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Cravo-do-mar

Armeria maritima

Atualizado em

15 a 30 cm (40 cm com flor)Tamanho
Sol plenoLuminosidade
Baixa a moderadaRega
PereneCiclo de vida
FácilDificuldade
Cravo-do-mar adulto com touceira em almofada e flores em pompom rosa em jardim de pedras

O cravo-do-mar é uma herbácea perene formadora de almofadas densas, muito diferente dos cravos comuns. Reconhece-se pelas rosetas baixas de folhas finas como grama e pelas hastes rígidas que sustentam pompons globosos de flores rosadas.

Nativa de falésias e restingas do Hemisfério Norte, ela evoluiu para suportar vento, sal e solo pobre. No Brasil, funciona melhor no Sul e Sudeste, em jardins litorâneos, rocaille e vasos a pleno sol, onde entrega floração longa com pouca manutenção.

Também conhecido como: Cravo-do-mar, Relva-do-olimpo, Cravina-do-mar, Sea thrift, Sea pink

Faz parte de: Flores de Sol Pleno, Flores Ornamentais, Flores para Jardim, Flores para Vasos

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Galeria de fotos de Cravo-do-mar

Cravo-do-mar adulto com touceira em almofada e flores em pompom rosa em jardim de pedras
Cravo-do-mar adulto formando almofada densa com hastes florais.
Close-up do pompom floral rosa do cravo-do-mar
Detalhe do pompom esférico com dezenas de flores minúsculas.
Folhas estreitas em roseta basal do cravo-do-mar
Folhas finas em roseta que formam a almofada característica.
Cravo-do-mar cultivado em vaso de barro em varanda ensolarada
Cultivo em vaso largo com substrato arenoso e sol pleno.
Canteiro com cravo-do-mar em variações de cor rosa, branco e magenta
Variações de cor da floração em bordadura.
Paisagem litorânea com cravo-do-mar entre pedras e areia
Uso paisagístico em jardim costeiro resistente à maresia.
Ideal para

Ideal para quem mora no litoral ou tem jardim de sol pleno com solo arenoso e quer cor sem rega diária. Também funciona muito bem para quem cultiva em vasos na varanda ensolarada e busca uma perene compacta que atrai polinizadores e exige pouca adubação. É perfeita para iniciantes que gostam de rocaille, bordaduras e jardins de pedras, pois forma almofadas organizadas e vive anos sem precisar de trocas constantes.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem só tem varanda sombreada ou interior de apartamento, pois sem 6 horas de sol ela não floresce e definha. Também não é indicada para quem tem solo argiloso encharcado ou rotina de rega diária, já que o excesso de água apodrece a coroa rapidamente. Quem busca flores grandes, perfumadas ou de corte tradicional pode se frustrar, pois os pompons são pequenos e mais ornamentais para conjunto do que para buquê isolado.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, mínimo 6 horas diretas; meia-sombra enfraquece e impede floração
Rega
Baixa a moderada; deixar secar entre regas, reduzir no inverno
Solo
Arenoso, pedregoso, muito bem drenado, pH 5,5 a 7,5; evitar solo argiloso
Temperatura
Prefere 5 °C a 25 °C; tolera geada leve e maresia, sofre com calor úmido >30 °C
Adubação
Leve, 1 vez na primavera com fórmula rica em fósforo; excesso de nitrogênio prejudica flor
Poda
Remover hastes secas na base e limpar folhas velhas no fim do inverno
Propagação
Divisão de touceira no outono ou sementes no fim do verão (14 a 21 dias para germinar)

Perfil rápido de Cravo-do-mar

Calendário

Plantio / DivisãoJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
SemeaduraJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica
  • PessoasNão tóxica

Considerada não tóxica para cães e gatos, mas ingestão em grande quantidade pode causar desconforto gastrointestinal. Consulte veterinário se houver ingestão.

