🐟 Peixes

Comedor-de-algas-siamês

Crossocheilus oblongus

Atualizado em

14 a 16 cmTamanho
DoceTipo de água
8 a 10 anosExpectativa de vida
Pacífico e ativoTemperamento
Fácil a moderadaDificuldade
Comedor-de-algas-siamês de lado mostrando a faixa preta contínua até a cauda

O comedor-de-algas-siamês é o peixe de aquário mais eficiente contra algas filamentosas e a temida alga preta (BBA), além de ser pacífico, muito ativo e ótimo para aquários plantados.

Originário de rios do Sudeste Asiático, chega a 14 a 16 cm e pode viver 8 a 10 anos. Precisa de aquário grande com correnteza e tampa, e é frequentemente confundido com espécies parecidas que não comem algas.

Também conhecido como: Comedor de algas siamês, Siamese Algae Eater, SAE, Crossocheilus siamensis (sinônimo antigo)

Faz parte de: Peixes de Água Doce, Peixes Herbívoros, Peixes para Aquário

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Galeria de fotos de Comedor-de-algas-siamês

Comedor-de-algas-siamês de lado mostrando a faixa preta contínua até a cauda
Vista lateral do comedor-de-algas-siamês com a faixa preta característica.
Close-up da cabeça do comedor-de-algas-siamês mostrando barbilhões curtos
Detalhe da boca voltada para baixo e do único par de barbilhões.
Comedor-de-algas-siamês raspando algas em tronco dentro de aquário plantado
Comportamento típico raspando biofilme e algas em troncos.
Grupo de três comedores-de-algas-siamês nadando juntos
Grupo pequeno, forma mais natural de manter a espécie.
Comparação entre comedor-de-algas-siamês verdadeiro e falso
Diferença da faixa preta ajuda a identificar o verdadeiro siamês.
Comedor-de-algas-siamês se alimentando de pastilha no fundo do aquário
Suplementação com pastilhas é essencial quando faltam algas.
Ideal para

Ideal para aquaristas que têm aquário plantado médio a grande e buscam controle biológico de algas sem agressividade. Ele é pacífico, ativo e convive bem com tetras, barbos dóceis e coridoras, além de ser resistente quando a água é estável. Também funciona para quem quer um peixe longevo e sempre em movimento, que ocupa o fundo e o meio do aquário. Em grupo pequeno e com boa filtragem, mostra comportamento natural e ajuda a manter folhas e troncos limpos.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem tem aquário pequeno, betteira ou nano de até 60 litros. Ele cresce até 15 cm, nada muito e precisa de correnteza e espaço, sofrendo e ficando estressado em volume reduzido. Também não é indicado para quem espera que um único peixe elimine todas as algas para sempre ou para quem não pode oferecer tampa e trocas semanais. Após adulto, come menos alga e exige suplementação, e não convive bem com comedores-de-algas-chineses territoriais.

Como cuidar

Aquário
Mínimo 150 L para 1, 200 L+ para grupo; aquário longo, com correnteza moderada e tampa
Água
24 a 26 °C, pH 6,0 a 7,5, GH 5 a 12, filtragem 5-6x o volume/hora
Alimentação
Algas e biofilme + pastilhas de fundo, spirulina, vegetais branqueados e proteína 1-2x/semana
Rotina
Troca semanal de 25-30%, sifonagem leve, nunca usar algicidas ou cobre

Perfil rápido de Comedor-de-algas-siamês

Estado de conservação

LC
Pouco Preocupante

Espécie amplamente distribuída e comum em sua área de ocorrência.

População
Estável
Protegido por
Não

Vida útil

Em aquário
8 a 10 anos com água estável e alimentação variada
Na natureza
Cerca de 8 a 10 anos

Reprodução

Tipo
Ovíparo, ovos dispersos na água sem cuidado parental
Desova
Migratória, em água corrente na estação chuvosa
Maturidade sexual
1,5 a 2 anos
Em aquário
Extremamente rara; criação comercial usa indução hormonal

Habitat

Ambientes

  • Rios de correnteza moderada a forte com fundo de pedras e cascalho
  • Riachos florestais sombreados com troncos submersos
  • Áreas alagadas e planícies de inundação na cheia

Biomas

  • Floresta tropical úmida do Sudeste Asiático

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Algas filamentosas
  • Biofilme e perifíton
  • Alga preta (BBA) quando jovem

Outros alimentos

  • Ração de fundo e spirulina
  • Vegetais branqueados
  • Pequenos invertebrados e detritos

