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Cóleus

Coleus scutellarioides

Atualizado em

30 a 90 cm de alturaTamanho
Meia-sombra luminosaLuminosidade
Moderada, solo úmidoRega
Perene, cultivada como anualCiclo de vida
FácilDificuldade
Cóleus adulto em vaso grande com folhagem multicolorida bordô, verde-limão e creme

O cóleus é uma planta perene de folhagem ornamental famosa pelas folhas aveludadas em combinações de bordô, verde-limão, rosa, roxo e creme que parecem pintadas à mão. Pertence à família Lamiaceae e é cultivado no Brasil como anual ou perene de curta duração para vasos, bordaduras e maciços de meia-sombra.

De origem no Sudeste Asiático e muito adaptado ao clima tropical, cresce rápido, atinge de 30 a 90 cm e se multiplica com facilidade por estacas. O grande atrativo não são as flores, mas as folhas: quanto mais luz filtrada e poda correta, mais intensas e densas elas ficam.

Também conhecido como: Coração-magoado, Coleus, Tapete-de-rainha, Painted nettle (inglês), Buntblatt (alemão)

Faz parte de: Plantas de Sombra, Plantas Ornamentais, Plantas para Vasos

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Galeria de fotos de Cóleus

Cóleus adulto em vaso grande com folhagem multicolorida bordô, verde-limão e creme
Cóleus adulto com touceira densa e colorida em vaso.IA
Close-up das folhas aveludadas do cóleus com centro bordô e borda verde-limão
Detalhe da textura aveludada e do mosaico de cores da folha.IA
Detalhe do caule quadrangular do cóleus com folhas opostas
Caule quadrangular típico da família Lamiaceae.IA
Espiga floral pequena azul-arroxeada do cóleus acima da folhagem
Espiga floral discreta que deve ser removida para manter a folhagem cheia.IA
Estacas de cóleus enraizando em copo com água com raízes brancas
Estacas de 8 a 10 cm enraízam em 7 a 14 dias na água.IA
Canteiro com várias variedades de cóleus formando bordadura colorida
Maciço com variedades Wizard, Kong e Black Dragon em meia-sombra.IA
Coleção de vasos com variações de cores do cóleus do roxo quase preto ao verde-limão
Variações de cores e tamanhos entre cultivares de cóleus.IA
Ideal para

Ideal para quem busca cor instantânea sem flores e quer vasos cheios em poucas semanas, mesmo com pouca experiência. O cóleus funciona muito bem em apartamentos com sacada iluminada, jardins de meia-sombra e para quem gosta de multiplicar plantas para presentear, já que enraíza com facilidade.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem tem cães e gatos que mordem plantas, pois a ingestão causa irritação e vômitos, nem para quem procura uma planta perene de baixa manutenção por anos no mesmo vaso. Ele exige beliscamento constante das flores e podas para não ficar legnoso, além de proteção contra frio intenso e sol forte do meio-dia.

Cultivo rápido

Luz
Meia-sombra luminosa com sol fraco da manhã; luz filtrada mantém cores intensas sem queimar
Rega
Moderada, manter substrato levemente úmido; regar quando topo de 2 cm secar
Solo
Leve, fértil e bem drenado; mistura de terra vegetal, composto e perlita/areia, pH 6,0 a 7,0
Temperatura
18 °C a 28 °C; sensível a frio abaixo de 10 °C e geada
Adubação
NPK 10-10-10 ou 20-20-20 em meia dose a cada 30-45 dias na primavera-verão; ou húmus a cada 60 dias
Poda
Beliscar espigas florais assim que surgem e podar pontas a cada 3-4 semanas para engrossar a moita
Propagação
Estacas de 8-10 cm enraízam em 7-14 dias na água ou substrato; sementes germinam em 10-14 dias com luz

Perfil rápido de Cóleus

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
Propagação por estacasJFMAMJJASOND
Poda / beliscamentoJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND

Toxicidade

  • PetsTóxica
  • PessoasBaixa toxicidade

Considerada tóxica para cães e gatos se ingerida (ASPCA): pode causar vômito, diarreia, inapetência e irritação oral. Em humanos o contato pode causar dermatite leve em sensíveis. Mantenha fora do alcance e consulte veterinário/médico se houver ingestão.