Encontrado em 7 países

  • Portugal
  • Espanha
  • França
  • Reino Unido
  • Irlanda
  • Estados Unidos
  • Canadá

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Magnoliophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Caryophyllales
Família
Plumbaginaceae
Gênero
Armeria
Espécie
Armeria maritima

Resumo

  • Cravo-do-mar é a herbácea perene Armeria maritima, de touceira em almofada com folhas estreitas e flores em pompom rosa, branco ou lilás.
  • Precisa de sol pleno, solo arenoso muito bem drenado e pouca água, tolerando maresia, vento e geadas leves melhor que a maioria das flores ornamentais.
  • Floresce da primavera ao verão por 6 a 8 semanas e se propaga por sementes ou divisão de touceira no outono.

Características

Ficha da flor

Nome popularCravo-do-mar
Nome científicoArmeria maritima
Família botânicaPlumbaginaceae
OrigemLitoral da Europa, América do Norte e Ártico
Tipo de plantaHerbácea perene entouceirada
Ciclo de vidaPerene
Tamanho15 a 30 cm de altura (hastes florais até 40 cm)
LuminosidadeSol pleno (mínimo 6 horas)
RegaBaixa a moderada, solo secar entre regas
SoloArenoso, muito bem drenado, pobre a moderado, pH 5,5 a 7,5
Temperatura5 °C a 25 °C, tolera geada leve e maresia
PropagaçãoSementes e divisão de touceira
Toxicidade para petsNão tóxica (consultar veterinário em caso de ingestão)
FloraçãoPrimavera ao verão, 6 a 8 semanas

Perfil e comportamento

Necessidade de luzMuito alto
Necessidade de águaBaixo
Facilidade de cultivoAlto
Adequação a vasosAlto
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioAlto
Tolerância ao calorMédio
Valor ornamentalAlto

O que é o cravo-do-mar e como reconhecer na hora

O cravo-do-mar é a Armeria maritima, uma perene de litoral que nada tem a ver com o cravo de corte Dianthus. O nome popular engana, mas a família é outra: Plumbaginaceae.

Você identifica pela touceira em almofada bem compacta, com folhas estreitas, rígidas e verde-escuras que lembram grama. Do centro saem hastes finas, sem folhas, de 20 a 40 cm, cada uma com um pompom esférico de 2 a 3 cm no topo.

Cada pompom é na verdade uma inflorescência com dezenas de flores minúsculas de cinco pétalas. Quando abre, parece um confete rosa sobre um tapete verde. Depois de polinizada, forma aquênios secos bem leves.

Por que ele não é um cravo de verdade

A confusão vem do formato e do nome, mas a diferença é clara no campo. Cravos e cravinas (Dianthus) têm folhas opostas, acinzentadas e flores com pétalas recortadas e perfume forte de cravo. O cravo-do-mar tem folhas em roseta basal, sem perfume marcante e flores em esfera perfeita.

Outro ponto é o habitat. Dianthus prefere canteiros férteis e protegidos. Armeria é halófita facultativa: cresce em fendas de rocha, dunas e falésias batidas por sal. Essa adaptação explica sua tolerância única à maresia.

Na prática, se a planta forma almofada rasteira que aguenta vento e solo pobre, é Armeria. Se forma touceira ereta com flor grande e recortada, é Dianthus.

Luz, solo e clima onde ele prospera no Brasil

O cravo-do-mar é planta de sol pleno absoluto. Precisa de pelo menos 6 horas de sol direto para florir bem. Em meia-sombra, estica, tomba e quase não floresce.

O solo precisa ser muito bem drenado e até pobre. Misturas com 50% de areia grossa, pedrisco ou perlita funcionam melhor que substrato rico. Solo encharcado apodrece a coroa em poucos dias, principalmente no verão úmido.

No Brasil, vai melhor em clima subtropical e temperado, como Sul, Sudeste serrano e litoral com brisa constante. Tolera geada leve até cerca de -5 °C e calor moderado até 28 °C, mas sofre com calor úmido prolongado acima de 30 °C sem ventilação.

Se você mora em região quente e úmida, cultive em vaso de barro com furos extras e levante a touceira sobre brita para garantir drenagem e circulação de ar.

