🍊 Frutíferas

Ameixeira-japonesa

Prunus salicina

Atualizado em

4 a 6 m (até 8 m)Tamanho
Sol plenoLuminosidade
ModeradaRega
2 a 4 anosPrimeiros frutos
ModeradaDificuldade
Ameixeira-japonesa carregada de frutos vermelhos maduros no pomar

A ameixeira-japonesa (Prunus salicina) é a ameixa mais cultivada no Brasil, diferente da ameixa-europeia. De origem chinesa, adaptou-se muito bem ao Sul e Sudeste por exigir menos frio e produzir frutos grandes, suculentos e de casca vermelha a roxa.

É uma árvore caducifólia de porte médio, que perde as folhas no inverno, floresce antes de brotar e frutifica entre junho e setembro. Para produzir bem, quase sempre precisa de outra variedade por perto para polinização cruzada e de poda anual para não virar só madeira.

Também conhecido como: Ameixa-japonesa, Ameixeira, Japanese plum (inglês), Prunus salicina, Ciruela japonesa (espanhol)

Faz parte de: Frutíferas do Brasil, Lista de Frutíferas

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Galeria de fotos de Ameixeira-japonesa

Ameixeira-japonesa carregada de frutos vermelhos maduros no pomar
Ameixeira-japonesa adulta em plena frutificação no inverno.
Close-up de ameixas-japonesas maduras na árvore
Frutos redondos de casca vermelha brilhante, típicos da Prunus salicina.
Flores brancas da ameixeira-japonesa em galhos sem folhas
Floração branca que surge antes da brotação das folhas.
Cesta de colheita com ameixas-japonesas frescas
Colheita de ameixas-japonesas no ponto firme para consumo.
Ameixa-japonesa cortada ao meio mostrando polpa suculenta e caroço
Polpa suculenta e caroço aderido, característica da espécie.
Muda enxertada de ameixeira-japonesa em vaso de viveiro
Muda enxertada, forma recomendada de plantio para frutificar cedo.
Ideal para

Ideal para quem tem quintal com sol pleno no Sul e Sudeste e busca uma frutífera de inverno produtiva e ornamental na florada. Funciona muito bem para quem pode plantar duas variedades compatíveis e tem disponibilidade para podar todo inverno. Também agrada quem gosta de geleias e compotas, pois a ameixa-japonesa rende polpa suculenta e ácida que equilibra bem o doce.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem mora em apartamento, varanda sombreada ou região quente sem horas de frio, onde ela quase não frutifica. Também não é indicada para quem tem pouco tempo ou busca frutífera que produz sozinha sem manejo, pois exige poda anual, polinização cruzada e controle constante de mosca-das-frutas.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, 6 a 8 horas de sol direto; sombra reduz drasticamente a frutificação
Solo
Fértil, profundo, bem drenado, com matéria orgânica; pH 5,5 a 6,5; não tolera encharcamento
Rega
Moderada; 2 a 3 vezes por semana no crescimento, reduzir na maturação
Temperatura
Clima subtropical/temperado; precisa de 100 a 500 h de frio <7,2 °C no inverno
Adubação
Orgânica no outono + NPK no fim do inverno e pós-colheita; calagem a cada 2 anos se necessário
Poda
Formação em taça aberta e poda de frutificação todo inverno (julho), com desbaste de ramos cruzados
Propagação
Enxertia sobre porta-enxerto de pessegueiro ou damasqueiro; semente não mantém a variedade

Perfil rápido de Ameixeira-japonesa

Calendário

Plantio da mudaJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
ColheitaJFMAMJJASOND

Encontrado em 3 países

  • China
  • Japão
  • Brasil

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Rosales
Família
Rosaceae
Gênero
Prunus
Espécie
Prunus salicina

Resumo

  • A ameixeira-japonesa é a Prunus salicina, de origem chinesa, que produz ameixas grandes de casca vermelha e polpa amarela ou vermelha no inverno brasileiro.
  • Exige sol pleno, inverno com 100 a 500 horas de frio abaixo de 7,2 °C e polinização cruzada entre duas variedades compatíveis para frutificar bem.
  • Frutifica de 2 a 4 anos quando enxertada, prefere solo fértil e bem drenado e precisa de poda anual de formação e frutificação.

