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Lágrima-de-cristo

Clerodendrum thomsoniae

Atualizado em

2 a 4 m de ramaTamanho
Sol pleno a meia-sombraLuminosidade
Moderada, 2 a 3x/semanaRega
PereneCiclo de vida
Fácil a moderadaDificuldade
Lágrima-de-cristo florida em treliça no jardim com flores brancas e vermelhas

A lágrima-de-cristo (Clerodendrum thomsoniae) é uma trepadeira perene semilenhosa famosa pelo contraste das suas flores: cálice branco bem inflado e corola vermelho-vivo que parece uma gota. Nativa da África Ocidental tropical, ela se comporta como cipó volúvel e precisa de suporte para subir, mas também funciona como pendente se cultivada em vaso alto.

No Brasil, é uma das trepadeiras ornamentais mais usadas em pérgolas, grades, cercas e varandas por florescer com abundância da primavera ao fim do verão e atrair beija-flores e borboletas. É de cultivo fácil a moderado, porém exige sol, poda certa e frio controlado para não perder a floração do ano seguinte.

Apesar da aparência delicada, é planta vigorosa e de crescimento rápido, que pode passar de 3 metros em uma estação se bem adubada. Quando bem conduzida, forma cortina florida densa; quando negligenciada, vira moita rala com poucas flores na ponta dos ramos.

Também conhecido como: Lágrima de Cristo, Clerodendro, Coração-sangrento, Bleeding heart vine, Bagflower

Faz parte de: Plantas Ornamentais, Plantas para Jardim, Plantas para Vasos, Plantas Trepadeiras

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Galeria de fotos de Lágrima-de-cristo

Lágrima-de-cristo florida em treliça no jardim com flores brancas e vermelhas
Lágrima-de-cristo adulta florida em treliça, com cálices brancos e corolas vermelhas.
Close-up das flores da lágrima-de-cristo mostrando cálice branco e corola vermelha
Detalhe da flor: cálice branco inflado e corola vermelho-vivo com estames longos.
Folhas verde-escuras e brilhantes da lágrima-de-cristo
Folhagem verde-escura, oposta e brilhante, com nervuras marcadas.
Lágrima-de-cristo cultivada em vaso grande com tutor em varanda
Cultivo em vaso grande com tutor, ideal para varandas ensolaradas.
Frutos azul-escuros da lágrima-de-cristo envoltos por cálice rosado
Frutos escuros envoltos pelo cálice rosado após a floração.
Pérgola coberta por lágrima-de-cristo em floração plena no jardim
Pérgola coberta pela trepadeira em floração, formando cortina florida.
Ideal para

Ideal para quem busca uma trepadeira florida de impacto para pérgolas, cercas e varandas com sol, e que pode dedicar podas anuais e adubação na época certa. Também funciona bem para quem tem vaso grande e quer atrair beija-flores para perto de casa.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem mora em região com geadas frequentes e sem espaço abrigado, nem para quem tem cachorros ou gatos que mordem plantas, já que é tóxica se ingerida. Também não é a melhor escolha para quem busca planta de sombra total ou que não exige tutoramento e podas regulares.

Cultivo rápido

luz
Sol pleno 4 a 6 h/dia; tolera meia-sombra luminosa, mas floresce menos
rega
Moderada; manter solo levemente úmido, 2 a 3x/semana no verão, 1 a 2x no inverno
solo
Fértil, leve e bem drenado; mistura com terra vegetal + composto + areia grossa, pH 6,0 a 6,5
temperatura
18 °C a 28 °C; sensível a geada e vento frio; proteger no inverno no Sul/Sudeste
adubação
Orgânico no fim do inverno + NPK 4-14-8; reforço rico em potássio na floração, mensal em vasos
poda
Poda principal após floração (mar-jun), corte de 1/3 a 1/2 dos ramos; beliscadas leves na primavera/verão
propagação
Estaquia semilenhosa de 10 a 15 cm na primavera/verão; alporquia também eficaz

Perfil rápido de Lágrima-de-cristo

Calendário

plantioJFMAMJJASOND
floraçãoJFMAMJJASOND
podaJFMAMJJASOND
adubaçãoJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsTóxica
  • PessoasTóxica

Folhas, flores e frutos contêm compostos irritantes; ingestão pode causar náusea, vômito e dor abdominal. Mantenha longe de cachorros, gatos e crianças e consulte veterinário/médico se houver ingestão.