Como plantar cravo-do-mar: semente e divisão

Há duas formas confiáveis. A divisão de touceira é a mais rápida e fiel. No outono (março a maio), retire a planta-mãe, separe rosetas com raízes e replante com espaçamento de 20 a 30 cm.

Por sementes, semeie no fim do verão em sementeira com substrato arenoso. Cubra levemente, mantenha úmido mas nunca encharcado. A germinação ocorre em 14 a 21 dias a 15-18 °C. Transplante quando tiver 4 a 6 folhas verdadeiras.

Em canteiro, prepare cova rasa e larga, não profunda. A coroa deve ficar no nível do solo, nunca enterrada. Regue uma vez para assentar e depois só quando o substrato secar nos 2 cm superficiais.

Plantio em vaso

Escolha vaso baixo e largo, de 20 a 25 cm de diâmetro, com camada de drenagem de 3 cm de argila expandida. Use substrato para suculentas ou para rosas com areia extra. O cravo-do-mar fica excelente em bacias, jardineiras e vasos de cimento expostos ao sol.

Como cuidar sem errar: rega, adubação e poda

A rega é o ponto crítico. Depois de pegada, a planta prefere seca entre regas. No canteiro, 1 vez por semana no verão e quinzenal no inverno costuma bastar. Em vaso, regue quando o substrato estiver seco ao toque.

Adubação deve ser leve. Excesso de nitrogênio gera folhas e pouca flor. Aplique uma vez no início da primavera com adubo equilibrado 4-14-8 ou orgânico curtido bem diluído. Em solos já arenosos, metade da dose recomendada é suficiente.

A poda é simples: remova hastes florais secas na base assim que o pompom murchar. Isso prolonga a floração e evita que a planta gaste energia com sementes. No fim do inverno, faça limpeza de folhas secas sem cortar a roseta.

Não precisa de tutoramento. As hastes são naturalmente rígidas e resistem ao vento, uma das vantagens da espécie em áreas costeiras.

Floração e cores: quando e como floresce

No Brasil, a floração principal vai de setembro a janeiro, com pico em outubro e novembro. Em clima ameno, pode repetir uma segunda leva menor no outono se as hastes forem cortadas.

Cada haste abre um único pompom que dura 10 a 15 dias, mas a touceira produz hastes sucessivas por 6 a 8 semanas. As cores mais comuns são rosa-claro, rosa-intenso, branco e lilás-magenta. Cultivares como ‘Alba’ (branco puro) e ‘Splendens’ (rosa forte) são as mais encontradas.

As flores são muito atrativas para abelhas, borboletas e sirfídeos, mas não têm perfume forte. Para arranjos, corte hastes com 2/3 das flores abertas pela manhã e use em buquês secos: o pompom mantém a forma depois de seco.

Pragas, doenças e os erros que matam a touceira

É uma planta rústica, mas sofre com podridão de coroa e raiz por Phytophthora e Pythium quando o solo fica úmido. O sintoma é o centro da almofada que amarela e amolece. A prevenção é só drenagem e evitar molhar a roseta.

Pulgões podem atacar botões na primavera, e lesmas gostam das folhas novas em locais sombreados. Remova manualmente e melhore a insolação. Ferrugem aparece como pontos alaranjados se houver pouca ventilação.

Os três erros mais comuns são: plantar na sombra, usar substrato rico e regar todo dia. Todos levam ao mesmo fim: touceira rala, sem flor e com podridão. Em litoral, evite plantar em depressões onde a água salgada empoça.

Uso no jardim e em vasos: onde ele brilha

O cravo-do-mar foi feito para bordaduras, rocaille, muros de pedra e jardins costeiros. A almofada densa funciona como forração que segura solo arenoso e abafa mato espontâneo.

Em vasos, combina com lavanda, festuca-azul e sedum, que pedem as mesmas condições de sol e pouca água. Em canteiros, plante em grupos de 5 a 7 mudas para criar mancha de cor, não isolada.

Por ser compacto e de crescimento lento, não invade. Uma touceira leva 2 a 3 anos para atingir 30 cm de diâmetro e pode viver mais de 8 anos com divisão a cada 3 anos para rejuvenescer.

