🌳 Árvores

Manacá-de-cheiro

Brunfelsia uniflora

Atualizado em

2 a 4 m de alturaTamanho
Perene, verde-escura brilhanteFolhagem
Lento a moderadoCrescimento
Sol pleno a meia-sombraLuminosidade
15 a 25 anosLongevidade
Manacá-de-cheiro adulto em plena floração com flores roxas, lilases e brancas na mesma copa

O manacá-de-cheiro é um arbusto ou arvoreta da família Solanaceae, nativo da Mata Atlântica, muito cultivado como ornamental pelo perfume intenso e pelas flores que mudam de cor. Em uma mesma planta é comum ver flores roxas, lilases e brancas ao mesmo tempo.

De tamanho compacto, entre 2 e 4 metros, tem copa arredondada, folhagem perene e floração concentrada entre o fim do inverno e a primavera. É diferente do manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis), que é árvore maior e sem perfume, e por isso é ideal para jardins pequenos, vasos grandes e calçadas sem fiação.

Também conhecido como: Manacá-de-jardim, Manacá, Gerataca, Manacá-cheiroso, Ontem-hoje-amanhã

Faz parte de: Árvores Ornamentais, Árvores Pequenas

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Galeria de fotos de Manacá-de-cheiro

Manacá-de-cheiro adulto em plena floração com flores roxas, lilases e brancas na mesma copa
Manacá-de-cheiro adulto mostrando as três cores de flores simultaneamente.
Close-up das flores e folhas do manacá-de-cheiro
Detalhe das flores que mudam de roxo para branco e das folhas brilhantes.
Tronco e casca do manacá-de-cheiro
Tronco fino e casca clara característicos da espécie.
Copa do manacá-de-cheiro vista de baixo
Copa densa e arredondada, ideal para jardins pequenos.
Frutos do manacá-de-cheiro
Bagas escuras e tóxicas que surgem após a floração.
Manacá-de-cheiro no paisagismo de jardim residencial
Uso ornamental em jardim de frente, valorizado pelo perfume.
Ideal para

Ideal para quem tem jardim pequeno, varanda ou quintal compacto e quer uma planta perfumada e ornamental que não exige muito espaço. Vai muito bem para tutores que valorizam floração no inverno e atração de borboletas, e para quem busca uma arvoreta de 2 a 4 metros que não levanta calçada e cabe em vaso grande.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem busca sombra densa para carro ou área de lazer, já que a copa é pequena e baixa. Também não é a melhor escolha para quem tem pets ou crianças pequenas que mexem em frutos no chão, pois todas as partes, principalmente frutos e sementes, são tóxicas se ingeridas, e para quem não pode garantir sol direto por pelo menos 4 horas diárias.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno a meia-sombra; mínimo 4 horas de sol direto para florir bem
Rega
Moderada, solo levemente úmido; 3 a 4 vezes por semana no verão, 1 a 2 no inverno
Solo
Fértil, bem drenado, rico em matéria orgânica, levemente ácido
Temperatura
18 °C a 28 °C; tolera frio leve até -3 °C, não tolera geada forte prolongada
Adubação
Composto orgânico anual + NPK 4-14-8 no fim do outono e fim do inverno
Poda
Leve, logo após a floração (outubro-novembro); remover ramos secos e ponteiros floridos
Propagação
Estacas semilenhosas no fim do verão; sementes com germinação lenta e irregular

Perfil rápido de Manacá-de-cheiro

Estado de conservação

NE
Não Avaliada

Espécie nativa amplamente cultivada, ainda não avaliada individualmente pela IUCN.

População
estável
Protegido por
false

Calendário

FloraçãoJFMAMJJASOND
FrutificaçãoJFMAMJJASOND
PlantioJFMAMJJASOND
PodaJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsTóxica
  • PessoasTóxica

Todas as partes, sobretudo frutos e sementes, contêm alcaloides. Ingestão pode causar náusea, vômito e alterações neurológicas. Manter longe de crianças e pets.