Encontrado em 5 países

  • Nigéria
  • Camarões
  • Serra Leoa
  • Gana
  • Costa do Marfim

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Lamiales
Família
Lamiaceae
Gênero
Clerodendrum
Espécie
Clerodendrum thomsoniae

Resumo

  • A lágrima-de-cristo é trepadeira perene africana de flores brancas com centro vermelho, muito usada em pérgolas, cercas e vasos no Brasil.
  • Precisa de sol pleno a meia-sombra luminosa, rega moderada, solo fértil e bem drenado e poda anual após a floração para florescer com força.
  • É tóxica se ingerida para cachorros, gatos e humanos, exige proteção contra geada e se propaga com facilidade por estaquia de ramos semilenhosos.

Características

Ficha da planta

Nome popularLágrima-de-cristo
Nome científicoClerodendrum thomsoniae Balf.
Família botânicaLamiaceae (ainda citada como Verbenaceae)
OrigemÁfrica Ocidental tropical (Nigéria, Camarões, Serra Leoa)
Tipo de plantaTrepadeira volúvel semilenhosa
Ciclo de vidaPerene
Tamanho2 a 4 m de comprimento (até 5 m com tutor)
Coresbranco (cálice)vermelho-vivo (corola)verde-escuro (folhas)
LuminosidadeSol pleno a meia-sombra luminosa
RegaModerada
SoloFértil, leve, bem drenado, rico em matéria orgânica, pH 6,0 a 6,5
Temperatura18 °C a 28 °C; não tolera geada
PropagaçãoEstaquia de ramos semilenhosos e alporquia
Toxicidade para petsTóxica se ingerida

Perfil e comportamento

Necessidade de luzAlto
Necessidade de águaMédio
Facilidade de cultivoAlto
Adequação a vasosAlto
Resistência a pragasMédio
Tolerância ao frioBaixo
Tolerância ao calorMuito alto
Valor ornamentalMuito alto

Como reconhecer a lágrima-de-cristo: o contraste branco e vermelho que não engana

A identificação é quase imediata quando está florida. O cálice branco, inflado e em forma de balão, com cinco lóbulos bem abertos, envolve uma corola tubular vermelho-escarlate que se projeta para fora. O conjunto parece uma lágrima, daí o nome popular. Cada inflorescência reúne de 8 a 20 flores pendentes.

Fora da floração, reconheça pelas folhas opostas, ovaladas, verde-escuras e brilhantes, com nervuras bem marcadas e leve aspereza ao toque, medindo 7 a 15 cm. Os ramos são finos, flexíveis e volúveis, sem gavinhas, e se enrolam no suporte. Diferente da clerodendro-vermelho (Clerodendrum splendens), que tem cachos totalmente vermelhos, a lágrima-de-cristo sempre mantém o duplo tom branco e vermelho.

Após a polinização, forma frutos drupáceos azul-escuros a pretos parcialmente envoltos pelo cálice que fica rosado e depois avermelhado. Não são comestíveis e ajudam a confirmar a espécie quando as flores já caíram.

Onde usar: pérgola, cerca ou vaso pendente?

A lágrima-de-cristo é trepadeira de apoio, não se agarra sozinha na parede. Ela precisa de treliça, grade, arame, pérgola ou caramanchão para se enroscar. Em poucos meses cobre 2 a 3 metros lineares e cria cortina florida densa, ideal para privacidade e sombreamento leve.

Em vaso, funciona muito bem desde que o recipiente tenha pelo menos 30 a 40 cm de profundidade e 25 litros, com tutor em arco ou tripé. Também pode ser conduzida como pendente em vasos altos e floreiras, deixando os ramos caírem. Nesse caso, a floração é menor, mas ainda ornamental.

Evite plantar encostada em muros sem estrutura, porque ela não fixa e tomba com o vento. E mantenha distância de calhas e telhados frágeis: o peso da folhagem úmida após chuva forte é considerável.

Luz, rega e solo: o tripé que decide se vai florir

Luz é o fator número um. Para floração abundante, ofereça sol pleno por 4 a 6 horas diárias, de preferência sol da manhã. Em meia-sombra luminosa ela sobrevive e solta folhas bonitas, mas floresce pouco. Sombra total resulta em ramos estiolados e quase nenhuma flor.

