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Capim-chorão

Eragrostis curvula

Atualizado em

60 cm a 1,2 mTamanho
Sol plenoLuminosidade
Baixa a moderadaRega
PereneCiclo de vida
Muito fácilDificuldade
Capim-chorão adulto com touceira arqueada e panículas plumosas em jardim seco

O capim-chorão (Eragrostis curvula) é uma gramínea perene de origem sul-africana que forma touceiras densas e arqueadas, com folhas finas e longas que caem como uma cascata. Muito usado no Brasil para conter erosão e como planta ornamental rústica, ele se destaca pela resistência extrema à seca e ao sol forte.

Apesar da aparência delicada, é uma planta vigorosa e de crescimento rápido, que pode chegar a 1,2 metro de altura. Quando floresce, lança panículas acastanhadas e plumosas que balançam com o vento e dão o aspecto "chorão" que originou seu nome popular.

Também conhecido como: Capim-chorão, Capim-pendente, Capim-curvula, Weeping lovegrass (inglês), Pasto llorón (espanhol), Oulandsgras (africâner)

Faz parte de: Plantas de Sol Pleno, Plantas Ornamentais, Plantas para Jardim

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Galeria de fotos de Capim-chorão

Capim-chorão adulto com touceira arqueada e panículas plumosas em jardim seco
Touceira adulta de capim-chorão com folhas pendentes e panículas castanhas.
Close-up das folhas finas e arqueadas do capim-chorão
Detalhe das folhas finas e ásperas do capim-chorão.
Panícula plumosa e pendente do capim-chorão com sementes
Panícula aberta e pendente, que dá o aspecto chorão.
Capim-chorão plantado em talude para contenção de erosão
Uso clássico do capim-chorão na contenção de taludes.
Capim-chorão cultivado em vaso grande em área de sol pleno
Capim-chorão em vaso grande, com substrato bem drenado.
Conjunto de capim-chorão em jardim seco com pedras
Composição de capim-chorão em jardim seco e rústico.
Ideal para

Ideal para quem busca uma gramínea ornamental extremamente rústica e de baixa manutenção para jardins a sol pleno, taludes e áreas com pouca água. Funciona muito bem para iniciantes, para quem tem pouco tempo para regar e para projetos de contenção de erosão ou jardins de estilo desértico e campestre. É também uma boa escolha para quem mora em regiões quentes e secas do interior, onde outras forrações sofrem, e para quem quer criar volume e movimento no jardim sem precisar de adubação ou podas frequentes.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem tem jardins pequenos, sombreados ou muito úmidos, pois ele precisa de sol forte e solo seco para manter a forma. Também não é indicado para quem não quer fazer manejo anual, já que sem poda e sem controle das sementes ele pode se espalhar e ocupar canteiros vizinhos. Não é a melhor opção para quem busca forração macia para pisar ou para quem tem projeto de restauração com espécies nativas, pois como exótica pode competir com a flora local se plantado perto de áreas naturais.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, mínimo de 6 horas de sol direto; não tolera sombra densa
Rega
Moderada nos primeiros 45 dias; depois baixa, a cada 10-15 dias na seca ou apenas chuva
Solo
Bem drenado, arenoso a franco-argiloso, pH 5,5-7,5; tolera solo pobre e pedregoso
Temperatura
Ideal 18-32 °C; tolera geada leve até -5 °C e calor acima de 35 °C
Adubação
Leve na primavera com NPK 10-10-10 (30-50 g por touceira) ou composto; evite excesso
Poda
Poda anual no fim do inverno a 15-20 cm do solo; remova panículas secas para controlar ressemeadura
Propagação
Sementes (1-2 g/m², germinação em 10-21 dias) ou divisão de touceira na primavera

Perfil rápido de Capim-chorão

Calendário

Plantio / SemeaduraJFMAMJJASOND
Divisão de touceirasJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
Poda anualJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica
  • PessoasNão tóxica

Gramínea considerada segura para cães e gatos, mas folhas têm bordas cortantes e ingestão excessiva pode causar irritação gastrointestinal. Em caso de ingestão, observe e consulte veterinário.