Habitat

Ambientes

  • Mata Atlântica úmida
  • Capoeiras e bordas de mata
  • Jardins e áreas urbanas cultivadas

Biomas

  • Mata Atlântica

Encontrado em 1 país

  • Brasil

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Solanales
Família
Solanaceae
Gênero
Brunfelsia
Espécie
Brunfelsia uniflora

Resumo

  • Manacá-de-cheiro é o arbusto Brunfelsia uniflora, da Mata Atlântica, famoso pelas flores perfumadas que abrem roxas e ficam brancas em 2 a 3 dias.
  • Tem 2 a 4 metros de altura, copa densa e arredondada, folhas perenes e raízes pouco agressivas, ideal para jardins pequenos e vasos.
  • Floresce no fim do inverno e primavera, precisa de sol pleno ou meia-sombra, solo úmido e bem drenado e poda leve logo após a floração.

Características

Ficha da árvore

Nome popularManacá-de-cheiro
Nome científicoBrunfelsia uniflora (Pohl) Benth. (sin. Brunfelsia pauciflora)
Família botânicaSolanaceae
OrigemMata Atlântica do Brasil
Tamanho2 a 4 m de altura; copa com 1,5 a 3 m de diâmetro
CopaArredondada, densa e baixa
FolhagemPerene
Coresroxolilásbranco (mesma planta)
CrescimentoLento a moderado
LuminosidadeSol pleno a meia-sombra
RegaModerada, solo sempre levemente úmido
SoloFértil, úmido, bem drenado, levemente ácido
UsosOrnamental, jardim perfumado, vaso grande, cerca viva baixa
Longevidade15 a 25 anos

Perfil e comportamento

Velocidade de crescimentoBaixo
SombraBaixo
Resistência à secaBaixo
Agressividade das raízesMuito baixo
Facilidade de cultivoAlto
Atrai faunaAlto

O que é o manacá-de-cheiro e por que ele muda de cor?

O manacá-de-cheiro é Brunfelsia uniflora, arbusto ou arvoreta da família Solanaceae, a mesma do tomate e da jurubeba. Nativo da Mata Atlântica do Sudeste e Sul do Brasil, ocorre naturalmente em matas úmidas e capoeiras do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

O grande charme está na mudança de cor das flores. A flor abre roxa intensa, no dia seguinte fica lilás e no terceiro dia fica branca antes de cair. Isso acontece pela degradação natural das antocianinas com a idade da flor. Como a planta abre flores em dias diferentes, você vê as três cores ao mesmo tempo, o efeito chamado de “ontem-hoje-amanhã”.

É também uma das poucas árvores pequenas realmente perfumadas do paisagismo brasileiro. O perfume é adocicado, com notas de jasmim e baunilha, e fica mais forte ao entardecer e à noite, estratégia para atrair polinizadores noturnos como mariposas.

Como identificar: folhas, flores e perfume

Folhas são simples, alternas, verde-escuras e brilhantes, com 5 a 10 cm de comprimento, forma elíptica e textura coriácea. A folhagem é perene, não cai no inverno, mantendo a copa sempre fechada.

Flores têm 5 pétalas soldadas, com centro claro e garganta amarelada, medindo 3 a 5 cm de diâmetro. Nascem isoladas ou em pequenos grupos nas pontas dos ramos. O perfume é o melhor identificador: a poucos metros já se sente, diferente do manacá-da-serra, que não tem cheiro.

Frutos são bagas pequenas, escuras e pouco vistosas, de 1 a 2 cm, que quase não aparecem em jardins porque a planta é muito podada. São tóxicos se ingeridos e devem ser mantidos longe de crianças e pets.

Tamanho, copa e raízes: cabe onde?

Em jardim, o manacá-de-cheiro raramente passa de 3 metros. Sem poda vira um arbusto arredondado; com condução de tronco único, vira arvoreta de 2 a 4 m de altura e 1,5 a 3 m de copa. É considerado de tamanho pequeno para padrão de árvores.

A copa é densa, globosa e baixa, com ramos desde a base. Não faz sombra ampla como ipês ou sibipirunas, mas cria um bom abafamento visual e quebra-vento para muros e varandas.

As raízes são pouco agressivas e não pivotantes, superficiais e finas. Na nossa avaliação, é uma das poucas espécies perfumadas realmente seguras para calçada sem fiação, jardim de frente e vaso grande com 60 litros ou mais. Não levanta calçada nem quebra tubulação como ficus ou flamboyant.

Onde e como plantar do jeito certo

Plante em sol pleno ou meia-sombra luminosa. Com menos de 4 horas de sol, ele cresce mas quase não floresce. Em regiões quentes, a meia-sombra da tarde evita queimadura nas folhas.

