos é mais. Molhe apenas quando o substrato estiver completamente seco, o que no Brasil costuma ser a cada 10 a 14 dias no verão e a cada 20 a 30 dias no inverno. Regue até sair água pelo dreno e descarte o excesso do pratinho. Nunca molhe as folhas: a penugem retém umidade e favorece podridão e oídio. No inverno ou em semanas chuvosas, suspenda as regas.

  • Sinal de sede: folhas levemente murchas e finas, mas ainda firmes.
  • Sinal de excesso: folhas amolecidas, translúcidas, caindo ao toque e caule escurecido na base.
  • Umidade do ar: não precisa borrifar; ambiente seco é melhor.

Como plantar e multiplicar a Orelha-de-gato em vaso e no jardim

Plante a Orelha-de-gato em vaso baixo e largo, com camada de drenagem de argila expandida ou brita no fundo. No jardim, escolha canteiros elevados, rocailles ou bordaduras com sol pleno e solo arenoso. O melhor período para plantio e replantio no Brasil é de setembro a março, quando o calor acelera o enraizamento. Deixe o colo da planta levemente acima do nível do solo para evitar acúmulo de água no caule.

A propagação mais segura é por estaca de caule. Corte um ramo de 8 a 10 cm com 3 a 4 folhas, deixe secar à sombra por 2 a 3 dias até formar calo e plante em substrato seco. Só regue após 7 dias. A estaca de folha também funciona, mas é mais lenta: retire a folha inteira com cuidado, deixe cicatrizar e apoie sobre substrato úmido sem enterrar. Em 3 a 6 semanas surgem brotos na base.

Sementes são raras no cultivo doméstico e germinam melhor em estufa. Divisão de touceira é possível em plantas adultas bem ramificadas. Evite replantar no inverno ou com substrato encharcado. Após o plantio, não adube nas primeiras 4 semanas e mantenha em meia-sombra clara até pegar.

Adubação, poda e floração: o que realmente precisa fazer

A Orelha-de-gato é pouco exigente em nutrientes. Adube apenas na primavera e no verão, uma vez a cada 2 meses, com fertilizante para suculentas ou NPK 10-10-10 bem diluído a metade da dose recomendada. Excesso de nitrogênio deixa as folhas grandes, verdes e sem penugem, além de atrair cochonilhas. Em vasos, uma camada fina de húmus de minhoca no início da primavera já é suficiente. No outono e inverno, não adube.

Poda é quase desnecessária. Remova apenas folhas secas da base e hastes estioladas com tesoura limpa. Se a planta ficar muito alta e desengonçada, faça poda de topo no início da primavera para estimular ramificação. O corte pode ser usado como estaca. Use luvas, pois os pelos podem irritar peles sensíveis.

A floração em cultivo doméstico é rara e pouco ornamental. Quando acontece, geralmente entre o final do inverno e a primavera, surge uma haste de 40 a 60 cm com flores tubulares pequenas em tons de verde-amarelado com bordas marrons, cobertas pela mesma penugem. Muitos tutores preferem cortar a haste floral para a planta não gastar energia, já que o charme está nas folhas. Se quiser sementes, deixe secar na planta.

Pragas, doenças e toxicidade: os riscos reais desta Kalanchoe

Quando bem cultivada, a Orelha-de-gato é bastante resistente. Os problemas mais comuns são cochonilha-algodão e pulgões, que se escondem entre os pelos das folhas, e podridão de raiz e caule por excesso de água. Oídio aparece como pó branco sobre a penugem em locais úmidos e sem ventilação. Para cochonilhas, remova com cotonete embebido em álcool 70% e isole a planta. Melhore a circulação de ar e evite molhar a folhagem.

Podridão não tem volta quando atinge o caule. Se notar base escura e mole, corte a parte saudável, deixe cicatrizar e replante em substrato novo e seco. Nunca deixe pratinho com água e reduza regas em períodos chuvosos. Manchas marrons naturais nas bordas não são doença; já manchas pretas aquosas e moles são.