Encontrado em 3 países

  • África do Sul
  • Lesoto
  • Essuatíni

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Magnoliophyta
Classe
Liliopsida
Ordem
Poales
Família
Poaceae
Gênero
Eragrostis
Espécie
Eragrostis curvula

Resumo

  • O capim-chorão (Eragrostis curvula) é uma gramínea perene sul-africana de touceira pendente, com 60 cm a 1,2 m de altura, muito usada como ornamental e para conter erosão.
  • Precisa de sol pleno, solo bem drenado e pouca água depois de estabelecido, sendo uma das gramíneas mais tolerantes à seca e ao calor no Brasil.
  • É de cultivo muito fácil por sementes ou divisão de touceiras, mas exige manejo para não se tornar invasor, pois se ressemeia com facilidade em áreas degradadas.

Características

Ficha da planta

Nome popularCapim-chorão, capim-pendente, weeping lovegrass
Nome científicoEragrostis curvula (Schrad.) Nees
Família botânicaPoaceae (gramíneas)
OrigemÁfrica do Sul, Lesoto e Eswatini
Tipo de plantaGramínea perene entouceirada
Ciclo de vidaPerene
Tamanho60 cm a 1,2 m de altura e 60 a 90 cm de diâmetro
LuminosidadeSol pleno (mínimo 6 horas de sol direto)
RegaBaixa; tolera seca prolongada
SoloBem drenado, arenoso a argiloso, pobre a moderadamente fértil, pH 5,5 a 7,5
Temperatura18 °C a 32 °C; tolera geadas leves até -5 °C
PropagaçãoSementes e divisão de touceiras
Toxicidade para petsNão tóxica (consulte veterinário em caso de ingestão)

Perfil e comportamento

Necessidade de luzMuito alto
Necessidade de águaBaixo
Facilidade de cultivoMuito alto
Adequação a vasosMédio
Resistência a pragasMuito alto
Tolerância ao frioAlto
Tolerância ao calorMuito alto
Valor ornamentalAlto

Como identificar o capim-chorão: a touceira que parece chorar

O capim-chorão se reconhece de longe pelo formato arqueado e pendente. Diferente de gramas rasteiras como esmeralda ou São Carlos, ele não forma tapete. Cresce em touceira densa e arredondada, com folhas muito finas, lineares, de 30 a 60 cm de comprimento e apenas 2 a 4 mm de largura, de cor verde-acinzentada a verde-oliva e textura áspera ao toque.

As folhas nascem da base e curvam-se para fora e para baixo, como se a planta estivesse “chorando”. No centro da touceira surgem colmos eretos de 60 a 120 cm que sustentam a inflorescência. A panícula é aberta, plumosa e pendente, com 15 a 30 cm, de cor verde-clara quando jovem e castanho-avermelhada a palha na maturidade. Cada panícula produz milhares de sementes minúsculas, castanho-escuras, de menos de 1 mm.

Outro traço distintivo é a base da touceira mais larga e fibrosa, com raízes fasciculadas profundas que podem passar de 1 metro. Isso explica por que ele segura barrancos tão bem. O conjunto lembra um chafariz de folhas finas, bem diferente do capim-vetiver, que é mais ereto e rígido, ou do capim-dos-pampas (Cortaderia), que é muito maior e tem plumas brancas e densas.

Onde o capim-chorão vive e por que se espalhou tanto no Brasil

Nativo das savanas e campos de altitude da África do Sul, o capim-chorão evoluiu em solos pobres, pedregosos e com estação seca de 5 a 7 meses. Foi introduzido no Brasil nas décadas de 1950 e 1960 pela Embrapa e por programas de conservação do solo justamente por essa rusticidade. Hoje está naturalizado em quase todo o território, do Rio Grande do Sul ao Nordeste interiorano.

