🐶 Cachorros

Bedlington Terrier

Canis lupus familiaris

Atualizado em

38 a 44 cmTamanho
7,7 a 10,4 kgPeso
14 a 15 anosExpectativa de vida
AltaEnergia
Muito inteligenteTreino
Bedlington Terrier adulto de pelagem azul em pé na grama, vista de três quartos mostrando dorso arqueado

O Bedlington Terrier é um cachorro de tamanho médio-pequeno famoso pela aparência de cordeiro: cabeça em forma de pera, topete claro e dorso arqueado. Apesar do visual delicado, foi criado para caçar ratos, texugos e lontras nas minas do norte da Inglaterra.

É um terrier afetuoso, leal ao tutor e muito apegado à família, mas mantém coragem e energia de sobra para correr e cavar. Quase não solta pelos, exige tosa regular e pode viver até 15 anos quando bem cuidado.

Faz parte de: Raças de Cachorros Médios, Raças de Terrier

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Galeria de fotos de Bedlington Terrier

Bedlington Terrier adulto de pelagem azul em pé na grama, vista de três quartos mostrando dorso arqueado
Bedlington Terrier adulto com a silhueta arqueada e pelagem azul característica.
Retrato em close do rosto do Bedlington Terrier destacando cabeça em pera e orelhas com franjas
Detalhe da cabeça em pera, topete claro e orelhas aveludadas.
Filhote de Bedlington Terrier de pelagem areia com pelos cacheados
Filhote de Bedlington Terrier: cor ainda escura que clareia com a idade.
Bedlington Terrier correndo em parque mostrando agilidade
Apesar do ar delicado, é um terrier veloz e atlético.
Bedlington Terrier relaxando em casa sobre tapete claro
Calmo e apegado ao tutor dentro de casa.
Detalhe da pelagem cacheada do Bedlington Terrier nas cores azul e fígado
Pelagem dupla, cacheada e sem queda, nas cores azul e fígado.
Bedlington Terrier durante tosa característica de cordeiro feita na tesoura
Tosa na tesoura que esculpe o visual de cordeiro.
Bedlington Terrier treinando com tutor usando petiscos
Inteligente e sensível, aprende melhor com reforço positivo.
Ideal para

O Bedlington Terrier é ideal para tutores que querem um cachorro afetuoso, companheiro e que vive bem dentro de casa, mas com energia para passeios longos e esportes. Ele agrada quem valoriza pelagem que quase não solta pelos e topa manter escovação e tosa regulares. Funciona bem para famílias sem crianças muito pequenas, casais e pessoas ativas que moram em casa ou apartamento com rotina de exercícios. Com socialização, convive bem com outros cachorros e pode ser excelente parceiro de agility e de vida urbana.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem busca um cachorro de baixa manutenção ou totalmente dócil com todos os animais sem treino. A pelagem exige tosa profissional a cada 6 a 8 semanas e a raça tem instinto de caça forte, podendo perseguir gatos e pequenos pets. Também não é a melhor escolha para quem tem pouco tempo, não gosta de passear todos os dias ou prefere um cachorro que aceite bem ficar muito tempo sozinho. Sem estímulo, ele fica ansioso, late e desenvolve comportamentos destrutivos.

Como cuidar

Alimentação
Ração super premium para porte pequeno/médio, porcionada por peso e nível de atividade. Evite suplementos com cobre sem prescrição e mantenha peso magro para proteger articulações e fígado.
Exercício
60 a 90 minutos por dia entre caminhadas, corrida leve e brincadeiras de busca e faro. Intercale com jogos mentais e treinos curtos para evitar tédio.
Higiene
Escovação 2 a 3 vezes por semana, tosa a cada 6 a 8 semanas, limpeza semanal das orelhas e escovação dental 3 vezes por semana.
Saúde
Teste genético COMMD1 nos reprodutores, check-up anual com perfil hepático e exame oftalmológico. Vacinas, vermifugação e controle de ectoparasitas em dia.
Ambiente
Adapta-se a apartamento com passeios, mas precisa de cama confortável, cantinho calmo e brinquedos para roer. Não tolera bem ficar sozinho por muitas horas seguidas.

Perfil rápido de Bedlington Terrier

Como animal de estimação

Adequação
Boa para famílias ativas e tutores dedicados; exige socialização desde filhote e manejo do instinto de caça.
Legalidade no Brasil
Criação e posse permitidas; CBKC segue padrão FCI. Procure canis que apresentem laudos de saúde e teste COMMD1.
Nível de cuidado
Médio a alto por causa da tosa profissional, escovação frequente e acompanhamento hepático.
Custo de aquisição
Sem valores; considere custos contínuos com tosa, alimentação de qualidade e veterinário.

