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Figueira-da-índia

Opuntia ficus-indica

Atualizado em

3 a 5 m de alturaTamanho
Sol plenoLuminosidade
Baixa, a cada 15-20 diasRega
PereneCiclo de vida
Muito fácilDificuldade
Figueira-da-índia adulta com cladódios em forma de raquete e frutos maduros no jardim

A figueira-da-índia (Opuntia ficus-indica) é um cacto arbustivo de cladódios achatados em forma de raquete, muito cultivado no Brasil como planta ornamental, frutífera e forrageira. Apesar do nome, é originária do México e se destaca pela resistência extrema à seca, crescimento rápido e frutos comestíveis conhecidos como figo-da-índia.

É facilmente reconhecida pelos artículos verdes e carnudos cobertos por aréolas com gloquídios finos e, em algumas variedades, espinhos longos. Floresce em tons amarelo a laranja e frutifica no verão, com frutos de polpa suculenta e sementes numerosas. No Nordeste é chamada de palma e forma a base da alimentação animal na seca.

Também conhecido como: Palma, Palma-forrageira, Figo-da-índia, Tuna, Nopal, Prickly pear, Indian fig

Faz parte de: Plantas de Sol Pleno, Plantas Ornamentais, Plantas Suculentas

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Galeria de fotos de Figueira-da-índia

Figueira-da-índia adulta com cladódios em forma de raquete e frutos maduros no jardim
Figueira-da-índia adulta com cladódios achatados e frutos coloridos.
Close-up do cladódio da figueira-da-índia mostrando aréolas e gloquídios
Detalhe das aréolas com gloquídios finos e espinhos.
Flor amarela da figueira-da-índia aberta sobre o cladódio
Flor amarela a alaranjada que antecede o figo-da-índia.
Frutos colhidos da figueira-da-índia em tigela, variedades verde, amarela e roxa
Frutos colhidos com variação de cor da casca e polpa.
Figueira-da-índia cultivada em vaso grande de terracota em terraço ensolarado
Cultivo em vaso grande com substrato arenoso e sol pleno.
Cerca-viva de figueira-da-índia formando barreira densa em paisagem seca
Uso como cerca-viva defensiva e ornamental.
Ideal para

É ideal para quem busca uma planta de sol pleno extremamente rústica, que exige pouca água e entrega frutos comestíveis e efeito ornamental escultural. Funciona muito bem para moradores do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste com quintal ensolarado, sítios e projetos de jardim seco. Também é ótima para produtores e tutores que precisam de cerca-viva defensiva ou forragem resiliente à seca, pois cresce rápido a partir de um único cladódio e tolera solos pobres com manejo simples.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para apartamentos, varandas sombreadas ou casas com crianças pequenas e pets que circulam livremente sem supervisão, pois os gloquídios se desprendem e causam irritação dolorosa na pele e nos olhos. Também não é adequada para quem mora em regiões frias com geadas frequentes e prolongadas ou para quem busca planta de interior ou de sombra. Quem não pode oferecer sol direto por pelo menos 6 horas, solo muito bem drenado e espaço para uma touceira que pode atingir 3 a 5 metros deve escolher outro cacto de menor tamanho e sem gloquídios.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, mínimo 6 horas de sol direto; não floresce na sombra
Rega
Baixa; regar a cada 15-30 dias no solo e quando substrato secar totalmente no vaso; suspender no período chuvoso
Solo
Arenoso, pedregoso, muito bem drenado; pH 6,0-7,5; evitar argila encharcada; elevar canteiro se necessário
Temperatura
Ideal 18-32 °C; tolera calor acima de 40 °C; sensível a geada abaixo de -5 °C, proteger plantas jovens
Adubação
Uma vez ao ano no início da primavera com composto orgânico + fósforo e potássio; evitar excesso de nitrogênio
Poda
Poda de formação nos 2 primeiros anos e poda anual de limpeza no inverno para arejar a copa e remover cladódios doentes
Propagação
Estaquia de cladódios curados por 7-15 dias; sementes possíveis mas lentas e pouco usadas

Perfil rápido de Figueira-da-índia

Estado de conservação

DD
Dados Insuficientes

Espécie amplamente domesticada e cultivada, com populações naturalizadas em todo o mundo e sem avaliação de risco na natureza.