Ele ocupa com facilidade taludes, beiras de estrada, terrenos baldios, áreas degradadas e jardins de estilo campestre ou desértico. Em regiões de Cerrado e Caatinga, onde outras gramíneas ornamentais sofrem com a seca, ele permanece verde com menos de 400 mm de chuva anual depois de estabelecido. Tolera vento constante, maresia moderada e geadas leves, mas não gosta de sombra nem de solo encharcado.

Essa mesma adaptação o torna potencialmente invasor. Em áreas de campo nativo, ele compete com espécies locais porque rebrota mais rápido após fogo ou corte e produz sementes viáveis por até 3 anos no solo. Por isso, em unidades de conservação do Sul e Sudeste, o plantio é desaconselhado sem manejo. No jardim doméstico, o controle é simples com poda das panículas antes da dispersão.

Como plantar capim-chorão do jeito certo: sementes ou muda

A forma mais barata é por sementes, mas a mais rápida e segura para jardim é por divisão de touceira. Sementes têm germinação de 60 a 80% e levam 10 a 21 dias para emergir, exigindo solo úmido no início. Já a muda por divisão pega em 2 a 3 semanas e já forma touceira cheia em 3 a 4 meses.

Plantio por sementes

Para semeadura direta, espalhe 1 a 2 gramas de sementes por metro quadrado sobre solo destorroado e bem drenado, sem enterrar muito — basta uma leve cobertura de terra peneirada de 0,5 cm. Mantenha úmido por 20 dias com regas leves diárias. A melhor época no Brasil é entre setembro e março, quando a temperatura do solo está acima de 20 °C. Desbaste deixando uma planta a cada 50 a 70 cm se quiser efeito maciço.

Plantio por divisão

Retire uma touceira adulta com pá, separe com as mãos ou faca em porções com raízes e 5 a 10 perfilhos e replante em covas de 20 x 20 cm. Espaçamento ideal para bordadura é 60 cm entre plantas; para contenção de encosta, use 4 a 6 mudas por metro quadrado em linhas desencontradas. Regue bem na primeira semana e depois espaçe. Em vaso, use apenas uma muda por vaso de 30 a 50 litros, pois ele entouceira rápido.

Evite plantar em locais sombreados ou com solo compactado e encharcado. Se o terreno for argiloso e pesado, misture areia grossa e matéria orgânica na cova para garantir drenagem. Nos primeiros 30 dias, capine ao redor para que as invasoras não abafem as plântulas.

Luz, rega e solo ideais para manter a touceira bonita o ano todo

Luz é inegociável: capim-chorão precisa de sol pleno, no mínimo 6 horas de sol direto. Com menos luz, a touceira fica rala, estiolada e perde o arco característico, além de não florescer. Pode pegar meia-sombra muito leve no verão mais quente, mas o ideal é céu aberto.

Rega é mínima depois de pegado. Nos primeiros 30 a 45 dias, regue 2 a 3 vezes por semana. Após enraizado, ele sobrevive só com chuva na maior parte do Brasil. Em jardins, uma rega profunda a cada 10 a 15 dias na seca já mantém o verde. O erro mais comum é regar demais: solo úmido constante causa amarelecimento da base e podridão da coroa. Em vaso, regue quando o substrato secar 3 cm na superfície.

Solo pobre é melhor que solo rico. Ele prefere solos bem drenados, arenosos ou franco-arenosos, com pH entre 5,5 e 7,5. Tolera solos pedregosos e de baixa fertilidade, onde outras ornamentais falham. Não precisa de terra preta pesada. Se for plantar em vaso, use mistura de 2 partes de terra vegetal, 1 parte de areia grossa e 1 parte de casca de pinus ou perlita. Evite substratos que retêm muita água.

Adubação, poda e manejo para não deixar virar praga

Adubação é modesta. Em solo pobre, aplique no início da primavera 30 a 50 gramas de NPK 10-10-10 por touceira ou 1 a 2 litros de composto orgânico curtido ao redor, sem encostar no colo. Excesso de nitrogênio deixa as folhas muito verdes e moles, aumenta o acamamento e reduz a resistência à seca. Em solos já férteis, pode dispensar adubo.