Encontrado em 4 países

  • Tailândia
  • Laos
  • Camboja
  • Vietnã

Como animal de estimação

Adequação
Alta para aquários comunitários plantados médios e grandes
Legalidade no Brasil
Permitido e amplamente comercializado
Nível de cuidado
Fácil a moderado, exige espaço e oxigenação
Custo de aquisição
Baixo a moderado

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Actinopterygii
Ordem
Cypriniformes
Família
Cyprinidae
Gênero
Crossocheilus
Espécie
Crossocheilus oblongus

Resumo

  • O comedor-de-algas-siamês é um peixe de água doce de 14 a 16 cm famoso por comer algas filamentosas e BBA quando jovem.
  • Pacífico, ativo e gregário, vive 8 a 10 anos e precisa de aquário a partir de 150 litros com correnteza e tampa.
  • O verdadeiro Crossocheilus oblongus tem faixa preta contínua até a nadadeira caudal e apenas um par de barbilhões.

Características

Ficha da espécie

Nome científicoCrossocheilus oblongus (sin. Crossocheilus siamensis)
FamíliaCyprinidae
OrigemSudeste Asiático — bacias dos rios Chao Phraya e Mekong
Tipo de águaDoce
Tamanho14 a 16 cm
Expectativa de vida8 a 10 anos
Coresmarrom-acinzentadopretobranco-prateadotransparente
AlimentaçãoOnívoro com base em algas e biofilme
ReproduçãoOvípara, desova em água corrente (rara em aquário)
Temperatura ideal24 a 26 °C
pH ideal6,0 a 7,5
VariedadesNão há variedades seletivas; espécie única no comércio

Perfil e comportamento

Facilidade de criaçãoAlto
AgressividadeBaixo
SociabilidadeAlto
Nível de atividadeMuito alto
Exigência com a qualidade da águaMédio
Adequação a aquários pequenosBaixo

O comedor-de-algas-siamês em poucas linhas

O comedor-de-algas-siamês é um ciprinídeo de água doce que ficou famoso por um motivo prático: é um dos poucos peixes que realmente comem alga preta (BBA) e algas filamentosas verdes.

Quando jovem, passa o dia raspando folhas, vidros, troncos e pedras. Depois de adulto, continua útil, mas diminui o apetite por algas e passa a aceitar mais ração. Por isso muita gente se decepciona achando que ele parou de trabalhar.

É pacífico, nadador incansável e gregário. Vive melhor em grupo pequeno ou sozinho em aquário comunitário bem oxigenado. Não é peixe para aquário pequeno ou sem tampa: ele salta.

Como reconhecer o verdadeiro e não levar o falso siamês

Este é o ponto mais importante da compra. Três espécies são vendidas como siamês e só uma é a verdadeira. O comércio confunde Crossocheilus oblongus com Crossocheilus atrilimes, Garra cambodgiensis e, principalmente, com o comedor-de-algas-chinês (Gyrinocheilus aymonieri), que fica agressivo.

Confira estes 4 traços do verdadeiro comedor-de-algas-siamês:

  • Faixa preta contínua: vai do focinho até o fim da nadadeira caudal, inclusive dentro da cauda. Nos falsos, a faixa para antes da cauda.
  • Apenas 1 par de barbilhões: bem curtos no canto da boca. O falso Crossocheilus tem 2 pares e o Garra tem focinho mais arredondado.
  • Escamas com borda escura: formam um padrão reticulado nas costas, como uma rede. Parece que cada escama é contornada.
  • Nadadeiras transparentes: sem tons amarelados ou avermelhados. Se tiver nadadeira amarela ou ventosa bucal, não é o siamês.

Na loja, peça para ver o peixe de lado e com luz. Se a faixa preta for serrilhada ou interrompida, desconfie. O verdadeiro tem faixa reta e bem definida, com a borda superior levemente dourada em alguns exemplares.

Tamanho, cores e características físicas

O adulto mede 14 a 16 cm, bem maior do que os 5 a 6 cm com que é vendido. O corpo é alongado e hidrodinâmico, feito para nadar contra correnteza.

A cor base é marrom-acinzentado a oliva claro no dorso, clareando para branco-prateado no ventre. A faixa preta lateral é a marca registrada. Acima dela pode haver um reflexo dourado discreto. As nadadeiras são transparentes e a caudal é levemente bifurcada.

A boca é voltada para baixo, com lábios adaptados para raspar. Não tem ventosa como o comedor-chinês. Os olhos são relativamente grandes e o peixe está sempre em movimento, explorando todos os níveis do aquário, mas prefere o fundo e o meio.

