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Catléia-de-harrison

Cattleya harrisoniana

Atualizado em

30 a 45 cm de alturaTamanho
Luz filtrada intensaLuminosidade
Moderada, 2 a 3x/semanaRega
PereneCiclo de vida
IntermediáriaDificuldade
Catléia-de-harrison adulta florida em vaso de barro com flores rosa-lilás

A Catléia-de-harrison é uma orquídea epífita e litófita endêmica da Mata Atlântica do Sudeste do Brasil, muito valorizada por suas flores grandes em tom rosado-lilás com labelo mais escuro e perfume doce. É uma espécie de crescimento simpodial, com pseudobulbos alongados e duas folhas coriáceas no topo, que floresce no inverno e se adapta muito bem ao cultivo em vasos, cascas e troncos.

Diferente de híbridos modernos de Cattleya, a harrisoniana mantém porte compacto e floração em cacho, com 3 a 6 flores por haste que duram de 15 a 25 dias. Na nossa avaliação, é uma das melhores orquídeas nativas para quem quer começar com espécies brasileiras puras sem abrir mão de impacto ornamental.

Também conhecido como: Cattleya harrisoniana, Orquídea-de-harrison, Cattleya de Harrison

Faz parte de: Flores Ornamentais, Flores para Vasos, Flores Perenes

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Galeria de fotos de Catléia-de-harrison

Catléia-de-harrison adulta florida em vaso de barro com flores rosa-lilás
Catléia-de-harrison florida em vaso, com cacho de flores rosa-lilás.
Close-up da flor da Catléia-de-harrison mostrando pétalas e labelo
Detalhe da flor com labelo púrpura e garganta amarela característicos.
Pseudobulbos e folhas coriáceas da Catléia-de-harrison
Pseudobulbos alongados com duas folhas no topo, típicos da espécie.
Catléia-de-harrison cultivada em tronco com raízes expostas
Cultivo em tronco, que reproduz o habitat epífito natural.
Coleção de Catléia-de-harrison em orquidário com sombrite
Orquidário com vasos de Catléia-de-harrison sob luz filtrada.
Catléia-de-harrison crescendo sobre rochas na Mata Atlântica
Habitat natural litófito sobre rochas úmidas da Mata Atlântica.
Ideal para

Ideal para colecionadores de orquídeas brasileiras e para quem tem varanda ou janela bem iluminada e ventilada e quer uma espécie pura, perfumada e de porte compacto. Funciona muito bem em vasos de barro, placas e troncos, e recompensa com floração fiel no inverno quando recebe luz filtrada intensa.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem busca flor de corte para arranjos duradouros ou tem ambiente interno escuro e abafado sem ventilação. Também não é a melhor escolha para quem tem pouco tempo e tende a regar em excesso ou deixar o substrato encharcado, pois isso apodrece as raízes rapidamente.

Cultivo rápido

Luz
Luz filtrada intensa, 50 a 70% de sombreamento; sol direto só no início da manhã
Rega
Moderada, 2 a 3x/semana no verão e 1 a 2x no inverno; deixar secar levemente entre regas
Substrato
Casca de pinus média + carvão + brita; pH levemente ácido, muito aerado
Temperatura
15 °C a 28 °C; precisa de noites mais frescas no outono para florir
Umidade
50 a 70%; boa ventilação é mais importante que umidade alta
Adubação
NPK diluído quinzenal e orgânico de liberação lenta 2x/ano; lavar substrato mensalmente
Poda
Apenas remoção de flores secas e pseudobulbos mortos; sem poda de formação
Propagação
Divisão de touceira com no mínimo 3 a 4 pseudobulbos por muda, após floração

Perfil rápido de Catléia-de-harrison

Calendário

Plantio / ReplantioJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND

Toxicidade

  • PetsNão tóxica
  • PessoasNão tóxica

Ingestão pode causar irritação leve. Em caso de ingestão por pets ou crianças, observe e consulte veterinário ou médico.

Encontrado em 1 país

  • Brasil

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Liliopsida
Ordem
Asparagales
Família
Orchidaceae
Gênero
Cattleya
Espécie
Cattleya harrisoniana

Resumo

  • A Catléia-de-harrison (Cattleya harrisoniana) é orquídea perene e epífita da Mata Atlântica, com flores rosado-lilás perfumadas de 10 a 12 cm que surgem no inverno.
  • Prefere luz filtrada intensa, boa ventilação e substrato bem aerado à base de casca de pinus e carvão, com regas moderadas e período seco leve para induzir floração.
  • É não tóxica para pets, ideal para cultivo em vasos, placas e troncos, e floresce melhor quando recebe diferença de temperatura entre dia e noite e adubação equilibrada ao longo do ano.