A poda anual é o principal manejo. No final do inverno, entre julho e agosto, corte toda a touceira a 15 a 20 cm do solo com tesoura de cerca viva. Use luvas, pois as bordas das folhas são cortantes. Essa poda rejuvenesce, remove folhas secas e evita que o centro fique oco. Durante o ano, apenas retire panículas secas se não quiser ressemeadura.

Para evitar invasão, corte as inflorescências quando ainda estão esverdeadas, antes de soltarem sementes ao vento. Se notar plântulas voluntárias ao redor, arranque ainda pequenas. Em encostas, deixe algumas panículas para fechar falhas, mas monitore. Nunca descarte touceiras arrancadas em mata ou beira de rio.

Tipos e variedades de Eragrostis curvula que você encontra no Brasil

A espécie é bastante variável e no mercado aparecem seleções com portes e cores diferentes, todas da mesma espécie. Não são espécies distintas, mas cultivares e ecótipos selecionados para forragem ou ornamental.

Nome / Cultivar Altura Destaque Uso mais comum
Ermelo 80 cm a 1,1 m Touceira vigorosa, folhas verde-acinzentadas Contenção de erosão e pastagem
Morpa 60 a 80 cm Porte mais baixo e compacto Jardins e bordaduras
Curvula comum 90 cm a 1,2 m Panículas mais longas e arqueadas Paisagismo rústico e taludes
Conferta (tipo conferta) 70 a 90 cm Folhas mais finas e densas, tom azulado Vasos grandes e jardins secos

Na prática de viveiro no Brasil, a maioria é vendida simplesmente como “capim-chorão comum”, sem identificação de cultivar. Para jardim, prefira mudas de porte médio a baixo (60-80 cm), que mantêm a forma mais ornamental e não tombam com chuva forte. As de porte alto são melhores para barreira visual ou fundo de canteiro.

Não confunda com capim-chorão-de-México (Eragrostis superba) ou capim-chorão-da-África (Eragrostis tef), que são espécies diferentes e menos pendentes. O verdadeiro E. curvula tem lígula com pelos curtos e panícula com ramos flexíveis que pendem, detalhe visível com lupa.

Pragas, doenças e problemas mais comuns

É uma das gramíneas mais resistentes a pragas. Em condições de sol e drenagem corretos, raramente adoece. Os poucos problemas surgem quase sempre por manejo errado.

  • Amarelecimento da base e podridão da coroa: causado por excesso de água ou solo compactado. Melhore a drenagem e reduza a rega. Em vaso, troque o substrato e faça furos extras.
  • Centro seco e oco da touceira: envelhecimento natural após 3 a 4 anos sem poda. Resolva com poda radical no inverno e divisão da touceira a cada 3 anos.
  • Lagartas e gafanhotos: podem roer folhas no verão, mas o dano é estético e a planta rebrota. Remoção manual ou Bacillus thuringiensis resolve sem veneno.
  • Ferrugem (Puccinia spp.): manchas alaranjadas em folhas em períodos muito úmidos. Pode as folhas afetadas, melhore a ventilação e evite molhar a folhagem à noite.
  • Ressemeadura excessiva: não é doença, mas o problema mais relatado. Evite deixando panículas maduras no local. Capine plântulas jovens.

Evite aplicar herbicida perto, pois ele é sensível a glifosato. Se precisar controlar invasoras ao redor, faça capina manual.

Capim-chorão é invasor? Riscos e cuidados ambientais

Sim, em algumas regiões o capim-chorão é classificado como exótica com potencial invasor, especialmente em campos sulinos, Cerrado e áreas de restinga. Ele foi trazido para segurar solo, mas em áreas naturais pode formar estandes monoespecíficos que abafam gramíneas nativas e alteram o regime de fogo, pois produz muita biomassa seca inflamável.

Isso não significa que você não possa usar no jardim urbano. O risco é maior quando plantado perto de reservas, campos nativos ou beiras de rio sem manejo. Em quintal, calçada ou talude urbano contido, com poda das sementes e barreiras físicas, o comportamento é controlável. Na nossa avaliação, ele é uma ótima planta de transição para quem quer um jardim seco, barato e sem irrigação, desde que o tutor assuma o manejo anual.