Solo ideal é fértil, úmido, bem drenado e levemente ácido (pH 5,5 a 6,5). Não tolera encharcamento prolongado nem solo muito compactado. Em vaso, use mistura de terra vegetal, composto orgânico e areia grossa em partes iguais.

  • Quando plantar: no Brasil, prefira o início das chuvas, de março a abril ou setembro a outubro, para enraizar antes do frio ou do calor extremo.
  • Cova: 40 x 40 x 40 cm para muda de 50 cm, com 5 litros de composto orgânico e 100 g de farinha de ossos.
  • Espaçamento: 1,5 a 2 m de muros e 2 m entre plantas se for cerca viva.
  • Primeiros meses: rega 3 vezes por semana e cobertura morta com folhas secas para manter a umidade.

Propagação é por estacas semilenhosas no fim do verão ou por sementes, mas estaquia é mais rápida e mantém as características da planta-mãe. Mudas de viveiro já florescem no primeiro ou segundo ano.

Como cuidar para florir muito todo ano

O manacá-de-cheiro não é exigente, mas precisa de constância para a floração. Falta de sol e poda na época errada são as duas causas mais comuns de planta só com folhas.

  • Luz: garanta sol da manhã e luz filtrada à tarde. Varanda voltada a leste ou norte é perfeita.
  • Rega: mantenha o solo levemente úmido, nunca seco por muitos dias. No verão regue 3 a 4 vezes por semana; no inverno, 1 a 2 vezes. Mulching ajuda muito.
  • Adubação: aplique NPK 4-14-8 ou adubo para floração no fim do outono e no fim do inverno, e composto orgânico uma vez ao ano. Excesso de nitrogênio dá folhas e pouca flor.
  • Poda: faça poda leve logo após a floração, entre outubro e novembro. Corte as pontas que já floriram para estimular novos ramos floríferos. Nunca faça poda drástica no outono, você remove os botões.
  • Clima: prefere subtropical e tropical de altitude, com inverno ameno. Tolera frio leve até -3 °C por poucas horas, mas geada forte queima folhas jovens. Em litoral muito quente, meia-sombra é melhor.

Se a planta estiver em vaso, troque parte do substrato a cada 12 meses e use vaso claro para não superaquecer as raízes.

Usos no paisagismo: onde ele brilha de verdade

O manacá-de-cheiro é uma árvore ornamental de perfume, não de sombra. Use onde as pessoas vão sentir o cheiro: entrada da casa, janela do quarto, varanda, pergolado baixo, caminho de jardim.

Funciona muito bem como ponto focal isolado, conjunto de 3 unidades ou cerca viva informal de 1,5 a 2 m. Em projetos pequenos, substitui com vantagem a primavera e o hibisco quando se quer algo mais sofisticado e perfumado.

Atrai borboletas, abelhas nativas e mariposas, e por isso é ótimo para jardim de polinizadores. Não é indicado como árvore de rua sob fiação alta, porque não atinge altura para sombrear carros, mas é excelente para calçadas estreitas e recuos pequenos.

Pragas, doenças e por que não floresce

É rústico, mas pode sofrer com pulgões, cochonilhas e ácaros em períodos secos e abafados. Folhas enroladas e brotos pegajosos indicam pulgão; teia fina e folhas amareladas indicam ácaro. Lave com jato d’água e use óleo de neem em casos leves.

Fungos de solo aparecem quando há encharcamento. Sintoma é murcha mesmo com solo úmido e escurecimento da base do tronco. Melhore a drenagem e evite regar à noite.

Se não floresce, verifique:

  • Pouco sol — a causa número 1.
  • Poda fora de época — cortou botões formados no outono.
  • Excesso de adubo nitrogenado ou falta de fósforo e potássio.
  • Vaso pequeno demais ou raízes enoveladas.

Manacá-de-cheiro x manacá-da-serra: não confunda

A confusão é comum, mas são plantas de famílias diferentes e usos distintos.

Característica Manacá-de-cheiro Manacá-da-serra
Nome científico Brunfelsia uniflora Tibouchina mutabilis / Pleroma mutabile
Família Solanaceae Melastomataceae
Tamanho 2 a 4 m 6 a 12 m
Perfume Intenso e adocicado Sem perfume
Mudança de cor Roxo → lilás → branco Branco → rosa → roxo
Folhagem Perene, brilhante Perene a semidecídua, áspera

Se o vendedor oferecer uma muda de 6 metros que “fica roxa e depois branca” sem cheiro, é manacá-da-serra. Se for compacta, muito perfumada e com as três cores juntas no inverno, é manacá-de-cheiro.