Origem e habitat natural

Na natureza ocorre nas bacias dos rios Chao Phraya e Mekong, na Tailândia, Laos, Camboja e Vietnã. Vive em rios e riachos de correnteza moderada a forte, com fundo de pedras, cascalho e troncos submersos.

Durante a estação chuvosa migra para áreas alagadas e florestas inundadas para se alimentar e crescer. Na seca, retorna ao leito principal. A água costuma ser bem oxigenada, ligeiramente ácida a neutra e com muitos esconderijos.

Esse habitat explica duas exigências em aquário: filtragem forte com boa circulação e muitos abrigos. Sem correnteza e oxigênio, ele fica apático e mais suscetível a doenças.

Comportamento e convivência com outros peixes

É um peixe diurno, pacífico e muito ativo. Nada o tempo todo e disputa pontos de pastagem com outros comedores de algas, mas raramente agride. Pode perseguir coespecíficos se o espaço for pequeno.

Vive bem em grupo de 3 a 6 indivíduos ou sozinho. Em dupla, um pode dominar o outro. Em grupo maior e com aquário a partir de 200 litros, a hierarquia se dilui e o comportamento fica mais natural.

Compatibilidade é ampla com espécies pacíficas de tamanho similar:

  • Bons companheiros: tetras maiores, barbos pacíficos, rasboras, coridoras, camarões grandes (Amano), outros ciprinídeos tranquilos.
  • Evite: peixes muito lentos com nadadeiras longas (pode mordiscar por curiosidade), ciclídeos territoriais e outros comedores de algas agressivos como o chinês.
  • Camarões pequenos: filhotes de Neocaridina podem ser comidos ocasionalmente, adultos geralmente são ignorados.

Ele não come plantas saudáveis, mas pode danificar musgos delicados como Riccia ao pastar com afinco. Plantas de folhas largas como Anubias e Echinodorus são as mais beneficiadas pela limpeza.

Como criar bem: aquário, parâmetros e alimentação

O erro mais comum é comprar o siamês para um aquário de 40 litros. Ele cresce rápido e precisa nadar. Mínimo de 150 litros para um exemplar e 200 a 250 litros para grupo, com comprimento de pelo menos 90 cm.

Monte o aquário pensando em rio:

  • Filtragem: 5 a 6 vezes o volume por hora, com saída que gere correnteza suave. Oxigenação alta é essencial.
  • Decoração: pedras lisas, troncos e plantas. Deixe áreas abertas para natação e tocas para descanso.
  • Tampa: obrigatória. Ele salta, principalmente à noite ou quando assustado.
  • Iluminação: moderada. Luz demais gera algas em excesso, mas um pouco de alga nas pedras é desejável como pasto.
Parâmetro Faixa ideal
Temperatura 24 a 26 °C
pH 6,0 a 7,5
GH 5 a 12
Amônia e nitrito 0
Nitrato abaixo de 20 mg/L

Faça trocas parciais semanais de 25 a 30% e sifone o fundo com cuidado. Ele é sensível a picos de amônia e a medicamentos com cobre.

Na alimentação, não conte só com as algas do aquário. Ofereça ração de fundo (pastilhas para peixes herbívoros), spirulina, vegetais branqueados (abobrinha, pepino, ervilha) e, uma a duas vezes por semana, proteína como artêmia ou dáfnia. Se só comer algas, ficará desnutrido quando o aquário estiver limpo.

Um detalhe crucial: após 2 a 3 anos de idade, o interesse por BBA cai muito. Nessa fase, ele prefere ração. Para controle de algas a longo prazo, o manejo da luz e dos nutrientes é mais importante que o peixe.

Por que a reprodução é tão difícil em casa

Na natureza, a desova é migratória e sazonal, ligada à cheia dos rios. Os ovos são dispersos na correnteza, sem cuidado parental. Em aquário doméstico, praticamente não há reprodução espontânea.

A criação comercial no Sudeste Asiático usa indução hormonal e tanques com forte fluxo de água. Sem isso, machos e fêmeas podem até liberar gametas, mas os ovos não são fertilizados ou são comidos.

Não há dimorfismo sexual evidente. Fêmeas adultas tendem a ser ligeiramente mais encorpadas, mas a diferença só aparece quando bem alimentadas. Não tente reproduzir forçando parâmetros: isso só estressa o peixe.

Saúde, doenças e erros que mais encurtam a vida dele

É um peixe resistente quando a água está estável, mas sofre com estresse crônico por falta de espaço, oxigênio baixo e variações bruscas de pH.

