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Nandina

Nandina domestica

Atualizado em

1 a 2 m de alturaTamanho
Sol pleno a meia-sombraLuminosidade
ModeradaRega
PereneCiclo de vida
FácilDificuldade
Nandina domestica adulta com frutos vermelhos e folhagem verde e avermelhada no jardim

A nandina (Nandina domestica), também chamada de bambu-celestial, é um arbusto perene muito usado no paisagismo por um motivo simples: ela muda de cor o ano todo. Folhas novas avermelhadas, folhagem verde na primavera e tons de vermelho e bronze no outono e inverno, além de cachos de frutos vermelhos brilhantes que persistem por meses.

Apesar do nome popular, ela não é um bambu e pertence a uma família própria. É uma planta rústica, tolerante ao frio e ao calor, que vai bem tanto em jardim quanto em vaso grande, mas exige atenção porque todas as partes, principalmente os frutos, são tóxicas se ingeridas por pessoas e pets.

No Brasil, adapta-se melhor ao Sul e Sudeste e a regiões serranas, onde o inverno mais frio intensifica a coloração. É de crescimento lento a moderado e quase não dá trabalho depois de estabelecida.

Também conhecido como: bambu-celestial, bambu-do-céu, nandina-doméstica, heavenly bamboo

Faz parte de: Plantas de Sol Pleno, Plantas Ornamentais, Plantas para Jardim, Plantas para Vasos

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Galeria de fotos de Nandina

Nandina domestica adulta com frutos vermelhos e folhagem verde e avermelhada no jardim
Nandina adulta em jardim com folhagem colorida e cachos de frutos vermelhos.
Close das folhas compostas da nandina com folíolos verdes e avermelhados
Detalhe das folhas compostas e brilhantes da nandina.
Flores brancas pequenas da nandina em panículas
Floração da nandina com panículas de flores brancas.
Nandina variedade Firepower anã em vaso grande com folhagem vermelha
Variedade anã Firepower, ideal para vasos e sem frutos.
Cachos de frutos vermelhos esféricos e brilhantes da nandina
Frutos vermelhos da nandina, parte mais tóxica da planta.
Conjunto de nandinas plantadas como bordadura ao longo de muro
Nandinas usadas como bordadura ornamental com variação de cor.
Ideal para

Ideal para quem busca um arbusto ornamental de baixa manutenção que mude de cor sozinho ao longo do ano. Funciona muito bem para jardins de inverno, entradas de casa e vasos grandes em varandas com sol, entregando cor mesmo nos meses frios sem exigir podas constantes. Também é uma ótima escolha para paisagistas e moradores do Sul e Sudeste que querem uma planta resistente ao frio, à seca moderada e a pragas, com efeito decorativo garantido por folhagem e frutos.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem tem cachorros, gatos ou crianças pequenas que têm acesso livre ao jardim e costumam levar frutos à boca, já que a ingestão é tóxica. Também não é a melhor opção para quem mora em região muito quente e sombreada ou busca uma planta nativa para recomposição ambiental, pois a forma comum pode se dispersar por aves.

Cultivo rápido

luz
Sol pleno a meia-sombra; quanto mais sol e frio, mais vermelha fica a folhagem. Evite sombra total.
rega
Moderada; regar quando o solo secar na superfície. Tolera seca curta após estabelecida, mas não tolera encharcamento.
solo
Fértil, leve e bem drenado, rico em matéria orgânica, pH 5,5 a 6,5. Adicione areia grossa em solos argilosos.
temperatura
Ideal entre 10 °C e 28 °C; tolera -10 °C a 35 °C. Frio intensifica o vermelho das folhas.
adubação
Adubo orgânico ou NPK 10-10-10 leve no início da primavera e no final do verão. Evite excesso de nitrogênio.
poda
Poda de desbaste no final do inverno, cortando 1/3 dos caules velhos rente à base. Não faça poda drástica uniforme.
propagação
Divisão de touceira e estacas semilenhosas na primavera/verão são os métodos mais eficazes.

Perfil rápido de Nandina

Calendário

plantioJFMAMJJASOND
podaJFMAMJJASOND
floraçãoJFMAMJJASOND
frutificaçãoJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsTóxica
  • PessoasTóxica

Todas as partes contêm glicosídeos cianogênicos; frutos são a parte mais perigosa. Ingestão pode causar vômito, diarreia e risco de intoxicação por cianeto. Mantenha longe de pets e crianças.