Características

Ficha da frutífera

Nome popularAmeixeira-japonesa
Nome científicoPrunus salicina Lindl.
Família botânicaRosaceae
OrigemChina
Tamanho4 a 6 m de altura (até 8 m sem poda)
Tempo até frutificar2 a 4 anos (enxertada); 5 a 7 anos (por semente)
Época de frutificaçãoJunho a setembro no Brasil
LuminosidadeSol pleno, mínimo 6 horas/dia
RegaModerada, 2 a 3 vezes por semana
SoloFértil, profundo, bem drenado, pH 5,5 a 6,5
ClimaSubtropical e temperado; 100 a 500 horas de frio <7,2 °C
PropagaçãoEnxertia (principal), estaquia e semente
Cultivo em vasoPossível, vaso de 80 a 100 L com poda anual
Espaçamento5 x 4 m a 6 x 5 m

Perfil e comportamento

Necessidade de solMuito alto
Necessidade de águaMédio
Facilidade de cultivoMédio
Adequação a vasosBaixo
ProdutividadeAlto
Resistência a pragasMédio

Como reconhecer a ameixeira-japonesa: não é a ameixa-europeia

A ameixeira-japonesa é a Prunus salicina, enquanto a europeia é a Prunus domestica. Essa diferença importa porque muda tudo: exigência de frio, formato do fruto e até a necessidade de polinização.

A japonesa tem folhas alongadas, verde-brilhantes e com borda serrilhada fina, ramos mais abertos e copa arredondada. Perde todas as folhas no inverno e, antes de brotar, cobre-se de flores brancas com 5 pétalas, em grupos de 2 a 3.

O fruto é o melhor identificador. É redondo, grande (50 a 100 g), de casca lisa vermelha a roxo-escura e polpa amarela, vermelha ou arroxeada, bem suculenta. Diferente da europeia, que é mais oval e com polpa mais firme, a japonesa costuma ser mais suculenta e ácida perto da casca.

Quando e quanto ela frutifica no Brasil

No Brasil, a ameixeira-japonesa floresce entre julho e agosto e frutifica de agosto a outubro, com pico em setembro no Sul e Sudeste. No Nordeste serrano, pode antecipar para junho.

Uma árvore adulta bem conduzida produz 30 a 80 kg por safra, mas isso só acontece com polinização cruzada. A maioria das variedades é autoestéril e precisa de outra variedade compatível florindo ao mesmo tempo a até 15 metros de distância.

O fruto é climatérico: continua amadurecendo depois de colhido. Por isso, colha quando a casca já estiver vermelha, mas a polpa ainda firme. Se esperar amolecer na árvore, perde para pássaros e para a mosca-das-frutas.

Clima e horas de frio: onde ela realmente produz

Apesar do nome, ela é originária da China e foi melhorada no Japão e nos EUA. O nome pegou por causa das variedades japonesas que chegaram ao Brasil no início do século 20.

Ela precisa de inverno frio para quebrar a dormência. A maioria das variedades cultivadas aqui exige 100 a 400 horas abaixo de 7,2 °C. Sem esse frio, brota irregular, floresce pouco e aborta frutos.

Por isso produz bem no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo serrano, sul de Minas e regiões altas do Sudeste e Centro-Oeste. Em clima quente sem frio (litoral quente e Norte), até brota, mas quase não frutifica. Se você está em região quente, só vale com variedades de baixíssima exigência como Gulfblaze.

Como plantar ameixeira-japonesa do jeito certo

Plante muda enxertada, nunca por semente se quiser fruta igual à da variedade. A semente segrega muito e demora 5 a 7 anos para produzir.

A melhor época de plantio no Brasil é no inverno, de junho a agosto, com a muda dormente. Isso dá tempo de enraizar antes da primavera.

Escolha local com sol pleno e sem encharcamento. Abra cova de 60 x 60 x 60 cm, misture 15 a 20 litros de composto orgânico curtido, 200 g de calcário e 100 g de farinha de ossos. Plante mantendo o ponto de enxertia 5 cm acima do solo.

