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Capuz-de-freira

Holmskioldia sanguinea

Atualizado em

2 a 4 m de alturaTamanho
Sol pleno a meia-sombraLuminosidade
ModeradaRega
PereneCiclo de vida
FácilDificuldade
Capuz-de-freira arbusto florido com flores em forma de chapéu vermelho

A capuz-de-freira (Holmskioldia sanguinea) é um arbusto escandente perene famoso pelas flores que parecem um chapéu chinês vermelho com uma coroa amarela ou alaranjada saindo do centro. De origem no Himalaia, ela se adaptou muito bem ao clima brasileiro e floresce justamente quando poucas plantas florescem: no outono e inverno.

Muito usada como cerca viva, treliça ou arbusto isolado, ela cresce rápido, aceita poda e atrai beija-flores e borboletas. É uma flor de sol pleno, rústica e de floração abundante, mas precisa de espaço e de podas regulares para não ficar rala e desordenada.

Apesar do nome parecido, não deve ser confundida com o acônito (Aconitum napellus), chamado de capuz-de-monge, que é extremamente tóxico. A capuz-de-freira ornamental dos jardins brasileiros é a Holmskioldia, de baixa toxicidade e cultivo muito mais simples em clima tropical e subtropical.

Também conhecido como: Chapéu-de-chinês, Chapéu-chinês, Holmskioldia, Chinese hat plant (inglês), Sombrero chino (espanhol)

Faz parte de: Flores de Sol Pleno, Flores Ornamentais, Flores para Jardim, Flores Perenes

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Galeria de fotos de Capuz-de-freira

Capuz-de-freira arbusto florido com flores em forma de chapéu vermelho
Capuz-de-freira em plena floração, com os característicos chapéus vermelhos.
Close-up da flor de capuz-de-freira mostrando chapéu vermelho e tubo amarelo
Detalhe da flor: o chapéu é o cálice e o tubo central é a corola.
Folhas e ramos da capuz-de-freira
Folhas ovaladas e serrilhadas da capuz-de-freira.
Capuz-de-freira conduzida em treliça como cerca viva florida
Uso como cerca viva florida em treliça.
Variedade amarela da capuz-de-freira
Variedade de flores amarelas, menos comum que a vermelha.
Beija-flor visitando flor de capuz-de-freira
Beija-flores são visitantes frequentes das flores tubulares.
Ideal para

Ideal para quem tem jardim ensolarado, cerca ou muro para cobrir e quer cor no outono-inverno, quando poucas plantas florescem. É ótima para tutores que gostam de atrair beija-flores e não querem uma planta exigente ou cheia de espinhos.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para apartamento, varanda pequena ou vaso interno, pois precisa de muito sol e espaço para se expandir. Também não é a melhor escolha para quem não pode podar regularmente, já que sem manejo ela fica rala, desordenada e com floração fraca.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno com pelo menos 6 horas diárias; tolera meia-sombra clara com menos flores
Solo
Fértil, leve e bem drenado; mistura com composto orgânico e areia; pH 6,0 a 7,0
Rega
Moderada, 2 a 3 vezes por semana no estabelecimento; reduzir no inverno
Temperatura
Prefere 18 °C a 30 °C; tolera frio leve, mas geada forte queima brotos
Adubação
NPK 4-14-8 no outono e matéria orgânica após a floração; evitar excesso de nitrogênio
Poda
Poda de formação após floração (ago-set), removendo até 1/3 e ramos cruzados
Propagação
Estacas semilenhosas de 15-20 cm no fim do inverno; sementes com germinação em 14-25 dias

Perfil rápido de Capuz-de-freira

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
PodaJFMAMJJASOND
AdubaçãoJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsBaixa / Não tóxica
  • PessoasBaixa / Não tóxica

Holmskioldia sanguinea é considerada de baixa toxicidade; ingestão pode causar irritação leve. Não confundir com Aconitum napellus (capuz-de-monge), altamente tóxico.

Encontrado em 4 países

  • Índia
  • Nepal
  • Butão
  • Mianmar

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Lamiales
Família
Lamiaceae
Gênero
Holmskioldia
Espécie
Holmskioldia sanguinea Retz.

Resumo

  • Capuz-de-freira é o arbusto Holmskioldia sanguinea, de flores em forma de chapéu vermelho com centro amarelo-alaranjado e floração no outono-inverno.
  • Prefere sol pleno, solo fértil e bem drenado, rega moderada e podas após a floração para manter formato compacto e floração cheia.
  • É perene, rústica e ótima para cercas vivas e treliças, atrai beija-flores, tem baixa toxicidade e se propaga fácil por estacas.