Encontrado em 5 países

  • Indonésia
  • Malásia
  • Índia
  • Filipinas
  • Tailândia

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Lamiales
Família
Lamiaceae
Gênero
Coleus
Espécie
Coleus scutellarioides

Resumo

  • O cóleus é uma planta perene de meia-sombra cultivada pela folhagem multicolorida, com altura de 30 a 90 cm e crescimento muito rápido.
  • Precisa de luz intensa indireta, solo leve e úmido e beliscamento constante das flores para não perder cor nem ficar legnoso.
  • É tóxica para cães e gatos se ingerida e se propaga facilmente por estacas de 8 a 10 cm que enraízam em 7 a 14 dias na água ou substrato.

Características

Ficha da planta

Nome popularCóleus, coleus, coração-magoado
Nome científicoColeus scutellarioides (sin. Solenostemon scutellarioides, Plectranthus scutellarioides)
Família botânicaLamiaceae
OrigemSudeste Asiático (Índia, Indonésia, Malásia)
Tipo de plantaHerbácea perene de folhagem ornamental
Ciclo de vidaPerene, cultivada como anual em regiões frias
Tamanho30 a 90 cm de altura e 30 a 60 cm de largura
Coresbordôroxorosavermelhoverde-limãoverde-escurocremeamareloquase preto
LuminosidadeMeia-sombra luminosa a sol filtrado; tolera sol pleno fraco
RegaModerada, manter substrato levemente úmido
SoloLeve, fértil, bem drenado, pH 6,0 a 7,0
Temperatura18 °C a 28 °C; não tolera geada nem abaixo de 10 °C
PropagaçãoEstacas de ramo e sementes
Toxicidade para petsTóxica para cães e gatos se ingerida

Perfil e comportamento

Necessidade de luzAlto
Necessidade de águaMédio
Facilidade de cultivoMuito alto
Adequação a vasosMuito alto
Resistência a pragasMédio
Tolerância ao frioBaixo
Tolerância ao calorAlto
Valor ornamentalMuito alto

Como identificar o cóleus: a folhagem que parece pintada

O cóleus se reconhece na hora pelas folhas opostas, macias e aveludadas, com borda serrilhada ou levemente ondulada e um mosaico de cores que nunca é igual. O centro pode ser bordô ou rosa-choque, a borda verde-limão ou creme, e as nervuras quase sempre contrastam. O caule é quadrangular e suculento, típico da família Lamiaceae, a mesma da hortelã e do manjericão.

É uma herbácea ereta e ramificada que forma moitas densas de 30 a 90 cm em poucos meses. As flores são pequenas, azul-arroxeadas, em espigas eretas de até 15 cm, sem valor ornamental e com leve aroma quando amassadas. No Brasil ela é vendida como Coleus scutellarioides, nome atualizado em 2019 depois que estudos moleculares tiraram a espécie dos antigos gêneros Solenostemon e Plectranthus.

O que a torna interessante é a instabilidade cromática controlada pela luz: a mesma muda pode ficar quase toda verde na sombra fechada e ganhar manchas roxas intensas com duas horas de sol da manhã. Isso acontece porque os pigmentos antocianinas e clorofilas competem conforme a luminosidade, e não porque a planta mudou de variedade.

Luz certa para o cóleus não desbotar nem queimar

O cóleus precisa de luz abundante e indireta para manter as cores vivas. O ponto ideal no Brasil é meia-sombra luminosa com sol fraco da manhã até 10h ou fim de tarde, ou luz filtrada por sombrite 50% ou copa de árvore. Nesse ponto ele cresce compacto e bem ramificado.

Sombra demais deixa os ramos estiolados, com entrenós longos, folhas menores e cores desbotadas para o verde. Sol forte do meio-dia, por outro lado, queima as bordas, enrola a folha e cria manchas secas de cor palha, principalmente nas variedades claras. Se você só tem sacada de sol pleno, escolha variedades escuras como as da série Kong ou Wizard Velvet e mantenha rega mais frequente.

  • Dentro de casa: a até 1 m de janela bem iluminada, sem cortina grossa. Gire o vaso a cada 7 dias para não entortar.
  • Em canteiro: plante sob meia-sombra de muros ou árvores que barram o sol das 11h às 15h.
  • Sinal de luz correta: folhas novas já abrem com o padrão de cor da etiqueta e a distância entre folhas é curta.

Rega, solo e adubação sem erro

O cóleus gosta de substrato sempre levemente úmido, nunca encharcado. Regue quando o topo de 2 cm do solo estiver seco ao toque. No verão isso costuma ser 3 a 4 vezes por semana em vasos e 2 a 3 vezes em canteiros; no inverno, 1 a 2 vezes. Folhas murchas ao meio-dia e que voltam à noite indicam falta d’água passageira, mas murcha que não volta indica raiz apodrecida por excesso.

