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Máscara do Faraó

Colocasia esculenta 'Pharaoh's Mask'

Atualizado em

0,90 a 1,50 m de alturaTamanho
Meia-sombra luminosaLuminosidade
Alta, solo sempre úmidoRega
Perene tropicalCiclo de vida
ModeradaDificuldade
Máscara do Faraó adulta em vaso grande com folhas verde-claras e nervuras roxas em relevo

A Máscara do Faraó é uma cultivar ornamental de Colocasia esculenta que chama atenção pelas folhas verde-claras enormes com nervuras roxas quase pretas em alto relevo, como se fossem costuradas. Lançada nos Estados Unidos em 2019, virou desejo de colecionadores no Brasil por crescer rápido e criar efeito tropical imediato em jardins e varandas.

De ciclo perene em clima quente, ela forma touceiras de 0,90 a 1,50 m de altura em uma única estação se receber calor, água abundante e meia-sombra luminosa. Não é planta de floração vistosa: o valor está todo na folhagem escultural, que funciona bem em vaso grande, beira de lago ou canteiro úmido, desde que protegida do frio intenso e do sol forte do meio-dia.

Também conhecido como: Máscara do Faraó, Colocasia Pharaoh's Mask, Inhame ornamental Máscara do Faraó, Taro ornamental

Faz parte de: Plantas Ornamentais, Plantas para Jardim, Plantas para Vasos

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Galeria de fotos de Máscara do Faraó

Máscara do Faraó adulta em vaso grande com folhas verde-claras e nervuras roxas em relevo
Planta adulta de Máscara do Faraó em vaso grande, com folhagem escultural.
Close-up da folha da Máscara do Faraó mostrando nervuras roxas em alto relevo
Detalhe da folha com nervuras escuras em 3D, marca da cultivar.
Rizoma da Máscara do Faraó sendo dividido para propagação
Divisão de rizoma na primavera, forma mais fácil de multiplicar.
Máscara do Faraó plantada na borda de lago em jardim tropical
Canteiro úmido e meia-sombra luminosa favorecem o crescimento.
Brotação jovem da Máscara do Faraó emergindo do solo
Brotação na primavera após dormência de inverno.
Folhas da Máscara do Faraó com bordas queimadas por sol forte
Sol forte do meio-dia queima as bordas; prefira luz filtrada.
Ideal para

Ideal para quem busca impacto tropical imediato em jardim, varanda ou beira de lago e pode oferecer rega frequente e meia-sombra luminosa. Em vaso grande, cria ponto focal escultural em poucas semanas e combina muito bem com outras folhagens grandes. Pode não ser ideal para quem mora em região com geada frequente, tem pouco tempo para regar ou precisa de planta pet-friendly. Ela ocupa espaço, entra em dormência no frio e é tóxica se ingerida, exigindo posicionamento cuidadoso com crianças e animais.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para apartamentos escuros, tutores com rotina muito corrida ou casas com cachorros e gatos que mordem plantas sem supervisão. A necessidade de solo sempre úmido, vaso de 30 litros ou mais e proteção contra frio e vento exige dedicação. Também não é a melhor escolha para quem busca folhagem de baixa manutenção ou floração vistosa. Se a ideia é uma planta que passa semanas sem água ou que floresce o ano todo, outras espécies atenderão melhor.

Cultivo rápido

Luz
Meia-sombra luminosa, 4 a 6 h de sol filtrado; sol da manhã e sombra à tarde. Tolera sol pleno fraco, mas queima no sol forte do meio-dia.
Rega
Alta na primavera-verão, mantendo solo sempre úmido. Reduza no outono-inverno para evitar podridão do rizoma.
Solo
Fértil, leve e rico em matéria orgânica, úmido mas drenado; mistura com terra vegetal, húmus, fibra de coco e perlita; pH 5,5 a 6,5.
Temperatura
18 °C a 30 °C. Abaixo de 15 °C cresce pouco; abaixo de 10 °C entra em dormência; não tolera geada.
Adubação
A cada 30-45 dias na estação quente com NPK 10-10-10 e complemento orgânico. Suspender no frio.
Poda
Apenas sanitária, removendo folhas velhas na base. Sem poda de formação.
Propagação
Divisão de rizomas e separação de brotações com raízes na primavera.

Perfil rápido de Máscara do Faraó

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
Brotação intensaJFMAMJJASOND
Floração (espata discreta)JFMAMJJASOND
Divisão de touceiraJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsTóxica
  • PessoasTóxica

Contém cristais de oxalato de cálcio (ráfides). Ingestão causa irritação oral, salivação e inchaço; seiva pode irritar pele sensível. Mantenha fora do alcance de crianças e pets e use luvas ao manusear.