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Mammalia
Ordem
Carnivora
Família
Canidae
Gênero
Canis
Espécie
Canis lupus familiaris

Resumo

  • O Bedlington Terrier parece um cordeiro, mas é um terrier corajoso, veloz e caçador, com cabeça em pera e dorso arqueado inconfundíveis.
  • É afetuoso e calmo dentro de casa, inteligente e sensível ao treino, porém precisa de exercício diário e tosa a cada 6 a 8 semanas por não soltar pelos.
  • Tem predisposição à toxicose por cobre (doença hepática hereditária), por isso exige acompanhamento veterinário e testes genéticos antes da criação.

Características

Ficha da raça

OrigemInglaterra (Northumberland, região de Bedlington)
GrupoGrupo 3 – Terriers (FCI/CBKC)
TamanhoMédio-pequeno
Altura38 a 44 cm na cernelha (fêmeas um pouco menores)
Peso7,7 a 10,4 kg
Expectativa de vida14 a 15 anos
PelagemDupla, mista (áspera e macia), bem cacheada e arqueada, sem queda sazonal
Coresazulfígadoareiacom ou sem marcas castanhas (tan)
Escovação2 a 3 vezes por semana + tosa a cada 6 a 8 semanas
Principais problemas de saúdeToxicose por cobre (copper toxicosis), displasia renal, atrofia progressiva da retina, luxação de patela

Perfil e comportamento

Nível de afetoMuito alto
SimpatiaAlto
Adequado para criançasAlto
Aceita outros animaisMédio
Necessidade de exercícioAlto
LudicidadeAlto
Nível de energiaAlto
TreinabilidadeAlto

Como reconhecer um Bedlington Terrier à primeira vista

O Bedlington não se confunde com nenhum outro terrier. A cabeça em forma de pera, estreita e sem stop marcado, o topete claro e sedoso no crânio e as orelhas em forma de losango, caídas e com franja aveludada na ponta, criam a silhueta de cordeiro.

Outro ponto inconfundível é o dorso arqueado sobre o lombo, que dá impulso ao trote leve e elástico. As costas não são retas como na maioria dos cachorros, e sim em arco suave, com pernas longas e secas para o tamanho.

A pelagem é cacheada, crocante ao toque e sem queda. Filhotes nascem escuros e clareiam muito até 1 ano e meio. Um Bedlington azul nasce quase preto, um fígado nasce marrom-escuro e um areia nasce marrom-claro acinzentado.

Origem e história: do Rothbury Terrier das minas ao salão

A raça surgiu no início do século XIX na vila de Bedlington, em Northumberland, na fronteira da Inglaterra com a Escócia. Antes se chamava Rothbury Terrier e era o cachorro de mineiros e caçadores pobres para controlar ratos, caçar coelhos, texugos e lontras.

O ancestral mais citado é um macho de 1825 chamado Piper, que teria caçado texugos aos 8 meses e continuou caçando mesmo quase cego. A partir dele, criadores fixaram o tipo arqueado e a pelagem encaracolada que protegia do frio e da umidade.

Em 1877 foi fundado o Bedlington Terrier Club na Inglaterra, um dos mais antigos de terriers. A raça logo saiu das minas para exposições e virou símbolo de status na era vitoriana, sem perder o instinto de trabalho.

Temperamento: doce em casa, terrier de verdade na rua

Dentro de casa, o Bedlington é afetuoso, calmo e muito ligado ao tutor. Gosta de sofá, de colo e de seguir a pessoa de cômodo em cômodo. É sensível ao tom de voz e não responde bem a broncas duras.

Fora de casa, acende o pavio terrier: corajoso, teimoso na medida certa, veloz e com forte impulso de perseguição. Pode atingir cerca de 50 km/h em arrancada e adora correr atrás de bolinhas, mas também de esquilos e gatos na rua se não for treinado.

Com estranhos, costuma ser reservado e observador, sem agressividade gratuita. Late para avisar, mas não é um latidor compulsivo quando tem rotina e gasto de energia adequados. A socialização desde filhote faz toda a diferença.

Tamanho, pelagem e cores na prática

É um cachorro leve e atlético. Machos medem 41 a 44 cm e fêmeas 38 a 42 cm, com peso entre 7,7 e 10,4 kg. Parece maior por causa do arqueamento e da tosa que alonga as pernas.