O solo ideal é leve, fofo e bem drenado, com mistura de 2 partes de terra vegetal, 1 de composto orgânico e 1 de perlita ou areia grossa. O pH entre 6,0 e 7,0 favorece a absorção de nutrientes e a intensidade da cor. Vasos precisam obrigatoriamente de furos e camada de drenagem; pratinho com água parada por mais de 20 minutos apodrece a base do caule.

Para adubar, use NPK 10-10-10 ou 20-20-20 em metade da dose do rótulo a cada 30 a 45 dias na primavera e verão, ou húmus de minhoca a cada 60 dias. Excesso de nitrogênio deixa a planta grande mas com cores lavadas e mais suscetível a pulgões. Suspenda a adubação no inverno ou quando a planta estiver florida sem poda.

Como plantar e multiplicar cóleus por estaca em 10 dias

O plantio por muda pronta pode ser feito o ano todo em regiões quentes, mas o melhor período no Brasil é de setembro a março, quando o calor acelera o enraizamento. Cave um berço duas vezes maior que o torrão, mantenha o colo da planta no nível do solo e regue bem após o plantio. Espaçamento de 30 a 40 cm entre mudas já fecha um maciço em 60 dias.

A forma mais rápida e fiel de propagar é por estaca de ponteiro. Corte um ramo saudável de 8 a 10 cm com 3 a 4 pares de folhas, remova as duas folhas de baixo e a ponta da espiga floral se houver. Coloque na água trocando a cada 2 dias ou direto em substrato úmido com 1 nó enterrado. Em 7 a 14 dias surgem raízes brancas e em 3 semanas já dá para levar ao vaso definitivo.

  • Sementes: exigem luz para germinar, não cubra. Germinam em 10 a 14 dias a 22 °C a 25 °C, mas as cores variam muito e demoram mais.
  • Dica para vaso cheio: plante 3 estacas de cores diferentes em um vaso de 25 cm para efeito imediato.
  • Evite estacas floridas: ramos com flor enraízam pior e a muda já nasce querendo florescer.

Poda e o truque de tirar a flor para manter as folhas bonitas

O cóleus floresce naturalmente no outono, mas a espiga floral rouba energia e deixa a folhagem rala, pequena e legnosa. A regra de quem cultiva para folha é simples: assim que a espiga de 5 a 8 cm aparecer, belisque com a unha ou tesoura logo acima do último par de folhas. A planta responde emitindo dois brotos laterais e fica mais cheia.

Faça também poda de formação a cada 3 a 4 semanas na primavera e verão, cortando 1/3 da ponta dos ramos mais longos. Isso mantém a moita compacta e evita aquele aspecto de pernas compridas com folhas só no topo. Ramos podados viram novas estacas, então nada se perde.

Se o cóleus ficou alto e pelado embaixo, faça uma poda drástica deixando 10 a 15 cm de base com 2 a 3 nós. Em clima quente ele rebrota em 15 a 20 dias. Nunca pode faltar água nos 7 dias seguintes à poda.

Tipos e variedades de cóleus que realmente mudam no jardim

Existem mais de 300 cultivares comerciais e a diferença não é só cor, mas tamanho, textura e tolerância ao sol. Escolher pelo porte evita frustração: variedades gigantes em vaso pequeno tombam e variedades anãs em canteiro somem.

Grupo / Variedade Cores marcantes Porte Onde usa melhor
Wizard (mais comum no Brasil) Mix de bordô, rosa, verde-limão e creme 30 a 40 cm Vasos, bordaduras e jardineiras
Kong Folhas enormes, centro rosa/vermelho e borda verde-escura 50 a 60 cm Vasos grandes à sombra luminosa
Kong Rose / Mosaic Manchas irregulares como mosaico 45 a 55 cm Ponto focal em canteiro sombreado
Black Dragon Roxo quase preto com borda recortada 35 a 45 cm Contraste com folhagens claras
Sun Series (Wasabi, Trusty Rusty) Verde-limão ou cobre tolerante a sol 60 a 90 cm Canteiros de sol da manhã

Na nossa avaliação, para quem começa, a série Wizard é a mais segura porque é compacta, barata e mantém o padrão mesmo com pequenos erros de luz. Para colecionador, vale procurar Black Dragon e Kong, que têm textura aveludada mais pronunciada e não precisam de sol para escurecer.

Pragas, doenças e por que o cóleus murcha de repente

O cóleus avisa rápido quando algo está errado. Murcha súbita com solo úmido quase sempre é podridão de raiz por Phytophthora ou Pythium causada por encharcamento e falta de drenagem. Cheire a base: odor azedo e caule mole e escuro confirmam. Nesse caso, corte estacas da parte ainda firme e descarte o resto com o substrato.

