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Mastruz

Dysphania ambrosioides

Atualizado em

40 cm a 1 mTamanho
Sol plenoLuminosidade
ModeradaRega
PereneCiclo de vida
Muito fácilDificuldade
Planta de mastruz adulta em solo de jardim com folhas verdes dentadas

O mastruz (Dysphania ambrosioides) é uma erva aromática perene de cheiro forte e inconfundível, muito comum em terrenos baldios, quintais e beiras de estrada em todo o Brasil. Conhecida também como erva-de-santa-maria, é valorizada na medicina popular como vermífuga e anti-inflamatória, mas exige cuidado por conter ascaridol, substância tóxica em doses altas.

De crescimento rápido e extremamente rústica, ela atinge de 40 cm a 1 m de altura, com folhas alongadas e dentadas e pequenas flores esverdeadas em espigas. É considerada planta espontânea e pode virar praga se não for controlada, por isso o cultivo em vaso é o mais recomendado para quem quer ter em casa sem que se espalhe.

Também conhecido como: Erva-de-santa-maria, Mastruço, Mentruz, Epazote (México), Wormseed (inglês), Thé du Mexique (francês)

Faz parte de: Hortaliças, Plantas de Sol Pleno, Plantas para Vasos

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Galeria de fotos de Mastruz

Planta de mastruz adulta em solo de jardim com folhas verdes dentadas
Mastruz adulto com porte arbustivo e folhas aromáticas.
Close-up das folhas dentadas do mastruz
Folhas alongadas e dentadas, marca registrada do mastruz.
Detalhe da espiga floral esverdeada do mastruz
Espigas com flores minúsculas esverdeadas.
Mastruz cultivado em vaso de barro em varanda ensolarada
Cultivo em vaso evita que se espalhe como praga.
Sementes pretas e brilhantes do mastruz
Sementes minúsculas que garantem dispersão rápida.
Touceira de mastruz crescendo espontaneamente em terreno baldio
Em áreas quentes, forma touceiras densas espontaneamente.
Ideal para

Ideal para quem busca uma erva medicinal rústica e de crescimento rápido para ter em vaso no quintal ou varanda com sol pleno. Funciona bem para quem tem experiência com plantas espontâneas e quer controlar pragas de forma natural, mantendo o cultivo isolado.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem tem cachorro ou gato que roe plantas, crianças pequenas em casa ou pouco espaço para isolar vasos. Também não é indicado para quem busca planta ornamental vistosa ou espera uso medicinal sem orientação, já que o risco de intoxicação é real.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, mínimo 6 horas de sol direto; tolera meia-sombra rala mas perde vigor e aroma
Rega
Moderada; regar quando o substrato secar superficialmente, 2 a 3 vezes por semana no verão
Solo
Leve, solto e bem drenado; mistura com areia e matéria orgânica, pH 6,0 a 7,0
Temperatura
Ideal 18 °C a 30 °C; sensível a geada, morre abaixo de 5 °C
Adubação
Leve; húmus ou composto a cada 60 dias, sem excesso de nitrogênio
Poda
Beliscar pontas para ramificar e remover espigas florais para evitar auto-semeadura
Propagação
Por sementes superficiais; germinação em 7 a 14 dias com luz e umidade

Perfil rápido de Mastruz

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
Colheita de folhasJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsTóxica
  • PessoasTóxica em doses altas

Contém ascaridol; óleo essencial e chás concentrados podem causar lesão hepática e renal. Não usar em crianças, gestantes e pets sem orientação médica/veterinária.

Encontrado em 6 países

  • México
  • Brasil
  • Argentina
  • Estados Unidos
  • Índia
  • China

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Caryophyllales
Família
Amaranthaceae
Gênero
Dysphania
Espécie
Dysphania ambrosioides

Resumo

  • O mastruz é uma erva perene de sol pleno e cheiro forte, facilmente reconhecida pelas folhas dentadas e aroma que lembra cânfora.
  • É muito rústica e se propaga por sementes minúsculas, podendo se tornar invasora se cultivada direto no solo sem controle.
  • Apesar do uso medicinal tradicional, é tóxica em excesso por causa do ascaridol e não deve ser usada sem orientação, inclusive para pets.

Características

Ficha da planta

Nome popularMastruz, erva-de-santa-maria, mastruço, mentruz
Nome científicoDysphania ambrosioides (L.) Mosyakin & Clemants
Família botânicaAmaranthaceae (antes Chenopodiaceae)
OrigemAmérica Central e América do Sul (México à Argentina)
Tipo de plantaErva aromática medicinal, espontânea
Ciclo de vidaPerene de vida curta, cultivada como anual/bienal
Tamanho40 cm a 1 m de altura, 30 a 50 cm de largura
LuminosidadeSol pleno (mínimo 6 horas/dia)
RegaModerada, solo levemente úmido
SoloLeve, bem drenado, fértil, pH 6,0 a 7,0
Temperatura18 °C a 30 °C, não tolera geada forte
PropagaçãoSementes
Toxicidade para petsTóxica se ingerida
CoresVerdeverde-amarelado

Perfil e comportamento

Necessidade de luzMuito alto
Necessidade de águaBaixo
Facilidade de cultivoMuito alto
Adequação a vasosMuito alto
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioBaixo
Tolerância ao calorMuito alto
Valor ornamentalBaixo

Como reconhecer o mastruz sem confundir com outra erva

O mastruz se entrega pelo cheiro. Esfregue uma folha entre os dedos: o aroma é forte, penetrante, que lembra cânfora com toque de limão e pimenta. Nenhuma outra erva comum de quintal tem esse odor tão marcante. É o primeiro teste de campo para não confundir com losna ou caruru.