Encontrado em 3 países

  • China
  • Japão
  • Índia

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Ranunculales
Família
Berberidaceae
Gênero
Nandina
Espécie
Nandina domestica

Resumo

  • A nandina (Nandina domestica) é um arbusto perene de 1 a 2 m, famoso pela folhagem que vai do verde ao vermelho intenso e pelos cachos de frutos vermelhos no inverno.
  • Todas as partes da planta são tóxicas por conterem glicosídeos cianogênicos, com risco maior nos frutos para crianças, cachorros e gatos, exigindo cultivo com cautela.
  • Prefere sol pleno a meia-sombra, solo fértil e bem drenado e rega moderada, sendo muito ornamental e resistente a pragas, mas com potencial invasor se não for manejada.

Características

Ficha da planta

Nome popularNandina, bambu-celestial, bambu-do-céu
Nome científicoNandina domestica Thunb.
Família botânicaBerberidaceae
OrigemChina, Japão e Himalaia (leste da Ásia)
Tipo de plantaArbusto lenhoso perene
Ciclo de vidaPerene
Tamanho0,5 a 2 m de altura e 0,6 a 1 m de largura
Coresverdevermelhobronzebranco (flores)vermelho vivo (frutos)
LuminosidadeSol pleno a meia-sombra
RegaModerada
SoloFértil, leve, bem drenado, pH 5,5 a 6,5
Temperatura-10 °C a 35 °C (tolera geada leve)
PropagaçãoSementes, estacas semilenhosas e divisão de touceira
Toxicidade para petsTóxica (frutos e folhas)

Perfil e comportamento

Necessidade de luzAlto
Necessidade de águaBaixo
Facilidade de cultivoMuito alto
Adequação a vasosAlto
Resistência a pragasMuito alto
Tolerância ao frioMuito alto
Tolerância ao calorAlto
Valor ornamentalMuito alto

Como reconhecer a nandina: o bambu-celestial que não é bambu

A nandina é inconfundível quando você sabe o que observar. Apesar do nome popular bambu-celestial, ela não tem nada de bambu: seus caules são eretos, finos e pouco ramificados, semelhantes a canas, mas sem nós marcados. As folhas são compostas, bi a tripenadas, com folíolos lanceolados e brilhantes que lembram folhas de bambu, o que explica a confusão.

O grande diferencial é a mudança de cor ao longo das estações. Brotações novas surgem em tom rosado ou vermelho-acobreado, tornam-se verde-claras no verão e voltam a ficar vermelhas, bordôs ou alaranjadas no outono e inverno, especialmente quando expostas ao frio e ao sol. No final da primavera surgem panículas de flores brancas pequenas nas pontas dos ramos, seguidas por cachos densos de frutos esféricos vermelho-vivo que duram do outono até o inverno. É a única espécie do gênero Nandina, monotípico, o que a torna botanicamente única.

Toxicidade da nandina: risco real para crianças, cachorros e gatos

Sim, a nandina é tóxica e esse é o ponto mais importante antes de plantar. Todas as partes contêm glicosídeos cianogênicos (nandinaína) e berberina, que podem liberar cianeto quando mastigadas e ingeridas. Os frutos são a parte mais perigosa, justamente por serem atraentes, vermelhos e em grande quantidade.

Em cachorros e gatos, a ingestão pode causar vômito, diarreia, dor abdominal, fraqueza, dificuldade respiratória e, em doses maiores, risco de intoxicação grave. Em humanos, principalmente crianças, os sintomas são semelhantes. Aves silvestres também são afetadas: nos Estados Unidos há registros de morte de sabiás e outras aves que consomem muitos frutos de uma só vez. Por isso, se você tem pets que mordem plantas ou crianças pequenas, plante a nandina em local não acessível, recolha frutos caídos e considere variedades estéreis ou que não frutificam, como ‘Firepower’ e ‘Gulf Stream’.

Em caso de ingestão, não provoque vômito e procure atendimento veterinário ou médico imediatamente levando amostra da planta.

Luz, rega e solo: onde a nandina fica mais bonita no Brasil

A nandina é extremamente adaptável, mas a cor da folhagem depende diretamente da luz. Em sol pleno (4 a 6 horas de sol direto) ela fica mais compacta, densa e com tons vermelhos intensos no inverno. Em meia-sombra luminosa cresce bem, porém com folhagem mais verde e menos frutos. Sombra total deixa a planta estiolada e sem coloração.