População
estável
Protegido por
false

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
PodaJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
Frutificação / ColheitaJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica
  • PessoasNão tóxica (comestível)

Fruto e cladódio jovem são comestíveis, mas gloquídios e espinhos causam irritação mecânica intensa na pele, olhos e mucosa. Manusear sempre com luvas e remover gloquídios com fogo ou escovação antes do consumo. Sementes em excesso podem causar constipação.

Encontrado em 1 país

  • México

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Caryophyllales
Família
Cactaceae
Gênero
Opuntia
Espécie
Opuntia ficus-indica

Resumo

  • A figueira-da-índia é um cacto perene de sol pleno, com cladódios em forma de raquete e frutos comestíveis doces e coloridos.
  • O plantio é feito por cladódios enraizados em solo bem drenado, com rega escassa e floração entre primavera e verão no Brasil.
  • Não é tóxica para pets e pessoas, mas os gloquídios causam irritação mecânica e exigem manuseio com luvas e queima leve dos espinhos antes do consumo.

Características

Ficha da planta

Nome popularFigueira-da-índia, palma, palma-forrageira, figo-da-índia, opúncia
Nome científicoOpuntia ficus-indica (L.) Mill.
Família botânicaCactaceae
OrigemMéxico (domesticada na Mesoamérica)
Tipo de plantaCacto arbustivo suculento
Ciclo de vidaPerene
Tamanho3 a 5 m de altura e 2 a 4 m de largura; cladódios de 30 a 60 cm
Coresverdeverde-acinzentadoamarelolaranjavermelhoroxo
LuminosidadeSol pleno (mínimo 6 horas de sol direto)
RegaBaixa; solo seco entre regas
SoloArenoso, bem drenado, pH 6,0 a 7,5
TemperaturaIdeal 18 a 32 °C; não tolera geada prolongada abaixo de -5 °C
PropagaçãoEstaquia de cladódios e sementes
Toxicidade para petsNão tóxica (gloquídios causam irritação mecânica)

Perfil e comportamento

Necessidade de luzMuito alto
Necessidade de águaMuito baixo
Facilidade de cultivoMuito alto
Adequação a vasosMédio
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioBaixo
Tolerância ao calorMuito alto
Valor ornamentalAlto

Como reconhecer a figueira-da-índia sem confundir com outros cactos

A figueira-da-índia é um cacto arborescente que forma moitas densas com artículos achatados chamados cladódios, em formato de raquete oval. Cada cladódio mede de 30 a 60 cm, tem coloração verde a verde-acinzentada e superfície cerosa que reduz a perda de água. Diferente de cactos colunares, ela não tem folhas verdadeiras.

O detalhe que entrega a espécie são as aréolas distribuídas regularmente sobre o cladódio. Nelas nascem dois tipos de espinhos: os gloquídios, que são cerdas finíssimas, amareladas e farpadas que se desprendem ao toque, e os espinhos longos brancos ou amarelados, que podem faltar completamente nas variedades sem espinho. Se você passar a mão sem luva, os gloquídios ficam na pele e causam coceira intensa.

A floração ocorre na primavera e início do verão. As flores são grandes, de 7 a 10 cm, em tons de amarelo vivo, laranja ou avermelhado, com muitas pétalas e estames amarelos. Após a polinização surgem os frutos ovais de 5 a 9 cm, com casca que varia de verde-amarelada a roxa intensa e polpa suculenta cheia de sementes pretas e duras. O conjunto cladódio achatado + fruto em forma de figo + gloquídios é diagnóstico.

Figueira-da-índia é comestível? Fruto, palma e como manusear sem se machucar

Sim, fruto e cladódio jovem são comestíveis e amplamente consumidos. O fruto, chamado figo-da-índia ou tuna, tem polpa doce, levemente ácida, com notas de melancia e kiwi, e pode ser consumido in natura, em sucos, geleias e doces. A polpa contém mucilagem, vitamina C, potássio e fibras, além de betalaínas que dão a cor roxa ou laranja.