A pelagem é dupla e não cai, o que agrada quem tem alergia leve, mas não elimina a necessidade de cuidados. Ela mistura pelos mais duros e mais macios, formando cachos fechados que embaraçam se não forem escovados.

As cores oficiais são três, sempre com topete mais claro que o corpo:

  • Azul: na verdade um cinza-azulado, que vai do grafite ao prata claro. É a cor mais associada à raça.
  • Fígado: marrom avermelhado, do chocolate ao castanho-claro.
  • Areia: bege dourado, do creme ao trigo.
  • Todas podem ter marcas castanhas (tan) nas sobrancelhas, focinho, peito e pernas.

A tosa tradicional deixa topete, orelhas e focinho mais compridos e apara rente o corpo, valorizando o arco lombar. É uma tosa de tesoura, que exige profissional que conheça o padrão.

Cuidados essenciais: tosa, exercício e treino

Higiene e tosa

Escove 2 a 3 vezes por semana com rasqueadeira e pente de aço para evitar nós, principalmente atrás das orelhas e nas axilas. Banho a cada 3 a 4 semanas costuma bastar.

A tosa completa deve ser refeita a cada 6 a 8 semanas. Entre as tosas, apare as pontas das orelhas e limpe os pelos do conduto auditivo com veterinário, pois a orelha caída abafa e favorece otite.

Exercício e gasto mental

Apesar do ar elegante, precisa de 60 a 90 minutos diários de atividade divididos em passeios, corrida leve e brincadeiras de farejar e buscar. Sem isso, cava jardim e rói o que vê pela frente.

Esportes como agility, rally e lure coursing combinam muito com a raça, que é ágil e adora aprender sequências. Brinquedos de roer e desafios de olfato ajudam nos dias de chuva.

Treino

É muito inteligente e aprende rápido, mas tem opinião própria. Treinos curtos, com reforço positivo e petiscos, funcionam melhor que repetição longa. Comece cedo o treino de recall (voltar quando chamado), porque o instinto de caça fala alto.

Evite métodos punitivos. O Bedlington guarda mágoa e pode se fechar se for corrigido com rispidez. Consistência e rotina valem mais que firmeza.

Saúde: o alerta da toxicose por cobre

O ponto mais importante da raça é a toxicose por cobre (copper toxicosis), doença hereditária autossômica recessiva ligada à deleção do gene COMMD1. O fígado não excreta cobre, que se acumula e causa hepatite crônica.

Estudos em populações europeias estimaram que até 25% dos Bedlingtons eram portadores antes do teste genético se popularizar. Hoje, criadores responsáveis testam os pais e evitam cruzar dois portadores. Sempre peça o exame de DNA para COMMD1.

Outras predisposições incluem displasia renal, displasia e hipoplasia de retina, catarata, luxação de patela e problemas dentários por mandíbula estreita. Check-ups anuais com hemograma, perfil hepático e exame oftalmológico ajudam no diagnóstico precoce.

Com manejo correto, é uma raça longeva. 14 a 15 anos é comum, e há relatos de indivíduos com 17 anos. Manter peso ideal e dieta equilibrada indicada pelo veterinário é essencial, sem suplementar cobre sem orientação.

Convivência com crianças e outros animais

Com crianças da família, costuma ser paciente, brincalhão e protetor, desde que a criança respeite o espaço do cachorro. Por ser leve e de pele fina, não é ideal para brincadeiras muito brutas de crianças bem pequenas sem supervisão.

Com outros cachorros, a convivência depende de socialização. Pode ser dominante com cães do mesmo sexo e reativo se provocado, traço típico de terrier. Passeios em grupo desde filhote e aulas de socialização reduzem atritos.

Com gatos e pequenos pets, o instinto de caça pesa. Se criado junto desde filhote, muitos convivem bem com gatos da casa, mas podem perseguir gatos desconhecidos e roedores. Nunca deixe sem supervisão com hamsters ou pássaros.

Adaptação a apartamento

Adapta-se bem a apartamento se tiver passeios diários e enriquecimento. É limpo, silencioso quando exercitado e adora ficar perto do tutor. O problema é o tédio: um Bedlington entediado late, cava tapetes e abre portas.

Para quem o Bedlington Terrier é indicado?

É uma ótima escolha para quem quer um terrier de porte médio-pequeno, elegante, afetuoso e que quase não solta pelos, mas sem abrir mão de energia e personalidade. Tutores que gostam de passear, treinar e manter tosa em dia se dão muito bem com ele.

Não é o cachorro mais simples para tutor de primeira viagem que busca um cachorro totalmente obediente e que conviva livremente com qualquer animal. Exige constância no treino, socialização e compromisso financeiro com tosa e testes de saúde.