Curiosidades e origem

O gênero Brunfelsia homenageia Otto Brunfels, botânico alemão do século XVI considerado um dos pais da botânica moderna. A espécie foi descrita em 1826 a partir de material coletado no Brasil central.

Na Mata Atlântica, o manacá-de-cheiro ocorre no sub-bosque úmido e floresce justamente na época de menor oferta de flores, entre julho e outubro, sendo recurso importante para polinizadores na entressafra.

Na nossa avaliação, o manacá-de-cheiro é a melhor escolha para quem quer perfume no jardim sem ter uma árvore grande. Ele entrega impacto ornamental alto com manutenção baixa, desde que tenha sol e poda no momento certo.

Perguntas frequentes

Manacá-de-cheiro cresce muito?

Não. Em jardim fica entre 2 e 4 metros, com copa de 1,5 a 3 metros. É considerado de tamanho pequeno.

Qual a diferença entre manacá-de-cheiro e manacá-da-serra?

Manacá-de-cheiro é Brunfelsia uniflora, pequeno e muito perfumado, com flor roxa que fica branca. Manacá-da-serra é Tibouchina mutabilis, árvore de 6 a 12 m, sem perfume, com flor que abre branca e fica roxa.

Manacá-de-cheiro pode ficar em vaso?

Sim, desde que o vaso tenha pelo menos 60 litros, substrato fértil e sol direto por 4 horas ou mais. Precisa de rega regular e adubação para florir.

Quando o manacá-de-cheiro floresce?

Principalmente entre julho e outubro, do fim do inverno ao início da primavera, podendo ter uma segunda florada menor se podado corretamente.

Manacá-de-cheiro é tóxico?

Sim. Folhas, frutos e sementes contêm alcaloides tóxicos para humanos, cachorros e gatos se ingeridos. Use luvas ao podar e mantenha frutos longe de crianças e pets.

Pode plantar manacá-de-cheiro na calçada?

Pode, pois tem raízes pouco agressivas e porte pequeno. É ideal para calçadas estreitas sem fiação, mas não serve para fazer sombra para carros.

Por que meu manacá-de-cheiro não floresce?

As causas mais comuns são pouco sol, poda no outono que remove botões, excesso de nitrogênio e vaso pequeno. Garanta sol pleno e pode apenas logo após a floração.

Você sabia?

1

Perfume noturno

O cheiro fica até 3 vezes mais forte ao entardecer porque a planta evoluiu para atrair mariposas e borboletas crepusculares, seus principais polinizadores.

2

Três cores, uma flor

Cada flor individual muda de roxo para branco em cerca de 72 horas pela quebra de antocianinas, por isso a planta parece ter flores de cores diferentes ao mesmo tempo.

3

Tóxica e medicinal na história

Folhas e frutos contêm alcaloides como brunfelsamidina e escopoletina, tóxicos se ingeridos, mas povos tradicionais usaram extratos em doses mínimas na medicina popular, hoje desaconselhados.

4

Parente do tomate

Apesar da aparência delicada, pertence à família Solanaceae, a mesma do tomate, pimentão e manjericão, e foi batizada em homenagem ao botânico alemão Otto Brunfels do século XVI.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa Florestas
  3. Instituto de Pesquisas Ambientais - Herbário SP

Prós e contras: Manacá-de-cheiro

Prós

  • Flores perfumadas que mudam de cor e deixam o jardim com três tons ao mesmo tempo
  • Porte pequeno ideal para jardins compactos, vasos e calçadas estreitas
  • Raízes pouco agressivas, não danifica calçada ou tubulação
  • Atrai borboletas, abelhas nativas e mariposas
  • Folhagem perene, mantém o verde o ano todo

Contras

  • Todas as partes são tóxicas se ingeridas, exige cuidado com crianças e pets
  • Precisa de sol direto para florir bem, não floresce bem à sombra
  • Baixa resistência à seca, precisa de rega regular
  • Não faz sombra ampla para áreas grandes
  • Sensível a geada forte e a solo encharcado
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o manacá-de-cheiro é imbatível para jardins pequenos que precisam de perfume e cor no inverno, quando quase nada floresce. Não é árvore de sombra, e quem espera copa grande vai se frustrar, mas como arvoreta perfumada e segura para calçada, poucos concorrentes entregam tanto com tão pouco espaço.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.