Características

Ficha da flor

Nome popularCapuz-de-freira, chapéu-de-chinês, holmskioldia
Nome científicoHolmskioldia sanguinea Retz.
Família botânicaLamiaceae
OrigemRegião do Himalaia (Índia, Nepal, Butão e Mianmar)
Tipo de plantaArbusto escandente (trepador apoiado)
Ciclo de vidaPerene
Tamanho1,5 a 4 m de altura e 1,5 a 3 m de largura
LuminosidadeSol pleno (mínimo 6h) ou meia-sombra clara
RegaModerada, 2 a 3 vezes por semana
SoloFértil, leve, bem drenado, pH 6,0 a 7,0
Temperatura18 °C a 30 °C; não tolera geada forte
PropagaçãoEstacas semilenhosas e sementes
Toxicidade para petsBaixa / Não tóxica (ingestão pode causar leve desconforto)
FloraçãoOutono e inverno, de maio a setembro

Perfil e comportamento

Necessidade de luzAlto
Necessidade de águaMédio
Facilidade de cultivoAlto
Adequação a vasosBaixo
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioMédio
Tolerância ao calorMuito alto
Valor ornamentalMuito alto

Como reconhecer a capuz-de-freira: o chapéu que vira flor

A capuz-de-freira verdadeira dos jardins brasileiros é a Holmskioldia sanguinea, e o nome descreve exatamente a flor. Cada flor tem duas partes: uma base em forma de chapéu ou prato achatado vermelho-tijolo com 2 a 3 cm de diâmetro e, saindo do centro desse chapéu, uma corola tubular amarela, laranja ou vermelha de 1,5 a 2 cm.

O conjunto lembra um chapéu chinês ou o capuz de uma freira, daí os nomes populares. As folhas são verde-escuras, ovaladas, com borda serrilhada e textura levemente áspera, muito diferentes das folhas recortadas do acônito. O arbusto tem ramos longos, arqueados e sem gavinhas, que se apoiam em muros e grades.

Na nossa avaliação, o erro mais comum é comprar como capuz-de-freira o Aconitum napellus (capuz-de-monge), de flores roxas em espiga e extremamente venenoso. São plantas de famílias e climas totalmente diferentes. Se a etiqueta mostra flores azuis ou roxas em forma de capacete, não é a Holmskioldia.

Onde plantar e como cultivar capuz-de-freira no Brasil

A capuz-de-freira funciona melhor como arbusto escandente a pleno sol, plantada junto a cercas, muros, alambrados ou pérgolas onde possa se apoiar. Ela não é trepadeira que se agarra sozinha, precisa ser amarrada e conduzida nos primeiros meses.

Em jardim, deixe 1,5 a 2 m de distância de outras plantas. Ela cresce rápido e fecha bem como cerca viva informal. Em vasos, só funciona em vasos grandes (mínimo 50 litros) e com tutoramento, mas a floração será menor.

O plantio ideal no Brasil é no final do verão ao outono (março a maio), para que a muda se estabeleça antes da floração de inverno. Em regiões quentes do Centro-Oeste e Nordeste, pode ser plantada o ano todo, evitando apenas os meses de sol mais forte sem irrigação.

Luz, solo e rega ideais para floração intensa

Luz é o fator decisivo. Com menos de 4 horas de sol, a planta fica com folhas bonitas mas quase sem flores. O ideal são 6 horas ou mais de sol pleno. Meia-sombra só funciona se for muito clara e arejada.

O solo deve ser fértil, fofo e bem drenado. Misture 2 partes de terra de jardim, 1 de composto orgânico e 1 de areia grossa. Ela não tolera encharcamento: raiz encharcada apodrece rápido. O pH entre 6,0 e 7,0 favorece a absorção de nutrientes.

Regue 2 a 3 vezes por semana no primeiro ano e em períodos secos. Depois de estabelecida, tolera curta estiagem, mas a floração cai se faltar água no outono. No inverno, reduza para 1 a 2 vezes por semana. Sempre regue na base, sem molhar as flores.

Floração, cores e uso em arranjos e cercas vivas

A grande vantagem da capuz-de-freira é florescer na entressafra: de maio a setembro, com pico em junho e julho. Cada ramo produz dezenas de chapéus que duram semanas, e a corola tubular cai antes, deixando o chapéu colorido por mais tempo.