Se for plantar só uma árvore, plante duas variedades compatíveis. Sem isso, você terá flor e quase nada de fruto. Deixe 5 metros entre árvores no quintal; em pomar, use 5 x 4 m.

Luz, solo e rega ideais

Luz é inegociável. A ameixeira-japonesa precisa de mínimo 6 horas de sol direto. Sombra deixa a copa estiolada, reduz a floração e aumenta fungos.

O solo ideal é profundo, fértil, solto e bem drenado, com pH entre 5,5 e 6,5. Ela não tolera pé encharcado; solo argiloso compactado causa asfixia de raiz e cancro bacteriano.

Na fase de crescimento, regue 2 a 3 vezes por semana, molhando fundo. Na floração, evite molhar flores. Na maturação, reduza a rega para concentrar açúcar. Após a colheita, mantenha regas espaçadas até a queda das folhas.

Cultivo em vaso funciona?

Funciona como quebra-galho, não como pomar. Use vaso de 80 a 100 litros, com 60 cm de profundidade, substrato leve com 40% de composto orgânico e drenagem com argila expandida.

Em vaso, a árvore fica com 1,5 a 2,5 m com poda e produz menos (5 a 15 kg). Precisa de sol pleno, adubação mais frequente e proteção do frio em regiões muito frias, pois a raiz fica exposta.

Poda e adubação para não ter só folha

Sem poda, a ameixeira-japonesa vira uma árvore alta, com fruto pequeno e só na ponta dos ramos. A poda é o que garante produção.

Faça poda de formação em taça aberta nos dois primeiros anos, com 3 a 4 pernadas principais. Isso abre a copa para luz e ar.

A poda de frutificação deve ser feita no inverno, em julho, quando a árvore está sem folhas. Encurte ramos do ano em 1/3, remova ramos cruzados, secos e ladrões da base. Nunca pode podar forte após a brotação.

Adube em três momentos: no fim do inverno (NPK 10-10-10 ou 04-14-08), após a colheita e com matéria orgânica no outono. Excesso de nitrogênio na primavera gera muito broto e pouca flor. Em solos pobres, faça calagem a cada 2 anos.

Principais variedades e qual escolher para o Brasil

Escolher variedade por cor bonita é o erro mais comum. O certo é escolher por horas de frio da sua região e compatibilidade de polinização.

Variedade Horas de frio Polpa e casca Destaque
Gulfblaze 250 h Polpa amarela, casca vermelha Baixa exigência, ideal para Sudeste quente
Reubennel 300-400 h Polpa amarela, casca vermelha-escura Muito produtiva, boa para São Paulo e Sul
Santa Rosa 300-400 h Polpa âmbar-avermelhada, casca roxa Auto-fértil parcial, ótima polinizadora
Irati 300 h Polpa amarela, casca vermelha Criada pelo IAPAR, adaptada ao Paraná
Letícia 350-450 h Polpa vermelha, casca roxa Fruto grande, exige frio do Sul serrano

Na nossa avaliação, para quintal no Sudeste, a combinação Reubennel + Santa Rosa é a mais segura. Para quem tem pouco frio, Gulfblaze + Reubennel polinizam bem entre si.

Pragas, doenças e erros que mais frustram iniciantes

Os três problemas que mais derrubam a produção são mosca-das-frutas (Anastrepha spp. e Ceratitis capitata), podridão-parda (Monilinia fructicola) e ferrugem da ameixeira.

A mosca fura o fruto para pôr ovos e a larva apodrece a polpa por dentro. Use ensacamento de frutos, coleta de frutos caídos e armadilha com suco ou proteína hidrolisada. Não deixe fruta bichada no chão.

A podridão-parda aparece como mancha marrom que mofa em tempo úmido na flor e no fruto. Poda para arejar a copa, remova frutos mumificados e evite molhar a copa. Ferrugem causa pústulas amarelas nas folhas e desfolha precoce; retire folhas doentes e melhore a ventilação.

  • Erro 1: plantar uma única variedade isolada e esperar lotar de fruta.
  • Erro 2: podar no verão com força, eliminando as gemas de flor do próximo inverno.
  • Erro 3: adubar só com esterco fresco ou muito nitrogênio, que queima raiz e atrasa a dormência.
  • Erro 4: regar todo dia em solo argiloso, causando gomose e morte de raízes.