Encontrado em 5 países

  • Estados Unidos
  • Índia
  • Indonésia
  • Tailândia
  • Filipinas

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Liliopsida
Ordem
Alismatales
Família
Araceae
Gênero
Colocasia
Espécie
Colocasia esculenta 'Pharaoh's Mask'

Resumo

  • A Máscara do Faraó é a cultivar Colocasia esculenta 'Pharaoh's Mask', perene tropical de 0,90 a 1,50 m com folhas verde-claras e nervuras roxo-escuras em relevo 3D.
  • Precisa de meia-sombra luminosa, solo sempre úmido e rico em matéria orgânica e calor acima de 18 °C; não tolera geada e entra em dormência no frio.
  • É tóxica se ingerida por conter oxalato de cálcio, exige vaso grande e rega frequente e se multiplica facilmente por divisão de rizomas na primavera.

Características

Ficha da planta

Nome popularMáscara do Faraó
Nome científicoColocasia esculenta 'Pharaoh's Mask'
Família botânicaAraceae
OrigemCultivar desenvolvida nos EUA; espécie base do Sudeste Asiático tropical
Tipo de plantaHerbácea rizomatosa de folhagem ornamental
Ciclo de vidaPerene
Tamanho0,90 a 1,50 m de altura x 0,90 a 1,20 m de largura
LuminosidadeMeia-sombra luminosa a sol pleno filtrado
RegaAlta, solo constantemente úmido, sem encharcar no frio
SoloFértil, rico em matéria orgânica, úmido e bem drenado; pH 5,5 a 6,5
TemperaturaIdeal 18 °C a 30 °C; não tolera geada
PropagaçãoDivisão de rizomas e separação de brotações
Toxicidade para petsTóxica se ingerida
Coresverde-claroroxo-escuroverde-arroxeado

Perfil e comportamento

Necessidade de luzAlto
Necessidade de águaMuito alto
Facilidade de cultivoMédio
Adequação a vasosAlto
Resistência a pragasMédio
Tolerância ao frioBaixo
Tolerância ao calorMuito alto
Valor ornamentalMuito alto

Como reconhecer a verdadeira Máscara do Faraó sem confundir com outras Colocasias

A Máscara do Faraó é Colocasia esculenta ‘Pharaoh’s Mask’, e não Alocasia. A diferença importa: Colocasia tem folhas com pecíolo ligado próximo ao centro da lâmina e prefere solo úmido a encharcado, enquanto Alocasia prefere solo apenas úmido. A cultivar se destaca porque as nervuras são elevadas, grossas e roxo-escuras, criando um efeito 3D que parece costura na parte superior da folha.

O limbo é verde-claro a verde-limão quando jovem, ficando verde-médio com o tempo, sempre fosco e aveludado, com bordas levemente onduladas. Cada folha mede 30 a 55 cm de comprimento e o pecíolo é arroxeado na base. A planta forma touceira densa a partir de um rizoma central que emite brotações laterais, e não forma tronco lenhoso.

  • Marca registrada: nervuras em relevo na face superior, escuras dos dois lados, muito mais marcadas que em ‘Illustris’ ou ‘Black Magic’.
  • Porte: 0,90 a 1,50 m em solo fértil e quente; em vaso de 30 a 50 litros fica entre 0,70 e 1,10 m.
  • Floração: espata verde-clara discreta no verão, sem valor ornamental e que deve ser removida para não desviar energia da folhagem.

Luz, água e solo ideais para manter as nervuras escuras e as folhas gigantes

A Máscara do Faraó rende melhor em meia-sombra luminosa com 4 a 6 horas de sol filtrado, idealmente sol da manhã e sombra à tarde. Sol forte do meio-dia queima as bordas e desbota o contraste, enquanto sombra densa deixa as folhas menores e as nervuras menos escuras. Em interior, só funciona perto de janela muito clara ou em varanda coberta com muita luz difusa.

Água é o ponto crítico. Ela é uma planta palustre: quer solo constantemente úmido, mas não frio e encharcado ao mesmo tempo. No calor, regue 3 a 5 vezes por semana no jardim e até diariamente em vaso, mantendo o substrato úmido a 3 cm de profundidade. No inverno ou com temperaturas abaixo de 15 °C, reduza para evitar apodrecimento do rizoma.

