Cão de Caça do Faraó: aparência, personalidade e cuidados com a raça
O Cão de Caça do Faraó chama atenção à primeira vista. Corpo esguio, orelhas eretas e grandes, pelagem curta em tons de castanho-dourado ou avermelhado e um olhar alerta que lembra as imagens dos cães do Egito antigo. Quando se empolga, o focinho, as orelhas e até a pele ao redor dos olhos ficam rosados — um “rubor” único entre as raças caninas.
Apesar do nome que remete aos faraós, a raça foi moldada em Malta, onde é chamada de Kelb tal-Fenek (“cão de coelho”). É um sighthound de porte médio, entre 53 e 64 cm na cernelha e 20 a 25 kg, criado para perseguir coelhos em terrenos rochosos. Vive em média 12 a 14 anos e combina elegância atlética com um temperamento afetuoso e brincalhão em casa.
A principal dúvida de quem se interessa pela raça é se o instinto de caça e a necessidade de corrida livre cabem na rotina urbana. Sem cerca alta e segura, ou sem espaço para exercícios intensos, o Cão de Caça do Faraó pode se frustrar e desenvolver comportamentos indesejados.
Em poucas linhas, o que você precisa saber sobre o Cão de Caça do Faraó:
- É o cão nacional de Malta, conhecido localmente como Kelb tal-Fenek, criado para caçar coelhos em terreno calcário.
- Tem a capacidade rara de “corar”: focinho e orelhas ficam rosados quando está feliz ou excitado.
- Precisa de cerca de pelo menos 1,80 m de altura porque salta com facilidade e tem drive de presa muito forte.
- Dentro de casa, depois de se exercitar, fica calmo e limpo, quase sem odor e com pouca queda de pelo.
- Responde melhor a treinos curtos, positivos e variados; métodos duros o fazem se fechar.
- Não é seguro soltá-lo solto em áreas abertas: o instinto de perseguição supera o recall na maioria das situações.

🐶 Cão de Caça do Faraó (Pharaoh Hound / Kelb tal-Fenek)
Identificação
- Nome
- Cão de Caça do Faraó (Pharaoh Hound / Kelb tal-Fenek)
- Origem
- Malta (cão nacional); criado para caçar coelhos em terreno calcário
- Porte
- Machos ~56-63,5 cm; fêmeas 53-61 cm; 20-25 kg; corpo retangular e atlético
- Pelagem
- Curta, brilhante, sem subpelo; tons de tan, castanho rico ou dourado-avermelhado; marcas brancas permitidas
- Expectativa de vida
- 12 a 14 anos
- Grupo FCI
- Grupo 5 (Spitz e tipos primitivos), Seção 6
- Característica única
- Rubor facial: focinho e orelhas ficam rosados quando feliz ou excitado
Temperamento
- Personalidade
- Afetuoso, brincalhão e apegado à família em casa; calmo após exercício. Reservado com estranhos, sem agressividade. Independente no campo.
- Com crianças
- Paciente e brincalhão com supervisão; exuberante em brincadeiras.
- Com outros animais
- Bom com cães se socializado; com gatos funciona se criados juntos; risco alto com pets pequenos pelo drive de presa.
- Instinto de caça
- Muito forte; recall raramente supera o instinto quando a presa está à vista. Nunca soltar em área aberta.
Cuidados
- Exercício
- 45-90 min diários, incluindo corrida livre em área cercada; lure coursing, agility e canicross recomendados.
- Cerca
- Mínimo 1,80 m de altura; cercas sólidas preferíveis. Cercas eletrônicas não são confiáveis.
- Pelagem
- Escovação semanal; banho raro; baixa queda e pouco odor.
- Alimentação
- 1,5-2 xícaras de ração de qualidade em 2 refeições; controle de peso (corpo esguio).
- Treinamento
- Sessões curtas, positivas e variadas; sensível a métodos duros. Recall nunca 100% confiável perto de presas.
Saúde
- Problemas comuns
- Relativamente saudável; displasia de quadril e luxação de patela (baixa frequência); sensibilidade a certos anestésicos; alergias de pele e problemas oculares ocasionais.
- Cuidados
- Exames de quadril, joelhos, tireoide e olhos em reprodutores; informar veterinário sobre a raça antes de anestesia; check-ups anuais e controle de peso.
⭐ Ideal para: Tutores ativos que podem oferecer 45-90 min de exercício intenso diário (incluindo corrida livre em área cercada de no mínimo 1,80 m), treino positivo e controle rigoroso do instinto de presa.
Pode não ser ideal para: Quem não tem cerca alta e segura, pretende soltar o cão em áreas abertas, tem pets pequenos soltos ou passa o dia fora sem oferecer estímulo físico adequado.
Em resumo: Sighthound maltês de porte médio (53-64 cm, 20-25 kg), pelagem curta castanho-dourada/avermelhada. Temperamento afetuoso e brincalhão em casa após exercício; forte instinto de caça. Expectativa de vida 12-14 anos. Característica única: rubor facial quando excitado.
O que é o Cão de Caça do Faraó?
O Cão de Caça do Faraó, ou Pharaoh Hound, é uma raça de sighthound classificada pela FCI no Grupo 5 (Spitz e tipos primitivos), Seção 6. Em Malta, seu país de origem formal, ele é chamado de Kelb tal-Fenek — literalmente “cão de coelho”. O nome “Pharaoh Hound” foi adotado pelos criadores britânicos na década de 1960 por causa da semelhança visual com os cães representados em pinturas de tumbas egípcias.
Estudos genéticos recentes mostram que a raça não é um relicário inalterado do Egito antigo. Ela se diferenciou de raças próximas, como o Cirneco dell’Etna da Sicília, há cerca de 200 anos. Ainda assim, o perfil longilíneo, as orelhas grandes e eretas e a construção atlética mantêm a aparência clássica que inspirou o nome comercial.
É um cão de porte médio, elegante e poderoso ao mesmo tempo, feito para correr em velocidade em terreno irregular. A pelagem é curta, brilhante e sem subpelo, sempre em tons de tan, castanho rico ou dourado-avermelhado, com marcas brancas permitidas no peito (a “estrela”), ponta da cauda, dedos e eventualmente uma estreita lista no focinho.