Na nossa avaliação, o Bedlington brilha nas mãos de quem valoriza um companheiro sensível e leal, com charme de cordeiro e coração de terrier. Se você procura um cachorro de colo que também topa trilha e agility, ele entrega os dois mundos com estilo.

Curiosidades que só o Bedlington tem

Muita gente acha que é um cruzamento com poodle ou cordeiro, mas a textura cacheada vem de seleção própria de terriers do norte da Inglaterra, não de poodle. Outro erro comum é achar que a cor azul é tingida: ela é natural e clareia com a idade.

O arqueamento lombar não é postura: é estrutura óssea. A coluna lombar mais longa e arqueada dá tração para galopar e saltar, útil quando caçava em terrenos acidentados.

Perguntas frequentes

Bedlington Terrier solta muito pelo?

Quase não solta pelos, por isso é buscado por quem tem alergia leve. Em compensação, precisa de escovação 2 a 3 vezes por semana e tosa a cada 6 a 8 semanas para não embaraçar.

Bedlington Terrier é bom para apartamento?

Sim, se tiver passeios diários de 60 a 90 minutos e enriquecimento. É limpo e calmo dentro de casa quando bem exercitado, mas entediado pode latir e cavar.

Qual a expectativa de vida do Bedlington Terrier?

Em média 14 a 15 anos, com exemplares que chegam a 16 ou 17 anos com manejo correto e acompanhamento veterinário regular.

Quais cores o Bedlington Terrier pode ter?

Azul (cinza-azulado), fígado (marrom avermelhado) e areia (bege dourado), com ou sem marcas castanhas. Filhotes nascem mais escuros e clareiam até cerca de 1 ano e meio.

Bedlington Terrier se dá bem com crianças e gatos?

Costuma ser afetuoso com crianças da família quando há respeito mútuo e supervisão. Com gatos, pode conviver se criado junto desde filhote, mas mantém instinto de caça e pode perseguir animais desconhecidos.

O que é a toxicose por cobre no Bedlington Terrier?

É uma doença hereditária em que o fígado acumula cobre por falha no gene COMMD1. Existe teste de DNA; criadores responsáveis testam os pais e o veterinário monitora a função hepática.

Bedlington Terrier late muito?

Late para alertar e quando está entediado, mas não é dos terriers mais barulhentos. Rotina de exercícios e treino de comandos reduzem bastante os latidos.

Você sabia?

1

O cordeiro que caçava leões de mina

No século XIX era chamado de "cão dos mineiros" e enfrentava texugos e lontras em tocas estreitas. O nome Bedlington só fixou depois de 1825.

2

Filhote que muda de cor

Todos nascem bem mais escuros e só mostram a cor definitiva por volta de 12 a 18 meses. Um filhote quase preto pode virar um adulto prata-azulado.

3

Gene do cobre mapeado

Foi uma das primeiras raças com teste de DNA para doença hepática. A deleção no gene COMMD1 impede a excreção de cobre e, se não manejada, leva à cirrose.

4

Tosa de escultura

A tosa oficial é toda na tesoura e leva até 2 horas. O topete, as franjas das orelhas e o arco lombar são esculpidos para criar a silhueta de cordeiro.

Fontes

  1. Fédération Cynologique Internationale (FCI) - Bedlington Terrier Standard
  2. American Kennel Club (AKC) - Bedlington Terrier
  3. The Kennel Club (UK) - Bedlington Terrier
  4. Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC)

Prós e contras: Bedlington Terrier

Prós

  • Quase não solta pelos e tem pelagem hipoalergênica para muitos tutores
  • Afetuoso, leal e calmo dentro de casa quando tem rotina
  • Muito inteligente e ágil, ótimo para agility e esportes de faro
  • Longevo, com média de 14 a 15 anos
  • Elegante e inconfundível, com aparência de cordeiro

Contras

  • Exige tosa profissional a cada 6 a 8 semanas e escovação frequente
  • Instinto de caça forte, pode perseguir gatos e pequenos animais
  • Predisposição à toxicose por cobre, que exige teste genético e acompanhamento
  • Sensível a correções duras e pode ser teimoso sem treino positivo
  • Pode ser reservado com estranhos e dominante com cães do mesmo sexo
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o Bedlington Terrier é um dos terriers mais elegantes e subestimados: entrega afeto de cão de colo sem perder a bravura e a velocidade de um caçador. Não é raça para quem quer só estética, mas para quem busca um companheiro sensível, longevo e cheio de personalidade, é uma escolha memorável.

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Última revisão em 15.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.