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Cananga-do-japão

Kerria japonica

Atualizado em

1,5 a 3 m de alturaTamanho
Meia-sombra a sol suaveLuminosidade
Moderada, solo úmidoRega
PereneCiclo de vida
Fácil, rústicaDificuldade
Cananga-do-japão arbusto florido com flores amarelas dobradas em jardim

A Cananga-do-japão (Kerria japonica) é um arbusto ornamental de origem asiática muito valorizado pelas flores amarelo-ouro em formato de pompom. Apesar do nome, não tem parentesco com a cananga-verdadeira (ylang-ylang) e se destaca justamente por florir bem na meia-sombra, onde poucas floríferas prosperam.

Perene e de crescimento rápido, forma moitas densas de 1,5 a 3 metros com ramos arqueados e folhas serrilhadas que lembram framboeseira. No Brasil é cultivada principalmente na variedade dobrada 'Pleniflora', que não produz frutos e se espalha por brotações da raiz, sendo ótima para cercas vivas informais e cantos sombreados do jardim.

Também conhecido como: Rosa-japonesa, Kerria, Botão-de-ouro, Yamabuki

Faz parte de: Flores de Sombra, Flores Ornamentais, Flores para Jardim, Flores Perenes

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Galeria de fotos de Cananga-do-japão

Cananga-do-japão arbusto florido com flores amarelas dobradas em jardim
Cananga-do-japão em plena floração com flores amarelo-ouro em pompom.
Close-up das flores amarelas dobradas da Cananga-do-japão
Detalhe da flor dobrada da variedade Pleniflora.
Folhas serrilhadas e ramos verdes da Cananga-do-japão
Folhas serrilhadas e ramos verdes característicos.
Cananga-do-japão cultivada em vaso grande em varanda com meia-sombra
Cultivo em vaso grande para varandas com luz filtrada.
Cerca viva de Cananga-do-japão florida ao longo de muro
Uso como cerca viva informal e bordadura alta.
Variedade variegada Picta da Cananga-do-japão com folhas de borda creme
Variedade variegada Picta, valorizada pela folhagem.
Ideal para

Ideal para quem tem jardim com meia-sombra e busca um arbusto florífero fácil e de efeito rápido. Funciona muito bem para tutores que querem cor na primavera sem exigir sol pleno, podas técnicas ou regas diárias, e para quem valoriza cercas vivas informais com manutenção simples.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para apartamentos pequenos, varandas com sol forte da tarde ou para quem busca flor em vaso pequeno e sem espaço para conter rebentos. Também não é a melhor escolha para quem quer floração o ano todo ou tem pouco espaço e não pode controlar o espalhamento por estolões.

Cultivo rápido

Luz
Meia-sombra ou sol da manhã; evite sol forte da tarde
Rega
Moderada, mantendo solo levemente úmido; 2 a 3 vezes por semana
Solo
Fértil, leve, úmido e bem drenado; pH 6,0 a 7,0 com matéria orgânica
Temperatura
Ideal 15 a 25 °C; tolera geada leve e calor moderado com sombra
Adubação
Fim do inverno com NPK 4-14-8 ou farinha de ossos + composto; reforço orgânico pós-florada
Poda
Logo após a floração, em ramos velhos; nunca no outono/inverno
Propagação
Divisão de touceira, separação de rebentos e estacas semilenhosas na primavera/verão

Perfil rápido de Cananga-do-japão

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica
  • PessoasNão tóxica

Ingestão em grande quantidade pode causar leve desconforto gastrointestinal. Em caso de ingestão, consulte veterinário ou médico.

Encontrado em 3 países

  • Japão
  • China
  • Coreia do Sul

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Rosales
Família
Rosaceae
Gênero
Kerria
Espécie
Kerria japonica

Resumo

  • A Cananga-do-japão (Kerria japonica) é um arbusto perene de 1,5 a 3 m com flores amarelas dobradas em forma de pompom que floresce no fim do inverno e primavera.
  • Prefere meia-sombra, solo rico e úmido bem drenado e clima ameno a subtropical, tolerando frio moderado e calor sem sol forte direto.
  • Multiplica-se facilmente por divisão de touceira, estacas e separação de rebentos, exige poda logo após a floração e não é considerada tóxica para pets.