Como é a aparência do Cão de Caça do Faraó?
O padrão oficial descreve um cão de linhas limpas, porte médio e expressão alerta. O corpo é retangular, com peito profundo, cintura marcada e pernas longas e bem anguladas o suficiente para combinar velocidade e resistência. A cabeça tem formato de cunha truncada, focinho um pouco mais longo que o crânio e stop suave.
Os olhos são ovais, de cor âmbar, e as orelhas grandes, finas e eretas quando o cão está atento. O nariz é cor de carne, combinando com a pelagem — detalhe importante porque a ausência de pigmento escuro permite o famoso rubor. A cauda é longa, grossa na base e afinando até a ponta, preferencialmente com ponta branca.
Machos idealmente medem cerca de 56 a 63,5 cm na cernelha; fêmeas, 53 a 61 cm. O peso gira em torno de 20 a 25 kg. A impressão geral é de um atleta leve, nunca pesado ou excessivamente delicado.

Por que o Cão de Caça do Faraó “cora”?
O rubor facial é a característica mais singular da raça. Quando o cão fica feliz, excitado ou brincando, o focinho, as orelhas internas e as bordas dos olhos ficam rosados ou avermelhados. Isso acontece porque a pele dessas áreas não tem pigmento escuro e a circulação aumenta visivelmente.
Criadores e tutores descrevem o fenômeno como um “sorriso colorido”. O cão também pode erguer os lábios em uma expressão que parece um sorriso humano. Essas duas marcas — o rubor e o sorriso — ajudam a ler o estado emocional do animal de forma bem clara.
Não se trata de problema de saúde. Qualquer mudança súbita de cor acompanhada de inchaço, secreção ou letargia, no entanto, merece avaliação veterinária, pois pode indicar alergia ou inflamação.

Qual é a personalidade do Cão de Caça do Faraó?
Em casa, depois de se exercitar, o Cão de Caça do Faraó costuma ser calmo, limpo e apegado à família. Ele gosta de ficar perto das pessoas, mas nem sempre em cima delas — muitos preferem o sofá ao lado do tutor. É brincalhão, inteligente e pode ser bastante vocal quando algo o anima ou quando avisa a chegada de visitas.
Com estranhos tende a ser reservado ou cauteloso, sem agressividade. O vínculo com o núcleo familiar é forte: ele observa o humor das pessoas e responde com afeto seletivo. A independência típica dos cães de caça aparece no campo; dentro de casa ele busca companhia.
A combinação de energia alta ao ar livre e tranquilidade em ambientes fechados o torna um bom companheiro para quem tem rotina ativa, desde que o exercício diário seja priorizado.

Como é o instinto de caça e o drive de presa?
O Cão de Caça do Faraó foi selecionado para localizar e perseguir coelhos em terreno rochoso, usando visão, olfato e audição. Esse drive de presa permanece intenso. Qualquer animal pequeno e rápido — coelho, esquilo, gato de rua, pássaro — pode disparar a perseguição.
O recall (comando de voltar) raramente supera o instinto quando a presa está à vista. Por isso, soltá-lo em áreas abertas ou sem cerca alta é arriscado. Muitos tutores relatam que o cão some em segundos se avistar algo interessante.
Em casa, com gatos criados juntos desde filhote, a convivência costuma funcionar. Outros pets pequenos (hamsters, pássaros, coelhos de estimação) exigem supervisão constante ou separação física.