Quanto à rega, ela prefere umidade moderada e solo nunca encharcado. Depois de pegada, tolera curtos períodos de seca. Regue 2 a 3 vezes por semana no primeiro ano e, depois, apenas quando o substrato secar nos 2 a 3 cm superficiais. No inverno, reduza. Solo ideal é fértil, leve e muito bem drenado, com matéria orgânica e pH levemente ácido entre 5,5 e 6,5. Solo argiloso e compactado é o maior inimigo, pois causa apodrecimento de raízes.

Em relação à temperatura, é uma das ornamentais mais rústicas: tolera geadas leves até -10 °C e calor de até 35 °C. No Brasil, vai melhor no Sul, Sudeste e Centro-Oeste serrano. Em regiões muito quentes e úmidas do Norte e litoral nordestino, pode perder parte da coloração avermelhada e frutificar menos.

Como plantar e propagar nandina sem erro

O melhor período para plantar nandina no Brasil é do final do outono ao início da primavera, quando o calor não é extremo. Escolha cova com o dobro do torrão, misture composto orgânico e areia grossa se o solo for pesado e mantenha o colo da planta no nível do solo. Para cerca viva baixa, deixe 60 a 80 cm entre mudas; para vaso, use recipiente com pelo menos 40 cm de profundidade e furos de drenagem.

A propagação pode ser feita de três formas:

  • Divisão de touceira: método mais fácil. Na primavera, separe brotos laterais com raiz e replante. Pega rápido.
  • Estacas semilenhosas: colete ramos de 10 a 15 cm no final do verão, retire folhas da base e enraíze em substrato úmido com vermiculita. Taxa de enraizamento é alta.
  • Sementes: exige estratificação a frio por 2 a 3 meses e germinação lenta e irregular, por isso é menos usada em casa. Além disso, sementes de variedades cultivadas nem sempre mantêm as características da planta-mãe.

Evite plantar nandina comum por sementes perto de áreas de mata nativa, pois a dispersão por pássaros pode torná-la invasora.

Poda e adubação: o segredo da folhagem sempre colorida

A nandina não precisa de poda drástica. Na verdade, podas severas estragam seu formato natural em camadas. O manejo correto é a poda de renovação por desbaste: no final do inverno, corte 1/3 dos caules mais velhos e altos rente à base, alternando alturas. Isso estimula brotações novas e coloridas e mantém a planta cheia desde a base. Remova também panículas secas se não quiser frutos.

Para adubação, menos é mais. Aplique uma vez no início da primavera e outra no final do verão com adubo orgânico ou NPK 10-10-10 em dose leve. Excesso de nitrogênio deixa a planta muito verde e com pouca cor vermelha. Em vasos, adube a cada 3 a 4 meses e troque parte do substrato anualmente. Uma camada de mulching com casca de pinus ajuda a manter umidade e acidez leve.

Principais tipos e variedades de nandina para jardim e vaso

A espécie típica (Nandina domestica) é alta e frutifica muito, mas o mercado hoje oferece variedades anãs e sem frutos, muito mais seguras para quem tem pets. Na nossa avaliação, para a maioria dos jardins brasileiros, as anãs são a melhor escolha.

Variedade Tamanho Destaque Frutifica?
Nandina domestica (comum) 1,5 a 2 m Alta, clássica, muito rústica Sim, muito
‘Firepower’ / ‘Fire Power’ 0,4 a 0,6 m Anã, folhagem que fica vermelha intensa no frio Raramente
‘Gulf Stream’ 0,8 a 1 m Compacta, tons bronze e vermelho, pouca necessidade de poda Pouco
‘Obsession’ / ‘Seika’ 0,6 a 0,9 m Vermelho vivo quase o ano todo, muito ornamental Não
‘Harbour Dwarf’ 0,3 a 0,6 m Rasteira, ideal para bordadura e vaso Pouco

Para vaso em varanda, prefira ‘Firepower’ e ‘Harbour Dwarf’. Para maciço ou cerca baixa colorida, ‘Gulf Stream’ e ‘Obsession’ entregam mais impacto sem o risco dos frutos.

Pragas, doenças e por que a nandina quase não adoece

Um dos motivos da popularidade da nandina é a altíssima resistência a pragas. Raramente é atacada por pulgões, cochonilhas ou ácaros, e quando ocorre, a infestação é leve. Doenças fúngicas como oídio e mancha foliar só aparecem em locais muito sombreados, úmidos e sem ventilação.