Características

Ficha da flor

Nome popularCananga-do-japão, Rosa-japonesa, Kerria
Nome científicoKerria japonica (L.) DC.
Família botânicaRosaceae
OrigemChina e Japão
Tipo de plantaArbusto lenhoso perene
Ciclo de vidaPerene
Tamanho1,5 a 3 m de altura x 1 a 2 m de largura
LuminosidadeMeia-sombra, sol da manhã ou luz filtrada
RegaModerada, 2 a 3 vezes por semana
SoloFértil, úmido, bem drenado, pH 6,0 a 7,0
PropagaçãoDivisão de touceira, estacas e rebentos
FloraçãoFim do inverno a primavera, até início do verão
Cores das floresamareloamarelo-ouro
Uso em arranjosJardim, cerca viva informal, vaso grande e flor de corte

Perfil e comportamento

Necessidade de luzMédio
Necessidade de águaMédio
Facilidade de cultivoMuito alto
Adequação a vasosMédio
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioAlto
Tolerância ao calorMédio
Valor ornamentalMuito alto

Como reconhecer a Cananga-do-japão: o pompom amarelo que não é rosa

A Cananga-do-japão é Kerria japonica, um arbusto da família Rosaceae sem relação com a cananga-de-ylang (Cananga odorata). O nome popular confunde, mas basta ver a flor para não errar.

Os ramos são verdes, finos e arqueados, mesmo no inverno, quando perdem parte das folhas. As folhas são alternas, oval-lanceoladas, com borda duplamente serrilhada e textura áspera, muito parecidas com as da framboeseira.

A flor mais comum no Brasil é a da variedade ‘Pleniflora’, totalmente dobrada, com 4 a 5 cm de diâmetro e pétalas numerosas que formam um pompom amarelo-ouro intenso. Existe também a forma simples, com 5 pétalas planas e centro visível, mas é rara por aqui.

Onde plantar e como usar no jardim e em vasos

Essa é uma das poucas floríferas que floresce bem na meia-sombra. Por isso funciona onde roseiras e hibiscos falham: sob copa rala de árvores, em corredores laterais, muros voltados a leste e varandas com luz filtrada.

No jardim, use como moita isolada, bordadura alta ou cerca viva informal. Ela entouceira por estolões e fecha bem o espaço em 1 a 2 anos, criando um maciço denso que esconde muros e grades sem precisar de tutoramento.

Em vasos, só vale para vasos grandes (mínimo 40 litros) e com rega atenta. O crescimento é vigoroso e a planta emite muitos rebentos; vaso pequeno limita a floração e exige divisão anual.

  • Combina bem com: hortênsias, azaleias, hostas e samambaias em canteiros de sombra luminosa.
  • Evite: sol forte da tarde no Sudeste e Centro-Oeste, que queima pétalas e desbota o amarelo.
  • Destaque: ramos verdes garantem interesse ornamental mesmo sem flores.

Luz, solo e clima ideais no Brasil

Luz é o ponto crítico. O ideal é meia-sombra com 3 a 4 horas de sol da manhã ou luz filtrada o dia todo. Sol pleno o dia inteiro reduz a floração e resseca demais; sombra fechada demais gera só folhas.

O solo deve ser fértil, fofo e constantemente úmido, mas nunca encharcado. Misture terra vegetal, composto orgânico e areia grossa em partes iguais. Ela não tolera solo compactado ou encharcado, que apodrece as raízes finas.

O clima preferido é subtropical e temperado, com inverno com algum frio. Vai muito bem no Sul e Sudeste, serra do Nordeste e áreas altas do Centro-Oeste. Tolera geadas leves a moderadas (até cerca de -10 °C) e calor até 30 °C se estiver protegida do sol forte. Em regiões muito quentes e secas, precisa de sombra e rega mais frequente.

Como plantar Cananga-do-japão passo a passo

O melhor período de plantio no Brasil é do outono ao início da primavera, quando a muda enraíza sem estresse de calor extremo. Mudas de viveiro já vêm com torrão e pegam fácil.