O solo precisa ser fértil, fofo e rico em matéria orgânica, com boa retenção de umidade e drenagem. Mistura que funciona: 40% terra vegetal, 30% composto orgânico ou húmus, 20% casca de pinus fina ou fibra de coco e 10% perlita ou areia grossa. Mantenha pH entre 5,5 e 6,5 e cobertura morta com folhas secas ou casca para segurar umidade.

  • Temperatura ideal: 18 °C a 30 °C. Abaixo de 10 °C entra em dormência e perde folhas; geada mata a parte aérea.
  • Umidade do ar: acima de 60% evita bordas secas. Em clima seco, agrupe vasos e use prato com pedras e água sem deixar a base submersa.
  • Vento: folhas grandes rasgam fácil. Plante em local abrigado ou use tutoramento leve com bambu.

Como plantar Máscara do Faraó em vaso e no chão passo a passo

Plante no final do inverno ao meio da primavera, quando as mínimas já estão acima de 18 °C. Rizomas plantados no frio demoram a brotar e apodrecem com facilidade. Escolha rizoma firme, sem manchas moles, com pelo menos uma gema visível.

No vaso, use recipiente de 30 a 50 litros, largo e com furos grandes. Forre o fundo com manta e argila expandida, complete com a mistura rica descrita acima e plante o rizoma a 5 a 7 cm de profundidade com a gema para cima. Regue abundantemente e mantenha à meia-sombra até brotar, o que leva 2 a 4 semanas no calor.

No jardim, prepare cova de 40 x 40 cm, incorpore 5 a 8 litros de composto e um punhado de farinha de ossos. Plante no mesmo nível do solo, espaçando 80 a 100 cm entre plantas para a touceira se abrir. Se for beira de lago ou área brejosa, plante ligeiramente acima do nível da água para o rizoma não ficar submerso no inverno.

  1. Após o plantio, mantenha o solo úmido e não adube nas primeiras 3 semanas até surgirem raízes novas.
  2. Quando a primeira folha abrir, inicie adubação leve e aumente a luz gradualmente.
  3. Nos primeiros 60 dias, proteja do sol forte com sombrite 50% se necessário.

Rotina de cuidados, adubação e multiplicação por divisão

A Máscara do Faraó cresce muito rápido e consome nutrientes. Durante a primavera e o verão, adube a cada 30 a 45 dias com NPK 10-10-10 ou 20-10-10 alternado com matéria orgânica como húmus ou torta de mamona curtida. Folhas pálidas e nervuras apagadas quase sempre indicam falta de nitrogênio ou pouca luz.

Não há poda de formação. Remova apenas folhas amareladas ou danificadas na base do pecíolo com tesoura limpa. Nunca arranque a folha puxando, pois fere o rizoma. A limpeza regular melhora a ventilação e reduz fungos.

A multiplicação é simples por divisão de touceira na primavera. Retire a planta do vaso, lave o excesso de terra e separe brotações que já tenham raízes próprias com faca desinfetada. Cada divisão precisa ter pelo menos um rizoma com gema e raízes. Replante em substrato úmido e mantenha à sombra por 10 dias.

  • Dica de vaso: troque o substrato a cada 12 meses e divida a cada 18 a 24 meses para não faltar espaço e nutrientes.
  • Inverno: em regiões frias do Sul, reduza rega, suspenda adubo e proteja o rizoma com cobertura morta espessa. Se cultivar em vaso, leve para local abrigado.
  • Efeito visual: para contraste máximo, combine com folhagens escuras como Colocasia ‘Black Magic’ ou com verde liso de bananeira ornamental.

Pragas, doenças e por que as folhas amarelam, enrolam ou perdem a cor

Os problemas mais comuns são ácaros, pulgões, cochonilhas e lagartas, além de podridão de rizoma por excesso de água no frio. Ácaros aparecem com ar seco e deixam pontos amarelados e teia fina no verso da folha. Pulgões e cochonilhas se concentram em brotos novos e pecíolos.

Previna com boa ventilação, limpeza das folhas com água e inspeção semanal do verso. Infestação inicial sai com jato forte de água e remoção manual. Em casos persistentes, use óleo de neem ou sabão de potássio seguindo o rótulo, sempre ao entardecer.

Folhas amarelas têm causas diferentes e pedem respostas diferentes. Amarelecimento das folhas mais velhas é natural. Se forem folhas novas amareladas com nervuras verdes, é clorose por falta de nutrientes ou pH errado. Folhas murchas mesmo com solo úmido indicam rizoma mole por frio + encharcamento. Já bordas secas e enroladas apontam ar seco, vaso pequeno ou adubo em excesso.