Quanto exercício o Cão de Caça do Faraó precisa?
A raça precisa de atividade intensa diária. Cerca de 45 a 90 minutos de exercício, incluindo corridas livres em área cercada, são o mínimo para a maioria dos adultos. Muitos “self-runners” se contentam com 15 a 20 minutos de corrida livre duas vezes ao dia em um espaço seguro de pelo menos 15 x 15 metros.
Caminhadas na guia ajudam, mas não substituem a possibilidade de galopar. Esportes como lure coursing (perseguição de isca artificial), agility e canicross aproveitam bem a velocidade e a inteligência da raça.
Sem gasto físico adequado, o cão pode latir excessivamente, cavar ou mastigar objetos. Depois de se exercitar bem, ele costuma se transformar em um companheiro tranquilo e de baixo impacto dentro de casa.

Como deve ser a cerca e o espaço externo?
A cerca precisa ter no mínimo 1,80 m de altura. O Cão de Caça do Faraó salta com facilidade e pode escalar grades baixas. Cercas eletrônicas subterrâneas não são confiáveis: o drive de presa pode fazer o cão atravessar o estímulo elétrico.
Prefira cercas sólidas ou com tela que impeça a visão clara do lado de fora, reduzindo estímulos visuais de animais que passam. Portões devem fechar com segurança e ser altos o suficiente.
Apartamentos são possíveis se o tutor se comprometer com exercícios diários intensos e saídas frequentes. O ideal, porém, é uma casa com quintal seguro.

Como treinar o Cão de Caça do Faraó?
A raça é inteligente e motivada por comida, mas independente. Métodos baseados em correção ou gritos fazem o cão se fechar. Sessões curtas de 5 a 10 minutos, com recompensas de alto valor (carne, queijo), funcionam melhor.
O recall deve ser treinado desde cedo, mas nunca considerado 100% confiável perto de presas. Socialização precoce com pessoas, outros cães e ambientes variados ajuda a reduzir a reserva com estranhos.
Evite repetição monótona. Variar os exercícios e encerrar sempre em algo positivo mantém o interesse. Muitos exemplares se saem bem em esportes caninos quando o treino é positivo e divertido.
Como ensinar o comando de voltar (recall)?
Comece em ambiente fechado, sem distrações. Use petiscos de alto valor e chame o nome + comando. Aumente gradualmente a distância e as distrações dentro de área cercada. Nunca pratique recall em local aberto com risco de fuga.
Como lidar com a vocalização excessiva?
O Cão de Caça do Faraó pode latir ou “uivar” quando excitado. Ensine um comando de “silêncio” recompensando o momento em que ele para. Reduza estímulos visuais pela janela e garanta exercício físico suficiente.
Como introduzir o cão a outros animais?
Com gatos, o ideal é criar juntos desde filhote. Com outros cães, a socialização em ambiente neutro e controlado funciona bem. Pets pequenos devem ser mantidos separados ou sob supervisão rigorosa.

Como cuidar da pelagem e da higiene?
A pelagem curta e sem subpelo exige pouco. Uma escovação semanal com luva de borracha ou pano úmido remove pelos mortos e mantém o brilho. Banhos são raros — só quando o cão realmente suja.
As orelhas grandes precisam de verificação regular para evitar acúmulo de sujeira. Unhas devem ser aparadas com frequência, pois o desgaste natural nem sempre é suficiente. Dentes merecem escovação ou petiscos dentais.
A pele fina pode sofrer cortes e arranhões em terrenos acidentados. Em climas frios ou chuvosos, muitos tutores usam casacos leves, pois a raça tolera mal o frio intenso.

Como alimentar o Cão de Caça do Faraó?
Adultos costumam se sair bem com duas refeições diárias de ração de boa qualidade, rica em proteína de origem animal. A quantidade média fica entre 1,5 e 2 xícaras por dia, ajustada ao peso real, nível de atividade e condição corporal. Filhotes precisam de três a quatro refeições menores.
O corpo esguio engana: costelas devem ser sentidas, mas não vistas em excesso. Sobrepeso prejudica articulações e o desempenho atlético. Comedouros lentos ajudam cães que engolem rápido demais.
Evite alimentos com excesso de enchimentos. Consulte o veterinário para ajustar a dieta em fases de crescimento, gestação ou idade avançada.