  1. Abra uma cova com o dobro do torrão e incorpore composto orgânico e húmus de minhoca.
  2. Posicione a muda na mesma profundidade em que estava no vaso, sem enterrar o colo.
  3. Complete com substrato, pressione levemente e regue abundantemente.
  4. Cubra o solo com mulching de folhas ou casca de pinus para manter a umidade.
  5. Nos primeiros 30 dias, mantenha o solo úmido e proteja do sol das 11h às 15h.

Para formar cerca, plante com espaçamento de 80 cm a 1 m entre mudas. Em vaso, use camada de drenagem com argila expandida e substrato rico em matéria orgânica.

Como cuidar: rega, adubação e poda que fazem diferença

Regue para manter o solo levemente úmido. Em geral, 2 a 3 vezes por semana, aumentando no verão e reduzindo no inverno. Toque o solo: se os 2 cm superficiais estiverem secos, é hora de regar. Folhas murchas ao meio-dia indicam falta d’água.

Adube duas vezes ao ano. No fim do inverno, use NPK 4-14-8 ou farinha de ossos + composto para estimular a floração. Após a florada, faça uma adubação de manutenção com composto orgânico para recuperar a folhagem.

A poda é o segredo para não perder flores. A Cananga-do-japão floresce em ramos do ano anterior (madeira velha). Pode logo após a floração, cortando até 1/3 dos ramos mais velhos e despontando os que já floriram. Nunca faça poda drástica no outono ou inverno, ou eliminará os botões.

Faça também limpeza anual de rebentos se quiser conter o espalhamento. Ela emite brotações a partir da raiz e pode se tornar invasiva em canteiros pequenos.

Floração e tipos: simples, dobrada e variegada

A floração principal ocorre do fim do inverno à primavera (julho a outubro na maior parte do Brasil), com pico em agosto-setembro. Em locais frios, pode dar uma segunda florada menor no verão.

Cada flor dura poucos dias, mas a abertura é sequencial e o efeito dura 3 a 5 semanas. A variedade dobrada ‘Pleniflora’ é estéril e não forma frutos, toda a energia vai para novas flores e brotações.

Variedade Flor Característica principal
Kerria japonica (tipo) Simples, 5 pétalas Mais rústica, forma frutos secos, rara no comércio
‘Pleniflora’ Dobrada, pompom denso A mais vendida no Brasil, floração abundante
‘Picta’ / ‘Variegata’ Simples, creme Folhas com borda branco-creme, ótima para folhagem
‘Golden Guinea’ Simples, grande Flor maior, até 6 cm, amarelo intenso

Se busca só flor, prefira ‘Pleniflora’. Se quer folhagem iluminada para sombra, a variegada ‘Picta’ é mais interessante, mesmo com floração menos vistosa.

É tóxica para pets e crianças?

A Cananga-do-japão não é considerada tóxica para cães e gatos nas principais bases de dados de plantas ornamentais. Não há registro de toxicidade grave por ingestão de folhas ou flores.

Como toda Rosaceae, pode conter traços de compostos cianogênicos nas sementes e causar desconforto gastrointestinal leve se ingerida em grande quantidade. Mantenha filhotes curiosos sob observação e, em caso de ingestão, consulte veterinário.

Para humanos, também não é classificada como tóxica, mas não é comestível. Evite uso medicinal caseiro e mantenha fora do alcance de crianças pequenas que possam levar pétalas à boca.

Pragas, doenças e problemas comuns

É bastante rústica e pouco atacada, mas pode sofrer em condições erradas.

  • Pulgões e ácaros: aparecem em brotações novas com tempo seco. Lave com jato d’água e use óleo de neem se persistir.
  • Mancha foliar e oídio: favorecidos por pouca circulação de ar e folhas molhadas à noite. Melhore o espaçamento e regue pela manhã.
  • Não floresce: causas mais comuns são poda na época errada, sombra excessiva ou falta de fósforo. Corrija a luz e adube no fim do inverno.
  • Amarelamento e queda de folhas: geralmente excesso de água ou solo compactado. Verifique a drenagem.

Na nossa avaliação, o erro número um no Brasil é plantar a pleno sol forte achando que toda flor precisa de sol o dia todo. Com a Cananga, isso encurta a floração e queima as bordas das folhas.