Características

Ficha da flor

Nome popularCatléia-de-harrison
Nome científicoCattleya harrisoniana Bateman ex Lindl.
Família botânicaOrchidaceae
OrigemMata Atlântica do Sudeste do Brasil (RJ, ES, MG)
Tipo de plantaEpífita e litófita, simpodial
Ciclo de vidaPerene
Tamanho30 a 45 cm de altura; touceira com 40 a 60 cm de diâmetro
LuminosidadeLuz filtrada intensa (50 a 70% de sombreamento)
RegaModerada, substrato secar levemente entre regas
Solo/SubstratoBem aerado: casca de pinus, carvão, esfagno em pouca quantidade
Temperatura15 °C a 28 °C, com diferença dia/noite de 5 a 8 °C
PropagaçãoDivisão de touceira e semeadura in vitro
Toxicidade para petsNão tóxica (consulte veterinário se houver ingestão)
FloraçãoInverno, de junho a setembro

Perfil e comportamento

Necessidade de luzAlto
Necessidade de águaMédio
Facilidade de cultivoMédio
Adequação a vasosMuito alto
Resistência a pragasMédio
Tolerância ao frioBaixo
Tolerância ao calorAlto
Valor ornamentalMuito alto

Como reconhecer a Catléia-de-harrison de verdade

A Cattleya harrisoniana é frequentemente confundida com a Cattleya loddigesii, mas tem diferenças claras. A harrisoniana tem pseudobulbos mais longos e finos, com 20 a 35 cm, bifoliados, ou seja, com duas folhas coriáceas no topo.

As flores têm 10 a 12 cm de diâmetro, com pétalas e sépalas em tom rosa-lilás suave e labelo trilobado bem característico: amarelo na garganta e púrpura-magenta na parte frontal, com margem levemente ondulada. O perfume é doce e mais intenso pela manhã.

Cada haste floral nasce do topo do pseudobulbo maduro e traz 3 a 6 flores que abrem quase juntas. A duração é de 15 a 25 dias em local fresco e ventilado. Ao comprar, desconfie de plantas vendidas como harrisoniana com flor solitária ou labelo totalmente branco: provavelmente são híbridos.

Origem e habitat natural no Brasil

A espécie é endêmica da Mata Atlântica, ocorrendo naturalmente no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, entre 100 e 800 metros de altitude. Cresce como epífita sobre árvores e como litófita sobre rochas em encostas úmidas e bem iluminadas.

No habitat, recebe luz filtrada pela copa, alta umidade relativa e ventilação constante. As raízes ficam expostas, secam rapidamente após a chuva e voltam a absorver água na neblina da manhã. Esse ciclo de molha e seca é a chave para entender o cultivo em casa.

Por ser de distribuição restrita, a coleta na natureza é ilegal e ameaça as populações. Prefira sempre mudas de cultivo legalizado de orquidários registrados.

Floração, cores e perfume: o que esperar

A floração ocorre no inverno, entre junho e setembro, com pico em julho e agosto no Sudeste. A indução depende de luz forte, adubação equilibrada e leve redução de rega no outono.

A cor padrão é rosa-lilás, mas há variações de intensidade. Clones selecionados podem ser mais rosados ou mais lilás, sempre com labelo mais escuro. Formas albas (totalmente brancas) são extremamente raras na espécie pura e quase sempre são híbridos.

O perfume lembra baunilha com toque floral e serve para atrair abelhas Euglossini na natureza. Em casa, o aroma é mais perceptível em ambientes quentes e iluminados, e tende a diminuir após a primeira semana de flor aberta.

Luz, temperatura e ventilação ideais

Luz é o fator número um para fazer a harrisoniana florir. Ela precisa de luz filtrada intensa, com 50 a 70% de sombreamento. Folhas verde-claras e firmes indicam luz correta; folhas verde-escuras e moles indicam falta de luz.

Evite sol direto do meio-dia, que queima as folhas. O ideal é sol da manhã até 10h ou fim de tarde, ou uso de tela sombrite 50% em varandas e orquidários. Em apartamento, posicione perto de janela leste ou norte com cortina fina.

Temperatura ideal entre 15 °C e 28 °C. Ela tolera calor, mas sofre com frio abaixo de 10 °C. A diferença de 5 a 8 °C entre dia e noite no outono é o gatilho natural para a floração. Ventilação constante é obrigatória: ar parado favorece fungos e podridão.