As cores mais comuns são vermelho-alaranjado com centro amarelo, mas existem variedades de vermelho intenso, laranja e amarelo puro. Não há capuz-de-freira azul ou roxa: se for azul, é outra espécie.

  • Cerca viva: uso mais bonito e prático. Pode ser podada como arbusto de 1,6 m ou conduzida a 3 m como divisória.
  • Treliça e pérgola: ramos arqueados criam cascata florida muito visitada por beija-flores.
  • Arbusto isolado: no centro do jardim, com poda em forma de taça, vira ponto focal no inverno.

Como flor de corte, tem uso limitado porque murcha rápido, mas os chapéus secos mantêm a cor e podem ser usados em arranjos secos.

Como fazer mudas de capuz-de-freira: estaquia e sementes

A forma mais rápida e garantida é por estaca semilenhosa. É assim que viveiristas multiplicam para manter a cor idêntica à planta-mãe.

  1. Após a floração (agosto-setembro), corte ramos de 15 a 20 cm com 3 a 4 nós, sem flores.
  2. Remova as folhas da base, mantenha 2 folhas no topo e, se quiser, use hormônio enraizador.
  3. Plante em substrato úmido de areia + vermiculita, à meia-sombra, mantendo úmido por 20 a 30 dias.

Por sementes também é possível, mas mais lento. As sementes ficam dentro do chapéu seco. Colha quando o chapéu estiver marrom e semeie em sementeira rasa. A germinação leva 14 a 25 dias e a primeira floração só vem após 12 a 18 meses.

Quando transplantar

Transplante a muda quando tiver 20 a 30 cm e raízes visíveis no fundo do saquinho. Faça em dia nublado e regue bem na primeira semana.

Adubação e poda: o segredo para não virar cipó descontrolado

Sem poda, a capuz-de-freira vira um emaranhado de ramos longos com poucas flores nas pontas. Com poda certa, ela fica densa e florida por inteiro.

Adubação: use NPK 4-14-8 ou 10-10-10 no início do outono (março-abril) para estimular botões, e composto orgânico ou húmus após a floração para recuperar a planta. Duas adubações por ano bastam. Excesso de nitrogênio gera muita folha e pouca flor.

Poda: faça uma poda forte logo após a floração (agosto-setembro), cortando até 1/3 dos ramos e removendo galhos cruzados e secos. Durante o crescimento, faça beliscadas leves nas pontas para ramificar. Sempre use luvas e tesoura limpa.

Se quiser conduzir como trepadeira, selecione 3 a 5 ramos principais e amarre em arame ou grade, eliminando brotos da base.

Capuz-de-freira é tóxica? Riscos para pets e crianças

Esta é a dúvida que mais gera confusão. A Holmskioldia sanguinea é considerada de baixa toxicidade. Não consta nas listas de plantas altamente tóxicas para cachorro e gato, e a ingestão acidental de folhas ou flores costuma causar no máximo irritação leve ou desconforto gastrointestinal.

O perigo real é confundir com o acônito (Aconitum napellus), que também é chamado popularmente de capuz-de-monge e contém aconitina, um alcaloide cardiotóxico que pode ser fatal mesmo em pequenas doses. Todo o acônito é venenoso, inclusive raízes e sementes.

Na prática, mantenha qualquer planta ornamental fora do alcance de filhotes que roem tudo e oriente crianças a não levar flores à boca. Em caso de ingestão, procure veterinário ou serviço de saúde com uma amostra da planta.

Pragas, doenças e erros que matam a planta

A capuz-de-freira é rústica, mas sofre com três problemas principais quando mal manejada.

  • Pulgões e cochonilhas: aparecem em brotos novos na primavera. Lave com jato de água e use óleo de neem ou sabão de potássio.
  • Oídio (pó branco nas folhas): surge com pouca ventilação e meia-sombra úmida. Melhore o espaçamento e evite molhar a folhagem à noite.
  • Podridão de raiz: causada por solo compactado e rega excessiva. Se as folhas amarelecerem e murcharem mesmo com solo úmido, suspenda a rega e melhore a drenagem.

Erros comuns que impedem a floração: plantar na sombra, podar na época errada (antes da floração) e adubar com muito nitrogênio. Se a planta não floresceu no inverno, avalie luz e poda primeiro.