Os cladódios novos, com 15 a 25 cm e espinhos ainda macios, são consumidos como nopal no México e como verdura refogada no Nordeste quando a variedade é sem espinho. Precisam ser colhidos jovens, raspados para remover aréolas e cozidos ou grelhados para reduzir a acidez e a mucilagem. Cladódios velhos ficam fibrosos e são usados como forragem, não para consumo humano direto.

O maior erro é colher e descascar sem proteção. Sempre use luvas de couro ou borracha grossa, pinça e faca. A técnica tradicional é queimar rapidamente os gloquídios na chama ou escovar sob água corrente com escova dura, depois cortar as extremidades e abrir a casca longitudinalmente. Nunca esfregue o fruto na roupa ou na mão nua. Sementes em excesso podem prender o intestino se consumidas em grande quantidade.

Como plantar figueira-da-índia: cladódio, vaso ou chão

A figueira-da-índia pega com extrema facilidade por estaquia de cladódio e raramente vale a pena plantar por semente, que demora anos para produzir. Um único artículo bem curado gera uma touceira completa em uma estação. O segredo é deixar cicatrizar antes de plantar para não apodrecer.

Quando e qual muda escolher

No Brasil, plante do final da estação seca ao início das chuvas, de agosto a março, quando o solo está aquecido. Escolha cladódios de plantas matrizes sadias, com 1 a 2 anos, sem manchas, cochonilhas ou podridão. Prefira variedades sem espinho como Gigante, Redonda e Miúda se o objetivo for forragem ou consumo, e variedades com fruto roxo ou amarelo se quiser produção de figo-da-índia.

Após destacar o cladódio com faca limpa, deixe-o curar à sombra por 7 a 15 dias até formar calo esbranquiçado no corte. Esse descanso é obrigatório em clima úmido, pois plantio imediato em solo molhado causa podridão bacteriana. Cladódios murchos levemente desidratados enraízam melhor que os túrgidos.

Passo a passo no chão e no vaso

No chão, abra covas de 30 x 30 x 30 cm em solo arenoso ou areno-argiloso bem drenado. Misture 2 a 3 litros de composto curtido ou esterco bem curado com areia grossa. Enterre um terço do cladódio na vertical, com a face mais larga voltada para o sol da tarde, firmando bem a terra ao redor. Espaçamento para pomar: 2 a 3 m entre plantas; para cerca-viva: 1 m.

Em vaso, use recipiente de pelo menos 40 a 60 litros, com furos amplos e camada de 5 cm de brita ou argila expandida. Substrato: 2 partes de areia grossa, 1 parte de terra vegetal e 1 parte de composto, com pH levemente alcalino. Plante um cladódio por vaso grande e mantenha em sol pleno absoluto. Regue apenas 7 dias após o plantio, de forma leve.

  • Não enterre o cladódio deitado: aumenta o risco de apodrecimento e tombamento.
  • Não regue em excesso nas primeiras 3 semanas: enraizamento depende de solo quase seco.
  • Proteja de geada nos dois primeiros invernos com manta ou abrigo, se estiver no Sul.

Luz, rega, solo e temperatura: o que ela realmente precisa no Brasil

A figueira-da-índia é planta de sol pleno e calor. Precisa de no mínimo 6 horas de sol direto para florescer e frutificar. Em meia-sombra ela sobrevive, mas fica estiolada, com cladódios finos, pálidos e sem frutos. Em interiores ou varandas sombreadas, não se desenvolve.

A rega é o ponto onde mais gente erra. Por ser CAM (metabolismo ácido das crassuláceas), ela abre os estômatos à noite e armazena água nos cladódios. No solo, regue a cada 15 a 30 dias na seca e suspenda nas chuvas; em vaso, regue quando o substrato secar completamente a 5 cm de profundidade. Folhas amareladas e moles na base indicam excesso de água e início de podridão, não falta.

O solo ideal é arenoso, pedregoso e muito bem drenado, com pH de 6,0 a 7,5. Tolera solos pobres e salinos, mas morre em solo argiloso encharcado. Se sua terra é pesada, plante em canteiro elevado de 20 a 30 cm ou adicione 30% de areia grossa e matéria orgânica. A faixa ideal de temperatura é 18 a 32 °C; suporta até 40 °C com facilidade, mas geadas abaixo de -5 °C queimam cladódios jovens.