Rega deve ser moderada e regular. Mantenha o solo levemente úmido, nunca encharcado. No verão, 2 a 3 regas por semana no jardim e até 4 em vasos ao sol são suficientes. No inverno, reduza para 1 a 2 vezes. Falta de água derruba botões; excesso apodrece raízes. Cubra a base com mulching de folhas ou casca de pinus para conservar umidade.

O solo ideal é fértil, leve e bem drenado, com boa matéria orgânica. Mistura clássica que funciona: 2 partes de terra vegetal, 1 parte de composto orgânico e 1 parte de areia grossa ou perlita, com pH entre 6,0 e 6,5. Em vasos, garanta camada de drenagem com argila expandida e manta. Ela não tolera solo compactado e encharcado.

Temperatura e vento

Cresce melhor entre 18 °C e 28 °C. Tolera calor forte, mas não suporta geada. Em regiões do Sul e Sudeste com inverno rigoroso, proteja a base com cobertura morta e, se em vaso, recolha para local abrigado. Ventos frios queimam as pontas e abortam botões.

Como plantar e multiplicar sem erro

O melhor período para plantar no Brasil é do fim do inverno ao início da primavera (agosto a novembro), quando o solo aquece. Abra cova de 30 x 30 cm, incorpore composto e farinha de ossos, posicione a muda com o colo no nível do solo e instale o tutor imediatamente.

A forma mais fácil de propagar é por estaquia de ramo semilenhoso. Corte estacas de 10 a 15 cm com 2 a 3 nós, logo abaixo de um nó, retire as folhas inferiores, mantenha 1 a 2 folhas cortadas ao meio e plante em substrato úmido de areia e vermiculita. Mantenha à meia-sombra e com umidade alta por 3 a 4 semanas. O enraizamento ocorre em 25 a 40 dias.

  • Alporquia também funciona bem em ramos mais grossos na primavera.
  • Sementes são raras em cultivo doméstico e têm germinação irregular, não são recomendadas para iniciantes.
  • Troque vasos a cada 12 a 18 meses, sempre para um número maior, sem enterrar o colo.

Poda e condução: o segredo para não virar moita desgrenhada

Sem poda, a lágrima-de-cristo cresce desordenada e floresce só nas pontas. A poda principal deve ser feita logo após a floração, entre março e maio, encurtando os ramos que já floresceram em um terço a metade. Isso estimula brotações novas, onde surgirão as flores da próxima estação.

Durante a primavera e o verão, faça beliscadas leves nas pontas para ramificar e conduza os ramos no suporte com fitilho macio. Remova ramos secos, cruzados e muito finos. Nunca faça poda drástica no inverno, quando a planta está com botões em formação.

Se precisar renovar uma planta velha e lenhosa, faça poda de rejuvenescimento em etapas, cortando um terço dos ramos mais velhos por ano, e não tudo de uma vez, para não enfraquecer demais.

Adubação para florescer de verdade, não só soltar folha

Excesso de nitrogênio dá folhagem exuberante e pouca flor. Para floração, priorize fósforo e potássio. Esquema simples que funciona no Brasil:

  • Final do inverno (agosto/setembro): adubo orgânico (húmus ou composto) + NPK 4-14-8 ou farinha de ossos + cinzas.
  • Durante a floração (outubro a fevereiro): reforço mensal com adubo rico em potássio ou torta de mamona + farinha de ossos em dose moderada.
  • Após a poda (março/abril): nova dose de composto para recuperar.

Em vasos, adube a cada 30 a 45 dias na estação quente e suspenda no inverno. Sempre regue antes e depois de adubar para evitar queima de raízes.

Pragas, doenças e por que as folhas ficam amarelas

É relativamente rústica, mas pode sofrer com pulgões, cochonilhas, ácaros e mosca-branca, sobretudo em ambiente seco e abafado. Inspecione o verso das folhas. Jato de água, poda de arejamento e óleo de neem costumam controlar infestações iniciais. Evite inseticidas amplos que matam polinizadores.

Folhas amarelas têm três causas comuns: 1) excesso de água e drenagem ruim, que leva a clorose e apodrecimento; 2) falta de nutrientes, especialmente ferro e nitrogênio; 3) frio ou mudança brusca de luz após troca de vaso. Ajuste rega, melhore a drenagem e adube de forma equilibrada.