As doenças mais comuns são íctio (pontos brancos), infecções bacterianas por ferimentos e hidropisia em água mal cuidada. Ele também é sensível a tratamentos com cobre e a algicidas, que nunca devem ser usados para combater algas se ele estiver no aquário.

Três erros que mais matam o siamês:

  • Comprar o falso siamês agressivo achando que é o pacífico, gerando brigas e mortes.
  • Deixar sem comida após limpar as algas: ele emagrece rápido. Suplemente sempre.
  • Aquário sem tampa ou sem oxigenação: saltos e asfixia noturna são frequentes em aquários plantados com CO2 em excesso.

Quarentene novos peixes por 2 semanas e observe o ventre: ventre muito encovado indica desnutrição na loja. Prefira exemplares ativos, com faixa bem marcada e nadando contra a correnteza.

Perguntas frequentes

O comedor-de-algas-siamês come alga preta (BBA) mesmo?

Sim, quando jovem é um dos poucos peixes que comem BBA e algas filamentosas. Depois de 2 a 3 anos o apetite diminui e ele prefere ração.

Qual a diferença entre o verdadeiro e o falso siamês?

O verdadeiro tem faixa preta contínua até dentro da nadadeira caudal e apenas 1 par de barbilhões. O falso tem faixa interrompida antes da cauda e 2 pares de barbilhões.

Qual o tamanho mínimo de aquário para ele?

Mínimo de 150 litros para um exemplar e 200 litros ou mais para grupo, com aquário longo, boa correnteza e tampa.

Ele come plantas do aquário?

Não come plantas saudáveis, mas pode danificar musgos delicados ao pastar. Folhas largas como Anubias são geralmente poupadas e ficam mais limpas.

Pode criar com camarões e outros peixes pacíficos?

Sim, convive bem com tetras, rasboras, coridoras e camarões Amano. Filhotes de camarões pequenos podem ser comidos ocasionalmente.

Por que meu comedor-de-algas-siamês parou de comer algas?

É normal após adulto. Suplemente com pastilhas de fundo, spirulina e vegetais branqueados, e controle algas com manejo de luz e nutrientes.

Ele precisa ficar em cardume?

Vive bem sozinho ou em grupo de 3 a 6. Evite manter apenas dois, pois um pode dominar o outro em aquário pequeno.

Você sabia?

1

O único que encara a alga preta

Entre os peixes de aquário comuns, o comedor-de-algas-siamês é um dos poucos que realmente come alga preta (Audouinella) quando jovem, enquanto otocinclus e ancistrus a ignoram.

2

Um par de barbilhões entrega o verdadeiro

O verdadeiro Crossocheilus oblongus tem apenas um par de barbilhões curtos; os falsos mais vendidos têm dois pares bem visíveis, detalhe que evita a compra errada.

3

Saltador surpreendente

Apesar do corpo alongado, ele salta com força e pode escapar por frestas de 2 cm na tampa, principalmente quando assustado ou com oxigênio baixo à noite.

4

Perde o gosto por alga com a idade

Depois de 2 a 3 anos, o apetite por algas cai e ele prefere ração; aquaristas experientes notam que exemplares velhos quase não raspam mais as folhas.

Fontes

  1. FishBase - Crossocheilus oblongus
  2. Seriously Fish - Siamese Algae Eater
  3. IUCN Red List

Prós e contras: Comedor-de-algas-siamês

Prós

  • Um dos poucos peixes que comem alga preta e filamentosa
  • Pacífico e compatível com a maioria dos comunitários
  • Muito ativo e longevo, vive até 10 anos
  • Não danifica plantas saudáveis
  • Resistente quando a água é estável e oxigenada

Contras

  • Cresce até 15 cm e não serve para aquários pequenos
  • Perde interesse por algas quando fica adulto
  • Facilmente confundido com espécies agressivas parecidas
  • Pode saltar do aquário se não houver tampa
  • Precisa de correnteza e filtragem forte
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o comedor-de-algas-siamês é o melhor peixe utilitário para aquário plantado, mas não é solução mágica para algas. Vale a pena pelo comportamento pacífico e pela eficiência quando jovem, desde que o tutor aceite que ele cresce, precisa de espaço e vai exigir ração variada depois.

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Sansão Monteiro
Escrito porSansão MonteiroEditor de Animais

Ele é criador de conteúdo sobre animais, com foco em raças de cães e gatos, comportamento, características físicas e cuidados essenciais. Através de pesquisa em fontes confiáveis, procura…

Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.