  • Podridão: retire a planta, corte partes moles com cheiro forte, polvilhe canela ou enxofre e replante em substrato novo e seco por alguns dias.
  • Fungos foliares: manchas escuras com halo amarelo surgem com água parada nas folhas à noite. Regue pela manhã e na base.
  • Perda do contraste: pouca luz e falta de nitrogênio apagam o roxo das nervuras. Corrija luz e adubação antes de trocar de lugar.

Na nossa avaliação, a Máscara do Faraó não é planta para quem quer “esquecer no canto”. Ela recompensa quem oferece água constante, calor e espaço com crescimento explosivo, mas cobra caro de quem tenta tratá-la como folhagem de sombra seca. Se você pode dedicar rega frequente e um vaso grande e luminoso, é uma das folhagens mais impactantes para efeito tropical rápido no Brasil.

Perguntas frequentes

Máscara do Faraó pode ficar dentro de casa?

Pode, mas só em ambiente muito luminoso, como varanda coberta ou perto de janela grande com sol da manhã. No interior escuro ela enfraquece e perde o contraste das nervuras.

Qual a diferença entre Máscara do Faraó e Alocasia?

A Máscara do Faraó é Colocasia, com pecíolo ligado ao centro da folha e preferência por solo bem úmido. Alocasia tem pecíolo na borda e prefere solo apenas úmido e mais seco entre regas.

Máscara do Faraó é tóxica para cachorro e gato?

Sim. Contém oxalato de cálcio e é tóxica se mastigada ou ingerida. Mantenha em local alto ou isolado e procure veterinário se houver ingestão.

Por que as folhas estão ficando amarelas?

Folhas velhas amarelam naturalmente. Se forem novas, pode ser falta de nutrientes, pouca luz ou rizoma encharcado no frio. Ajuste adubação, luz e reduza a rega no inverno.

Pode pegar sol pleno?

Tolera sol pleno fraco da manhã, mas sol forte do meio-dia queima as bordas. O ideal é meia-sombra luminosa com luz filtrada.

Como multiplicar a Máscara do Faraó?

Por divisão de touceira na primavera, separando brotações com rizoma e raízes próprias e replantando em substrato úmido e fértil.

Ela aguenta frio e geada?

Não. Abaixo de 10 °C entra em dormência e perde folhas; geada pode matar o rizoma se ele estiver encharcado. Proteja ou leve o vaso para local abrigado.

Você sabia?

1

Relevo que parece impresso em 3D

As nervuras roxo-escuras são elevadas na face superior da folha, uma mutação fixada na cultivar que cria sombra real sobre o limbo verde-claro, efeito raro em Colocasia.

2

Cultivar muito recente

Foi apresentada em 2019 pelo hibridizador Brian Williams nos EUA e chegou ao Brasil como planta de coleção, por isso ainda tem oferta limitada e preço mais alto que inhames comuns.

3

Parente do taro comestível

Apesar da beleza, é a mesma espécie do taro cultivado para alimento na Ásia, mas esta forma ornamental não é cultivada para consumo e mantém alta concentração de oxalato.

4

Crescimento relâmpago no calor

Em solo fértil e úmido com temperaturas acima de 25 °C, cada folha nova pode abrir em 7 a 10 dias e a touceira dobra de volume em um único verão.

Fontes

  1. Missouri Botanical Garden - Plant Finder
  2. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  3. Embrapa - Informações sobre Araceae ornamentais

Prós e contras: Máscara do Faraó

Prós

  • Efeito ornamental imediato com folhas gigantes e nervuras em 3D muito marcadas
  • Crescimento rápido no calor, preenche vaso ou canteiro em poucas semanas
  • Vai bem em vaso grande e em beira de lago ou solo úmido
  • Fácil de multiplicar por divisão na primavera
  • Tolera calor intenso e umidade alta do verão brasileiro

Contras

  • Tóxica se ingerida, exige cuidado com pets e crianças
  • Precisa de rega frequente e solo sempre úmido
  • Não tolera frio, geada e vento forte
  • Exige vaso grande e adubação regular para manter o contraste
  • Pode sofrer com ácaros e podridão se o manejo de água e luz falhar
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a Máscara do Faraó é uma das folhagens tropicais mais fotogênicas dos últimos anos, mas só vale o investimento se você puder garantir calor, água e espaço. Para quem tem varanda luminosa ou jardim úmido, ela entrega mais impacto que muitas plantas maiores, com manutenção moderada.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.