Colheita, conservação e uso na cozinha

Colha com cuidado, torcendo levemente o fruto para não puxar o ramo. O ponto ideal é quando a casca está totalmente colorida e o fruto cede levemente ao toque, mas ainda firme.

Na geladeira, dura 5 a 10 dias. Se colhida meio verde, amadurece em 2 a 3 dias fora da geladeira. Congela bem sem caroço para sucos.

É uma fruta versátil: consumo in natura, geleias, compotas, chutney, licor e ameixa seca caseira. Por ser mais ácida que a europeia, equilibre com açúcar na geleia e deixe a casca para dar cor.

Perguntas frequentes

Ameixeira-japonesa precisa de outra árvore para dar fruto?

Na maioria das variedades, sim. Elas são autoestéreis e precisam de outra variedade compatível florindo ao mesmo tempo para polinização cruzada por abelhas.

Quanto tempo demora para dar ameixa?

Muda enxertada bem cuidada começa a produzir entre 2 e 4 anos. Por semente demora 5 a 7 anos e não mantém as características da planta mãe.

Posso plantar ameixeira-japonesa em região quente?

Só com variedades de baixa exigência de frio, como Gulfblaze, e ainda assim a produção será menor. Sem 100 a 250 horas de frio, ela floresce pouco.

Qual a diferença entre ameixa-japonesa e europeia?

A japonesa (Prunus salicina) tem fruto redondo, suculento e casca vermelha, exige menos frio e precisa de polinização cruzada. A europeia (Prunus domestica) é mais oval, de polpa firme e exige mais frio.

Quando podar a ameixeira-japonesa?

No inverno, em junho ou julho, com a árvore sem folhas. Faça poda de formação em taça e encurte ramos do ano para estimular gemas de flor.

Dá para cultivar em vaso?

Dá, mas com limitações. Use vaso de 80 a 100 litros, sol pleno e poda anual para manter 1,5 a 2,5 m. A produção será bem menor que no solo.

Como combater a mosca-das-frutas na ameixa?

Recolha frutos caídos diariamente, ensaque os frutos, use armadilhas com proteína hidrolisada e colha no ponto firme, sem deixar fruta muito madura na árvore.

Você sabia?

1

Nome enganoso

Apesar de se chamar japonesa, a espécie é nativa da China. Foi levada ao Japão há séculos e de lá ganhou fama mundial após melhoramento nos EUA por Luther Burbank.

2

Flores antes das folhas

Ela floresce com a copa ainda pelada, no fim do inverno. Essa floração precoce a torna muito ornamental, mas também vulnerável a geadas tardias que queimam as flores.

3

Precisa de parceira

A maioria das variedades é autoestéril. Sem outra ameixeira-japonesa diferente florindo junto, a abelha até visita, mas quase nenhum fruto vinga.

4

Casca que engana

A cor da casca não indica a cor da polpa. Variedades de casca bem roxa podem ter polpa amarela, e algumas de casca vermelha-clara escondem polpa vermelha intensa.

Fontes

  1. Embrapa
  2. Instituto Agronômico (IAC)
  3. IAPAR / IDR-Paraná

Prós e contras: Ameixeira-japonesa

Prós

  • Frutos grandes, suculentos e muito produtivos no Sul e Sudeste
  • Floração branca ornamental no inverno, antes das folhas
  • Variedades adaptadas ao Brasil com baixa exigência de frio
  • Boa para consumo fresco, geleias e compotas
  • Madeira e copa de porte médio, adequada para quintal com espaço

Contras

  • Exige horas de frio e falha em clima quente sem variedade certa
  • Precisa de polinização cruzada entre duas variedades
  • Necessita poda anual obrigatória para frutificar bem
  • Suscetível a mosca-das-frutas e podridão-parda em clima úmido
  • Não é adequada para vaso pequeno ou sombra
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a ameixeira-japonesa é uma das frutíferas mais gratificantes para quintal frio, mas é também uma das que mais frustram quem planta uma muda isolada sem planejar polinização e poda. Se você puder plantar um par compatível e podar todo inverno, ela entrega beleza e colheita farta onde poucas frutíferas produzem.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.