Oídio e manchas fúngicas aparecem com pouca ventilação e folhas molhadas à noite. Regue pela manhã, na base, e mantenha espaçamento. Retire folhas doentes e descarte no lixo, não na composteira.

Floração, polinização e curiosidades que poucos contam

No Brasil, a floração principal vai de setembro a março, com pico de outubro a janeiro. Cada flor dura poucos dias, mas o cacho se renova por semanas. O cálice branco permanece por mais tempo que a corola vermelha, prolongando o efeito ornamental mesmo após a queda das pétalas.

A polinização é feita principalmente por borboletas e beija-flores, atraídos pelo tubo vermelho e pelo néctar. A planta tem um mecanismo curioso: os estames longos e curvados projetam o pólen para fora do tubo, facilitando o contato com o polinizador em voo.

Um detalhe pouco divulgado é que a lágrima-de-cristo precisa de um leve estresse de frio seco no inverno para induzir floração. Plantas mantidas o ano todo em estufa quente e muito adubadas com nitrogênio tendem a não florescer. Outra curiosidade: apesar do nome, ela não é aparentada das lágrimas-de-nossa-senhora (Coix lacryma-jobi), e o nome vem apenas da forma da flor.

Perguntas frequentes

Lágrima-de-cristo gosta de sol ou sombra?

Gosta de sol pleno, com 4 a 6 horas de sol direto. Em meia-sombra luminosa cresce, mas floresce bem menos; sombra total não é indicada.

Quanto tempo demora para florescer?

Mudas bem enraizadas costumam florescer já na primeira primavera/verão. Plantas de estaca podem levar de 6 a 12 meses até a primeira floração plena.

Pode cultivar lágrima-de-cristo em vaso?

Sim, desde que o vaso tenha 30 a 40 cm de profundidade e tutor. Em vaso a rega e a adubação precisam ser mais frequentes e a poda anual é essencial.

Como fazer a lágrima-de-cristo voltar a florir?

Garanta sol, reduza rega no inverno, faça poda logo após a floração e adube no fim do inverno com fósforo e potássio, evitando excesso de nitrogênio.

Lágrima-de-cristo é tóxica para cachorro e gato?

Sim, é considerada tóxica se ingerida. Folhas e frutos podem causar vômito e irritação. Mantenha fora do alcance e procure veterinário se houver ingestão.

Precisa podar todo ano?

Sim. A poda após a floração (março a maio) renova os ramos e concentra a floração seguinte. Sem poda, floresce só nas pontas e fica rala.

Por que as folhas ficam amarelas?

Geralmente por excesso de água e drenagem ruim, falta de nutrientes ou frio. Ajuste a rega, melhore o solo e verifique se há pragas no verso das folhas.

Você sabia?

1

Cálice que vira ornamento

O cálice branco permanece vistoso por semanas depois que a pétala vermelha cai, e depois fica rosado, prolongando o efeito decorativo sem nova floração.

2

Mudança de família botânica

Foi classificada por décadas em Verbenaceae e hoje está em Lamiaceae, a mesma família da hortelã e do manjericão, após revisões moleculares.

3

Estames em forma de cata-vento

Os longos estames vermelhos se curvam para fora e vibram com o vento, estratégia para espalhar pólen e facilitar a visita de borboletas.

4

Precisa sentir o inverno

Sem um período de temperaturas mais amenas e regas reduzidas no inverno, a planta solta muita folha e floresce pouco na primavera seguinte.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  3. Missouri Botanical Garden
  4. Royal Botanic Gardens, Kew

Prós e contras: Lágrima-de-cristo

Prós

  • Floração espetacular e prolongada com contraste branco e vermelho
  • Crescimento rápido e ótima cobertura para pérgolas e cercas
  • Atrai beija-flores e borboletas
  • Adapta-se bem a vasos grandes com tutor
  • Fácil propagação por estaquia

Contras

  • Precisa de sol pleno para florir bem; na sombra falha
  • Sensível a geada e vento frio
  • Exige poda anual e condução em suporte
  • Tóxica se ingerida por pets e crianças
  • Pode ficar desgrenhada e com poucas flores sem manejo correto
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a lágrima-de-cristo é uma das trepadeiras com melhor custo-benefício ornamental para quem tem sol e suporte, mas decepciona quem espera flor na sombra. Vale o investimento se você topar podar todo ano e proteger do frio intenso.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.