Substrato, vaso e como plantar corretamente

Como epífita, ela não vai em terra. Use substrato extremamente aerado e de secagem rápida. A mistura clássica funciona muito bem:

  • 60% casca de pinus média (1 a 2 cm)
  • 20% carvão vegetal em pedaços
  • 10% pedra brita ou caco de telha no fundo para drenagem
  • 10% esfagno apenas para reter um pouco de umidade, sem encharcar

Prefira vaso de barro com furos laterais ou cachepô de plástico transparente vazado. Vasos muito grandes retêm umidade demais. O rizoma deve ficar ligeiramente acima da borda do substrato, nunca enterrado.

Para plantar em tronco ou casca de peroba, fixe a planta com barbante de algodão e um pouco de esfagno nas raízes. Em seis meses as raízes já se agarram. O cultivo em placa exige regas mais frequentes, mas dá florações muito naturais.

Quando replantar

Replante a cada 2 a 3 anos ou quando o substrato estiver esfarelando. A melhor época é logo após a floração, quando surgem brotações novas com pontas de raízes verdes. Evite dividir touceiras com menos de 6 pseudobulbos.

Rega, adubação e cuidados ao longo do ano

Regue 2 a 3 vezes por semana no verão e 1 a 2 vezes no inverno, sempre pela manhã. Molhe bem até escorrer e deixe secar levemente entre as regas. Raiz verde indica que ainda está úmida; raiz esbranquiçada pede água.

Use água de chuva, filtrada ou descansada. Água muito calcária mancha as raízes. Em dias muito secos, borrife água nas folhas cedo, sem deixar acumular no broto novo à noite.

Adubação deve ser fraca e frequente. Alterne:

  • Crescimento (primavera-verão): fórmula 20-20-20 ou 30-10-10 a cada 15 dias, bem diluída (1/4 da dose do rótulo)
  • Pré-floração (outono): fórmula 10-30-20 para estimular hastes
  • Manutenção: adubo orgânico de liberação lenta tipo Bokashi ou torta de mamona em pouca quantidade, 2 vezes ao ano

Faça uma lavagem mensal do substrato só com água para evitar acúmulo de sais. Não é necessário podar, apenas remova flores murchas e pseudobulbos secos com tesoura esterilizada.

Como fazer a Catléia-de-harrison florir todo ano

Se sua planta cresce mas não floresce, quase sempre é falta de luz ou excesso de nitrogênio. A partir de março, garanta luz mais intensa e reduza levemente as regas, sem deixar a planta murchar.

Mantenha a planta no mesmo lugar. Cattleyas não gostam de mudanças bruscas quando estão formando a espata (a capinha que protege o botão). Não corte a espata seca: muitas vezes o botão ainda se desenvolve dentro dela.

Outro ponto crucial é a maturidade do pseudobulbo. Só pseudobulbos formados na estação anterior florescem. Uma touceira jovem com 3 a 4 bulbos pode levar 2 a 3 anos após a divisão para voltar a florir bem.

Situação O que fazer
Folhas muito verdes e sem flor Aumentar luz filtrada e suspender adubo nitrogenado
Pseudobulbos enrugados Aumentar rega e verificar se raízes não apodreceram
Raízes pretas e moles Trocar substrato, cortar partes podres e reduzir rega
Botões amarelam e caem Evitar mudança de local, corrente de ar quente e falta de umidade

Pragas, doenças e erros que impedem a floração

As mais comuns são cochonilhas, pulgões e ácaros em ambiente seco e abafado. Inspecione a base das folhas e a face inferior. Remova manualmente com cotonete e álcool isopropílico e, se necessário, use óleo de neem no fim da tarde.

Podridão negra e manchas foliares aparecem com excesso de água e pouca ventilação. Corte a área afetada com margem de segurança, aplique canela em pó ou fungicida à base de cobre e melhore a circulação de ar.

Erros frequentes que travam o cultivo:

  • Vaso grande demais que mantém o centro sempre úmido
  • Substrato velho e compactado que sufoca as raízes
  • Regar à noite deixando água parada no broto
  • Adubar com dose cheia queimando pontas de raízes

É tóxica? Uso em arranjos e curiosidades de colecionador

A Cattleya harrisoniana é considerada não tóxica para cães e gatos segundo listas de orquídeas da ASPCA, mas a ingestão de partes da planta pode causar desconforto gastrointestinal leve. Em caso de ingestão, observe e consulte um veterinário.