As folhas são alongadas, lanceoladas, com bordas irregularmente dentadas e de verde intenso a verde-amarelado. Medem de 3 a 10 cm, são levemente pilosas na face inferior e liberam óleo quando amassadas. O caule é ereto, ramificado, sulcado e pode ficar avermelhado na base com o tempo.

A floração é discreta e diferente do que muitos esperam. São espigas terminais com dezenas de flores minúsculas, esverdeadas, sem pétalas vistosas, que aparecem do final da primavera ao outono. Depois surgem frutos ainda menores, aquênios pretos e brilhantes com menos de 1 mm, cada um com uma semente.

Erros comuns de identificação

O mastruz é frequentemente confundido com mentruz ou erva-de-santa-maria-menor, mas o verdadeiro Dysphania ambrosioides tem porte maior e cheiro muito mais forte. Outro erro é achar que é hortelã por causa do aroma, porém a hortelã tem folhas opostas e caule quadrado, enquanto o mastruz tem folhas alternas e caule cilíndrico.

Onde o mastruz vive e por que se espalha tão rápido no Brasil

Originário das Américas, do México ao sul da América do Sul, o mastruz se naturalizou em todo o Brasil e hoje é considerado planta espontânea e invasora em áreas agrícolas. Cresce em terrenos baldios, calçadas, beiras de estrada, pastagens e hortas mal capinadas, sempre em locais de sol pleno e solo perturbado.

Ele domina porque cada planta produz milhares de sementes minúsculas que permanecem viáveis no solo por anos e germinam com pouca chuva. Além disso, libera substâncias alelopáticas que inibem a germinação de outras espécies ao redor. Em regiões de clima quente e seco, como o Nordeste e o Centro-Oeste, forma touceiras densas em poucos meses.

Na nossa avaliação, é justamente essa rusticidade que torna o mastruz interessante e ao mesmo tempo perigoso no jardim. Se você plantar direto no canteiro, em uma estação ele toma conta. O controle mais simples é cultivar isolado em vaso e cortar as espigas florais antes que as sementes amadureçam.

Riscos e toxicidade: quem precisa ter cuidado com o mastruz

O mastruz é tóxico em doses altas para pessoas e para pets. O princípio ativo é o ascaridol, um monoterpeno que compõe até 60% a 80% do óleo essencial das folhas e sementes. Em pequenas quantidades ele tem ação vermífuga, mas em excesso causa náusea, vômito, dor abdominal, tontura, lesão no fígado e nos rins.

O óleo essencial puro é o mais perigoso e nunca deve ser ingerido sem supervisão médica. Chás muito concentrados, uso prolongado por mais de 3 dias e uso em crianças, gestantes, lactantes e pessoas com doença hepática ou renal são contraindicados. Há relatos de intoxicação grave com sementes e óleo em crianças.

Para cachorro e gato, a ingestão de folhas em quantidade também pode causar irritação gastrointestinal, vômitos e alterações hepáticas. Se o tutor cultiva mastruz em casa, o vaso deve ficar fora do alcance dos animais e nunca oferecer chá ou extrato por conta própria. Em caso de ingestão acidental, procure um veterinário.

  • Uso tradicional não é sinônimo de seguro: a dose popular muitas vezes ultrapassa o limite tolerado.
  • Evite automedicação: o efeito vermífugo atribuído ao mastruz não substitui tratamento prescrito.
  • Sempre use folhas frescas em pequena quantidade e por período curto, se houver orientação profissional.

Como plantar e cultivar mastruz em vaso ou canteiro sem virar praga

O mastruz precisa de sol pleno, pelo menos 6 horas de luz direta, e solo leve e bem drenado. Em sombra ele estica, fica ralo e perde aroma. A melhor época de plantio no Brasil é do final do inverno ao início da primavera, quando as temperaturas ficam entre 18 °C e 30 °C.

A propagação é quase sempre por sementes. Espalhe as sementes superficialmente em substrato úmido, sem enterrar muito, pois precisam de luz para germinar. Mantenha úmido com borrifador até a germinação, que ocorre em 7 a 14 dias. Desbaste deixando 20 a 30 cm entre plantas. Estacas raramente pegam.