Se sua propriedade faz divisa com mata nativa, prefira alternativas nativas como capim-limão nativo (Elionurus), macega (Andropogon) ou capim-rabo-de-burro (Paspalum). Se já tem capim-chorão e quer remover, arranque a touceira inteira com raiz e não deixe sementes no solo — será preciso capinar rebrotes por 1 a 2 anos.

Dica de campo: para efeito ornamental sem exagero, plante o capim-chorão em grupos de 3 ou 5 touceiras intercaladas com pedras, lavandas ou agaves. O contraste entre o movimento leve das folhas e plantas rígidas cria um jardim com textura e movimento mesmo sem flores coloridas.

Perguntas frequentes

Capim-chorão é perene ou anual?

É perene. A touceira vive muitos anos e rebrota após poda, seca ou geada leve, mantendo-se no jardim por mais de 5 anos com manejo.

Pode plantar capim-chorão em vaso?

Pode, mas use vaso grande de 30 a 50 litros com solo bem drenado e sol pleno. Em vaso pequeno ele fica ralo e exige regas mais frequentes.

Capim-chorão precisa de muita água?

Não. Depois de estabelecido é uma das gramíneas mais tolerantes à seca e passa semanas só com chuva. Excesso de água é mais prejudicial que a falta.

Como evitar que o capim-chorão se espalhe demais?

Pode as panículas ainda verdes, antes de soltarem sementes, e arranque plântulas voluntárias ainda pequenas ao redor da touceira.

Qual a diferença entre capim-chorão e capim-dos-pampas?

O capim-chorão tem 60 cm a 1,2 m, folhas finas e panículas castanhas e pendentes. O capim-dos-pampas (Cortaderia) é muito maior, até 2,5 m, com plumas brancas densas e eretas.

Quando podar o capim-chorão?

Faça a poda principal no fim do inverno, entre julho e agosto, cortando a 15-20 cm do solo para renovar a touceira.

Capim-chorão é tóxico para cachorro e gato?

É considerado não tóxico, mas as folhas têm bordas cortantes que podem machucar a boca. Se o pet comer em grande quantidade e vomitar, consulte o veterinário.

Você sabia?

1

Uma touceira segura um barranco

Uma única touceira adulta pode ter raízes com mais de 1 metro de profundidade e produzir até 15 mil sementes por panícula, por isso foi tão usada pelo DNIT e ferrovias para fixar taludes.

2

Fica feio se adubar demais

Ao contrário da maioria das ornamentais, solo muito fértil e muito nitrogênio deixam o capim-chorão mole, acamado e menos tolerante à seca.

3

Sobrevive a fogo e geada

Depois de queimada ou geada leve, a touceira rebrota da coroa em poucas semanas, característica que o torna competidor agressivo em campos naturais.

4

Nome vem do vento

O "choro" não é por causa de gotas, mas do movimento pendente das folhas e panículas que balançam e curvam-se como se a planta estivesse debruçada.

Fontes

  1. Embrapa
  2. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  3. Missouri Botanical Garden

Prós e contras: Capim-chorão

Prós

  • Extremamente resistente à seca, sol forte e solo pobre
  • Crescimento rápido e baixa manutenção após estabelecido
  • Ótimo para conter erosão em taludes e encostas
  • Efeito ornamental leve e movimento com o vento
  • Raramente sofre com pragas e doenças

Contras

  • Potencialmente invasor se não houver controle das sementes
  • Não tolera sombra nem solo encharcado
  • Bordas das folhas são cortantes e exigem luvas na poda
  • Centro da touceira fica oco e feio sem poda anual
  • Não serve como grama para pisar ou tapete verde
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o capim-chorão é imbatível quando o objetivo é beleza rústica com quase zero irrigação, mas o preço dessa rusticidade é o manejo obrigatório das sementes. Para jardim urbano contido ele é excelente; para áreas próximas a campo nativo, prefira gramíneas brasileiras.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.