Adubação, poda e condução para manter produtiva e bonita

A figueira-da-índia produz bem mesmo sem adubo, mas responde a nutrição equilibrada. Faça uma adubação anual no início da primavera com composto orgânico e fonte de fósforo e potássio, como farinha de ossos e cinza vegetal em doses moderadas. Evite excesso de nitrogênio, que deixa a planta viçosa porém mais suscetível a cochonilhas e tombamento.

A poda tem três funções: formação, limpeza e colheita. Nos dois primeiros anos, conduza com um cladódio central vertical e 2 a 3 laterais bem distribuídas, removendo brotações muito baixas que tocam o solo. Anualmente, no inverno, retire cladódios quebrados, sombreados, doentes ou excessivamente adensados para melhorar ventilação e entrada de luz. Use serrote ou facão desinfetado e polvilhe canela ou enxofre no corte se o tempo estiver úmido.

Para produção de frutos, mantenha a copa aberta e não deixe a planta passar de 2,5 m se for colher manualmente. Cladódios podados podem ser reaproveitados como novas mudas ou, no caso das palmas forrageiras, picados para alimentação animal após curar 2 dias ao sol para reduzir a umidade.

Pragas, doenças e problemas mais comuns e como corrigir

A praga mais importante no Brasil é a cochonilha-do-carmim (Dactylopius opuntiae), que forma colônias brancas algodonosas e suga a seiva até matar o cladódio. É diferente da cochonilha-de-escama marrom. O controle começa com variedades resistentes como a palma Orelha-de-Elefante (Opuntia stricta) e inspeção quinzenal. Infestações iniciais saem com jato forte de água + sabão neutro e óleo de neem; casos severos exigem poda e queima do material atacado.

Outros problemas frequentes são podridão mole por Erwinia e Phytophthora em solo encharcado, identificada por manchas aquosas escuras e odor desagradável, e mancha de Alternaria, com lesões pretas circulares. A prevenção é sempre drenagem perfeita e evitar ferimentos no período chuvoso. Não existe fungicida caseiro eficaz para podridão avançada; remova e descarte o cladódio doente longe da composteira.

Deficiência de luz e vaso pequeno causam cladódios finos e alongados. Já frutos pequenos e poucos indicam falta de sol, planta muito jovem ou excesso de adensamento. A figueira-da-índia raramente sofre com formigas e pulgões, mas pode atrair abelhas na floração, o que é positivo para polinização.

Variedades e tipos de palma encontrados no Brasil

No Brasil o termo palma agrupa várias espécies, mas a verdadeira figueira-da-índia é Opuntia ficus-indica. As principais seleções cultivadas se diferenciam pela presença de espinhos, cor do fruto e uso.

Variedade / Tipo Espinhos Fruto Uso principal
Gigante Sem espinho Amarelo-esverdeado Forragem e cerca-viva
Redonda Sem espinho Amarelo a laranja Forragem, mais exigente em água
Miúda ou Doce Sem espinho Pequeno, verde Forragem de alta palatabilidade, resistente à seca
Orelha-de-Elefante Poucos, curtos Roxo Resistente à cochonilha-do-carmim
Figo-da-índia roxo Com espinhos Roxo intenso Frutífera, sucos e doces
Figo-da-índia amarelo Com espinhos Amarelo-ouro Frutífera, mesa

Para jardim ornamental, as formas com fruto roxo e cladódios azulados são mais vistosas. Para quem tem crianças ou pets que circulam, priorize variedades sem espinho, mas lembre que mesmo elas mantêm gloquídios.

Onde e como usar: do jardim seco à produção no sertão

Na paisagem, a figueira-da-índia funciona como ponto focal de jardim desértico, jardim de pedras e jardim mediterrâneo, combinando com agaves, yuccas e capins ornamentais. Também forma cerca-viva defensiva impenetrável quando plantada adensada, muito usada no interior para delimitar áreas sem arame.

Em pomar doméstico de clima quente e seco, produz até 10 a 20 kg de frutos por planta adulta por safra com manejo mínimo, desde que haja polinização por abelhas. No Semiárido, é cultura estratégica de segurança alimentar animal, mantendo-se verde quando gramíneas secam. Estudos da Embrapa mostram que a palma pode produzir até 30 toneladas de matéria verde por hectare com manejo adequado, com baixo consumo hídrico.