Como flor de corte, dura pouco em água, por isso seu uso principal é como planta envasada, em exposição e coleção. Um exemplar bem cultivado valoriza muito uma coleção por ser espécie pura brasileira e não híbrido de laboratório.

Para colecionadores, vale buscar clones premiados com forma mais arredondada e labelo bem marcado. Na nossa avaliação, a harrisoniana entrega melhor custo-benefício que muitas Cattleyas importadas: é rústica, compacta e perfumada, desde que receba luz e ventilação corretas.

Perguntas frequentes

Catléia-de-harrison é a mesma que Cattleya loddigesii?

Não. São espécies distintas, embora parecidas. A harrisoniana tem pseudobulbos mais longos, duas folhas e labelo com garganta amarela e lobo frontal púrpura bem marcado.

Quanto tempo dura a flor da Catléia-de-harrison?

Cada flor dura de 15 a 25 dias em local fresco, sombreado e ventilado. A haste com 3 a 6 flores mantém o vaso florido por cerca de 3 semanas.

Por que minha Catléia-de-harrison não floresce?

As causas mais comuns são pouca luz, vaso grande demais, excesso de adubo nitrogenado e falta de diferença de temperatura entre dia e noite no outono.

Pode cultivar Catléia-de-harrison dentro de apartamento?

Pode, se ficar junto a janela bem iluminada com sol da manhã e boa ventilação. Em locais escuros ou abafados ela cresce fraca e não floresce.

Qual o melhor vaso para Catléia-de-harrison?

Vaso de barro com furos laterais ou vaso plástico vazado, pequeno e bem drenado, com substrato de casca de pinus e carvão. O rizoma deve ficar exposto.

Catléia-de-harrison é tóxica para gatos e cachorros?

É considerada não tóxica para cães e gatos, mas a ingestão de folhas ou flores pode causar vômito leve. Mantenha fora do alcance e consulte veterinário se houver ingestão.

Quando replantar e dividir a touceira?

Replante a cada 2 a 3 anos, logo após a floração (agosto a outubro), quando surgem brotos novos. Divida apenas touceiras com 6 ou mais pseudobulbos.

Você sabia?

1

Nome em homenagem a um inglês

Foi descrita em 1836 e batizada em homenagem a William Harrison, orquidófilo inglês que cultivou a primeira planta florida vinda do Brasil.

2

Epífita e litófita ao mesmo tempo

Na natureza cresce tanto sobre árvores quanto sobre pedras nuas em encostas da Mata Atlântica, agarrada com raízes grossas e esponjosas.

3

Confusão histórica com a loddigesii

Por décadas foi tratada como variedade de Cattleya loddigesii, mas hoje é reconhecida como espécie distinta por diferenças nos pseudobulbos e no labelo.

4

Perfume que muda ao longo do dia

O aroma adocicado é mais forte de manhã e em dias quentes, estratégia para atrair abelhas machos de orquídeas (Euglossini) que coletam fragrâncias.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa - Orquídeas
  3. Royal Botanic Gardens, Kew - Plants of the World Online

Prós e contras: Catléia-de-harrison

Prós

  • Espécie brasileira pura, muito valorizada por colecionadores
  • Flores grandes, perfumadas e de cor delicada rosa-lilás
  • Porte compacto, ideal para vasos, placas e espaços pequenos
  • Floração anual fiel no inverno quando bem cultivada
  • Considerada não tóxica para pets

Contras

  • Exige luz filtrada intensa e ventilação; não floresce no escuro
  • Sensível a substrato encharcado e a podridão de raízes
  • Precisa de diferença de temperatura dia/noite para induzir flor
  • Muda jovem pode levar 2 a 3 anos para florescer após divisão
  • Pouco indicada como flor de corte, murcha rápido na água
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a Catléia-de-harrison é a porta de entrada ideal para quem quer cultivar uma Cattleya espécie brasileira pura sem lidar com plantas gigantes. Ela exige luz e ventilação de verdade, mas quando bem posicionada, é mais rústica e fiel na floração que muitos híbridos caros.

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Escrito porCacilda MassemaEngenheira Agrônoma

Com experiência no universo das plantas, dedica-se à pesquisa e produção de conteúdos sobre cultivo, identificação de espécies, plantas ornamentais, flores, árvores e frutíferas. Partilha conhecimentos práticos sobre…

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Feliciano Murene é professor e criador de conteúdo. Formado em Biologia, possui cerca de 5 anos de experiência em sala de aula e atua na produção de conteúdos…

Última revisão em 15.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.