As pragas mais comuns são pulgões, cochonilhas, mosca-branca e ácaros, atraídos por adubação excessiva e ar seco. Folhas enroladas com teia fina indicam ácaro; brotos pegajosos e formigas indicam pulgão. Lave com jato d’água forte, isole a planta e aplique sabão de potássio ou óleo de neem no fim da tarde, repetindo a cada 5 dias até limpar.

  • Folhas com bordas secas e quebradiças: ar muito seco ou sol forte; aumente umidade e filtre a luz.
  • Queda de folhas inferiores: envelhecimento natural se for pouca, mas se for muita é falta de luz ou vaso pequeno.
  • Manchas pretas com halo amarelo: fungo por molhar as folhas à noite; regue só o solo e pela manhã.

Um erro comum é deixar o cóleus pegar friagem abaixo de 10 °C. Ele não tolera geada e perde folhas rapidamente; em regiões sul e serranas, trate como anual e renove por estacas no fim do inverno guardadas dentro de casa.

Perguntas frequentes

Cóleus é de sol ou sombra?

É de meia-sombra luminosa. Luz indireta forte mantém as cores vivas; sol forte do meio-dia queima e sombra fechada desbota e estica os ramos.

Cóleus é tóxico para pets?

Sim. É considerado tóxico para cães e gatos se ingerido, podendo causar vômito, diarreia e irritação oral. Mantenha fora do alcance e procure veterinário se houver ingestão.

Por que meu cóleus está murchando mesmo com água?

Murcha com solo úmido indica apodrecimento de raiz por encharcamento e falta de drenagem. Corte estacas saudáveis da parte firme e replante em substrato novo e bem drenado.

Preciso tirar a flor do cóleus?

Sim, se quer folhagem cheia. Remova a espiga assim que surgir para a planta ramificar e não ficar legnosa com folhas pequenas.

Como fazer muda de cóleus?

Corte estaca de 8 a 10 cm sem flor, retire as folhas de baixo e coloque na água ou substrato úmido. Enraíza em 7 a 14 dias.

Cóleus pega bem dentro de casa?

Sim, desde que a até 1 m de janela bem iluminada e com rega regular. Gire o vaso semanalmente e belisque as flores para não estiolá.

Cóleus volta todo ano?

É perene em clima quente sem geada, mas em regiões frias é tratado como anual. Renove por estacas no fim do inverno para manter a touceira vigorosa.

Você sabia?

1

Parente da hortelã

O cóleus é da mesma família da hortelã e do manjericão, por isso tem caule quadrado e folhas levemente aromáticas quando amassadas, mas não é usado como tempero.

2

Mudou de sobrenome em 2019

Estudos de DNA tiraram a espécie do gênero Plectranthus/Solenostemon e a devolveram ao gênero Coleus, por isso rótulos antigos e novos trazem nomes diferentes para a mesma planta.

3

Flor que estraga a folhagem

Deixar a espiga floral crescer reduz o tamanho das folhas em até 30% e acelera a lenhificação do caule, motivo pelo qual produtores cortam todas as flores ainda fechadas.

4

Estrela vitoriana

Na Inglaterra vitoriana o cóleus era chamado de painted nettle e era símbolo de status em estufas aquecidas, onde colecionadores exibiam dezenas de padrões como se fossem obras de arte.

Fontes

  1. Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  2. Jardim Botânico do Rio de Janeiro - Flora e Funga do Brasil
  3. Royal Botanic Gardens, Kew - Plants of the World Online
  4. ASPCA - Toxic Plants

Prós e contras: Cóleus

Prós

  • Cor intensa o ano todo sem depender de florada
  • Crescimento muito rápido e fácil multiplicação por estacas
  • Ótimo para vasos, jardineiras e bordaduras de meia-sombra
  • Dezenas de combinações de cores e tamanhos para colecionar
  • Barato e fácil de achar em garden centers

Contras

  • Tóxico para cães e gatos se ingerido
  • Precisa de poda e remoção constante de flores para não ficar ralo
  • Sensível a frio, geada e encharcamento
  • Desbota na sombra fechada e queima no sol forte
  • Atrai pulgões e cochonilhas se muito adubado ou com ar seco
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o cóleus é a folhagem ornamental mais democrática para quem quer cor sem esperar florada, mas só entrega o melhor quando o tutor aceita beliscar flores sem dó. Vale mais investir em luz filtrada e podas frequentes do que em adubos caros, porque a intensidade da cor depende sobretudo de manejo.

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Última revisão em 14.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.