Atenção à toxicidade para pets e crianças

Toda Kalanchoe contém bufadienolídeos, substâncias cardiotóxicas. A Orelha-de-gato é considerada tóxica para cachorros, gatos e humanos se ingerida. A ingestão de folhas pode causar salivação, vômitos, diarreia, dor abdominal e, em quantidades maiores, alterações cardíacas. O risco é maior para filhotes e gatos, que mordem plantas por curiosidade.

Mantenha vasos fora do alcance, em prateleiras altas ou jardins suspensos, e ensine crianças a não levar folhas à boca. Em caso de ingestão, não provoque vômito e procure veterinário ou serviço de saúde imediatamente levando um pedaço da planta. Para quem tem pets que roem plantas, na nossa avaliação, existem suculentas não tóxicas mais seguras, como a Haworthia.

Perguntas frequentes

Orelha-de-gato precisa de sol ou sombra?

Precisa de sol pleno ou meia-sombra muito clara, com 4 a 6 horas de sol direto. Sem sol, ela estica, perde a cor prateada e apodrece com facilidade.

Como regar a Orelha-de-gato corretamente?

Regue apenas quando o substrato estiver totalmente seco, molhando até escorrer e descartando o excesso. No verão a cada 10 a 14 dias e no inverno a cada 20 a 30 dias, sem molhar as folhas.

Orelha-de-gato é tóxica para cachorro e gato?

Sim. Contém bufadienolídeos e é tóxica se ingerida, podendo causar vômitos, diarreia e problemas cardíacos. Deixe fora do alcance dos pets.

Por que as folhas da minha Orelha-de-gato estão caindo?

Geralmente é excesso de água e falta de luz, que causam podridão na base. Verifique se o solo está encharcado e se a planta recebe sol direto.

Como fazer muda de Orelha-de-gato?

Corte um ramo de 8 a 10 cm, deixe secar 2 a 3 dias para cicatrizar e plante em substrato seco. Regue só após uma semana. Folhas soltas também brotam, mas demoram mais.

Orelha-de-gato dá flor?

Pode dar, mas raramente dentro de casa. Quando floresce, entre agosto e outubro, emite haste alta com flores tubulares verde-amareladas pouco vistosas.

Pode cultivar Orelha-de-gato dentro de casa?

Pode, desde que fique colada à janela mais clara com sol direto. Em locais escuros ou úmidos como banheiro sem janela, ela não se desenvolve bem.

Você sabia?

1

Pelos que funcionam como protetor solar

Os tricomas brancos refletem até 40% da radiação e criam uma camada de ar que reduz a transpiração, por isso a planta aguenta sol forte de Madagascar sem queimar.

2

As pintas marrons não são sujeira

As manchas escuras nas bordas são glândulas naturais que concentram pigmento e pelos mais curtos, e ficam mais intensas quanto mais sol a planta recebe.

3

Parente de planta da sorte

É do mesmo gênero da Kalanchoe blossfeldiana, a famosa flor-da-fortuna, mas ao contrário dela, a Orelha-de-gato quase nunca é vendida florida.

4

Crescimento em câmera lenta

Uma folha destacada pode levar de 4 a 8 semanas só para emitir raízes e mais 2 meses para formar uma roseta, bem mais devagar que Echeverias.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa - Suculentas e Plantas Ornamentais
  3. Missouri Botanical Garden

Prós e contras: Orelha-de-gato

Prós

  • Muito fácil de cuidar e tolerante à seca
  • Textura aveludada única com bordas marrons decorativas
  • Ótima para vasos pequenos e arranjos de suculentas
  • Resistente a pragas quando bem iluminada
  • Propagação simples por estacas

Contras

  • Tóxica para cachorros, gatos e crianças se ingerida
  • Não tolera excesso de água nem geada
  • Crescimento lento e floração rara em interiores
  • Precisa de bastante sol para manter cor e forma
  • Pelos podem irritar pele sensível ao manusear
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a Orelha-de-gato é uma das suculentas mais subestimadas para iniciantes: exige menos água que Echeverias e perdoa mais erros de luminosidade que muitas crassuláceas. Seu ponto fraco é a toxicidade, que exige posicionamento consciente em casas com pets, mas compensa com textura única que nenhuma outra suculenta comum oferece.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.