  • Vaso ideal: 20 a 30 cm de diâmetro e profundidade, com furos e camada de drenagem. Um vaso por muda evita competição.
  • Solo: mistura de terra vegetal, areia grossa e composto orgânico na proporção 2:1:1. pH entre 6,0 e 7,0.
  • Rega: moderada. Regue quando o topo do solo secar. Tolera estiagem curta, mas encharcamento apodrece a raiz.
  • Adubação: leve. Uma dose de composto orgânico ou húmus a cada 2 meses é suficiente. Excesso de nitrogênio reduz o teor de óleo essencial.
  • Poda: belisque as pontas para estimular ramificação e corte as espigas florais assim que surgirem se não quiser sementes.

Se plantar no canteiro, instale barreira física ou cultive em canteiro elevado e faça capina das plântulas ao redor. Em hortas, o mastruz funciona como planta companheira repelente quando mantido em vaso próximo a couve e tomate, pois seu cheiro afasta alguns insetos, mas não o deixe competir por espaço.

Colheita, secagem e pragas: como manter o mastruz saudável

A colheita pode começar 60 a 80 dias após a germinação, quando a planta tem 30 cm ou mais. Colha folhas e ramos jovens pela manhã, após o orvalho secar, quando a concentração de óleo é maior. Corte até um terço da planta para ela rebrotar. Folhas mais velhas ficam amargas e fibrosas.

Para guardar, lave rapidamente, seque bem e deixe secar à sombra, em local ventilado, por 3 a 5 dias. Depois armazene em pote fechado, ao abrigo da luz, por até 6 meses. A secagem preserva parte do aroma, mas o uso fresco é sempre mais potente. Não faça chás com folhas mofadas.

Apesar de rústico, o mastruz pode sofrer com pulgões, ácaros e ferrugem em ambiente abafado e com pouca luz. Melhore a ventilação, evite molhar as folhas à noite e remova folhas atacadas. Em vaso, a rotação do vaso a cada semana garante crescimento uniforme. Se a planta ficar lenhosa na base, renove com nova semeadura, pois a vida útil produtiva é de 1 a 2 anos.

Perguntas frequentes

Mastruz e erva-de-santa-maria são a mesma planta?

Sim. São nomes populares para Dysphania ambrosioides. O nome erva-de-santa-maria é o mais usado no Sudeste e Sul.

Mastruz é perene ou anual?

É perene de vida curta, mas no cultivo doméstico se comporta como anual ou bienal, pois fica lenhoso e perde vigor após 1 a 2 anos.

Pode tomar chá de mastruz todos os dias?

Não. O uso deve ser pontual, em pequena quantidade e por poucos dias, sempre com orientação profissional, devido ao risco de toxicidade hepática.

Mastruz espanta vermes mesmo?

O óleo essencial tem ação vermífuga comprovada em laboratório, mas o chá caseiro não tem dose padronizada e não substitui tratamento médico.

Como plantar mastruz em apartamento?

Em vaso de 20 a 30 cm em varanda com sol pleno, com solo bem drenado e rega moderada. Corte as flores para não espalhar sementes.

Mastruz é tóxico para cachorro e gato?

Sim. A ingestão de folhas ou chá pode causar vômitos, diarreia e sobrecarga no fígado. Mantenha fora do alcance dos pets.

Quando colher o mastruz?

A partir de 60 dias após germinar, colhendo ramos jovens pela manhã. Evite colher mais de um terço da planta de uma vez.

Você sabia?

1

Nome que mudou de família

Até poucos anos o mastruz era Chenopodium ambrosioides. Estudos genéticos o transferiram para Dysphania, dentro de Amaranthaceae, mesmo grupo da quinoa e do amaranto.

2

Vermífugo dos astecas

No México pré-colombiano era chamado de epazote e usado para temperar feijão e para expulsar vermes intestinais, uso que chegou ao Brasil com os colonizadores.

3

Sementes quase invisíveis

Cada fruto tem cerca de 0,7 mm de diâmetro. Uma única planta pode liberar mais de 10 mil sementes que ficam dormentes no solo por anos até chover.

4

Cheiro que espanta insetos

O ascaridol e o p-cimeno do óleo essencial são repelentes naturais. Por isso agricultores deixam ramos de mastruz em paióis para afastar traças e gorgulhos.

Fontes

  1. Embrapa
  2. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  3. Plants of the World Online - Kew

Prós e contras: Mastruz

Prós

  • Crescimento extremamente rápido e rústico, ideal para iniciantes
  • Tolera calor, seca curta e solo pobre
  • Aroma forte repele alguns insetos da horta
  • Pode ser cultivado o ano todo em vaso com sol pleno
  • Germinação fácil por sementes, sem necessidade de muda cara

Contras

  • Tóxico em excesso para pessoas e pets por causa do ascaridol
  • Vira praga com facilidade se deixar florescer e soltar sementes
  • Pouco valor ornamental, floração discreta
  • Não tolera geada nem sombra
  • Perde vigor após 1 a 2 anos e precisa ser replantado
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o mastruz é uma das ervas mais subestimadas e ao mesmo tempo mais mal usadas no Brasil: extremamente fácil de cultivar, mas frequentemente consumida sem noção de dose. Vale tê-lo em vaso como repelente e curiosidade botânica, não como remédio caseiro de uso livre.

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Última revisão em 20.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.