Curiosidades que pouca gente sabe sobre a Cananga-do-japão

O gênero Kerria é monotípico: tem apenas uma espécie, a Kerria japonica. Foi batizado em homenagem a William Kerr, jardineiro escocês que coletou a planta na China e a levou para Kew, em Londres, em 1804.

No Japão, onde é nativa, chama-se Yamabuki e é símbolo da primavera em jardins tradicionais e poesias antigas. A forma dobrada já era cultivada lá há séculos antes de chegar ao Ocidente.

Os ramos verdes fazem fotossíntese mesmo sem folhas, por isso a planta mantém um tom verde vivo no inverno e rebrota com vigor após geadas leves. É uma estratégia rara entre arbustos ornamentais.

Perguntas frequentes

Cananga-do-japão gosta de sol ou sombra?

Prefere meia-sombra ou sol suave da manhã. Sol forte o dia todo queima as flores e sombra fechada reduz a floração.

Quanto tempo demora para florir?

Mudas bem enraizadas florescem já na primeira primavera após o plantio, entre julho e outubro na maior parte do Brasil.

Pode cultivar Cananga-do-japão em vaso?

Sim, mas só em vasos grandes, com pelo menos 40 litros, solo fértil e rega regular. Precisa de divisão periódica para não entouceirar demais.

Quando e como podar?

Pode logo após a floração, cortando ramos velhos e despontando os que floriram. Evite podas no outono e inverno, pois remove os botões do ano seguinte.

Por que minha Cananga-do-japão não floresce?

Geralmente por poda na época errada, sombra excessiva ou falta de fósforo. Ajuste a luz e adube no fim do inverno.

Precisa de muita água?

Não. Mantenha o solo levemente úmido, regando 2 a 3 vezes por semana. Encharcamento causa apodrecimento de raízes.

É tóxica para cachorro e gato?

Não é considerada tóxica, mas a ingestão em grande quantidade pode causar desconforto gastrointestinal. Consulte um veterinário se houver ingestão.

Você sabia?

1

Gênero de uma espécie só

Kerria é um gênero monotípico, com apenas Kerria japonica. Toda a diversidade que vemos são variações dessa única espécie.

2

Flor estéril mais popular

A variedade mais vendida, 'Pleniflora', tem flores tão dobradas que não produz sementes nem frutos e só se multiplica por divisão.

3

Ramos que fotossintetizam

Os caules permanecem verdes o ano todo e continuam fazendo fotossíntese mesmo quando a planta perde folhas no inverno.

4

Confusão de nomes no Brasil

Apesar do nome, não tem parentesco com a cananga do perfume (Cananga odorata). O nome correto homenageia o coletor William Kerr.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  3. Royal Horticultural Society (RHS)

Prós e contras: Cananga-do-japão

Prós

  • Floresce bem na meia-sombra, onde poucas floríferas vão bem
  • Floração abundante e vistosa em pompom amarelo-ouro
  • Muito rústica e resistente a pragas
  • Crescimento rápido e fácil propagação por rebentos
  • Ramos verdes ornamentais mesmo sem flores

Contras

  • Se espalha por estolões e pode ficar invasiva sem controle
  • Floração concentrada na primavera, não o ano todo
  • Precisa de poda na época certa para não perder flores
  • Não tolera sol forte da tarde nem solo encharcado
  • Variedade dobrada mais comum é estéril e não atrai tantos polinizadores
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a Cananga-do-japão é uma das melhores escolhas para quem tem sombra luminosa e quer flor de verdade, não só folhagem. O amarelo pompom da 'Pleniflora' entrega impacto com rusticidade, desde que a poda respeite a floração em madeira velha.

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Cacilda Massema
Escrito porCacilda MassemaEngenheira Agrônoma

Com experiência no universo das plantas, dedica-se à pesquisa e produção de conteúdos sobre cultivo, identificação de espécies, plantas ornamentais, flores, árvores e frutíferas. Partilha conhecimentos práticos sobre…

Feliciano Murene
Revisão especializadaFeliciano MureneVeterinário

Feliciano Murene é professor e criador de conteúdo. Formado em Biologia, possui cerca de 5 anos de experiência em sala de aula e atua na produção de conteúdos…

Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.