Os problemas mais comuns vêm de manejo errado:

  • Folhas amareladas e queda: excesso de água ou solo encharcado.
  • Folhas queimadas nas bordas: sol forte após período longo na sombra ou falta de água.
  • Planta rala e sem cor: falta de luz e excesso de adubo nitrogenado.
  • Clorose (folhas amareladas com nervuras verdes): solo alcalino ou com pH alto, comum em substratos com muita cal.

Na prática, mantendo sol, drenagem e poda de desbaste, você dificilmente precisará usar defensivos.

Nandina é invasora? O cuidado que falta nos guias

Esse é um fato pouco divulgado no Brasil: nos Estados Unidos, a Nandina domestica comum é considerada invasora em 9 estados do sudeste, justamente porque os frutos são dispersos por aves e germinam facilmente em matas. Ela forma touceiras densas que competem com a flora nativa.

Aqui, o risco ainda é baixo, mas a recomendação é a mesma: evite plantar a forma comum que frutifica abundantemente perto de reservas, matas ciliares ou áreas naturais. Prefira variedades estéreis, faça a poda das flores antes da frutificação se não quiser frutos e nunca descarte ramos com frutos em terreno baldio. É uma planta excelente para jardim urbano, desde que com manejo responsável.

Perguntas frequentes

Nandina é tóxica para cachorro e gato?

Sim. Todas as partes são tóxicas, principalmente os frutos vermelhos, que contêm glicosídeos cianogênicos e podem causar vômito, diarreia e intoxicação grave se ingeridos.

Nandina pode ficar dentro de casa?

Não é ideal. Ela precisa de sol pleno ou meia-sombra muito luminosa e frio para ficar vermelha. Dentro de casa fica verde, rala e sem frutos.

Qual a diferença entre nandina e bambu?

Nenhuma relação botânica. A nandina é um arbusto da família Berberidaceae com folhas compostas; o nome bambu-celestial vem apenas da semelhança dos caules finos e eretos.

Nandina gosta de sol ou sombra?

Prefere sol pleno a meia-sombra. Com mais sol e frio, a folhagem fica mais vermelha e a frutificação é maior.

Como deixar a nandina bem vermelha?

Garanta sol direto, solo bem drenado, adubação leve e exposição ao frio do outono/inverno. Evite excesso de nitrogênio e sombra.

Precisa podar a nandina?

Sim, mas pouco. Faça poda de desbaste no final do inverno, cortando 1/3 dos caules mais velhos rente à base para estimular brotos novos e coloridos.

Nandina perde as folhas no inverno?

Não. É perene e mantém as folhas o ano todo, apenas mudando de cor para tons avermelhados e bronze no frio.

Fatos surpreendentes sobre a nandina

1

Não é bambu e tem família própria

Apesar do nome bambu-celestial, a nandina é da família Berberidaceae e é a única espécie do gênero Nandina, um gênero monotípico.

2

Frutos que matam aves se consumidos em excesso

Nos EUA, o Centro de Controle de Aves registrou mortes de sabiás-do-norte (cedar waxwings) por cianeto após comerem grandes quantidades de frutos de nandina no inverno.

3

Usada há séculos no Japão contra mau-olhado

No Japão, ramos de nandina são plantados perto da entrada das casas porque o nome nanten soa como "dificuldades se transformam", sendo símbolo de boa sorte.

4

Muda de cor sem precisar de flor

A coloração vermelha intensa não vem de flores, mas de antocianinas nas folhas novas e de outono, que aumentam com frio e sol pleno.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  3. Missouri Botanical Garden

Prós e contras: Nandina

Prós

  • Folhagem ornamental o ano todo com mudança natural de cor
  • Muito rústica: tolera frio, geada leve, calor e seca moderada
  • Quase não sofre com pragas e doenças
  • Vai bem em jardim e em vaso grande
  • Crescimento controlado, não precisa de podas constantes

Contras

  • Tóxica para pets, crianças e aves se houver ingestão de frutos
  • Forma comum pode se tornar invasora por dispersão de sementes por pássaros
  • Perde intensidade da cor vermelha em locais muito quentes ou sombreados
  • Frutificação abundante exige limpeza e manejo para evitar risco
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a nandina é uma das melhores ornamentais para quem quer cor no inverno sem trabalho, mas a forma comum frutífera deveria ser evitada em casas com pets. As variedades anãs estéreis como 'Firepower' e 'Obsession' entregam o mesmo efeito visual com risco muito menor e manejo mais responsável.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.