Quais são as necessidades de saúde e os problemas mais comuns?
A raça é considerada relativamente saudável, com expectativa de vida de 12 a 14 anos. Criadores responsáveis fazem exames de quadril, joelhos (patela), tireoide e olhos. Displasia de quadril e luxação de patela ocorrem, mas em frequência baixa.
Como outros sighthounds, pode ter sensibilidade a certos anestésicos (especialmente barbitúricos). Informe sempre o veterinário sobre a raça antes de procedimentos. Alergias de pele e problemas oculares (como cataratas) também merecem atenção periódica.
Check-ups anuais, controle de peso e exercício regular são as melhores estratégias preventivas.
| Necessidade | Cuidados principais | Frequência |
|---|---|---|
| Exercício intenso | Corrida livre em área cercada + caminhadas | Diário (45–90 min) |
| Escovação | Luva de borracha ou pano úmido | 1 vez por semana |
| Verificação de orelhas | Limpeza suave se necessário | Semanal |
| Corte de unhas | Aparar para evitar toque no chão | A cada 2–3 semanas |
| Consulta veterinária | Check-up + vacinas + exames preventivos | Anual (ou conforme orientação) |
| Controle de peso | Avaliar condição corporal (costelas) | Mensal em casa |

O Cão de Caça do Faraó se dá bem com crianças e outros pets?
Com crianças, a raça costuma ser paciente e brincalhona, especialmente se o exercício diário estiver em dia. Supervisione interações com crianças pequenas, pois o cão pode ser exuberante em momentos de brincadeira.
Com outros cães, a socialização precoce facilita a convivência. Com gatos, o sucesso depende de criação conjunta desde filhote. Animais de porte muito pequeno representam risco constante por causa do drive de presa.
Famílias que já têm pets pequenos devem avaliar com honestidade se conseguem manter separação segura quando necessário.

Como é a convivência diária e a adaptação a apartamentos?
Dentro de casa o Cão de Caça do Faraó é limpo, quase sem cheiro e com baixa queda de pelo. Depois de se exercitar, ele se acomoda e descansa. Muitos tutores relatam que o cão “desliga” e vira um companheiro de sofá.
Em apartamento, o desafio é garantir as corridas diárias. Sem isso, o latido e a inquietação aumentam. Elevadores e corredores exigem boa socialização e controle na guia.
Ele tolera mal longos períodos sozinho. Se a rotina incluir muitas horas fora de casa, considere dog walker ou creche canina.

Quais situações de comportamento merecem atenção?
| Situação | O que costuma acontecer | Como responder |
|---|---|---|
| Avistou um animal pequeno | Dispara a perseguição, ignora comandos | Manter sempre na guia ou em área cercada alta |
| Falta de exercício | Late, cava, mastiga móveis | Aumentar corrida livre e atividades mentais |
| Método de treino duro | Cão se fecha e para de responder | Trocar por reforço positivo e sessões curtas |
| Visitas em casa | Reserva ou latidos de alerta | Socializar cedo e ensinar comando de silêncio |
| Frio ou chuva intensa | Evita sair ou fica desconfortável | Usar casaco leve e encurtar passeios |

Vale a pena ter um Cão de Caça do Faraó?
Sim, se você tem espaço seguro com cerca alta, tempo para exercícios intensos diários e paciência para treinar com reforço positivo. O Cão de Caça do Faraó recompensa com elegância, afeto seletivo, limpeza doméstica e uma personalidade que mistura brincadeira e independência.
Não é a escolha ideal para quem busca um cão que possa ser solto em qualquer parque, para quem tem muitos pets pequenos ou para rotinas que deixam o animal sozinho a maior parte do dia. Quando as condições batem, ele se torna um companheiro marcante e leal.

Perguntas frequentes sobre o Cão de Caça do Faraó
O Cão de Caça do Faraó é realmente originário do Egito?
O nome e a aparência remetem ao Egito antigo, mas a raça moderna foi desenvolvida e preservada em Malta. Estudos genéticos indicam que ela se diferenciou de raças mediterrâneas próximas há cerca de dois séculos. O título “cão do faraó” foi popularizado pelos britânicos na década de 1960.
Ele pode viver em apartamento?
Sim, desde que o tutor garanta 45 a 90 minutos de exercício intenso todos os dias, incluindo oportunidades de corrida em local seguro. Sem esse gasto de energia, o cão tende a latir e se inquietar.
O rubor facial é sinal de problema de saúde?
Não. O rubor rosa no focinho e orelhas é uma reação normal de excitação ou alegria causada pela falta de pigmento escuro nessas áreas. Mudanças de cor acompanhadas de inchaço ou mal-estar devem ser avaliadas pelo veterinário.
Ele se dá bem com gatos?
Quando criado junto com o gato desde filhote, a convivência costuma ser boa. Adultos introduzidos tardiamente podem perseguir o gato por causa do forte drive de presa. Supervisão inicial é essencial.
Qual a altura mínima ideal da cerca?
No mínimo 1,80 m. O Cão de Caça do Faraó salta com facilidade e pode superar cercas mais baixas, especialmente se estiver motivado por uma presa visual.
Ele late muito?
Pode ser vocal, especialmente quando alerta ou excitado. Não é um cão silencioso como alguns outros sighthounds. Treino de silêncio e exercício adequado reduzem o excesso de latidos.