Curiosidades e por que vale ter no jardim

A Holmskioldia foi descrita em 1790 e recebeu o nome em homenagem ao botânico dinamarquês Johan Theodor Holmskiold. Apesar do nome europeu, é nativa de florestas montanhosas do Himalaia, entre 500 e 1.500 m de altitude, o que explica sua preferência por inverno ameno e seco.

No Brasil, ela se tornou popular em chácaras e sítios do Sudeste a partir da década de 1970 como alternativa à primavera (Bougainvillea) para quem queria cor no inverno sem espinhos. Cada chapéu funciona como plataforma de pouso para beija-flores, que enfiam o bico na corola tubular para alcançar o néctar.

Um detalhe pouco conhecido: o chapéu que vemos não é pétala, mas o cálice da flor que persiste após a queda da corola. Por isso a cor dura tanto tempo, mesmo depois que a parte tubular já caiu.

Perguntas frequentes

Capuz-de-freira gosta de sol ou sombra?

De sol pleno, com pelo menos 6 horas de sol por dia. Na sombra floresce pouco e fica estiolada.

Capuz-de-freira é venenosa?

A Holmskioldia sanguinea tem baixa toxicidade e não é considerada perigosa para pets e humanos, mas não deve ser ingerida. Não confunda com o acônito (Aconitum), que é altamente venenoso.

Quando a capuz-de-freira floresce?

No Brasil floresce no outono e inverno, de maio a setembro, com pico em junho e julho.

Pode plantar capuz-de-freira em vaso?

Pode, mas só em vasos grandes (50 litros ou mais) e com tutor. A floração é sempre melhor no chão.

Como fazer muda de capuz-de-freira?

Por estacas semilenhosas de 15 a 20 cm colhidas após a floração. Enraízam em 20 a 30 dias à meia-sombra.

Precisa podar?

Sim. Pode logo após a floração, entre agosto e setembro, removendo até um terço dos ramos para estimular brotação densa.

Atrai beija-flor?

Sim, muito. A corola tubular é rica em néctar e os chapéus servem de plataforma para os beija-flores.

Você sabia?

1

O chapéu não é pétala

A parte vistosa em forma de chapéu é o cálice, não a corola. Por isso ela permanece colorida por semanas mesmo depois que o tubo amarelo cai.

2

Nome que homenageia um dinamarquês

Holmskioldia homenageia Johan Theodor Holmskiold, botânico do século XVIII, embora a planta seja nativa do Himalaia e não da Dinamarca.

3

Floração na entressafra

Enquanto a maioria das tropicais floresce na primavera-verão, ela floresce no outono-inverno, entre maio e setembro, virando protagonista do jardim frio.

4

Confusão perigosa

Muita gente confunde capuz-de-freira com capuz-de-monge (Aconitum), que é altamente venenoso. São famílias diferentes e só a Holmskioldia é usada como ornamental de clima quente.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  3. Missouri Botanical Garden

Prós e contras: Capuz-de-freira

Prós

  • Floração abundante no outono-inverno, quando poucas plantas florescem
  • Muito atrativa para beija-flores e borboletas
  • Rústica, tolera calor e estiagem curta após estabelecida
  • Fácil de propagar por estacas e aceita bem poda de formação
  • Versátil como cerca viva, treliça ou arbusto isolado

Contras

  • Precisa de sol pleno; na sombra quase não floresce
  • Crescimento desordenado se não for podada anualmente
  • Exige espaço; não é ideal para vasos pequenos ou apartamentos
  • Ramos precisam ser amarrados, não se agarram sozinhos
  • Pode sofrer com oídio e pulgões se mal ventilada
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a capuz-de-freira é uma das melhores escolhas para quem quer floração de inverno sem dor de cabeça: rústica, generosa e muito visitada por beija-flores. Só vale a pena se você tiver sol pleno e disposição para podar uma vez ao ano; em vaso pequeno ou sombra, ela decepciona.

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Cacilda Massema
Escrito porCacilda MassemaEngenheira Agrônoma

Com experiência no universo das plantas, dedica-se à pesquisa e produção de conteúdos sobre cultivo, identificação de espécies, plantas ornamentais, flores, árvores e frutíferas. Partilha conhecimentos práticos sobre…

Feliciano Murene
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Feliciano Murene é professor e criador de conteúdo. Formado em Biologia, possui cerca de 5 anos de experiência em sala de aula e atua na produção de conteúdos…

Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.