Característica Cravo-do-mar (Armeria) Cravina (Dianthus)
Família Plumbaginaceae Caryophyllaceae
Folha Roseta basal fina, verde-escura Oposta, acinzentada, cerosa
Flor Pompom esférico pequeno Flor grande com pétalas recortadas
Tolerância à maresia Alta Baixa
Solo ideal Arenoso e pobre, muito drenado Fértil e bem drenado

Perguntas frequentes

Cravo-do-mar é o mesmo que cravo ou cravina?

Não. Cravo-do-mar é Armeria maritima, da família Plumbaginaceae, com flores em pompom. Cravo e cravina são Dianthus, da família Caryophyllaceae, com pétalas recortadas e perfume forte.

Pode plantar cravo-do-mar em vaso?

Sim, e vai muito bem. Use vaso largo com 20 a 25 cm, substrato arenoso e drenagem reforçada, sempre em sol pleno.

Quanto tempo dura a floração?

A touceira floresce por 6 a 8 semanas na primavera-verão, com cada pompom durando 10 a 15 dias e novas hastes surgindo em sequência.

Precisa de muita água?

Não. Prefere solo que seque entre regas. Em canteiro, 1 vez por semana no verão basta; em vaso, regue só quando o substrato secar.

Cravo-do-mar aguenta maresia?

Sim, é uma de suas principais qualidades. Tolera vento, sal e solo pobre, por isso é indicada para jardins costeiros e rocallas.

Como fazer a muda?

A forma mais fácil é dividir a touceira no outono, separando rosetas com raiz. Também pode semear no fim do verão, com germinação em 14 a 21 dias.

É tóxica para cachorro e gato?

É considerada não tóxica para pets, mas a ingestão de folhas ou flores pode causar leve desconforto. Em caso de ingestão, consulte um veterinário.

Você sabia?

1

Moeda britânica

O cravo-do-mar estampou a moeda de 3 pence do Reino Unido de 1937 a 1952, escolhido como símbolo das áreas costeiras britânicas.

2

Almofada que segura a duna

A roseta densa forma uma almofada que retém areia e umidade e reduz a erosão, por isso é usada em projetos de recuperação de restingas na Europa.

3

Raiz pivotante profunda

Apesar de baixa, desenvolve raiz pivotante que pode passar de 40 cm para buscar água em fendas de rocha, o que explica sua resistência à seca.

4

Indicadora de metal no solo

Em alguns locais do norte da Europa, populações de Armeria maritima toleram solos com cobre e chumbo e são usadas como bioindicadoras de contaminação.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  3. Royal Horticultural Society (RHS)
  4. Missouri Botanical Garden

Prós e contras: Cravo-do-mar

Prós

  • Extremamente resistente à maresia, vento e solo pobre
  • Floração prolongada e muito atrativa para polinizadores
  • Perene de vida longa e baixa manutenção após estabelecida
  • Compacta e não invasiva, ideal para vasos e bordaduras
  • Tolera geada leve e seca moderada

Contras

  • Exige sol pleno; não floresce bem na sombra
  • Não tolera solo encharcado, apodrece fácil com excesso de água
  • Sofre com calor úmido intenso e pouca ventilação
  • Flores pequenas, pouco impacto como flor de corte isolada
  • Crescimento lento para fechar canteiro rapidamente
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o cravo-do-mar é uma das perenes mais subestimadas para jardins litorâneos no Brasil: entrega impacto visual com exigência hídrica mínima, mas falha quando tratado como flor anual de canteiro fértil. Vale mais como forração estrutural e vaso de sol do que como flor de corte.

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Cacilda Massema
Escrito porCacilda MassemaEngenheira Agrônoma

Com experiência no universo das plantas, dedica-se à pesquisa e produção de conteúdos sobre cultivo, identificação de espécies, plantas ornamentais, flores, árvores e frutíferas. Partilha conhecimentos práticos sobre…

Feliciano Murene
Revisão especializadaFeliciano MureneVeterinário

Feliciano Murene é professor e criador de conteúdo. Formado em Biologia, possui cerca de 5 anos de experiência em sala de aula e atua na produção de conteúdos…

Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.