Em vasos, use como escultura verde em terraços ensolarados, mas escolha vasos pesados de cimento ou cerâmica para evitar tombamento pelo vento. Evite posicionar em corredores estreitos ou ao lado de piscinas, pois a queda de frutos mancha e os gloquídios se espalham.

Perguntas frequentes

Figueira-da-índia é a mesma coisa que palma forrageira?

Sim, no Brasil a figueira-da-índia (Opuntia ficus-indica) é chamada de palma e inclui variedades forrageiras como Gigante, Redonda e Miúda, selecionadas para ter poucos ou nenhum espinho.

Como plantar figueira-da-índia a partir de uma raquete?

Destaque um cladódio saudável, deixe curar à sombra por 7 a 15 dias e plante enterrando um terço na vertical em solo arenoso e bem drenado, regando levemente apenas após uma semana.

Figueira-da-índia precisa de muita água?

Não. Ela armazena água nos cladódios e prefere solo seco entre regas. Regue a cada 15 a 30 dias e suspenda nas chuvas; excesso causa podridão.

Quanto tempo demora para dar frutos?

Mudas de cladódio bem enraizadas florescem em 1 a 2 anos e frutificam no verão seguinte, com pico de dezembro a março na maior parte do Brasil.

É tóxica para cachorro e gato?

Não é considerada tóxica, mas os gloquídios finos causam irritação mecânica na pele, boca e olhos. Mantenha vasos fora do alcance e use luvas ao manusear.

Pode cultivar figueira-da-índia em vaso dentro de casa?

Não é recomendado. Ela exige sol pleno direto por pelo menos 6 horas e não se desenvolve em interior ou meia-sombra, ficando estiolada e sem frutos.

Como tirar os espinhos do fruto para comer?

Com luvas, queime rapidamente os gloquídios na chama ou escove sob água corrente, corte as pontas e descasque abrindo a casca no sentido do comprimento.

Você sabia?

1

Domesticada há milênios

A Opuntia ficus-indica foi domesticada no México há cerca de 8 mil anos a partir de Opuntia opuntia, sendo uma das primeiras plantas cultivadas das Américas, antes mesmo do milho.

2

Cochonilha vira corante carmim

A cochonilha-do-carmim criada sobre a palma produz o ácido carmínico, base do corante natural carmim (E120) usado em alimentos e cosméticos no mundo todo.

3

Fruto que muda de cor por dentro

Existem figos-da-índia de polpa branca, amarela, laranja, vermelha e roxa intensa, e a cor é definida por betalaínas, os mesmos pigmentos da beterraba, não por antocianinas.

4

Cladódio que vira nova planta em dias

Um único cladódio destacado e curado pode enraizar e brotar em 15 a 20 dias mesmo sem hormônio, e cada aréola tem potencial para emitir raízes e brotos.

Fontes

  1. Embrapa - Palma Forrageira
  2. Jardim Botânico do Rio de Janeiro - Flora do Brasil
  3. FAO - Agroecology of Opuntia ficus-indica

Prós e contras: Figueira-da-índia

Prós

  • Extremamente resistente à seca e ao calor, ideal para clima semiárido
  • Propagação muito fácil e rápida por cladódio
  • Frutos e cladódios jovens comestíveis e produtivos
  • Exige pouca adubação e pouca rega
  • Ótima para cerca-viva defensiva e jardim seco

Contras

  • Gloquídios finos causam irritação dolorosa e se espalham com facilidade
  • Precisa de sol pleno absoluto, não serve para sombra ou interior
  • Pode atingir grande tamanho e ocupar muito espaço
  • Sensível a solo encharcado e a geadas fortes
  • Atrai cochonilha-do-carmim se não houver manejo e variedades resistentes
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a figueira-da-índia é um dos cactos mais úteis para o Brasil quente e seco, mas é subestimada como frutífera por causa do medo dos espinhos. Se você tem sol pleno e espaço, vale escolher uma variedade sem espinho para forragem e uma com fruto roxo para mesa: o manejo é mínimo e o retorno ornamental e alimentar é alto.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.